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Os vinhos húngaros

Quando fomos para Budapeste já sabia que iria deixar as cervejas um pouco de lado e experimentar os vinhos húngaros. Afinal, é da Hungria que vem um vinho fantástico, o Tokaji. E meu colega húngaro, o Csaba, havia ajudado na organização de uma festa de queijos e vinhos muito bacana, quando tivemos a chance de provar alguns vinhos de sua terra natal.

Aproveitei para pedir algumas dicas para ele e o Csaba nos deu três ótimas sugestões de restaurantes (a Fê vai escrever sobre eles depois) e de alguns vinhos.

Quem está na Hungria e gosta de vinhos não pode deixar de provar mais de um tipo de Tokaji: o Aszú, o famoso vinho de sobremesa, o Szamorodni, também doce mas produzido com uvas “botritizadas” (um tipo de fungo que ataca as uvas e faz com que elas percam suco, mas ganhem concentração de açúcares) e o Furmint, que é feito com as mesmas uvas mas é um branco seco (na verdade a Furmint é apenas um dos 6 tipos de uvas que podem ser usadas na produção do Tokaji, mas se procurar um Tokaji seco é muito provável que encontre este vinho, não os feitos com os outros tipos). Quanto aos tintos, o Csaba sugeriu vinhos feitos com a Bikavér, um tipo de uva nativa da Hungria cujo nome significa algo como “sangue de touro”.

Agora vamos aos vinhos: o Bolyki Egri Bikavér foi o Bikavér que mais gostamos, mais do que o Takler Bikavér Reserve ou o Egri Bikavér. Dois Tokajis deliciosos são o Szepsy Szamorodni e o Degenfeld 6 Puttonyos Aszú, especialmente o último. Por fim, o Vörcsöki Furmint é um branco que vale muito a pena experimentar.

O que e onde comemos em Ljubljana

Em Ljubljana (capital da Eslovênia) não tivemos muito tempo para explorar os restaurantes, mas nosso amigo Goran nos sugeriu um restaurante para o primeiro jantar e sugeriu inclusive uma sobremesa que deveríamos experimentar… Com dicas de locais não temos nem o que pensar. Fomos direto para lá!

O restaurante é o Sokol. Estava super cheio e fomos muito bem recebidos logo que chegamos, mas depois o garçom que nos atendeu devia estar em um dia ruim… ou sei lá! Mas de toda forma, tivemos uma noite muito agradável. Eu comi uma truta assada com legumes no papel alumínio. Muito boa! E o Dú comeu uma vitela também muito saborosa. Mas a estrela da noite foi a Prekmurska Gibanica. É a sobremesa típica da região do nosso amigo. Coisa de outro mundo… Como se fosse uma lasanha, mas com massa folhada, queijo, canela, castanhas, maça… Hum que água na boca! E ainda é servida quentinha!!!! Não vejo a hora de ter uma cozinha novamente para me aventurar nessa receita! 😀

E sobre a cerveja o Dú já falou aqui.

Na noite seguinte saímos para jantar com nossos amigos e o Goran nos levou a outro restaurante que não peguei o cartão :-(… Dessa vez ficam só as fotos. O Dú comeu umas costelinhas de porco e eu fui de um dos prato típicos na Eslovênia, que é quase uma sopa beeem encorpada. Além de legumes, carne de porco e feijão, vai um grão que parece uma mistura entre arroz e aveia… Uma delícia e perfeito para o inverno! De sobremesa novamente a Prekmurska Gibanica, mas a do Sokol é imbatível e não é só minha opinião. Para o Goran a do Sokol é a melhor!

Depois do jantar caminhamos um pouco pela cidade ouvindo as versões (engraçadíssimas) sobre a história da cidade. E finalizamos nossa noite na Movia (Mestni trg 2, Ljubljana), uma Vinoteca bárbara! Além dos vinhos da região serem muito bons, ainda comemos uma mortadela incrível. Dá para acreditar: Comer mortadela em uma Vinoteca na Eslovênia? Amei.

Ah! E nosso amigo ainda disse que a tradução literal de Prekmurska Gibanica é moving cake ou  “o bolo que se move”. 😛

Alquimia se faz na cozinha

Hummm… Sabe aquele dia que você acorda inspirada para criar um novo prato? Pois bem, tinha em mente fazer um risoto com Camembert e salmão grelhado.

Fui ao mercado para comprar o vinho branco e me deparei com gergelim… hummm… levei!

Quando estava separando os ingredientes para o início da minha “alquimia”, me deparo com um pacote de castanhas do Pará esquecido no armário.

Como não podia deixar de ser, misturei tudo! E… Ficou di-vi-no!

Para o risoto, receita básica e no final o Camembert cortado em cubinhos, inclusive com a casca. Dá um charme especial!

Para o salmão, cortei o filé em cubos grandes. Ralei a castanha do Pará no ralador grosso, misturei ao gergelim com uma pitada de sal e pimenta branca. Empanei os cubos de salmão nessa mistura e grelhei no azeite….

De acompanhamento um belo vinho branco francês bem frutado! O que mais eu poderia querer? 😀

A intensa Florença

Florença, a parte alta de nossa viagem.

A começar pelo hotel que ficamos… que delícia de lugar. Super aconchegante e de arquitetura bem tradicional… toscana.

O tempo não nos ajudou muito… não estava frio, mas choveu praticamente todo o tempo. Vocês vão perceber que muitas de nossas fotos estão em preto e branco… Mesmo assim, aproveitamos intensamente!

Praças lindas. Igrejas de arquitetura impecável. Palácios majestosos. Restaurantes e mais restaurantes deliciosos. Para os consumistas de plantão, todas as megas marcas e muito mais. Muitas famílias passeando. Cachorros em todos os lugares… lindos! Muitas sorveterias. Vinho bom em qualquer lugar. Muitas enotecas. Ferreros diferentes e muito gostosos, mas o Kinder Bueno continua sendo o nosso preferido. Hum, os tiramisùs, A sobremesa! Muita, muita história no ar. Muito Prosciutto Crudo, eba! Limoncello e Vinsanto (sobre esses últimos o Dú vai comentar) … delícia!

Ver Florença do alto também foi especial. Do alto da Duomo da Cattedrale di Santa Maria del Fiore:

E do alto da Piazzale Michelangelo, dois lugares que exigem um pouco de perna, mas que ao final vale super à pena.

O berço do Renascimento não poderia ter sido em outro lugar!

Uma das nossas regras é não repetir restaurantes, mas nessa cidade vale quebrá-la. O único problema é que não tivemos tempo suficiente para nossa experimentação e peregrinação gastronômica… é muita opção. Assim sendo, esse é um destino que, sem dúvida, repetiremos sem nenhuma dor na consciência. 😀

Ah, os gelatos italianos… São outra perdição! Sorveteria é o que não falta em Florença, mas para facilitar nossa vida seguimos o ranking que a Mari Campos do blog Saia pelo Mundo preparou, com muito esforço, é claro!… Ótimas referências.

Risoto de limão siciliano com camarões

Nosso jantar de ontem foi uma delícia. Primeiro porque o Dú tinha voltado de um workshop de 4 dias (ai que saudades!) e depois porque, modéstia a parte, ficou uma delícia.

Fiz um risoto de limão siciliano com camarões. A receita é a seguinte:

  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 1/2 cebola picada
  • 250 g de camarões, pequenos e limpos
  • 1 xícara de vinho branco, seco
  • 900ml de caldo de legumes
  • 1 xícara de arroz arbóreo ou carnaroli
  • Raspas da casca de 1 limão siciliano
  • Parmesão ralado a gosto
  • Sal a gosto
  1. Tempere os camarões com suco de 1 limão siciliano e sal
  2. Refogue os camarões com 1 colher de manteiga até ficarem dourados, sem o suco de limão
  3. Reserve
  4. Na mesma panela, coloque o restante da manteiga e a cebola
  5. Refogue
  6. Aqueça o caldo e o mantenha em fogo baixo
  7. Junte o arroz e as raspas de limão à panela com a cebola
  8. Refogue por 2 minutos
  9. Adicione o vinho e espere evaporar
  10. Adicione 1 concha de caldo por vez e mexa sem parar
  11. Volte a adicionar mais caldo quando o anterior tiver sido absorvido
  12. Continue até que o arroz esteja al dente (25 a 30 minutos)
  13. Desligue o fogo, junte os camarões, o suco de limão (acrecente o suco aos poucos e vá experimentando até ficar ao seu gosto), o parmesão e acerte o sal
  14. Sirva imediatamente

Humm, ficou divino. Para acompanhar comprei um Lindemans, Bin 65, Chardonnay. Delícia!

A foto ficou péssima! Ficamos com preguiça de pegar a máquina grande… isso que dá! Agora não tenho nem coragem de colocá-la. 😦

Depende do ponto de vista ;-)

Toda vontade tem que ter um planejamento, senão poderá ser dispersada.

Não sei de quem é a frase, mas a li e adorei….

Bem na verdade, acabo de tomar umas taças de vinho e sob o efeito do vinho acho que não gostei mais, não.

Planejar, planejar e planejar! Por que a vida tem que ser assim? Tudo para o racional, o certo, o correto, o caminho natural. Ah! Deixa acontecer!

Se for diferente, simplesmente é. E aí? Algum problema?