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MBA’s wives meeting!!!!!

Ontem organizamos o primeiro MBA’s wives meeting. Nós mulheres de alunos do MBA da Vlerick nos encontramos para conversar, compartilhar e rir muuuito!

Estávamos em 4, uma argentina (grávida de 8 meses e LINDA), uma americana, uma jordana e eu. Mas logo depois chegou uma espanhola que está na minha turma de inglês. Só faltou uma chilena (também da minha turma de inglês).

Todas exatamente na mesma situação: acompanhando seus maridos durante um ano de curso (MBA ou mestrado) aqui na Bélgica!

No início o papo foi mais formal, do tipo, o que você tem feito? Vocês está gostando da cidade? e blá, blá, blá. Mas logo descambamos, pois nos reconhecemos no mesmo balaio! Isso mesmo! Todas trabalhávamos em nossos países de origem e trabalhávamos muito, tínhamos pouco tempo para a casa, muito autônomas e decididas, donas dos nossos narizes.

Mas de repente tudo muda e nos encontramos em um país diferente, com uma cultura diferente (até aqui tudo bem!) e com uma rotina beeem diferente e, é aqui que o negócio pega!

Um relato sucinto das nossas angústias:

Tentamos acordar junto com nossos maridos… e nos manter acordadas!

No pico da desesperança, passamos o dia inteiro de pijamas. Eca! 😐

Nossa tarefa principal é manter a casa limpa e, para nos mantermos ocupadas, nos ocupamos da limpeza por todo o dia, até mesmo limpando novamente… só para ter certeza que está um “brinco”! 😛

Dentre nossas tarefas ainda tem fazer compras. Pegamos nossas bicicletas e saímos rodando os mercados para encontra os produtos mais baratos. Todas temos a percepção que tudo aqui é muito caro.

Um dos nossos desafios: sermos criativas… na cozinha! Claro, temos que surpreender nossos maridos. Aqui temos algumas diferenças, a argentina, a espanhola e eu cozinhamos e nos viramos bem, a americana está curtindo e aprendendo dia-a-dia, já a jordana compra umas coisas prontas, corta uns pedaços de pão e serve com salada! 😀

Para a argentina e para mim essa tarefa é ainda um pouco mais árdua, já que nossos maridos tomam café-da-manhã, quase todos os dias almoçam e jantam em casa… haja criatividade!

A liberdade de tempo para ler, fazer pesquisas e tudo aquilo que ficávamos postergando por fazer em função das nossas vidas atribuladas pelo trabalho se mostrou … hum… meio chato na verdade! 😕

Mas o legal de tudo isso é que cada vez que uma contava alguma coisa, como: “Depois que meu marido vai para aula, tem dias que eu volto para a cama.” e as demais comentavam: “Ai, eu também”, ‘Também já fiz isso, mas hoje eu tento não voltar mais” hahaha… Ríamos feito loucas. Nossa rotina é literalmente a mesma!

Uma dificuldade semelhante entre todas é que estamos buscando trabalho, trabalho voluntário, diferentes cursos, mas sempre esbarramos no idioma: holandês! Que coisa, até nos sentimos pouco qualificadas falando inglês, espanhol e francês… hahahah

Igualmente somos reconhecidas, identificadas ou apresentadas como Fulano’s wife. Perdemos os nossos nomes e identidades… socorro… Nessa hora foi hilário… gargalhávamos!

Por fim fomos expulsas do café… Eram 17h30 e tinham que limpar! hahaha. Aqui o dia terminaa mais cedo!

Nos sentimos tão acolhidas nas nossas semelhanças que nossos encontros agora serão semanais, a não ser que uma de nós esteja com a agenda cheia… hahahaha

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Filosófico demais? Parte II

Coincidência ou não, depois de escrever o post “Filosófico demais?” recebi, de uma amiga muito querida, o seguinte texto. Eu já havia lido há bastante tempo e me lembrava bem dele… achei-o interessantíssimo… e acredito que ele traduz de forma mais “racional” ou organizada os meus sentimentos:

O cérebro humano

Por Airton Luiz Mendonça

(Artigo do jornal o Estado de São Paulo )

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. 

Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder a noção do tempo.

Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.. 

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado .

Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.

Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e, portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. 

É quando você se sente mais vivo. 

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e ‘apagando’ as experiências duplicadas. 

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. 

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.

Como acontece?

Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).

Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa…

São apagados de sua noção  de passagem do tempo…

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.

Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir -as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações… enfim… as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a… ROTINA!

Não me entenda mal.

A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou  registros com fotos.

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).. 

 Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.  

Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. 

Seja diferente.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos. Em outras palavras: V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. 

E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. 

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.. 

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida..

E S CR E VA em

tAmaNhos  diFeRenTes e  em  CorES 

di f E rEn tEs !

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE…..

V I VA

Uma excelente VIDA à você!!!

Filosófico demais?

10 dias que não escrevo um novo post! Putz! Já levei bronca do Eduardo, da minha mãe e de mais dois queridos amigos… sorry guys!

Na verdade tenho uma grande novidade para contar para vocês: a rotina existe em toda a parte do mundo! heheheh

Pois é, estamos na Bélgica desde 18 de agosto. De lá para cá muita coisa aconteceu e muito mais ainda está por vir, mas é muito, muito interessante perceber como precisamos (ou pelo menos eu preciso) de uma rotina. E depois que ela se instala (ou começa a se instalar) passamos a olhar para os acontecimentos com olhos menos atentos às peculiaridades…. passamos a perceber as “coisas” como sendo menos atrativas.

Depois das broncas que recebi e da reflexão que fiz, essa foi a minha conclusão: a culpa pela monotonia na vida, ou melhor, pela sensação de monotonia é 100% nossa! Desculpem, mas é isso o que eu acho! Hehehe

Pois é pessoal, espero não ter desapontado ninguém, mas aqui na Bélgica tb há rotina. Tenho que ir ao supermercado, lavar roupa, comer chocolate, pagar o aluguel, fazer comida, ir para a escola, comer chocolate, etc, etc e comer chocolate… heheheh

Novo_olharFalando sério, depois dessa reflexão me fiz um convite, o qual estendendo à vocês: que tal olharmos com mais cuidado para a pessoa que está bem pertinho da gente (nosso companheiro de vida, nosso filho, nossos pais, nossos irmãos), aqueles que não estão tão perto assim (do nosso lado no nosso trabalho, no supermercado, no trânsito de São Paulo) ou para a cidade à nossa volta (um parque, uma loja, um árvore que cresceu ou melhor floresceu…) muita coisa diferente e interessante pode estar pertinho de nós… talvez valha bem a pena olharmos para essas “coisas”! 😉

Sabe o olhar de uma mãe para o seu pequeno e amado filho? Não precisa ser como esse, porque esse olhar só as mães têm, mas muita coisa pode ser melhor se treinarmos e experimentarmos um olhar mais cuidadoso para a VIDA!

Filosófico demais? hum, sei lá!

Mas tem uma coisa que ainda não é uma rotina e acho que ainda vai demorar um pouco para ser… escolher que chocolate comprar, experimentar e se deliciar! Foi mal pessoal! Hehehe Mas os chocolates dessa terra são realmente muito bons! Humm!!!