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O poder do orégano e o sabor de uma doce amizade

Meu presente de aniversário desse ano foi ultra especial. Passamos uma semana na Jordânia, com nossos mais que amigos Shereen e Raed. Os conhecemos na Bélgica. Raed foi colega de classe do MBA do Dú. Durante nossa estada na Bélgica as esposas, especialmente Shereen, Pachi e eu, nos conhecemos, alimentamos uma linda amizade que hoje consideramos como laço de sangue. Somos irmãs.

Com esse pano de fundo já dá para imaginar o quão especial foi passar 7 dias na Jordânia. Conhecer lugares incríveis, daqueles que só vimos em filmes ou em documentários na National Geographic e comer bem, muito bem. Como se não bastasse estarmos juntos, os lugares são maravilhosos, transpiram história e muita energia e a comida, bem essa é covardia. O frescor dos ingredientes, a variedade dos temperos, o valor que a comida tem na cultura, tudo isso faz com que uma viagem à Jordânia seja ainda mais rica, pois trata-se de uma viagem gastronômica também.

Um lugar muito especial para se visitar (e costumo buscar um desses em todas as viagens que fazemos) são as lojas de temperos. Qual não foi a minha alegria ao adentrar em uma e ver tantas coisas familiares tal como o tremoço. Item quase que indispensável nas reuniões familiares lá de casa. Mas minha alegria não terminou por aí. As novidades são infindas. Aromas e sabores desconhecidos, mas intrigantes.

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Mas o tempero da vez é o orégano. Não, não desanime e não pense: “Orégano?! Vai dizer que essa louca não conhecia orégano?!”. Depois da Jordânia e Turquia hoje posso afirmar que esse tempero tão corriqueiro em nossas cozinhas, de corriqueiro não tem nada. Em minha memória esse era um tempero bom, ok, regular, nada de muito especial, mas os que conheci nesses dois países são muito diferentes. Inclusive entre eles.

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Franguinho cheio de amor

Dia desses em um dos nossos churrascos arrisquei temperar o frango como o frango divino que comemos na casa de nossos amigos. Não se trata de uma receita. É muito mais um modus operandi. Isso porque você vai usar os mesmo ingredientes, mas as quantidades vão variar de acordo com a preferência de sua família. No meu caso a quantidade de alho é quase que exagerada. 😛

Vamos lá! Para 6 asinhas de frango amassei 1/2 cabeça de alho grande, 1/4 de copo do orégano comprado na Jordânia, sal, pimenta do reino e azeite. Com as mãos massageie as asinhas para que os temperos cubram todas. Reserve na geladeira. Quanto mais tempo ficar marinando mais os sabores estarão desenvolvidos. E voilá. É só colocar na churrasqueira e sujar os dedos chupando os ossinhos! 😀

Sis, I know you are going to translate this post. And I want to make sure you get this message as clear as possible! That is why I am writing in English. I feel blessed by having you in my life. I am grateful for our friendship. Pachi and you are more than friends. You know that. Your are my chosen sisters. I love you with all my heart! ♥ ♥ ♥

Nossas dicas práticas para Barcelona

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Ainda não conseguimos escrever o tanto que gostaríamos sobre Barcelona, mas como a fila já andou e temos que escrever sobre mais algumas viagens, vou pelo menos registrar algumas dicas úteis. Não será um post muito detalhado, mas vai ajudar caso esteja programando uma visita à capital catalã.

Como chegar e como se movimentar

Fomos de avião, direto de Eindhoven para El Prat, o aeroporto que fica a apenas 12 Km de Barcelona. A conexão de trem do aeroporto para a cidade é muito boa, não há a menor necessidade de pegar um táxi. Mais cômodo impossível. Outro detalhe é que várias companhias aéreas de baixo custo operam em El Prat, o que é uma vantagem. Entre elas a Vueling, baseada lá mesmo em El Prat.

Barcelona não é gigante, mas é grande o suficiente para que você tenha que se organizar um pouco. Nossa “estratégia” foi ir de metrô até um ponto central para o que queríamos visitar e de lá passear a pé. Mais detalhes abaixo.

DicasBarcelona03Eu evitaria aqueles ônibus turísticos de 2 andares, super comuns em muitas cidades européias. Por três simples razões: primeiro porque, no geral, eles não fazem nada de muito especial. Você vai até as atrações principais, tem um áudio com alguma informação interessante e é só isso. Dá pra fazer tudo sozinho com um pouco de planejamento. Segundo porque vimos filas enormes para embarcar no ônibus, na baixa temporada! Fico imaginando o inferno que deve ser na alta temporada. Terceiro porque o metrô é ótimo, extenso e relativamente barato. Além de conhecer melhor a cidade você ainda evita carimbar “turista” na testa Smile Mas fique atento – não tivemos problema algum, mas li vários casos alertanto para furtos e pickpocketing no metrô. Na hora de comprar os tíquetes, prefira o de 10 viagens ou os para 1, 2 ou 3 dias.

O que fazer

Como ficamos alguns dias em Barcelona pudemos nos organizar de modo a visitar uma área que nos interessava por vez, com calma. Fizemos mais ou menos o seguinte (sem ordem cronológica):

  • DicasBarcelona02Dia 1: Cidade Velha (Ciutat Vella), especialmente o Barri Gótic, mas também a área do Port Vell e, é claro, Las Ramblas (foto)
  • DicasBarcelona05Dia 2: dia Modernista, passeando por Eixample e indo até o Parc Güell (que fica mais afastado, portanto organize seu tempo!). No caminho do parque, uma paradinha na Casa Vicens, o primeiro projeto de Gaudí (foto: Palau de la Musica Catalana)
  • DicasBarcelona04Dia 3: Montjuïc, bela vista panorâmica de Barcelona a partir do seu castelo e do parque que sobe o monte. Fica aqui o museu Miró
  • DicasBarcelona06Dia 4: basicamente a Sagrada Família, mais uma voltinha um tanto aleatória pelo Barri Gótic. É lógico que depende do interesse, mas eu visitaria a Sagrada Família sem pressa – não perca o subsolo, especialmente para ver como Gaudí encontrou uma forma engenhosa de projetar outra igreja – usando uma “maquete” de ponta-cabeça. Super dica para a Sagrada Família: compre seu ingresso de entrada em qualquer ATM do banco La Caja e fuja das filas da entrada. Infelizmente não dá para fugir da fila para subir a torre (compre outro ingresso ao entrar, caso queira), mas nem sempre dá pra ter tudo
  • Day trip 1 – Montserrat (leia o post). Vale muito a visita, mas se programe para sair cedo, senão estará em um trem lotado de turistas indo para o mesmo lugar
  • Day trip 2 – Museu Dalí, em Figueres (post!). Só vale se quiser visitar o museu, pois Figueres em si não é muito interessante

Onde comer

Leia os já tradicionais posts da Fernanda sobre os restaurantes onde comemos: parte I e parte II.

Onde ficar

DicasBarcelona07Como já disse, o metrô funciona muito bem e a cidade é um tanto “espalhada”. Então, a não ser que vá ficar pouco tempo e tenha um interesse bem específico, não se preocupe muito em ficar em um hotel central. Procure sim um bem localizado – o que quer dizer perto de uma estação de metrô e, preferencialmente, não muito longe das principais estações de trem – Plaza d’Espanya e Sants.

É isto, espero que estas dicas sejam úteis. Aproveite e dê uma olhada na nossa galeria de fotos de Barcelona para entrar no clima da cidade!

Como planejar sua viagem pela Europa

Antes de mais nada, é claro que não somos experts em planejar viagens. Mas depois de planejar algumas viagens, para destinos diferentes e em momentos diferentes, você tem a chance de testar na prática o que funciona e o que não funciona para você. Algo que não dá para fazer quando você embarca numa viagem mais longa, pulando de cidade para cidade, tentando aproveitar ao máximo o tempo disponível. Assim, este post tenta sintetizar o que tem funcionado para a gente – nenhuma garantia de que vá funcionar para você ou ajudá-lo a ter uma viagem 100% tranquila 😉

Vamos começar com a real razão de viajar: o que você espera ver, conhecer e experienciar.

Temos usado dois aplicativos para iPhone / iPad muito legais – além de serem uma mão-na-roda te ajudam a descobrir alguns lugares/atrações que passariam batidos. O primeiro é o Wikihood – ele usa sua localização para indicar o que está próximo, usando a informação disponível na Wikipedia. O segundo é o Fotopedia, que apresenta os locais nomeados como patrimônio da Unesco. Este também pode usar sua localização para mostrar o que está próximo, mas você também pode “viajar” pelos diversos países. Este aplicativo funcionava de modo meio estranho, mas parece ter melhorado muito na última atualização. O World Heritage é semelhante, então você pode testar os dois e ver qual te agrada mais.  Recentemente descobri alguns sites que giram em torno do conceito de comunidade: outros turistas escrevem reviews, publicam fotos e – é lógico – mostram quantos países/cidades já visitaram. A ideia é promissora, então vale checar o Virtual Tourist, geckogo ou a Wikitravel. Dei uma olhada geral e eles serão usados na nossa próxima viagem – se você já usou algum deles, nos diga se ele foi realmente útil ou não. No geral não acho os guias de turismo muito úteis – se você tem tempo (e paciência!) de procurar por blogs sobre seu destino, é bem provável que encontrará muitas dicas bacanas. Ajuda muito se você souber que tipo de informação procura – um destino específico, restaurantes, baladas, etc. O site deste estudante inglês, por exemplo, tem informações sobre diversas fortalezas da Europa.

Como gostamos de comer bem sempre procuramos experimentar a culinária local. Às vezes você gosta, às vezes não, mas sempre compensa dar uma chance a ela. Usamos tanto o Tripadvisor quanto o Google Maps – neste, basta você pesquisar “restaurants” que eles serão incluídos no mapa, com seus respectivos ratings e comentários. Notamos que se você vai para uma cidade grande e muito turística (como Paris, Londres ou Roma) é bom você saber em que restaurante entra – senão o risco de pagar caro e não comer muito bem é grande. Para cidade pequenas, mesmo que bem turísticas, temos a impressão que a qualidade dos restaurantes é mais homogênea e seu risco de se dar mal é menor. E nós temos uma regra: quase nunca comemos duas vezes no mesmo restaurante, por mais que tenhamos gostado da comida. É um bom modo de criar a oportunidade de experimentar novos sabores.

Mas é claro que antes de fazer tudo isto você precisa chegar lá: o site mais legal que conheço para pesquisar o preço de passagens aéreas é o Momondo. O problema é que ele não pesquisa as várias companhias aéreas de baixo custo que existem na Europa – e elas são várias… Esta página da Wikipedia tem uma lista destas companhias, mas as maiores na Europa são a Ryanair e a easyJet. Se vai usar uma delas, não deixe de checar exatamente onde é o aeroporto em que vai aterrisar (alguns são absurdamente fora-de-mão) nem de pagar a taxinha que te dá embarque preferencial – é uma maravilha se acomodar antes do batalhão invadir o avião e você ainda estará economizando uma boa grana. Trens também são uma ótima opção – a página internacional da B-rail é a melhor de se pesquisar, na minha opinião. Sei que há uns passes válidos por 1 semana, 1 mês, etc. mas nunca os usamos e não sei dizer se valem a pena. Sempre cheque a duração da viagem – alguns trens são uma verdadeira roubada em termos de tempo perdido… Dependendo da distância / disposição / budget, você ainda pode dar uma olhada na eurolines para checar viagens de ônibus a partir de algumas cidades belgas. Na Holanda você ainda pode usar o 9292 para planejar suas viagens, incluindo trem e ônibus. Funciona muito bem e indica direitinho horário, duração e números do trem/ônibus. Se você vai alugar um carro, um GPS é uma baita ajuda, especialmente quando você entra numa nova cidade: várias são tão antigas e tem ruas tão irregulares que não é fácil você se orientar. Pode parecer estranho, mas não deixe de checar o preço de um aparelho novo; algumas locadoras cobram tão caro para incluir o GPS na diária que se você alugar o carro por 4 ou 5 dias já dá para comprar um – com a vantagem de levar ele para casa depois. Dê uma olhada em lojas como a FNAC, MediaMarkt ou Amazon para ter ideia do preço no país que vai visitar – só não se esqueça de checar se você conseguirá carregar mapas do Brasil quando voltar.

Finalmente, nada melhor do que uma boa cama depois de andar o dia inteiro conhecendo uma nova cidade. Quase sempre usamos o Booking.com; fácil de usar, comentários bastante confiáveis e por vezes com opções diferentes e interessantes – em Berlim, por exemplo, ficamos em um business flat super bacana e com ótimo preço quando comparado a hotéis. Na Itália, porém o Venere funcionou muito melhor; ótima dica de uma ex-colega do MBA. Pretende ficar um período mais prolongado em alguma cidade? Recentemente descobri a Interhome, que aluga apartamentos e casas para períodos de pelo menos uma semana. Não experimentamos e portanto não posso comentar o serviço, mas parece bem organizado e vale uma checada.

Para terminar, algumas dicas rápidas:

  • Este é um post com informações bem gerais – a Fê normalmente escreve sobre nossas viagens, então veja se já visitamos a cidade que você pretende conhecer para dicas mais específicas
  • Descubra o site da cidade onde vai ficar – normalmente você terá boa informação lá. Se você quiser visitar vários museus ou atrações, ou ainda usar bastante o transporte público, várias cidades tem o seu city pass. No geral eles não são tão baratos, então pense se compensa para você antes de comprar
  • Tente descobrir se há algum festival ou outro grande evento na cidade. Pode ser muito especial – chegamos em Berlim exatamente na véspera da comemoração dos 10 anos de queda do muro! – ou uma roubada – como pagar uma fortuna por um hotel em Amsterdam no Queen’s Day. O site Le cool tem informações sobre eventos em algumas cidades
  • Roteiros menos convencionais podem ser uma ótima. Em Viena conhecemos uma senhora austríaca que mora no Canadá e que sempre vai para a cidade porque adora ópera; ela nos sugeriu uma agência que organiza passeios para assistir óperas em… Bratislava, na vizinha Eslováquia! Ela ficou impressionada não só com a ópera, mas também com a cidade e o jantar incluso. Infelizmente não conseguimos fazer o passeio (não é organizado todo dia), mas da próxima vez teremos mais sorte 😉
  • Verifique o horário das atrações que pretende visitar e o ritmo de vida local. Apague a ideia de 24×7 no momento em que pisar em solo europeu – as coisas simplesmente não funcionam assim por aqui. Mesmo atrações turísticas e lojas estarão fechadas às 5 da tarde em alguns países. O ritmo de vida se aplica bastante ao horário das refeições – na Bélgica você verá muita gente jantando às 6 e meia da tarde, enquanto na Espanha a maioria dos restaurantes ainda estará fechada 🙂
  • A gente gosta muito dos tours da New Europe – são feitos a pé ou usando o transporte público e você paga no final o quanto acha que valeu. Exatamente por isto os guias em geral são muito bem preparados e conhecem bem a cidade, mas é claro que há altos e baixos (achamos o tour em Londres um pouco fraquinho, enquanto os de Amsterdam e Berlim foram bem legais)
  • Um bom Bed & Breakfast pode ser uma excelente alternativa a um hotel. O mesmo vale para um business flat – que ainda tem a vantagem de te dar a flexibilidade de preparar um lanchinho na “sua” cozinha
  • O euro é uma mão-na-roda; não só você não precisa trocar dinheiro em cada país que visita como também acaba tendo uma boa referência de preços. Outra mão-na-roda é sacar dinheiro direto da sua conta no Brasil, usando Maestro ou Electron. E aposente um pouco seu cartão de crédito, pois fora de hotéis eles não são tão usados (e normalmente vão te cobrar uma taxa extra para aceitar o cartão)
  • Se realmente quiser descobrir atrações ou eventos diferentes, mergulhe nos blogs, especialmente de expatriados que estão vivendo na cidade/país – você precisa garimpar por boa informação, mas quando você a acha vai descobrir algumas coisas muito, muito bacanas
  • Em um país como a Bélgica, você verá as garçonetes darem um pequeno sorriso quando você pede para experimentar a cerveja da cidade. Mas deixando a simpatia de lado, é legal experimentar os produtos locais – outros exemplos foram os vinhos brancos de Luxemburgo, os feitos com a Bikavér, na Hungria e o salame de javali, na Toscana
  • Para saciar sua gana consumista, esqueça aquelas tranqueiras que só turistas compram, sempre iguais em toda cidade 🙂 Garanto que será muito mais legal encontrar algo diferente (mas nem por isso caro!) que é a cara da cidade, como um cristal em Praga, uma porcelana azul em Delft ou um guarda-chuva na Bélgica 😛
  • Uma das coisas mais legais da Europa é a diversidade de culturas. Você viaja 100, 200 Km e bam! está frente a outros costumes, língua, comida e cultura – até mesmo uma perspectiva diferente dos mesmos fatos históricos. Ignorar isto ou se ater aos clichês (do tipo “os garçons na França são um saco!”) é perder no mínimo 50% da viagem, na minha opinião. E só para constar: os garçons na França são mesmo um saco. Pelo menos em Paris 🙂
  • Por fim, imprevistos vão acontecer. Aproveite, aprenda e se divirta. Afinal, é para isto que servem as viagens 🙂
PS: minha ideia é atualizar este post quando descobrir mais alguma coisa que vale compartilhar. Então não deixe de dar uma olhada nas últimas atualizações quando estiver planejando sua viagem!

O que e onde comemos em Viena

E a comilança não tem fim… Já na estação de trem, ao chegarmos em Viena, verdes de fome, matamos uma pizza… 🙂

À noite rodamos o centro da cidade em busca de um restaurante. As opções não pareciam muito promissoras, mas aí passamos por uma ruazinha não muito iluminada e vimos um casal de meia idade entrando com toda segurança em um restaurante. Demos uma espiada pela janela e as mesas estavam cheias e muito animadas. Muita gente de meia idade e logo pensei, “esse povo (me refiro às pessoas de meia idade) normalmente gosta de comer bem e todos parecem se conhecer”… “Dú, vamos arriscar esse, acho que vai ser legal”… E foi. 😀

O restaurante é o Reinthaler’s Beisl (Dorotheergasse 4, Wien 1), ambiente simples e típico, salão para fumantes e não-fumantes, eba! Como estava cheio acabamos sentando no fumantes, mas gentilmente o garçom nos mudou para o não-fumantes assim que livrou uma mesa. 🙂 Dessa vez foi o Dú quem comeu o Wiener Schnitzel que estava di-vi-no e eu fui de Goulash também muito bom!!! Não podíamos ter escolhido restaurante melhor! 😀

No dia seguinte, já com as pernas cansadas e com muita fome almoçamos em um restaurante turco ma-ra-vi-lho-so, sem exageros. O restaurante é o Etap Restaurant. E os pratos estavam tão bons quanto o ambiente. O Dú comeu uma Kafta numa cama de pão turco, molho levemente apimentado e iogurte… Uma coisa de louco de tanto sabor! E eu comi um mini raviole recheado com carne de cordeiro ao molho de iogurte, igualmente saboroso. 😛

No jantar fomos ao Vapiano, uma rede de restaurantes italiana muito bacana. O ambiente é moderno e com balcões altos. Você escolhe o que quer comer (massas, pizzas, saladas etc) e retira o que quer nas ilhas onde preparam cada especialidade. Eu diria que é um fastfood mais estilizado :-). O Dú comeu uma pizza bem feitinha e eu um carpaccio com um molho de maionese… Que depressão. Depois de muito esforço tentando tirar todo o excesso de maionese temperei com azeite, sal e limão siciliano e deu para o gasto :-(. O Dú ainda arriscou o tiramisù, mas era mais um creminho gostoso de mascarpone que um tiramisù de verdade… A identidade Italiana se perdeu em algum lugar!

Em nosso último dia em Viena estávamos a caminho do Belvedere com muita fome. Não tínhamos muitas opções de restaurante, mas nos deparamos com um Italiano com um menu de preço camarada. Entramos e ficamos de boca aberta com o ambiente e atendimento. Quando os pratos chegaram não tivemos dúvida: Somos sortudos mesmo! 🙂 O Dú comeu um raviole de ricota e espinafre ao molho de queijos e eu um gnocchi verde com recheio de queijo ao molho de mascarpone e açafrão. Por Deus, o que era aquilo? Não satisfeitos, pedimos um tiramisù… Sem comentários! Ah! O restaurante é o Diverso (Mommsengasse 2, 1040 Wien).

Para fechar nossa estada em Viena com chave-de-ouro, fomos beliscar no Cafe Central, considerado um dos maiores e mais antigos cafés de Viena. O site diz que o Cafe foi casa de grandes poetas, filósofos e líderes dentre tantos nomes encontra-se o do “Tio Freud” :-D, que emoção. O Cafe é realmente muito grande e agradável. O teto é abobadado e muito lindo! Bem no centro do salão um piano de calda-longa traz ainda mais charme ao ambiente, especialmente pela graça do senhor que o toca. Depois do exagero de almoço que tivemos, só beliscamos. O Dú escolheu um croquete de carne de javali e eu um caldo de abóbora com sementes crocantes de abóbora e azeite de tangerina. Um luxo! O Dú foi namorar a linda vitrine de doces e voltou com esse aí ó! 😀

O que e onde comemos em Praga

E a história continua… Muito porco e muita batata… hehehe

Logo no primeiro jantar em Praga fomos a um restaurante típico e muito bem avaliado e nos demos muito bem! Logo que chegamos um casal de senhores na mesa ao nosso lado recebeu seus pratos, ele um belo joelho de porco, ela uma bela costela de porco. Nós pedimos o mesmo, e só invertemos os pratos, eu um belo joelho de porco, Dú uma bela costela de porco. Não há palavras para descrever a textura e sabor dessas maravilhas. Só indo para conferir. Pratos muito bem servidos, carnes mais do que macias, tempero muito especial, só queria mesmo que meu sogro estivesse lá comigo. Ele, assim como eu, adora uma carninha de porco e o meu joelho estava uma coisa de louco! Anote aí: o restaurante é o U Pinkasu. Imperdível!!

Dia seguinte estávamos passeando pelo palácio de Praga (MA-RA-VI-LHO-SO!!! Só o dia estava meio nublado 😦 ) e rodamos pelos arredores a procura de um restaurante. Caímos no Restaurant U Labutí. Ambiente legal, tudo com muita madeira e o teto em forma de abóbada: LINDO! Na parede algumas telas… bem… para o nosso gosto, horrendas. Umas mandalas mega manjadas… Nada a ver! Mas a comida é o que importa, certo? Atacamos de pratos típicos! O Dú comeu uma carne de porco com um molhinho bem suculento, geleia de frutas vermelhas e fatias de dumplings com bacon, claro! Estava muito saboroso. E eu fui de Wiener schnitzel, um belo escalope de porco empanado com purê de batatas e bacon (claro!), um típico prato austríaco. E para encerrar um apfelstrudel gostoso.

Como já estávamos em um ritmo assustador em termos de comidas gordurosas, apostamos em um jantar mais leve. Fomos ao Blatnička Slovácká Vícha (Michalská, 511/6), o salão fica no subterrâneo e a parte (bem) chata é que é permitido fumar! Juro que não consigo entender por que os fumantes têm mais direito do que quem não fuma. Será que eles não percebem que querendo ou não eles estão desrespeitando o meu espaço com a m**** da fumaça! Argh! Anyway, depois de termos nosso olfato prejudicado atacamos de frango com molho de vinho e cogumelos e uma levíssima truta, o Dú e eu respectivamente. 🙂

Mas no almoço do dia seguinte não fomos tão parcimoniosos, não! Atacamos umas costelas de porco lin-das no Restaurace Klementinum (Kozi 803/12, Praha 1, 110 00, Tel.: 222 212 697). Ah! E de entrada uma tábua de queijos muito boa! 😀

Com o sentimento de culpa batendo à nossa porta queríamos nos redimir com um jantar leve, na verdade só queríamos algo para beliscar. Rodamos, rodamos e paramos no Fusion Cafe-Bar (Husova 232/10). Um Café-Bar moderninho, mas que precisa muito aprimorar seus pratos. As opções são boas, mas o preparo fica muito à desejar. O Dú comeu uma bruschetta que era uma fatia de pão com um monte de tomates em cima e mais nada! E o meu carpaccio, bem, já comi, ou melhor, deixei de comer muito piores, mas esse ainda tem muito o que melhorar. 😦

Procurávamos um lugar sem cigarro para comer, mas foi quase impossível. Aí decidimos ir no Cafe ~ Cafe, pois tínhamos visto boas indicações, e cigarro-por-cigarro ficamos em um com um ambiente beeem legal e comidinhas muito interessantes. O Dú comeu um risoto interessantíssimo de camarão chili-agridoce e eu comi um toast de atum bem leve e saboroso. 😀 O lugar é muito bacana e para quem adora um sobremesa, vai pirar. A vitrine de doces é linda de morrer. Mas dessa vez, nos controlamos.

No nosso último jantar, resolvemos ficar por perto do hotel e fomos no Mozaika Prague Restaurant. Também vimos boas referências e resolvemos apostar! O ambiente é muito bonito, bem moderno, mas aconchegante ao mesmo tempo. A cozinha é internacional o que faz o cardápio ser bem variado. O Dú foi de salmão com purê de bata com wasabi e eu de sushi de salmão. A apresentação dos pratos é bem caprichada, mas o sabor não responde à beleza. E o arroz do sushi estava bem mal cozido. Acabei dando o feedback quando o garçon retirou os pratos e gentilmente recebemos a sobremesa como cortesia, a qual estava per-fei-ta. Esse é um restaurante que tem futuro, mas definitivamente precisam investir mais no chef.

O que e onde comemos em Berlim

Que ideia a minha começar a escrever sobre o que e onde comemos em Berlim no momento em que eu estou com fome… Ui! Mas minha angustia não termina aqui, não. Estamos provisoriamente vivendo em um “flat” até que nossa vida tenha um rumo e até temos um cozinha bem equipada, mas ontem arrisquei um frango grelhado com salada e a marofa do frango está ainda presente… O negócio vai ser investir em coisinhas frias mesmo… Ainda bem que estamos mesmo precisados de um dieta básica, especialmente depois de tudo o que comemos nessa última viagem. 😕

Mas, chega de blá-blá-blá e vamos ao que interessa: No geral a comida para essas bandas do Leste Europeu são bem pesadas, gordas. A presença da batata e da carne de porco e seus derivados é marcante. Pessoalmente adoro uma carninha de porco, um toucinho (tive até que engolir a água na boca só de escrever toucinho… hehehe), mas uma dieta com essa base não é para mim não. Prefiro variedade e coisinhas leves e frescas também são muito, muito importantes para manter meu apetite.

Com isso o que quero dizer é, vindo para essas bandas se preparem para comer porco, muito porco. 🙂 E isso se você tiver um espírito como o nosso de além de conhecer a cidade, cultura, igrejas, conhecer também a culinária local, e por culinária entende-se pratos e bebidas típicos. Para nós essa é uma das facetas mais interessantes de todas as viagens, a descoberta de novos sabores, texturas, temperos, novos ingredientes, ingredientes já conhecidos, mas preparados de formas distintas… Um mundo sem fim para ser desbravado.

Pois bem, aqui vão as dicas de onde e o que comemos em Berlim.

Nosso primeiro jantar fugimos à regra e fomos parar em um restaurante argentino. A vontade de uma bela carne falou mais alto que nosso ímpeto de conhecer novos sabores. 🙂 Plancha Restaurant – Cocktailbar é um restaurante simpático, os garçons falam espanhol e a carne estava divina. Para quem conhece a carne argentina, essa ainda fica a desejar, mas para quem já está há muito tempo longe de um bom e tenro pedaço de carne… É o Céu! E o preço? Super camarada!

No dia seguinte fizemos um tour de bicicleta por Potsdam e fizemos um lanche no meio do caminho. Foi quando comi uma verdadeira salsicha Alemã… Humm, é gostosa mesmo!

No mesmo dia, acabados depois de 6h30 e 16km de bicicleta, apenas andamos um pouco pelo show em comemoração aos 20 anos da queda do Muro de Berlim. Foi muito interessante estar lá nesse dia tão importante. E por lá comemos o tão típico Currywurst, que nada mais é do que o mais tradicional fast-food Alemão, a tradicional salsicha com batata frita (não tão boa quanto a da Bélgica) e molho de ketchup, molho de tomate e curry… Saudávellll…. 😛

Dia seguinte fizemos o nosso tradicional free tour e só comemos um lanchinho bem gostoso no Aroma espresso bar (Friedrichstrasse, 200).

Mas no jantar a história foi diferente… Tentamos três restaurantes que tínhamos visto boas avaliações, mas todos estavam cheios. Já sem opção partimos para a sorte e deu certo. Jantamos no Kartoffel Laube (Probststraße 1), o qual agora nos referimos como O Restaurantes das Batatas, todos os pratos têm batata… hehehe… Restaurante de cozinha e ambientação tradicionais, atendimento muito atencioso e pratos muito bem preparados. Adoramos.

No dia seguinte almoçamos em um dos que estavam cheios na noite anterior. Gasthaus Mutter Hoppe, restaurante e ambientação também bem típicos. O atendimento nem tão atencioso quanto ao anterior, mas os pratos estavam divinamente bem preparados. Super bom!

Nossa tarde nesse dia foi mais relax e paramos em um bar no estilo parisience… Todas as cadeiras na calçada viradas para a rua e nós lá, tomando uma cerveja, cappucino e um belo apfelstrudel com calda de baunilha… Só para não deixarmos de exercitar o maxilar. 😀 E de bandeja ainda vimos uma performance muito gostosa de um Clown. Ótima tarde! Ah, o café é o Alt Berliner Biersalon e a cerveja que o Dú tomou é a Hövels.

Em nossa última noite em Berlim fomos ao Goodtime, restaurante tailandês moderninho que tinha uma avaliação super legal. Ambiente mais modernoso, música eletrônica e pouca luz, pratos bem preparados, mas nada de especial. O que mais adorei foram as louças em cerâmica verde e os talheres. 🙂 Pena que pela pouca luz as fotos ficaram bem meia-boca. 😦

O que e onde comemos em Ljubljana

Em Ljubljana (capital da Eslovênia) não tivemos muito tempo para explorar os restaurantes, mas nosso amigo Goran nos sugeriu um restaurante para o primeiro jantar e sugeriu inclusive uma sobremesa que deveríamos experimentar… Com dicas de locais não temos nem o que pensar. Fomos direto para lá!

O restaurante é o Sokol. Estava super cheio e fomos muito bem recebidos logo que chegamos, mas depois o garçom que nos atendeu devia estar em um dia ruim… ou sei lá! Mas de toda forma, tivemos uma noite muito agradável. Eu comi uma truta assada com legumes no papel alumínio. Muito boa! E o Dú comeu uma vitela também muito saborosa. Mas a estrela da noite foi a Prekmurska Gibanica. É a sobremesa típica da região do nosso amigo. Coisa de outro mundo… Como se fosse uma lasanha, mas com massa folhada, queijo, canela, castanhas, maça… Hum que água na boca! E ainda é servida quentinha!!!! Não vejo a hora de ter uma cozinha novamente para me aventurar nessa receita! 😀

E sobre a cerveja o Dú já falou aqui.

Na noite seguinte saímos para jantar com nossos amigos e o Goran nos levou a outro restaurante que não peguei o cartão :-(… Dessa vez ficam só as fotos. O Dú comeu umas costelinhas de porco e eu fui de um dos prato típicos na Eslovênia, que é quase uma sopa beeem encorpada. Além de legumes, carne de porco e feijão, vai um grão que parece uma mistura entre arroz e aveia… Uma delícia e perfeito para o inverno! De sobremesa novamente a Prekmurska Gibanica, mas a do Sokol é imbatível e não é só minha opinião. Para o Goran a do Sokol é a melhor!

Depois do jantar caminhamos um pouco pela cidade ouvindo as versões (engraçadíssimas) sobre a história da cidade. E finalizamos nossa noite na Movia (Mestni trg 2, Ljubljana), uma Vinoteca bárbara! Além dos vinhos da região serem muito bons, ainda comemos uma mortadela incrível. Dá para acreditar: Comer mortadela em uma Vinoteca na Eslovênia? Amei.

Ah! E nosso amigo ainda disse que a tradução literal de Prekmurska Gibanica é moving cake ou  “o bolo que se move”. 😛

Leste Europeu e nossas dicas práticas

Como já comentei no post anterior ainda temos muita coisa para contar sobre nossas últimas experiências e agora só fizemos acumular mais e mais histórias.

Aproveitamos nossa fase cigana e planejamos mais uma viagem até que algumas decisões pudessem ser tomadas. Resolvemos traçar uma rota mais para o leste europeu aproveitando uma entrevista que o Dú teria em Ljubljana, capital da Eslovênia. Começamos por Berlin (4 noites), Praga (4 noites), Viena (3 noites), Ljubljana (2 noites) e finalmente Budapeste (5 noites).

Vou começar com as dicas práticas, assim já fica disponível a informação para aqueles que pretendem ou estão planejando uma viagem para essas bandas. A primeira dica é: Vai em frente…. Cada um desses lugares é singular e vale muito, muito a pena!!!!

Transporte

Bruxelas/Berlim – Saimos de Bruxelas via EasyJet, uma das companhias de baixo custo que são uma mão na roda. Os tickets de trem estavam muito caros nesse trajeto.

Berlim/Praga  – Fizemos de trem. Esse trecho você consegue comprar online no site da BD Bahn.

Praga/Viena – Fizemos de trem também, mas esse não é possível comprar online. As dicas que li diziam para comprar na própria estação e foi o que fizemos assim que chegamos em Praga.

O ideal seria fazer Viena/Budapeste, mas como a entrevista do Dú estava agendada fizemos Viena/Ljubljana… 6h30 de trem e os tickets não foram tão baratos assim :(.

Ljubljana/Budapeste também fizemos de trem e esse trecho foi dureza… 8h30 com “apenas” 28 paradas saíndo de Ljubljana às 6h50 da matina. Imagina o nosso bom-humor… Um suplício. Mas pagamos 29,00 Euros cada ticket e de avião sairia mais de 300,00 pilas para cada… Então tentamos nos conformar. Mas como diz o ditado tudo o que é ruim pode piorar… hehehe… Depois de umas 5 horas de viagem recebemos a notícia que o trem não poderia seguir seu rumo em virtude de problemas na via férrea por conta do derramamento que ocorreu há alguns dias de lama tóxica. Paramos no meio do nada, descemos e pegamos um buzão. Depois de muito sacolejo, voltamos para a via férrea e pegamos um novo trem, mas dessa vez estava mais para um pau-velho que para um trem. E por conta disso me lembrei de outra dica prática que só é realmente útil em situações como essas. Tenham sempre um kit básico de limpeza: álcool em gel, lenço umedecido e lenço de papel. Parece coisa de gente neurótica, né!? Se você respondeu que sim, isso quer dizer que você nunca esteve na China e que se você se deparar com um trem mal conservado como esse aí… ui… Não queria estar na sua pele!

Ah! E em viagens de trem normalmente passamos antes em um supermercado para levarmos um lanchinho mais gostoso e mais econômico… Mas nessa última não deu tempo e é claro que não tinha restaurante no trem. O que nos salvou foram dois pedaços de pizza de um Kebab que compramos na estação de trem.

E finalmente Budapeste/Bruxelas. Mais uma vez usamos uma companhia de baixo custo, dessa vez foi a WizzAir, baratinho e conveniente. 🙂

Hospedagem

Quanto às hospedagens usamos sempre o Booking.com. É ótimo e o melhor de tudo são as avaliações e comentários, ajudam muito!!

Em Berlim ficamos em um apartamento do InnSight City Apartments. Ótimo! Além de espaçoso a localização era muito boa. Para café-da-manhã passávamos no supermercado no dia anterior e comprávamos iogurte e pão, além de muitos chocolates :-D. Mega conveniente e ainda econômico.

Em Praga ficamos no Hotel Sieber. Uns 200 metros de uma estação de metro. Quarto bem grande e espaçoso, cama e banheiro bem bons, café-da-manhã gostoso (serviam uma baguete diretamente do forno, di-vi-na)… Ótima opção também. Somente a Internet deixava a desejar, era muito instável.

Em Viena ficamos no Mariahilf Hotel-Pension. Está mais para uma pensão do que para um hotel. Quarto e banheiro bem pequenininhos. Colchão maravilhoso, o melhor de todos que já ficamos, Internet muito boa (e por apenas 8 euros o período), café-da-manhã bom e literalmente na boca da estação de metro. Mega conveniente. Se você for ficar pouco tempo e não se incomodar em ficar meio apertadinho, recomendo.

Em Ljubljana nos hospedamos no Hotel Park, perto da estação de trem, simples, mas espaçoso e bem limpinho. O café-da-manhã também era bem gostoso e a Internet apenas no Lobby, mas nosso quarto era no segundo andar e perto da janela pegávamos o WiFi do Lobby… hehehe…

Agora em Budapeste a história mudou um pouco. Por não ser alta-temporada conseguimos uma tarifa suuuper legal no Eurostars Budapest Center… Um 4 estrelas. Que chique! Primeira vez em um! Acho que uma descrição não se faz necessária… Mas quarto super espaçoso, banheiro grande e lindo, piso do banheiro aquecido (isso você leu direito), cama enorme, colchão e travesseiros ótimos e ainda no meio de duas estações de metro. Melhor impossível.

É isso aí. Se precisar de mais alguma informação prática que não considerei aqui, estamos às ordi. 😀 Fique à vontade em nos perguntar.

Ah! Quanto ao tempo em cada uma das cidades somente em Ljubljana ficaríamos mais… Na verdade não conseguimos ver muita coisa. Já nas outras, o tempo que ficamos é bem OK, isso se você estiver planejando para visitar apenas essas cidades mesmo, sem fazer nenhuma viagem menor para cidades vizinhas. Em Budapeste acabamos ficando uma noite a mais que o planejado por conta da passagem de volta para Bruxelas… No final das contas sairia mais barato ficarmos uma noite a mais.

Para locomoção em todas essas cidades o melhor é o transporte público, especialmente o metro. No geral não é muito caro e a rede é muito boa. Onde não tem metro tem tram ou ônibus. Carro ou táxi só se você for muito a fins mesmo…

Colecionamos um montão de cartões de restaurantes de cada uma das cidades que fomos… Mas essas dicas ficam para um próximo post. 😀

Era uma vez uma viagem de trem…

Nossa viagem à China foi marcada por muitos pontos altos e muuuitos pontos baixos, ou baixíssimos… heheheh E esse foi um deles, dos baixos:

Chegamos em Beijing e tivemos uns quatro dias para turismo, nesse meio tempo os outros integrantes do grupo chegariam à cidade para só então viajarmos rumo à Qingdao, cidade onde os meninos fariam grande parte do projeto segundo a agenda elaborada por nossa colega chinesa. A mesma colega chinesa estava nos ajudando com toda a logística de viagens, já que é praticamente impossível fazer por si próprio sem falar mandarim. Ela comprou as passagens de trem e nos preparou dizendo que não teríamos assento nos primeiros 40 minutos de viagem. Sendo uma viagem de 6 horas, não vimos problema algum. Mesmo porque somos flexíveis :-P.

Depois de alguns contratempos por conta da faca que comprei (isso merece um post especial, aguardem!), chegamos à plataforma e para a nossa surpresa sentamos confortavelmente em nossas poltronas. Felizmente conseguimos também acomodar todas as nossas bagagens e felizes começamos nossa jornada rumo à Qingdao.

40 minutos depois fomos despejados de nossas confortáveis poltronas… Depois de muito empurra-empurra ao cruzarmos os vagões do trem chegamos ao vagão do restaurante, onde nossa colega disse que poderíamos nos acomodar melhor até termos assentos novamente.

O tempo foi passando, as pernas foram cansando, o vagão do restaurante lotava cada vez mais e a frustração inicial foi se transformando em raiva final…. Manja?! Mesmo tentando manter o bom-humor e aproveitar os imprevistos para trabalhar as competências adaptação e flexibilidade, depois de 5 horas e 20 minutos totalmente desacomodados em uma viagem de trem fica difícil, convenhamos! Eu juro que eu tento ser positiva e ver as coisas pelo lado bom, mas nem sempre é possível.

Mas a história não termina aí, não! Lembra que falei que na agenda estava Qingdao, então chegamos em Qingdao, uma cidade litorânea, o que deixou os meninos super animados… Muito tempo sem ver praia dá nisso. Na estação de trem fomos recebidos por um amigo dessa nossa colega, ele nos acomodou em uma van com ar-condicionado (tudo de bom, já que fazia um calor horrendo) e fomos para o hotel.

Depois de 30 minutos eu já não me acomodava muito bem no banco da van… Depois de 1 hora, perguntei ao Dú: “Para onde estamos indo? Não ficaríamos em Qingdao?”… Depois de 1 hora e 20 o Bill falou: “Escuta quanto falta para chegarmos? Preciso ir ao banheiro.” E ouvimos como resposta: “Só faltam 40 minutos para chegarmos em Laixi” com um sorriso tipicamente chinês após essa fala. “Laixi? Mas não ficaríamos em Qingdao?” E o Bill, na objetividade e pragmatismo americanos que a-do-ro, especialmente depois dessa viagem, falou: “Então dá para parar em algum lugar para irmos ao banheiro?” Paramos! Eu não quis arriscar, só desci da van para me alongar um pouco (40 minutos sentada no trem + 5h20 de qualquer jeito no vagão do restaurante + 1h20 de estrada em uma van = dor e incômodo em todas as partes do corpo). Os meninos foram ao banheiro. O Dú entrou, respirou, deu meia volta e voltou ao meu encontro. “É, não dá para encarar esse banheiro, não.” E dessa vez um sorriso bem amarelo seguiu essa fala.

Mais 40 minutos de estrada muito louca (isso também merece um outro post, aguardem!) e chegamos à Laixi, uma cidade minúscula e sem absolutamente nada para fazer, que não comer! Me imaginem agora com um “belo” sorriso amarelo no rosto. 😕

Resumo da ópera: Eu me considerava uma pessoa super flexível/adaptável, mas aí depois dessas e de outras tantas “mudanças” no meio do caminho, percebi que eu adoro mesmo é ordem, estrutura, sequência… Tudo o que um dia eu considerei chato! hehehe

Olha eu aí, sentada no chão do vagão do restaurante… Cara de feliz, né?! 😀

Mas, felizmente, nem tudo foi tão ruim assim… Nas “poucas” horas que passamos no vagão do restaurante vivemos alguns momentos muito interessantes. Havia um casal já de mais idade também no vagão, mas eles já mais acostumados com o modo de viagem estavam melhor preparados, eles tinham cada um seu banquinho, daqueles de plástico, baixinhos e fáceis de carregar. A senhora quando se cansou de ficar sentadinha e levantou para se alongar me emprestou o banquinho e por toda a viagem ficamos revezando. 🙂 Essa é uma das evidências de quão solícitos os chineses são.

Em outro momento começou o maior bate-papo, aliás se tem uma coisa que os chineses gostam é de falar. Depois falam dos italianos!!! Esse mesmo casal e mais um senhor se juntou a nós e com a ajuda do Jiuzhou (o outro chinês da turma do Dú que estava conosco na viagem) fazendo o papel de tradutor rolou o maior papo.

A primeira coisa que os chineses querem saber é qual é a nossa nacionalidade e ouviam sempre atentos: esloveno, americano e brasileiros. Ao ouvirem brasileiros começavam animadamente a falar de futebol, começando sempre por: Kaká! A senhora (do banquinho) entendia tudo de futebol. O maior barato. Ela acompanha os campeonatos europeus e sabe muito sobre Copa do Mundo. 😀

Aqui estão dois dos nossos amigos do trem, o Goran (esloveno) e o Jiuzhou (chinês):

A primeira providência

Poucas horas depois de chegar em casa e sem absolutamente nada na geladeira saimos para jantar.

Que sensação boa! Andar pelas ruas que você conhece bem, ir ao restaurante que você conhece bem, pedir o belo steak que você conhece bem e a bela e inconfundível cerveja belga que você também conhece muito bem… Eu caí de cabeça em um conservadorismo doido! O Dú não foi tão conservador assim, mas dessa vez acabou se dando mal. Pediu uma das tantas cervejas belgas que ainda não experimentamos, Rodenbach Grand Cru, mas a danada, excepcionalmente, é muuuuito ruim… eca! 😦

Claro que não demorou muito para ele aderir fervorosamente ao conservadorismo gastronômico (pediu correndo uma Westmalle), o qual não nos é usual, mas depois de muito tempo longe de casa, nada melhor do que matar as saudades através do paladar que tanto nos agrada e nos é conhecido. 🙂

Ai, ai…. Viajar, desbravar o mundo, novas culturas e costumes não tem preço, mas voltar para casa é tudo de bom! 🙂