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Pãozinho de Leite e o que me motiva

Você já teve vontade de mudar o mundo? De causar um impacto positivo em sua comunidade? De ser capaz de fazer mais? Eu já tive. Eu ainda tenho.

Na adolescência e na fase jovem adulta, me lembro de pessoas mais velhas e experientes me orientando: “Calma, Fernanda! Esse ímpeto todo, com a idade, vai passar.” “Esse idealismo é típico da idade, minha querida.” Às vezes eu achava que essas pessoas tinham razão e acalmava o meu facho. Outras vezes, ouvir essas coisas era o que mais acendia o fogo da revolta.

Com idade e a experiência percebo que o fogo da revolta baixou, mas o idealismo não. Talvez tenha até aumentado. Vocês podem me chamar de naïve. É, essa sou eu. Não posso deixar de constatar que esse idealismo é o que me faz ser diferente, ser singular. Não estou falando que eu seja especial. Reparem. Cada um de nós temos as nossas singularidades. As nossas características únicas que nos distinguem como seres humanos, seres singulares. Percebo que toda vez que me deparo com a oportunidade de causar um impacto positivo no outro, na minha comunidade, no mundo, meus olhos brilham, meu coração bate mais forte, tenho fome de ação. Essa sou eu. 100% motivada a agir. A fazer algo por alguém.

Na minha tese de mestrado tenho o tema motivação como pano de fundo. Estudar esse processo psicológico em mais profundidade e explorar perspectivas, modo de aplicação me faz acreditar que somos realmente capazes de tudo, tudo e mais um pouco. Nos basta ter coragem para quebrar barreiras, travar novas batalhas, desbravar novos caminhos, abrir novas portas e, mais importante ainda, fechar algumas portas abertas.

Minha apresentação para o Congresso Internacional de Psicologia Cross-Cultural está quase pronta. Estou trabalhando na tentativa de abrir novas portas. Se terei sucesso? Bem, isso depende do que você considera sucesso. Eu já me sinto bem sucedida. Me conheço cada dia mais. Valorizo a simplicidade do dia-a-dia. Acredito e confio em meus valores. Não só estudei motivação, mas pensei e apliquei o que estudei no meu auto-conhecimento. Sinto-me plena. Feliz! Ainda que cheia de perguntas em minha cabeça e coração, mas essa é a beleza do desenvolvimento, não?

Esse pãozinho é um símbolo do processo pelo qual passei, passo e sempre passarei. A junção de ingredientes simples, a espera pelo tempo de maturação/desenvolvimento, o calor da ação que vai causar a transformação e, por fim, o sabor de viver o que se é!

Pãozinho de leite

Receita adaptada daqui

Ingredientes

  • 150 ml de leite morno
  • 1 1/2 colheres (chá) de açúcar
  • 1/4 colher (chá) de sal
  • 1/2 colher (chá) de fermento seco
  • 25 ml de azeite
  • 1 colher (chá) de manteiga
  • 1 ovo
  • aproximadamente 250g de farinha de trigo

Modo de preparo

  1. Bata todos os ingredientes menos a farinha no mini processador (ou liquidificador).
  2. Despeje em um bowl grande a mistura e aos poucos adicione a farinha. Vá mexendo com uma colher de pau até obter uma massa bem homogênea e um pouco menos grudenta.
  3. Em uma superfície lisa e enfarinha despeje a massa e comece a sovar. Vá acrescentando farinha aos poucos até obter uma massa elástica. A minha ainda ficou um pouco grudenta, mas possível de sovar.
  4. Deixe a massa descansar por 30 minutos coberta e em local livre de vento.
  5. Coloque a massa sobre uma superfície e separe pequenos pedaços, faça bolinhas e coloque em forma untada e enfarinhada, deixando um espaço entre os pãezinhos. Como fiz 1/4 da receita original dividi a massa em 8.
  6. Deixe os pãezinhos crescer cobertos e em local livre de vento até dobrar de volume.
  7. Pincele gema de ovo e salpique sementes de papoula (opcional, eu fiz e ficou lindinho).
  8. Assem em forno médio por 35 minutos. No meu (forno-convecção) levou 27 minutos em 180C.
  9. Se aguentar, deixe esfriar. Eu abri o pãozinho, queimando os dedos e meti um belo naco de manteiga que imediatamente derreteu. Delícia!
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Uma virada diferente

Hey, antes tarde do que nunca!

Feliz Ano Novo, everyone!!!!

Nós desejamos um ano cheio de saúde, alegrias, muitas realizações, coragem para enfrentar desafios e se arriscar em novos caminhos, e muita disposição para curtir cada pequena e grande conquista!

Que 2012 seja um lindo e rico ano em emoções e experiências! É isso que conta na vida, não é não?!

E por falar em emoções vou contar para vocês como foi a nossa emocionante virada de ano. 🙂

Este ano fomos para Barcelona. Minha última aula do mestrado foi dia 14 de Dezembro e minhas provas finais estavam agendadas para 3 e 5 de janeiro. Dessa forma, assim que terminaram minhas aulas comecei a rever o material (que só para uma prova eram 25 artigos que totalizavam 500 páginas) para que pudéssemos viajar um pouco.

No meio desse monte de coisa, Barcelona era a nossa melhor opção. Passagens aéreas não muito caras e a distância não muito grande. Assim poderíamos aproveitar os 7 dias que planejamos de break.

Mas vamos à virada que é o mote desse post: Fomos jantar num restaurante divino (depois escrevo sobre onde e o que comemos) pertinho da Sagrada Família. De lá era só pegar o metro, andar umas duas estações, fazer uma baldeação e andar mais outras duas estações até o “pepinão” – como carinhosamente apelidamos o prédio onde teria uma queima de fogos e iriam mostrar Feliz Ano Novo em uns 50 diferentes idiomas.

Esse trajeto não levaria mais do que 7 minutos. Saimos do restaurante uns 20 minutos antes da virada. Chegamos à estação do metro e logo pegamos o primeiro trem. Descemos na estação para fazer a baldeação e… quase ninguém na plataforma. Passado um tempinho, mais uns gatos pingados chegaram.

As estações são super boas e tem um display que mostra que horas são e em quantos minutos o próximo trem passa. É super conveniente e funciona muito bem. Mas….

Esperávamos o trem quando de repente percebemos que o tempo previsto para a chegada do trem no display mudava regularmente. Ou seja, toda vez que o display mostrada 50 segundos para a chegada do próximo trem o tempo mudava e voltava para 2 minutos. E assim foi: chegava a 50 segundos, mudava para 2 minutos, chegava a 50 segundos e mudava novamente para 2 minutos.

O último suspiro de esperança. O display mostrava “entra”, mas nada de trem na plataforma. 🙂

Nesse ponto, até o display tinha perdido a esperança e simplesmente não mostrada nada. 😛

O povo começou a ficar inquieto. O tom de voz aumentou e de repente começamos a contar 10, 9, 8, 7… hahaha

As turminhas se abraçavam, alguns estouraram a champagne, outros comeram as uvas que carregavam em saquinhos e outros, tadinhos, sozinhos na virada do ano. 😦

Nos divertimos com essa virada inusitada e relaxamos já que a vida é assim. Alguns planos, mesmo os muito bem estruturados, mudam no meio do caminho e de nada adianta ficarmos p da vida com essas mudanças. O negócio é desenvolvermos nossa flexibilidade e capacidade de adaptação para sermos capazes de enxergar e aproveitar as oportunidades que as mudanças de plano trazem.

Rimos, nos abraçamos, aproveitamos para curtir uma virada sem o estouro dos fogos, mas com o estouro de emoções que surgem da simplicidade do momento. Sim, vibramos com essa virada de ano inusitada e sim, estamos no caminho do desenvolvimento da flexibilidade e capacidade de adaptação.

E que venham mudanças, desafios e novidades que coloquem à prova essas nossas novas competências. 😀

Um ano lindo para todos vocês!

Ah! O trem só voltou a rodar às 00h07. E sim, nós checamos! A mensagem era que o trem não pararia de funcionar!

Brinquedos… Eba!

Quando você estiver de mudança de país principalmente, pois muitas coisas muito corriqueiras deixam de o ser, preste atenção aos detalhes. Eles sim são importantes!

Dessa vez nós trouxemos nossas coisas do Brasil, móveis, louças, utensílios… Tudo o que tínhamos. Como já sabíamos que normalmente uma casa/apartamento já vem com cozinha completa e o espaço dedicado a fogão, geladeira e máquina de lavar são infinitamente menores do que estamos acostumados no Brasil, resolvemos vender os eletrodomésticos também por conta da voltagem. Na Europa tudo é 220v.

Mas… Resolvemos trazer o aspirador de pó e a batedeira. “Ah! É só comprar um transformador e a parada está resolvida!” Ledo engano. À não ser que tivéssemos comprado o transformador no Brasil e garantido que teríamos um aqui. Corri a cidade em busca de lojas de materiais de construção, de equipamentos elétricos e o escambau. E nada! Todos nos diziam que era mais barato comprar novamente os equipamentos.

Nosso primo está a caminho e pensamos em pedir para ele trazer um transformadorzinho 220v-110v 3000w, mas acho que não seria muito agradável ter um trambolho pesado como esse durante toda uma viagem, não é?! 😛

Finalmente resolvemos nosso enrosco, mesmo porque mudar, abrir caixas, montar móveis sem um santo de um aspirador de pó é um parto, viu?! Quarta à noite nos decidimos e fizemos o pedido e hoje às 10h00 recebi meus novos moradores de braços muuuito abertos e sorriso escancarado no rosto. 🙂

Sabe do que vou brincar agora? De aspirar a casa!!!! Vou poder abrir meus tapetes! 😀

Pegou a mensagem, né? Se estiver de mudança para o exterior, não marque bobeira: ou venda todos os seus equipamentos eletro/eletrônicos ou garanta que você terá os adaptadores/transformadores necessários para não ter que comprá-los novamente e ainda ter que armazenar o antigo, em perfeito estado, mas que não pode ser usado. 😦

E bem, para aqueles que ainda não sabem, não preciso nem dizer onde é mesmo que o Dú trabalha, né?!

Home-sweet-home

No meio da maior baderna, aqui estão elas, lindas, frescas, energizadas e energizantes. Estas são as primeiras flores de nosso novo lar. Uma oferta para nosso querido anjo da guarda. 😀

Mais um vez…. Mudança :)

Nos últimos anos tivemos muitas mudanças em nossas vidas, como:

  • nascimento de dois sobrinhos lindos
  • novos empregos
  • novos amigos
  • novos cursos
  • novos idiomas
  • novos hábitos alimentares
  • e muitas mudanças de residência

Tudo começou quando decidimos nos casar e mudamos para nosso apartamento fofo em São Paulo. Dois anos depois veio a oportunidade de estudar na Bélgica, empacota tudo, deixa tudo guardado e mudamos com algumas caixas de roupa para a casa da minha mãe, onde ficamos dois ou três dias. Fechamos as malas e mudamos para a Bélgica com 4 malas de 32Kg cada uma. Primeiro uma curta estadia em um B&B, depois reempacota e carrega tudo para nosso cosy studio em Leuven. Um ano e um mês depois, fim do nosso contrato de aluguel. Empacota tudo. As coisas de casa que havíamos comprado deixei com um amiga brasileira que também mora em Leuven e carregou tudo para a casa dela. Quatro malas abarrotadas, deixamos no Flat onde a Shereen estava morando e com as outras duas malas fomos para um hotel. Uns dias depois viajamos quase vinte dias pelo leste europeu (muitos aviões, ônibus e hotéis). Foram 5 países diferentes. Voltamos com as duas malas para um flat em Leuven. Pegamos as outras quatro que estavam com a Shereen. Mais umas semanas e voltamos ao Brasil. Mais uma vez para a casa da minha mãe. O maior sufoco para empacotar tudo, mas finalmente voltamos com sete malas. Tira tudo das malas e organiza na casa da minha mãe. Dois meses depois, desempacota tudo o que estava há dois anos empacotado no Brasil para reempacotar para despachar para a Holanda. Organiza e otimiza mala. Fomos para a Holanda com quatro malas de 32Kg cada. Primeiros dias em hotel. Empacota tudo de novo e vamos para um apartamento temporário todo mobiliado. Dois meses depois, nosso contêiner chega no porto de Roterdan e mais uma vez a tarefa que agora me parece muito rotineira: fazer as malas e empacotar as tralhas já acumuladas para mais uma mudança. Ufa!

Esta semana. Mais precisamente na quarta a baderna começa novamente.

E quer saber mais? Que venham mais mudanças. 😛

No aeroporto de Cumbica aguardando o voo para Leuven em Ago/2009

Chegada em Leuven em Ago/2009)

Brincando de quebra-cabeças no flat em Leuven quando nos preparávamos para voltar ao Brasil em Nov/2010

Na sala de espera do aeroporto de Frankfurt aguardando conexão para Brasil e no aeroporto de Cumbica em Nov/2010

Tudo pronto para embarcar rumo à Holanda em Jan/2011

No aeroporto de Cumbica… Últimos beijos e abraços na nossa família mais que amada em Jan/2011

 

No hotel já em Eindhoven nos preparando para mudar para o apartamento temporário em Jan/2011

Aguardemos agora cenas do próximo capítulo. 😀 O desempacotar no nosso Lar-Doce-Lar. 😛

Cacau com Lúpulo – fase II

E aqui estamos nós, iniciando mais um ciclo, descobrindo uma nova cidade, um novo jeito de ser de um povo, um novo idioma… Devo admitir que isso me atrai muito ao mesmo tempo, é claro, que nos dá aquela ansiedade, aquele friozinho na barriga. Próprio do momento que vivemos, a descoberta de um mundo todinho novo. 🙂

Sim, estamos felizes! Sim, estamos ansiosos! Sim, está frio! Sim, a saga das malas está mais tranquila dessa vez, mas ainda é um chatice fazer e desfazer malas. 🙂

Vamos aos fatos:

Chegamos em Eindhoven domingo à noite. Fazia frio, muito frio. Ou nem tanto, mas o fato é que não estávamos mais acostumados e saímos de 30graus em São Paulo para 4 graus em Eindhoven. Acho que a diferença dá um gostinho do que estamos dizendo, ou melhor, sentindo. 🙂

Acomodamos as quatro malas no hotel, que não é lá aquelas coisas, mas… Nos agasalhamos um pouco mais e fomos jantar. Começamos bem! Comida tailandesa + cerveja holandesa (Trapista).

Depois de uma bela noite de sono, segunda foi dia de caminhar pela cidade e começar a descobrí-la. Fazia bastante frio e garoava. A cidade é muito simpática. Assim como seus habitantes. Diferentemente dos belgas, os holandeses parecem mais abertos e de relacionamento mais quente. Te cumprimentam com mais calor, param na rua para te ajudar, sorriem com mais facilidade e apresentam mais disponibilidade no trato. Promissor. 😛

Jantamos em um Chinês. Já não tão legal quanto o restaurante da primeira noite. Coisa que faz parte da descoberta!

Na terça, mais frio e chuva dessa vez. Depois de visitarmos algumas imobiliárias fomos para Leuven, Bélgica, para pegar o diploma do Dú. Viagem chatinha, pois tivemos que trocar três vezes de trem, mas muito tranquila. A Chegada à Leuven me fez uma cócega no coração. Um filme passou pelos meus olhos. As ruas, lojas, bares, cafés, restaurantes, cheiros, pessoas, movimento… Tudo tem muito significado. Essa cidade representa os quase 1 ano e 1/2 de muito aprendizado, descobertas, amizades verdadeiras e profundas, conhecimento, alegrias e tanto o mais que vivemos meses intensos meses por aquelas terras. Não podia deixar de lembrar com muito amor das minhas irmãs queridas, Shereen e Paz! E da pequena Camila, então?! Algumas lágimas chegaram a brotar em meus olhos, mas essas foram lágrimas de felicidades e agradecimento à Deus por ter nos dados a oportunidade de viver e sentir uma amizade como a que vivemos. Obrigada Deus! Muito Obrigada! Não tenho dúvidas do quão agraciada eu sou! Obrigada!

Caminhamos saudosos pelas ruas de Leuven. Comemos um waffle, di-vi-no. Fomos até a universidade e pegamos o diploma. O símbolo oficial dessa fase de nossas vidas. 😀 Voltamos para estação e compramos batatas fritas, as belgas, wow!!! E caminho de volta à Eindhoven. Outro filme passou pela minha cabeça. Que delícia!

Ainda muito frio. Jantamos em um espanhol. Tapas típicos e música espanhola. Até Roberto Carlos cantando em espanhol rolou.

Quarta-feira, mais andança pela cidade conversando com outras imobiliárias e passando frio pelas ruas. Ui que vento gelado é esse, gente!? Quanto tempo vai demorar para nos acostumarmos? A cidade começa a se tornar um pouco conhecida. Andamos de ônibus. Descobrimos lugares novos e começamos a reconhecer outros. Eita coisa boa!

Ficamos o dia todo sem internet no hotel. Por isso: Lú, parabéns querido!!!! Desculpe, mas não conseguimos nos conectar para te ligar. Ficam aqui os nossos desejos de uma vida plena, feliz e de muitas realizações. Te amamos!!!! Dinha e Dinho 😛

Depois de tanto frio durante nossas andanças e uma tosse muito chata que insiste em me acompanhar, jantamos no restaurante do hotel. E depois de tailandês, chinês e espanhol, dessa vez fomos de schnitzel, o prato típico de Viena. E para acompanhar a forte e saborosa Westmalle.

Hoje o dia foi lindo. Céu limpo, sem nuvens, lindamente azul, o Sol iluminando a cidade e com isso um vento ainda mais frio. Mas a beleza do dia compensou o frio. 🙂

Já temos um apartamento para ficarmos até que nossas coisas cheguem e nos mudamos para lá amanhã. Ufa! Vamos fazer supermercado! Eba!

Ah! E para encerrar esse post com chave de ouro, veja só uma das cláusulas do contrato de aluguel:

23. The tenant declares explicitly that he is aware of the fact that trading or growing/fabricating drugs, especially with regards to growing cannabis, in the apartment is strongly prohibited. The tenant declares that he will not participate in such activities.

Sentimos muito, mas aqueles que acharam que poderíamos facilitar algumas coisas… Não contem com isso! 😀

E aqui algumas das poucas fotos que tiramos por enquanto:

É um desbunde aos olhos ver o antigo em perfeito contraste com o moderno. O museu literalmente no canal. A bicicleta jogada no mesmo canal 🙂 As igrejas LINDAS!!!! E muito frio. 😛

schnitzel schnitzel

Um pouco de tudo

As últimas semanas foram marcadas por muitas mudanças, um transbordar de sentimentos, questionamentos que não cessam e a ausência de respostas que persiste, muitas possibilidades que se abrem, abraços, beijos, mais abraços e outros muitos beijos, sabores conhecidos que há muito não saboreávamos, pessoas amadas que voltamos a ver…. Nossa foram semanas ou meses?

Após quase um ano e meio vivendo na Bélgica, voltamos para o Brasil. Como é bom estar em casa. Como é estranho estar em casa. 🙂

Desde 07 de novembro, vivi algumas das seguintes situações:

  • Reencontrei a família
  • Vi meu sobrinho que está enorme… E ele? Está me “conhecendo”
  • Comi muito pão francês com requeijão e mortadela
  • Comi a farofa da minha mãe
  • Voltei a dirigir (e não é que não esqueci como era?)
  • Comecei a trabalhar
  • Voltei a enfrentar o trânsito caótico de São Paulo
  • Começamos a reencontrar nossos amigos, mas ainda temos muitos para rever
  • Vi São Paulo do alto
  • Comemos picanha, hummm isso que é carne
  • Viajei para a praia para um team building
  • Cortei o cabelo e fiz as unhas
  • Fiz cookie e torta de limão
  • Comecei a construir uma nova rede de relacionamento com meus novos colegas de trabalho
  • Comi carne seca com macaxeira 😀
  • Contei muito sobre nossas viagens, especialmente sobre a China
  • Dançamos gafieira 🙂
  • Fizemos churrasco e o Dú foi o churrasqueiro
  • Voltei a usar o forno, mas ainda não com a intensidade que gostaria
  • Deixei de escrever no blog 😦
  • Comprei sapatos 🙂
  • Conversei (pouco) com minhas amigas de jornada (Shereen, Paz e María)
  • Fiz meu primeiro pão
  • Conversei longamente com uma amiga que me ajudou a ver com leveza algumas coisas
  • Fui ao supermercado e falei em inglês
  • Fiz muito carinho nos peludos
  • Beberiquei uma caipirinha com cachaça mineira divina
  • Comemos no japonês 😛

E vejamos o que mais está por vir. 😀

A quantas estamos nós?

Sabe quado tudo está acontecendo e ao mesmo tempo nada está claro? É assim que estamos vivendo essas últimas semanas.
Aqueles que tem nos acompanhado sabem que há pouco mais de um ano e meio tomamos a difícil decisão de deixar tudo o que haviamos contruído para ingressarmos em uma experiência intensa e incerta, mas tínhamos a certeza de que situações que nos proporcionariam muito aprendizado não faltariam. E assim foi! Deixamos nossas famílias, nossos amigos, nossa casa, nossos empregos e vivemos um ano de intensos aprendizados. Nem tudo foi, ou está sendo fácil, mas já sabíamos disso e, como em outros momentos difíceis de nossas vidas, decidimos enfrentar tudo como uma oportunidade de crescimento e nunca como um problema.
Parece frase feita, não? E é! Mas quando aplicada diariamente a diferença é brutal. Putz, que legal estar agora sentada em um trem, no meio de uma viagem (Berlim para Praga) e poder mais do que escrever, refletir sobre tudo o que vivemos e assim começar a nos preparar para enfrentar o que está por vir.
É, no meio desse turbilhão de coisas a disciplina para escrever sobre nossas experiências ficou um pouco prejudicada, especialmente depois da viagem à China… Mas vocês podem dar um desconto, certo? Eram colegas mudando de studio, a turma terminando o curso, as despedidas quase que diárias, a procura por um lugar para ficarmos (os contratos de aluguel são por um ano e não é possível prorrogar por pouco tempo), a procura por emprego, responder a pergunta que TODOS nos fazem todos os dias: “E aí, quais são os planos?” planos, que planos maluco? Nosso plano é tentar definir um plano. 🙂
E como por enquanto não temos mais casa, emprego, curso, dinheiro e não sabemos ao certo o que o dia de amanhã nos reserva, resolvemos fazer nossas malas (deixamos 4 malas no flat de 35 metros onde a Shereen está vivendo, ela é ou não é um anjo?) e viajar mais um pouco….
Assim sendo teremos ainda mais fotos e histórias para contar. Espero que minha disciplina volte nesse meio tempo e que nosso caminho também se torne cada vez mais claro.
E ai teremos que decidir qual será o destino desse Blog… Bem, uma decisão de cada vez, certo? 🙂

Update: Post escrito há alguns dias e apenas publicado hoje, último dia em Viena. 😀

Enfim mudamos ;-)

Esses dois últimos dias foram realmente tumultuados… para variar andamos muito e resolvemos mais um monte de pepininhos… Mas o mais legal de tudo é que ontem (26/08/2009) nos mudamos para a nossa nova casa, aqui em Leuven.

A reforma da cozinha terminou e então fechamos a conta no novo B&B, o qual é legal, mas o Lodging é muito mais.A Nelli, responsável pelo B&B novo é uma graça, ela inclusive permitiu que deixássemos nossas coisas lá por mais um tempinho até que pudéssemos trazer tudo para apto.

Nesse meio tempo, depois de perguntar à umas três pessoas diferentes, pegamos um busão e fomos caçar a Ikea. Para quem não conhece a Ikea é a versão original e européia das lojas Tok&Stok e Etna… dá para imaginar o naipe da loja, não?

Bem, pegamos o busão e depois de 30 minutos estávamos lá! Que loja incrível! Enorme! Tudo é muito moderno e muito bonito. Tenho que reconhecer que a qualidade dos móveis nem sempre é melhor que a do Brasil… mas o design é impecável!

Foi uma tortura não querer, aliás, não comprar tudo, porque querer eu queria mesmo! Mas na atual conjuntura tínhamos que ser racionais e comprar aquilo que era realmente necessário, como toalhas de banho, lençol, travesseiro (ai que tortura escolher um travesseiro) e mais algumas miudezas.

Aventura maior ainda foi o retorno, já que tínhamos duas sacolas enormes e azuis para carregar ônibus à dentro.

Chegamos ao apto e o Vincent e sua mãe estavam aqui terminando de ajeitar e limpar tudo. Como já disse em posts anteriores, ele é uma graça, mas a mãe dele é ainda mais. Uma mulher bonita, simpática e muito, muito agradável. Lembram-se que falei que ela e o marido haviam vindo ao Brasil, pois é visitaram Salvador, Manaus, Brasília, Foz do Iguaçu (Brasil e Argentina) e Rio de Janeiro. Ela disse que adoraram a viagem, que o clima é uma delícia. Experimentam moqueca (foi uma graça ela falando algo parecido com moqueca ;-)) e o marido dela pescou duas piranhas no Pantanal. Ela é uma fofa!

Voltamos ao B&B, pegamos nossas coisas. O Edu, como não poderia deixar de ser, usou novamente o toillete coletivo… essa era a sua última oportunidade ;-), e viemos para a “nossa casa”… que delícia dizer isso… começamos a arrumar nossas coisas, desfazer nossas malas e, como também não poderia deixar de ser, acabei no banheiro… dando um tapa no danado… Não é uma crítica, mas a limpeza a qual estamos acostumados no Brasil é bem diferente! Suei feito uma louca para conseguir melhorar as condições dos azulejos do box… Mas no final ficou uma delicinha, ou quase… trocamos a cortina, é, aqui são raros os boxes de vidro, e Gabi, você tinha toda razão: “Cadê os ralos dos banheiros, meu Deus?”… Ai que saudade de um bom tanque para lavar de verdade o pano… (minha mãe vai adorar ler isso…rsrsrs)

E finalmente, tomamos um banho, nos trocamos, colocamos roupinhas limpas, recém tiradas das malas e… passamos perfume… Que delícia!

Desse dia ainda sobraram algumas coisas para hoje (27/08/2009), mas já estou com muito sono para continuar a escrever… amanhã conto o que faltou!

Beijocas diretamente na nossa casa em Leuven 😉