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Domingo preguiçoso combina com panqueca

E aqui vai a receita de uma panqueca para o café-da-manhã de um domingo preguiçoso!

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Panquecas com gotas de chocolate amargo

Receita adaptada daqui 

Ingredientes

  • 100 g de farinha de trigo
  • 1/2 colher de chá de fermento e uma pitadinha a mais*
  • 1/8 colher de chá de bicarbonato de sódio*
  • 2 colher de sopa de açúcar de confeiteiro
  • Uma pitada de sal
  • 1 ovo médio batido
  • 150 ml de leite
  • 1 colher de chá de manteiga derretida
  • ~70 g de gotas de chocolate amargo

Modo de preparo

  1. Peneire os ingredientes secos e misture bem. Em uma outra tigela bata o ovo com o leite. Faça um furo nos ingredientes secos e adicione a mistura de leite. Vá mexendo em movimentos circulares de modo a misturar o leite aos secos. Quando obtiver uma mistura bem homogênea adicione a manteiga e misture novamente.
  2. Aqueça uma frigideira anti-aderente untada com um pouquinho de óleo e manteiga em fogo médio. Quando quente, faça as panquecas uma a uma. Eu usei uma colher de sorvete como medida e adicionei as gotas de chocolates na própria colher de sorvete para que as gotas ficassem igualmente distribuídas entre as panquecas. Cozinhe por 2-3 minutos de cada lado ou até que a panqueca fique dourada. Repita a mesma operação até terminar com a massa de panqueca e unte novamente a frigideira quando achar necessário.
  3. Sirva imediatamente com uma xícara de café com leite e comece bem o seu domingo! 😛

Nos rendeu 6 panquecas!

* A receite pede por farinha com fermento. Como eu não tinha adicionei uma pitada a mais de fermento em pó (além da 1/2 colher de chá) e o bicarbonato de sódio. Caso você esteja usando a farinha com fermento adicione apenas a 1/2 colher de chá de fermento e ignore o bicarbonato.

O risoto sobrou. E agora?

Tem coisa mais legal do que a sensação de aproveitar, seja lá o que for, até a última gota? Eu adoro essa sensação. Seja quando estamos com a pessoa amada. Com a família querida. Com um amigo-irmão. Quando estamos saboreando aquele prato gostoso. Quando aproveitamos aquele Sol quentinho e energizante. E a lista é sem fim.

O post de hoje vai bem nessa linha. Não gosto muito de sobrinhas de comida. Não me atrai a ideia de requentar comida. Mas me agrada menos ainda a ideia de jogar comida fora. Por isso procuro sempre fazer porções certas. Essa habilidade, de acertar no tamanho da porção para nós dois, eu levei um certo tempo à adquirir. Hoje já é mais natural. Mas teve dias que a sobra era vergonhosa e teve dias que passamos fome. Tivemos de apelar por um cereal com leite ou um pãozinho com Nutella antes de ir dormir. 🙂

Um prato que eu tinha horror das sobras era o risoto. Prestou atenção? Tinha. Passado. Hoje eu faço propositalmente o dobro do que vamos comer. Tenho que confessar que gosto mais da sobra do que do risoto cremoso quando acaba de ser feito. Louca, eu?! O segredo está em transformar aquela papa de risoto frio em algo divino, crocante e cremoso!

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Aprendi essa “técnica” há alguns anos e tentei feito louca achar o vídeo para colocar a referência aqui para vocês. Não achei. Mas a história é a seguinte: Os italianos, espertos que são, também não gostam de jogar comida fora e com o resto do risoto eles preparam os populares arancinis. Bolinhos de arroz recheado, empanado e frito. No vídeo um chef brasileiro adaptou essa ideia e concebeu um prato. Se eu achar esse vídeo atualizo aqui para vocês!

Vamos ao modus operandi: Coloque a sobra do seu risoto em uma vasilha quadrada com tampa e compacte bem o risoto. Leve à geladeira para preparo na próxima refeição. Com a ajuda de uma espátula de silicone (pão-duro) retire a massa compacta da vasilha e corte em fatias de aproximadamente 1 centímetro. Com essas fatias você vai preparar “sanduíches”. Eu adoro rechear com fatias grossas (~0,5 cm) de queijo Camembert. Depois é só grelhar em frigideira de fundo pesado com azeite e manteiga, em fogo médio, até obter uma crosta dourada linda e o queijo escorrer e grelhar ao lado. Divino! 😛

Não tem uma boa receita de risoto? Veja aqui uma das minhas receitas favoritas! Ultimamente tenho adicionado raspas de 1/2 limão siciliano à essa receita! Lindo!

Um bolo ou um projeto?

Esse não é um bolo simples de fazer e esse não foi um post simples de escrever! 😐

Eu tenho um tendência de complicar demais as coisas. De escolher sempre o mais difícil, o mais desafiador. Não acho que esse seja um defeito meu. Pelo contrário. Acho que com isso eu atinjo resultados mais interessantes. Faço o melhor que posso. Descubro que tenho mais habilidades e competências que eu mesma pensava ter. Mas nem tudo são flores na vida. Às vezes essa tendência faz com que eu paralise. Deixe de fazer coisas. Deixe de experimentar. Deixe de agir. E mesmo o que parece muito simples se torna complicado na minha cabeça um pouco complicada! 🙂

Tudo isso para dizer que escolhi fazer essa receita nada simples como uma prova para mim mesma. Uma prova de que posso me arriscar. Posso fazer o simples e o complicado. Que tudo na vida tem o seu lado bom e ruim. E que só depende de nós mesmos escolher em que vamos colocar nossa atenção. No bom ou no ruim?

Uma camada não saiu do jeito que eu queria. Nessa hora quase desisti. Me perguntei: Por que você sempre escolhe o mais difícil? Me reprogramei e segui. E o resultado? Bem, dois resultados muito interessantes. Primeiro: Um bolo delicioso. Úmido, saboroso e muito aromático. O que me rendeu muitos elogios. Segundo: Uma amostra vívida de como é o meu funcionamento psicológico quando não estou no meu melhor. Cobrança, rigidez e auto-crítica. Opa, opa! Minha escolha é a de ver o lado bom. Dessa forma, escolho ver coragem, adaptação e amor.

Foi com muito amor que me aventurei na cozinha para preparar esse bolo de aniversário para uma pessoa que está se tornando família!

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Bolo Floresta Negra

Receita completa aqui.

Ops! A receita é grande e cheia de passos. Fiquei com preguiça de traduzir. Mas vejam o lado bom. Um delicioso motivo para você praticar o seu inglês! 😀

O poder do orégano e o sabor de uma doce amizade

Meu presente de aniversário desse ano foi ultra especial. Passamos uma semana na Jordânia, com nossos mais que amigos Shereen e Raed. Os conhecemos na Bélgica. Raed foi colega de classe do MBA do Dú. Durante nossa estada na Bélgica as esposas, especialmente Shereen, Pachi e eu, nos conhecemos, alimentamos uma linda amizade que hoje consideramos como laço de sangue. Somos irmãs.

Com esse pano de fundo já dá para imaginar o quão especial foi passar 7 dias na Jordânia. Conhecer lugares incríveis, daqueles que só vimos em filmes ou em documentários na National Geographic e comer bem, muito bem. Como se não bastasse estarmos juntos, os lugares são maravilhosos, transpiram história e muita energia e a comida, bem essa é covardia. O frescor dos ingredientes, a variedade dos temperos, o valor que a comida tem na cultura, tudo isso faz com que uma viagem à Jordânia seja ainda mais rica, pois trata-se de uma viagem gastronômica também.

Um lugar muito especial para se visitar (e costumo buscar um desses em todas as viagens que fazemos) são as lojas de temperos. Qual não foi a minha alegria ao adentrar em uma e ver tantas coisas familiares tal como o tremoço. Item quase que indispensável nas reuniões familiares lá de casa. Mas minha alegria não terminou por aí. As novidades são infindas. Aromas e sabores desconhecidos, mas intrigantes.

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Mas o tempero da vez é o orégano. Não, não desanime e não pense: “Orégano?! Vai dizer que essa louca não conhecia orégano?!”. Depois da Jordânia e Turquia hoje posso afirmar que esse tempero tão corriqueiro em nossas cozinhas, de corriqueiro não tem nada. Em minha memória esse era um tempero bom, ok, regular, nada de muito especial, mas os que conheci nesses dois países são muito diferentes. Inclusive entre eles.

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Franguinho cheio de amor

Dia desses em um dos nossos churrascos arrisquei temperar o frango como o frango divino que comemos na casa de nossos amigos. Não se trata de uma receita. É muito mais um modus operandi. Isso porque você vai usar os mesmo ingredientes, mas as quantidades vão variar de acordo com a preferência de sua família. No meu caso a quantidade de alho é quase que exagerada. 😛

Vamos lá! Para 6 asinhas de frango amassei 1/2 cabeça de alho grande, 1/4 de copo do orégano comprado na Jordânia, sal, pimenta do reino e azeite. Com as mãos massageie as asinhas para que os temperos cubram todas. Reserve na geladeira. Quanto mais tempo ficar marinando mais os sabores estarão desenvolvidos. E voilá. É só colocar na churrasqueira e sujar os dedos chupando os ossinhos! 😀

Sis, I know you are going to translate this post. And I want to make sure you get this message as clear as possible! That is why I am writing in English. I feel blessed by having you in my life. I am grateful for our friendship. Pachi and you are more than friends. You know that. Your are my chosen sisters. I love you with all my heart! ♥ ♥ ♥

Espetinhos de frango grego para amenizar o calor

Coisas muito interessantes (e saborosas) têm saído da nossa cozinha… Pena que não estava chegando ao blog. Mas sem chorar o leite derramado, vamos mesmo ao que interessa.

Pelas bandas de cá o calor tem sido intenso e quando não fazemos churrasco aos finais de semana precisamos de algo mais fresco e que não demande muito tempo no fogão… Já basta o calorzão lá de fora, né?!

Essa receita foi uma ótima pedida para um domingo super quente e os espetinhos que sobraram viraram um almoço rápido, refrescante e saboroso na segunda.

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Espetinhos de frango grego com pão-folha e molho tzatziki

Receita adaptada daqui

Ingredientes

Marinada

  • 1 colher de sopa de azeite de oliva
  • 1 colher de sopa de alecrim fresco, picado
  • 2 dentes de alho, picados
  • casca de 1/2 limão siciliano
  • 2 peitos de frango (~400gr), em cubos

Pão-folha de iogurte (fiz 1/2 receita)*

  • 1 copo de iogurte grego
  • 2 1/2 copos de farinha de trigo
  • 2 colheres de sopa de ervas frescas, picadas
  • Óleo e manteiga para untar
Molho tzatziki (fiz 1/2 receita para cada refeição)
  • ½ pepino, ralado
  • 1 copo de iogurte grego
  • 1 dente de alho, amassado
  • casca de ½ limão siciliano
  • suco de ½ limão siciliano
Salada de tomate (fiz 1/2 receita para cada refeição)
  • 400g mini tomates misto, cortado ao meio
  • 1 colher de sopa de salsinha picada grosseiramente
  • suco de ½ limão siciliano

Modo de preparo

  1. Em um recipiente pequeno adicione o azeite de oliva, o alecrim, o alho e a raspa da casca do limão com uma pitada de sal e pimenta. Adicione o frango cortado em cubos e misture muito bem. Cubra e deixe na geladeira para marinar por pelo menos 15 minutos.
  2. Coloque os cubos de frango no espetinho. Dependendo do tamanho de sua frigideira, corte os espetinho ao meio como eu fiz para que acomodem bem e grelhe por 5 minutos de cada lado. Retire da frigideira e cubra com papel alumínio até a hora de servir.
  3. Para o pão-folha, em um recipiente adicione o iogurte, a farinha, as ervas e 1/2 colher de chá de sal. Sove a massa até obter uma consistência lisa e elástica. Cubra com filme plástico e deixe descansar por 15 minutos.
  4. Divida a massa em 12 pedaços (se fizer a receita inteira ou em 6 pedaços se fizer apenas a metade). Forme pequenas bolas e abra o pão com o rolo em uma superfície levemente enfarinhada até que a massa esteja bem fininha, quase translúcida. Faça uma pilha com as massas já abertas com pano de prato ou papel vegetal entre elas.
  5. Aqueça uma frigideira grande. Quando estiver quente unte com um pouquinho de azeite ou manteiga e coloque um pão-folha. Grelhe por 2 minutos ou até que o pão esteja assado e com as bolhas começando a queimar. Vire e asse por mais 1 minuto.  Unte novamente a frigideira a cada pão que for grelhar.
  6. Para o molho tzatziki, deixe o pepino ralado com sal sobre papel toalha em uma peneira. Depois de 15 minutos esprema o excesso de água do pepino. Adicione o pepino em uma tigela com o iogurte e o alho, raspas e suco do limão siciliano. Adicione pimenta.
  7. Em uma tigela pequena, adicione os tomates cortados ao meio, a salsinha picada e o suco de limão. Tempere com sal e pimenta à gosto.
  8. Sirva os espetinhos, pão-folha, molho tzatziki e salada de tomate em uma tábua grande e rege com azeite de oliva.

* Comemos 4 pães-folha e as duas bolinhas que sobraram embrulhei muito bem em filme plástico e deixei na geladeira para abrir e assar no dia seguinte. Ficou tão bom tanto os feitos no dia.

Pãozinho de Leite e o que me motiva

Você já teve vontade de mudar o mundo? De causar um impacto positivo em sua comunidade? De ser capaz de fazer mais? Eu já tive. Eu ainda tenho.

Na adolescência e na fase jovem adulta, me lembro de pessoas mais velhas e experientes me orientando: “Calma, Fernanda! Esse ímpeto todo, com a idade, vai passar.” “Esse idealismo é típico da idade, minha querida.” Às vezes eu achava que essas pessoas tinham razão e acalmava o meu facho. Outras vezes, ouvir essas coisas era o que mais acendia o fogo da revolta.

Com idade e a experiência percebo que o fogo da revolta baixou, mas o idealismo não. Talvez tenha até aumentado. Vocês podem me chamar de naïve. É, essa sou eu. Não posso deixar de constatar que esse idealismo é o que me faz ser diferente, ser singular. Não estou falando que eu seja especial. Reparem. Cada um de nós temos as nossas singularidades. As nossas características únicas que nos distinguem como seres humanos, seres singulares. Percebo que toda vez que me deparo com a oportunidade de causar um impacto positivo no outro, na minha comunidade, no mundo, meus olhos brilham, meu coração bate mais forte, tenho fome de ação. Essa sou eu. 100% motivada a agir. A fazer algo por alguém.

Na minha tese de mestrado tenho o tema motivação como pano de fundo. Estudar esse processo psicológico em mais profundidade e explorar perspectivas, modo de aplicação me faz acreditar que somos realmente capazes de tudo, tudo e mais um pouco. Nos basta ter coragem para quebrar barreiras, travar novas batalhas, desbravar novos caminhos, abrir novas portas e, mais importante ainda, fechar algumas portas abertas.

Minha apresentação para o Congresso Internacional de Psicologia Cross-Cultural está quase pronta. Estou trabalhando na tentativa de abrir novas portas. Se terei sucesso? Bem, isso depende do que você considera sucesso. Eu já me sinto bem sucedida. Me conheço cada dia mais. Valorizo a simplicidade do dia-a-dia. Acredito e confio em meus valores. Não só estudei motivação, mas pensei e apliquei o que estudei no meu auto-conhecimento. Sinto-me plena. Feliz! Ainda que cheia de perguntas em minha cabeça e coração, mas essa é a beleza do desenvolvimento, não?

Esse pãozinho é um símbolo do processo pelo qual passei, passo e sempre passarei. A junção de ingredientes simples, a espera pelo tempo de maturação/desenvolvimento, o calor da ação que vai causar a transformação e, por fim, o sabor de viver o que se é!

Pãozinho de leite

Receita adaptada daqui

Ingredientes

  • 150 ml de leite morno
  • 1 1/2 colheres (chá) de açúcar
  • 1/4 colher (chá) de sal
  • 1/2 colher (chá) de fermento seco
  • 25 ml de azeite
  • 1 colher (chá) de manteiga
  • 1 ovo
  • aproximadamente 250g de farinha de trigo

Modo de preparo

  1. Bata todos os ingredientes menos a farinha no mini processador (ou liquidificador).
  2. Despeje em um bowl grande a mistura e aos poucos adicione a farinha. Vá mexendo com uma colher de pau até obter uma massa bem homogênea e um pouco menos grudenta.
  3. Em uma superfície lisa e enfarinha despeje a massa e comece a sovar. Vá acrescentando farinha aos poucos até obter uma massa elástica. A minha ainda ficou um pouco grudenta, mas possível de sovar.
  4. Deixe a massa descansar por 30 minutos coberta e em local livre de vento.
  5. Coloque a massa sobre uma superfície e separe pequenos pedaços, faça bolinhas e coloque em forma untada e enfarinhada, deixando um espaço entre os pãezinhos. Como fiz 1/4 da receita original dividi a massa em 8.
  6. Deixe os pãezinhos crescer cobertos e em local livre de vento até dobrar de volume.
  7. Pincele gema de ovo e salpique sementes de papoula (opcional, eu fiz e ficou lindinho).
  8. Assem em forno médio por 35 minutos. No meu (forno-convecção) levou 27 minutos em 180C.
  9. Se aguentar, deixe esfriar. Eu abri o pãozinho, queimando os dedos e meti um belo naco de manteiga que imediatamente derreteu. Delícia!

Cheesecake de Nutella

Esse aqui faz tempo que fiz, mas só agora aparece por aqui.

Reproduzi o cheesecake como o da receita a única modificação foi na massa. Aproveitei uns biscoitinhos úmidos de Amaretto que estavam rolando há muito tempo no armário. Como eram biscoitos bem úmidos apenas amassei-os e distribui a massa no fundo da forma. Assei um tantinho e prossegui como descrito abaixo.

Cheesecake de Nutella com base de biscoito de Amaretto? Dilícia! 😀

Cheesecake de Nutella

Receita daqui

Ingredientes

  • 300g cream cheese em temperatura ambiente
  • 150-180g Nutella em temperatura ambiente
  • 80-90g açúcar cristal (reduzi um pouco)
  • 50g creme de leite fresco
  • 1 ovo
  • 20g farinha de trigo
  • 1/2 colher chá extrato de baunilha
  • Pitada de sal

Modo

  1. Pré-aquecer o forno em 180ºC.
  2. Prepare a massa da base que preferir. Fiz conforme descrito acima, mas a da receita original também deve ser bem boa. É com biscoito Negresco.
  3. Na batedeira, bater o cream cheese e o creme de leite. Até ficar cremoso, ~3 minutos.
  4. Adicione a Nutella. A quantidade pode variar, usei 150g. Continue batendo.
  5. Adicione o açúcar. A quantidade também pode variar, se colocar mais nutella, menos açúcar. Usei 90g.
  6. Adicione o ovo e o extrato de baunilha. Em seguida a farinha de trigo, bata apenas para deixar homogêneo, não bata demais.
  7. Transfira a massa de Nutella sobre a base de bolacha.
  8. Assar em 180ºC por 15 minutos. Retire do forno, ainda estará macio.
  9. Deixar esfriar e leve para a geladeira.

Pão de queijo dá saudade

Nossa me bate uma saudade da minha infância toda vez que penso em pão de queijo. Acho que esse era um dos poucos quitutes que estavam no meu repertório quando eu era pequenina, porque pequena vocês sabem que eu ainda sou. 🙂

Me lembro de ser a responsável pelo café, pão de queijo, omelete e brigadeiro de micro-ondas. É, essas eram as minhas atribuições na cozinha. E acho que esse foi um bom começo.

Faz um tempo que descobri um supermercado asiático bárbaro aqui em Eidhoven. Tem de um tudo. É uma loucura. Se conheço 5% dos produtos ali vendidos é muito. E esse é mais um motivo porque gosto desse supermercado. Vou com tempo e fico lendo e relendo as poucas embalagens que consigo entender. Dia desses descobri o Stark Flour. Comprei. Chegando em casa fui pesquisar e depois de muito cheguei a conclusão que seria o equivalente ao nosso polvilho doce. O coração bateu mais forte! Vasculhei as receitas que tenho salvas para testar e voilá. A receita da Neide era com polvilho doce.

A Neide Rigo escreve o Come-se. Blog bárbaro! Quer aprender? Vai lá! Assim como o supermercado asiático, o blog dela tem de um tudo. A-DO-RO!

Pão de queijo com polvilho doce da Ilza 

Receita daqui

Ingredientes

  • 1 1/2 xícara de leite (360 ml)
  • 3/4 de xícara de óleo (180 ml)
  • De 1 a 3 colheres (chá) de sal, de acordo com o gosto ou o sal do queijo 1 prato de sopa de polvilho doce bem cheio  (650 g) – cada xícara padronizada de 240 ml com polvilho pesa 105 g, então pode medir em xícaras, aproximadamente 6
  • 1 prato de sopa raso de queijo minas curado ralado (450 g) – cada xícara de 240 ml com queijo tem cerca de 100 g, então, 4 xícaras e 1/2 (polvilho achei, mas queijo minas curado era pedir demais, né?! Substitui por um Parmigiano Reggiano)
  • 4 a 5 ovos

Modo de preparo

Coloque  numa panela o leite, o óleo e o sal e leve ao fogo. Enquanto isso, coloque o polvilho numa tigela. Se tiver carocinhos, peneire. Quando a mistura de leite ferver, despeje por cima do polvilho devagar, para escaldar tudo por igual. Ao terminar, misture bem com uma colher até ficar com cara de farofa úmida.  Quando estiver morna para fria, junte o queijo e os ovos. Deixe para colocar o quinto ovo no final. Se os ovos que você estiver usando forem bem grandes, talvez não precise do quinto. Amasse bem com as mãos até formar uma massa homogênea e meio pegajosa. Se estiver firme a ponto de conseguir modelar facilmente, junte mais um ovo. Ajunte a massa com as mãos untadas de óleo ou água. Se quiser, guarde a massa na geladeira. Ela ficará mais firme e fácil de modelar.  Unte as mãos com água ou óleo e faça bolinhas de 40 gramas se quiser pãezinhos pequenos. Ou retire porções com uma colher de sorvete e terá pães com cerca de 80 g (ao final, devem ficar com cerca de 68 g). Coloque-os em assadeira sem untar, deixando espaço entre eles.  Leve ao forno já bem quente (280 ºC para mais) e deixe assar até dourar – de 20 minutos a meia hora.

Rendimento: 23 pãezinhos com 80 g de massa ou 46 unidade com 40 g de massa

Nota: Fiz metade da receita, fiz bolinhas com o que não consumimos na hora e congelei. Direto do freezer foi para o forno e o resultado foi igualmente fantástico! Feliz da vida com pão de queijo fresquinho! 🙂

Cheesecake com calda de mirtilo e limão siciliano

Aqui está a receita do cheesecake que preparei para o almoço/jantar com nossos amigos brasileiros.
Essa foi a primeira vez que usei os biscoitos digestivos na base e com certeza não voltarei a usar biscoito maria ou maisena. Essa base ficou divina.
 

Base – Receita adaptada daqui

  • 2 1/2 xic. de Digestive Biscuits ou Graham Crackers – algum biscoito de farinha integral de sabor neutro, nem excessivamente doce nem com grãos de sal
  • 1/4 xic. açúcar cristal orgânico (usei uns 30% menos açúcar e ainda diminuiria a proporção. Para mim ainda ficou muito doce.)
  • 1/2 xic. (120g) manteiga sem sal derretida

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Misture numa tigela o biscoito moído, o açúcar e a manteiga derretida, até que todo o farelo pareça úmido. Despeje numa forma de torta ou de bolo, de fundo removível, de cerca de 23cm de diâmetro. Aperte contra o fundo de forma uniforme. Leve ao forno por 5-7 minutos (no meu forno – convecção – foram 10 min), ou até que os farelos pareçam secos e dourado-escuro. Retire e deixe esfriar.

Cheesecake – receita daqui
  • 370g de ricota
  • 370g de cream cheese
  • 1 1/3 xícaras (267g) de açúcar refinado (usei demerara)
  • 3 ovos
  • 2 colheres (chá) de extrato de baunilha

Baixe o forno para 140°C. No processador (bati tudo na mão, a base é bem leve e não justificava sujar mais uma coisa), processe a ricota e o cream cheese até homogeneizar. Junte o açúcar, os ovos e a baunilha e processe novamente para incorporar. Despeje a mistura sobre a base de biscoito e leve ao forno por 55-60 (no meu forno -convecção- foram 1h 15min) minutos até firmar.

Calda de mirtilo e limão siciliano – receita adaptada daqui

  • 1 xícara de mirtilos (blueberries), frescos ou congelados
  • ¾ xícara (150g) de açúcar refinado (usei 2 colheres de sopa cheias de açúcar mascavo… gosto de geleias com gosto da fruta, azedinhas e não muito doces)
  • 1 colher (sopa) de raspas de casca de limão siciliano
  • 3 colheres (sopa) de suco de limão siciliano
  • ¼ xícara (60ml) de água
  • 1 colher (sopa) de amido de milho (não usei amido)

Misture os mirtilos, o açúcar, o suco e as raspas de limão siciliano numa panela pequena – não use panela de alumínio, cobre ou ferro. Numa tigelinha, dissolva o amido de milho na água, misturando bem com um garfo (eu não usei o amido e não fez a menor falta. Apenas adicionei a água e deixei em fogo baixo até adquirir a consistência que eu queria, uns 20min). Junte o amido dissolvido à panela. Leve ao fogo médio, misturando de vez em quando, até que comece a ferver e engrosse ligeiramente – quando mexer, amasse os mirtilos com um garfo para que eles dissolvam na geléia. Deixe esfriar completamente.

Retire o cheesecake do forno e deixe esfriar completamente na forma. Desinforme e sirva com a calda.

Fiz 2/3 da receita acima (da base e do cheesecake) e usei uma forma de bolo redonda de 20cm com fundo removível.

A geleia que sobrou deixei na mesa para os que quisessem mais, mas ela acabou cobrindo as fatias da torta de ricota também. 🙂

Torta Di Ricotta

Há alguns finais de semana fomos convidados para um almoço/jantar na casa de um casal de brasileiros simpaticíssimos e a sobremesa ficou por nossa conta.
O almoço estava simplesmente divino. Uma bela salada, arroz branco fresquinho, feijão “quase” tropeiro, abacaxi gratinado e um lombinho que estava de comer rezando. Ah! É! Esqueci de dizer, sim eles são mineiros e dos bons, viu?! 😉
De sobremesa preparei um cheesecake (a receita vem em breve) e essa despretensiosa torta de ricota.
Ela é tão simples que nem parece grandes coisas, mas o sabor e aroma não a deixam passar desapercebida. 😛
Se você quiser impressionar seus convidados, asse a torta poucas horas antes do evento. A casa fica com um perfume de canela super especial. 😀
Torta Di Ricotta
 Receita daqui
Ingredientes
  • 450g de ricota
  • 4 ovos médios, separados
  • 3 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 225g de açúcar (eu usei demerada)
  • 1 colher de chá de canela
  • raspas de 2 limões sicilianos médios
  • 4 colheres de sopa de grappa (usei rum)
  • açúcar mascavo
Modo de preparo
  1. Pré-aqueça o forno a 190C.
  2. Misture a ricota e as gemas até ficar homogêneo.
  3. Adicione a farinha, açúcar, canela, as raspas de limão e a grappa (ou o rum) até ficar uma massa homogênea.
  4. Bata as claras em neve e adicione-as na massa com delicadeza.
  5. Unte uma forma de 25 cm com manteiga e coloque a massa.
  6. Asse por 40 minutos.
  7. Quando frio, desinforme e salpique o açúcar.

A geleia do cheesecake que sobrou foi parar na fatia de torta do prato do Dú. Os demais o copiaram e também adoraram. 🙂