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Tiramisù Irlandês

Gastronomia em alta!

Para aqueles que acompanharam nossos relatos sobre o que comemos em nossa viagem pela Itália, devem ter percebido que adoramos tiramisù.

Ainda no Brasil fiz uma vez a receita do tiramisù do livro da Nigella. E ficou divino!

Depois de muita peregrinação pelos mercados dessa cidade achei o cacau em pó e ontem fiz o nosso tiramisùùùùù…. Mas acho que errei nos cálculos e usei uma forma maior do que deveria.

O resultado foi: sabor igualmente divino ao que fiz ainda no Brasil e aos melhores que comemos na Itália, mas como fiz metade da receita e a forma era maior do que deveria, faltou creme… Na próxima (breve) vez que fizer a receita será na mesma forma, mas a receita inteira!

  • 350ml de café expresso frio, feito com 350ml de água e 9 colheres (chá) de pó para café expresso instantâneo
  • 250ml de licor Baileys
  • 400g de biscoito inglês
  • 2 ovos
  • 75g de açúcar
  • 500g de mascarpone
  • 2 1/2 colheres (chá) de cacau em pó
  1. Misture o café com 175ml de Baileys numa vasilha rasa.
  2. Mergulhe os biscoitos nesse líquido; molhe de cada lado, até que fiquem úmidos, mas não encharcados. Forre o fundo de uma fôrma quadrada de 22cm com uma camada de biscoitos.
  3. Separe os ovos e descarte uma das claras. Bata as duas gemas com o açúcar até que engrosse e se transforme num creme claro. Misture os 75ml restantes de Baileys e o mascarpone, até adquirir uma consistência de musse.
  4. Bata a clara de ovo até endurecer; você pode bater na mão sem muito esforço. Junte a clara batida no creme de gemas e mascarpone e espalhe metade da mistura sobre a camada de biscoitos.
  5. Por cima, coloque outra camada dos biscoitos umedecidos e cubra com o restante do creme de mascarpone.
  6. Cubra com filme-plástico e leve à geladeira de um dia para o outro. Quando for servir, peneire o cacau em pó com um coadorzinho de chá sobre todo o doce.

Rende aproximadamente 12 porções.

Onde e o que comemos em Florença

Definitivamente nossa melhor experiência gastronômica!!!! Tudo foi divino. 😀

Nossa viagem aos infindos sabores da Toscana começou em 29/Dez. Logo que chegamos e nos acomodamos, super bem aliás, saímos para bater perna.

Munidos de um super mapa e das indicações das melhores sorveterias de Florença, segundo Mari Campos do blog Saia pelo Mundo, começamos a desbravar Florença.

Logo de cara paramos na sorveteria Santa Trinitá (Piazza Frescobaldi, 11R). A que ficou com o terceiro lugar no ranking da Mari Campos. O Dú experimentou os sabores café e chocolate meio amargo, verdadeiros creeeeemes, super consistentes e de sabor muito marcante. Eu fiquei com o de morango… A sensação é de que eu estava comendo a própria fruta. Super saboroso! Humm, nos demos bem já de cara.

Mais à tardinha paramos no Caffé Calimala (Via Calimala, 23r). Se localiza em uma das avenidas principais do comércio. O Dú tomou um caffe freddo e eu um caffellatte. E para acompanhar comemos um canolo siciliani simplesmente divino. O lugar é bem charmoso, mas apertadinho.

Enquanto voltávamos para o hotel fomos procurando restaurantes. Pesquisamos na internet e acabamos ficando com algumas boas opções. Resolvemos jantar nessa primeira noite no Olio & Convivium (Via Santo Spirito, 4).  As avaliações que achamos eram bem altas e conferimos que estavam certas! 😉

O restaurante é super sofisticado. Com muitos garçons e todos super entendidos, tanto do cardápio quanto dos vinhos. As mesas estão rodeadas por estantes com váááários vinhos exposto. Uma delícia de ambiente. O preço é mais salgadinho. Mas como exageramos apenas de vez em quando… Valeu à pena.

O Dú comeu um risoto com menta e alcachofra e eu carne de rabo ao molho de cacau e alcachofra… Não consigo descrever a maravilha que estava o meu prato. Nem quis experimentar o do Dú. Acho que nunca comi tão devagar na minha vida… Queria apenas ficar saboreando aquela delícia e prolongar o quanto eu conseguisse aquela experiência. Que Divino!!!

No dia 30/Dez estávamos caminhando e resolvemos arriscar um restaurante que parecia ser bem aconchegante, e era mesmo. 😉 Il Desco (Via Cavour, 29). Na verdade é o bistrot do hotel Il Guelfo Bianco, mas só descobrimos depois. O bistrot é uma delícia, muito aconchegante e agradável. Os garçons (dois) eram super simpáticos. E ainda estava tocando música brasileira. Era o CD de um artista italiano que tinha gravado grandes sucessos da Bossa Nova. Uma delícia. Mas não apenas o ambiente estava bom. Pedimos, o Dú um tagliarini ao molho vermelho e eu um tagliarini com alcachofra… Água na boca. E para acompanhar tomamos um “Super Tuscan”, denso e muito vigoroso! O termo Super Tuscan descreve qualquer vinho tinto toscano que não obedeça às leis de mistura tradicional da região… Os rebeldes… hehehe

Como não somos de ferro, à tarde tomamos um gelato na gelateria classificada em terceiro lugar. Grom (Via del Campanile angolo via delle Oche), como as demais uma gelateria com muuuitos sabores e bem apertadinha. O Dú saboreou o gelato de Zabaione e eu cioccolato extranoir e Bacio. Meu Pai Eterno! Que sabores!

No jantar fomos ao Dante (Piazza Nazario Sauro, 12r). Um típico restaurante com massas, pizzas e frutos do mar. Dessa vez ficamos com os camarões ao azeite… Perfeitos. Para acompanhar uma massinha de pizza bem fininha assada e regada ao azeite, aspargos e um vinho branco da casa, parecia até um frizante. Não é o que mais me agrada. Mas no geral uma delícia. 😉

Dia 31/Dez foi outra perdição gastronômica. Tomamos um gelato na gelateria de número um… Merecedíssima primeira posição. Não que os demais não fossem bons, mas esse se superou! Perche’no! (Via Tavolini, 19r)… Que gelato! O lugar é ainda mais apertadinho, mas transborda de sabor. O Dú experimentou o Pistacchio e Castagna (castanha portuguesa) e eu Crema e Cheese Cake. DI-VI-NOS!!!

Antes de irmos para a visita guiada pela região de Chianti fizemos um pit stop no Pitti Gola e Cantina (Piazza de’Pitti, 16). Fica bem enfrente ao Museo Pitti. Super gostoso. Bem pequeno, mas com uma variedade incrível de vinhos, inclusive com vinhos exclusivos. Comemos uns queijinhos deliciosos e experimentamos dois vinhos muito bons, mas acabamos por não anotar os nomes. 😦

Na virada fomos à Osteria Santo Spirito (Piazza Santo Spirito 16r). Fica na mesma praça onde estávamos hospedados. Só atravessamos a rua e lá estávamos. Isso foi muito bom, especialmente porque chovia muito… Bem, em praticamente todos os restaurantes um item indispensável no cardápio era a bistecca alla fiorentina. Mas como ela é muito grande, cerca de um quilo, sempre deixávamos para depois. Pois bem, nessa noite resolvemos arriscar.

A guia do nosso passeio da tarde explicou que esse é um corte muito especial, pois deve ter nem mais, nem menos que 3,5 centímetros de altura. Lenda ou não, a danada é maravilhosa.

De entrada comemos um queijinho pecorino com salame de javali. Divinos! Depois veio a magnífica bistecca alla fiorentina. Quando a garçonete trouxe ela levou para a mesa ao lado e perguntou se eles haviam pedido A Bisteca, o rapaz literalmente com água na boca respondeu: “Oh! Unfortunately not!” hihihi E ela veio deslumbrante para a nossa mesa! 😀

Como se não bastasse pedimos um Vin Santo com Cantuccini. São biscoitos de amêndoas, bem secos e duros, os quais são imersos no Vin Santo (um vinho de sobremesa) por exatos 20 segundos (outra explicação da nossa guia) para só então você saboreá-lo. Que desespero. Mesmo eu não sendo muito chegada a vinho de sobremesa, é doce demais para o meu paladar, com o cantuccino fica delicioso. hahaha Que virada de ano!!!

Começamos o ano almoçando na Osteria Del Porcellino (Via Val di Lamona, 7). Definitivamente nada demais. O Dú comeu uma lasagna que estava boa, mas era um pouco pequena e eu comi um penne 7 pecados, ao molho vermelho, bastante cebola e levemente apimentado. É, nada demais!

À tarde, por puro olho gordo meu, paramos na Marchetti Stefania, fica em uma das avenidas principais e é um lugar para lanches rápidos. Mas eu vi na vitrine uma caneca com Morango e chantili, que eu sabia serem apenas morangos e chantili, mas o olho gordo foi maior… Que desespero!

Finalizamos nossa jornada por Florença no Il Santo Bevitore (Via Santo Spirito, 64/66r).  Um restaurante super badalado, moderno e bem disputado. Sem reserva é impossível comer lá. Mas no último dia fizemos reserva e lá estávamos. Começamos com uma degustação de frios espetacular. O Dú comeu um Bue Marinato, um carpaccio marinado, delicioso e eu um Millefoglie di crepes, uma torta mil folhas com lentilhas. Para acompanhar um vinho Madiere. Encerramos a noite com um belo Crème Brûlée… Não tinha tiramisù. 😉

Ah! Nesse restaurante aconteceu uma coisa muito engraçada. Primeiro a garçonete, super simpática, perguntou de onde éremos. Depois chegou uma casal que se sentou uma mesa ao nosso lado e logo notamos que eram brasileiros. No meio do jantar, a brasileira pergunta para o senhor que se sentava na mesa entre nós o que ele havia comido e esse por sua vez, respondeu em português. Então começaram a conversar… Quando a garçonete notou, nos dedurou: “Eles também são brasileiros”. Aí foi a maior confusão. O senhor da mesa ao nosso lado era italiano, mas viveu muitos anos no Brasil. Foi praticamente meu vizinho. Morou na Vivaldi e falava dos lugares que lembram a minha infância. Já o outro casal, eles são de Goiânia e estavam comemorando o aniversário de casamento, visitando novamente a Itália… Que mundo pequeno!!!

Onde e o que comemos em Veneza

Em Veneza também comemos muito bem! Ai ai! Mas uma coisa muito importante é que fomos, na maioria das vezes, em restaurantes indicados pelo dono do B&B. Segundo ele, em vários restaurantes você pode pagar muito e comer não tão bem… Seguimos as indicações dele e nos saímos muuuuito bem. 😀

Logo na primeira noite jantamos na Osteria La Patatina. Um restaurante agradabilíssimo. Todo em madeira e com mesas compridas, você divide a mesa com seu vizinho de lado, o que para algumas pessoas pode não ser muito agradável. Mas para nós foi uma delícia.

A culinária em Veneza é super baseada em frutos do mar e, então, aproveitamos e pedimos um prato com diversos frutos do mar grelhados. O qual por sinal estava divino! Para acompanhar um delicioso e macio vinho branco,  Brogo Magredo Pinot Grigio, Friceli. Que noite!

Em 27/Dez resolvemos fazer um lanche rápido pelo centro, por onde estávamos caminhando e paramos no Bar Xixi. Eu sei, eu sei! Devíamos ter suspeitado que pelo nome não dava para esperar muito, mas… Pois bem, comemos um lanche que estava bem meia-boca e que nos saiu bem caro por sinal… Aqui a prova de que o Mário, dono do B&B, tinha razão… 😦

Mas no jantar as coisas mudaram e voltaram a ser divinas! Primeiro tentamos ir à Osteria Trattoria Al Nono, mas estava uma fila enoooorme. Mudamos de idéia, claro, e fomos procurar o restaurante Muro. O lugar é super legal. Moderno e muito aconchegante.

Só depois descobrimos que tem mais dois endereços. Nós conhecemos o Muro San Stae.

O Dú comeu uma massa à ricota defumada e lingüiça que exalava um perfume indescritível e eu um Carpaccio dos deuses! Hum… Só de escrever já me deu água na boca! E de sobremesa:  tiramisù. 😀

Em 28/Dez tivemos muito mais sorte no almoço. Paramos no Al Vaporetto (Calle della Mandola, San Marco), mesmo sem indicação, mas resolvemos arriscar. Comemos pizza e o melhor tiramisù de Veneza, sem exagero nenhum. O Dú ficou bem feliz! 😀

E no jantar, depois de um tempinho de espera, conseguimos jantar na Trattoria Nono Risorto. Esse é um restaurante mais simples que os outros dois (Osteria La Patatina e Muro), mas ainda assim comemos muito bem, dessa vez, eu mais que o Dú. O Dú ficou na pizza e eu no spaghetti ao vôngole e alho… Delícia. E de sobremesa, claro: o tiramisù. Também estava muito bom, mas o melhor de todos foi no simples Al Vaporetto. 😀

Onde e o que comemos em Roma

Chegamos no hotel em Roma já era bem tarde… passava de 22h30. Pedimos uma indicação de restaurante para o pessoal do Hotel e eles nos indicaram o Ristorante Pizzeria Al Giubileo. E lá fomos nós! Um restaurante bastante típico e muito aconchegante.

Como já era tarde não tinha muita gente, mas o garçom nos atendeu muito bem… Quando soube que éramos brasileiros se pôs a falar feito um… italiano… hahaha

Pedimos um spaghetti à carbonara simplesmente maravilhoso. A pasta estava divina e o molho era simplesmente tudo o que eu poderia imaginar. Sempre quis comer um carbonara verdadeiro e finalmente chegou o dia. Começamos bem.

O Dú pediu um penne ao molho vermelho e picante. Ele adorou, mas eu nem experimentei. Estava entretida demais com o meu spaghetti. Para acompanhar um vinho da casa. Não muito forte ou encorpado… um típico vinho da casa!

De sobremesa, como não poderia deixar de ser, um tiramisù divino! Que Deus nos ajude! Com essa comida boa vai ser difícil resistir.

Em 23/Dez almoçamos no Pizzeria e Ristorante Imperiale (Largo Corrado Ricci, 37). Fica bem pertinho da saída lateral do Palatino. O garçon que nos atendeu era brasileiro… Eita mundo pequeno. Comemos pizza e estava uma delícia! Para mim está mais do que confirmado que é mito que a pizza na Itália é horrível, como muita gente diz. O que acontece, na minha opinião, é que as pessoas são muuuito fixadas e mesmo viajando não se abrem para experiências novas, muito menos para experiência gastronômicas.

Jantamos no Est! Est! Est! dei Fratelli Ricci. Na verdade saímos em direção a outro restaurante, mas como não achamos, resolvemos arriscar esse. Ele fica escondidinho em uma rua sem saída, mas é super charmoso, bem simples, lembrando até um bar dos anos 50. O Dú comeu uma pizza, que estava divina e eu comi uma salada, que estava muito boa também, bem fresquinha! Tomamos o vinho da casa, nada demais, mas um bom vinho da casa. Só a sobremesa nos decepcionou… tinha o aspecto daquelas bem insdustrializadas. Mas o local e a pizza valem o retorno. Ah! A mesa ao lado pediu um prato de entrada que era um mix de frutos do mar e peixe frito… parecia uma delícia!

No dia 24/Dez só comemos um lanche na lanchonete do Castel Sant’ Angelo mesmo. E, como era noite de Natal, tentamos jantar no Ristorante Santa Cristina al Quirinale, que tinha uma excelente avaliação, mas não tinham mais mesas disponíveis. Então jantamos no restaurante de um hotel, o The Glass Bar & Restaurant. Estava uma delícia! Comemos um salmão empanado em farelo de pão e grelhado no azeite e de acompanhamento brócolis e cogumelos. A sobremesa foi uma prato com os típicos doces de Natal: Panetone, castanhas, frutas secas… delícia!

No dia 25/Dez resolvemos parar em um dos restaurantes que encontramos pelo caminho da nossa andança. O Ristorante That’s Amore 2. Um lugar agradável, mas pelo menos naquele dia, um pouco bagunçado. Havia somente uma garçonete que não parecia conhecer tudo. A mesa ao nosso lado chegou depois e recebeu os pratos antes. Ela checou duas vezes o que havíamos pedido e somente quando uma segunda garçonete, visivelmente mais esperta, chegou é que o negócio começou a andar. Comi um carpaccio, que estava deliciosamente temperado, mas carne não era das melhores, tinha muito nervo! O Dú comeu um nhoque ao molho de gorgonzola que estava bom… Infelizmente esse não é um restaurante que voltaríamos ou que indicaríamos. 😦

Por precaução fizemos reserva no Ristorante Santa Cristina al Quirinale para o jantar. É um restaurante familiar, mas definitivamente o melhor ambiente e os melhores pratos que comemos em Roma. O Dú comeu uma carne ao molho de mel e pimentas e eu uma massa ao molho de abobrinha com as flores da abobrinha fritas… Ambos estavam divinos! Infelizmente não tinha mais tiramisù… Mas da próxima vez ele não nos escapa. heheh


A tumultuada Milão

É bem possível que eu esteja generalizando uma experiência muito curta. Mas definitivamente não gostei de Milão. Mega comercial. Mega muvucada. Muita gente junta ao mesmo tempo.

Mas devo admitir que a Catedral de Milão é bárbara… muito grande e muito linda! Já a galeria de megas lojas é um inferno… ou pelo menos estava um inferno quando fomos já que era um dos primeiros dias da grande liquidação de início de ano… Meu Deus, era impossível andar naquele lugar. Nos perdemos e não conseguíamos achar a saída, e para complicar aquele bando de gente (especial mulheres) louca, comprando feito loucos. Os consumistas de big marcas plantão adorariam… hehehe

Para não dizerem que sou exagerada vejam só a muvuca na frente da Galeria…

A única coisa boa foi jantar no restaurante que o hotel nos indicou. Também um dos poucos abertos pelas bandas do hotel. Uma das melhores massas com frutos do mar que comi, se bem que eleger algum prato como o melhor é uma tarefa meio complicada. Acho que é melhor voltar e experimentar tudo de novo… hahahah…

A intensa Florença

Florença, a parte alta de nossa viagem.

A começar pelo hotel que ficamos… que delícia de lugar. Super aconchegante e de arquitetura bem tradicional… toscana.

O tempo não nos ajudou muito… não estava frio, mas choveu praticamente todo o tempo. Vocês vão perceber que muitas de nossas fotos estão em preto e branco… Mesmo assim, aproveitamos intensamente!

Praças lindas. Igrejas de arquitetura impecável. Palácios majestosos. Restaurantes e mais restaurantes deliciosos. Para os consumistas de plantão, todas as megas marcas e muito mais. Muitas famílias passeando. Cachorros em todos os lugares… lindos! Muitas sorveterias. Vinho bom em qualquer lugar. Muitas enotecas. Ferreros diferentes e muito gostosos, mas o Kinder Bueno continua sendo o nosso preferido. Hum, os tiramisùs, A sobremesa! Muita, muita história no ar. Muito Prosciutto Crudo, eba! Limoncello e Vinsanto (sobre esses últimos o Dú vai comentar) … delícia!

Ver Florença do alto também foi especial. Do alto da Duomo da Cattedrale di Santa Maria del Fiore:

E do alto da Piazzale Michelangelo, dois lugares que exigem um pouco de perna, mas que ao final vale super à pena.

O berço do Renascimento não poderia ter sido em outro lugar!

Uma das nossas regras é não repetir restaurantes, mas nessa cidade vale quebrá-la. O único problema é que não tivemos tempo suficiente para nossa experimentação e peregrinação gastronômica… é muita opção. Assim sendo, esse é um destino que, sem dúvida, repetiremos sem nenhuma dor na consciência. 😀

Ah, os gelatos italianos… São outra perdição! Sorveteria é o que não falta em Florença, mas para facilitar nossa vida seguimos o ranking que a Mari Campos do blog Saia pelo Mundo preparou, com muito esforço, é claro!… Ótimas referências.

A singular Veneza

Veneza. Singular… realmente acho que essa é a palavra para descrever Veneza. Singular por suas ruas tão estreitas e irregulares que formam um belo labirinto sobre uma bela ilha.

Singular por seus canais e pontes infindos. Singular por seus habitantes, que para viver lá, só nascendo lá (como disse o dono do B&B que ficamos).

Singular pelos seus deliciosos frutos do mar.

Singular por suas gôndolas, que apesar de bem caros os passeios, são charmosos.

Singular pelas suas lindas máscaras de carnaval e por suas obras em Murano (mesmo estes sendo feitos da ilha vizinha, Murano).

Veneza é muito cheia de turistas e é praticamente impossível se localizar naquelas ruazinhas realmente estreitas. Em algumas delas não dá para passar duas pessoas ao mesmo tempo. Não estou exagerando, não. 😉

O Mário (dono do B&B) nos disse para passearmos sem nos preocuparmos em uma rota… além dos restaurantes, essa foi uma ótima dica. Desviávamos das ruas principais e nos deparávamos com construções e ruas lindas e muito charmosas.

A beleza de Veneza também é singular, uma vez que tudo é muito antigo e não muito conservado. Mas o encanto da cidade se dá justamente por essa característica.

A emoção bateu mais uma vez quando subimos a torre da Piazza San Marco… Meu Deus! Que vista. Ver Veneza do alto também é… singular!

O Palazzo Ducale conta muito sobre o desenvolvimento de Veneza… A demonstração de poder através das grandes construções é muito característica. O próprio desenvolvimento dos bairros se deu, segundo Mário, de acordo com “as posses” das famílias que ali se instalavam. Dessa forma, ainda hoje você reconhece os bairros mais “afortunados” da época.

Igrejas também não faltam, outra marca registrada da Itália. Até mesmo noivos passeando de gôndola nós vimos… Coitada da noiva, estava um frio!

As vitrines cheias de guloseimas são terríveis, especialmente em Veneza, já que as ruas são estreitas e você passa muito pertinho delas… O pecado da gula foi o que mais praticamos nessa viagem. 😀

Comemos muito bem em todos os restaurantes que fomos, mas é bem importante ter indicações de bons restaurantes. Se não, comemos mais ou menos e pagamos bem caro. (as dicas dos restaurantes estão aqui ó).

Veneza à noite é mega charmosa… Mas no início dá medo. É muito escuro e as ruas secundárias são pouco utilizadas. Mas depois que você se acostuma com a cidade esse medo some.

O que me impressionou foi o número de lojas mega chiques e luxuosas. Mas o que me impressionou ainda mais foi perceber que essas lojas, caríssimas, não estavam vazias não. Os turistas estavam comprando de monte. Nessas cidades o consumo é desenfreado.

Outra coisa legal (para turista) foi ver a água invadindo algumas ruas logo no início da manhã quando a maré ainda estava alta. Mas disso só turista gosta mesmo. 😦 O Mario nos disse que essa maré alta só é comum nessa época do ano, final de novembro e dezembro.

Repara só na diferença do nível da água na porta. Uma foto foi tirada no meio da tarde e a outra o início da manhã

A emocionante Roma

Esse post é o primeiro de uma série que pretendo escrever sobre nossa viagem à Itália. Para tentar organizar as coisas, vou separar os causos em diferentes posts. Vou escrever sobre 1. as minhas impressões (meio filosóficas, como sempre), 2. os lugares que visitamos e conhecemos e, como não podia deixar de ser, 3. a gastronomia, ou a perdição italiana. Além de algumas curiosidades. Espero que vocês aproveitem!

Roma é um desbunde. A princípio uma cidade grande com bastante gente (você esbarra em brasileiro por todos, todos os lados), muito conhecida por seus monumentos históricos e claro, com o Vaticano ali do ladinho.

Mas definitivamente não é só isso.

Roma tem um ar… um ar diferente. É difícil de explicar, mas acho que tem a ver com todo o lance da história, e olha que eu não sou a pessoa mais conhecedora de história, hein!?

Mas o que acontece é que quando você está aberto a viver, o que quer que seja que a cidade tenha a lhe oferecer… é uma maravilha. E não estou falando de religião.

As construções são enormes. Pena que as fotos não traduzam a real dimensão. As ruínas são incríveis, elas têm vida. Você pode sentir.

Por vezes, principalmente quando vi a Via Sacra do alto do Monumento a Vittorio Emanuele II e quando estávamos lá, na própria Via Sacra, fechava meus olhos e me transportava para outro tempo.

Fico apenas me perguntando se meus filhos, netos também terão a oportunidade de viver essa experiência, porque é uma p. experiência, viu? Me pergunto isso porque durante toda a viagem nos deparamos com turistas muito sem consciência, para não dizer outra coisa… mas vou deixar para comentar e mostrar fotos sobre essa triste constatação em outro post.

Em qualquer rua que você ande você vê a história, seja nas construções, seja nos bustos e estátuas espalhados por toda a cidade. Se você não se fixar apenas no roteiro que traçou ainda tem a oportunidade de esbarrar em portas abertas que escondem jardins internos lindos e calmos…

A perfeição das esculturas é outra coisa que impressiona. Como pode numa época com tão pouco desenvolvimento industrial se construir tanta beleza…. talvez o mais simples seja realmente o mais belo!

Algumas ruazinhas escondem um charme especial. Igrejas e Museus não faltam para se visitar. Até ficar sentada na fonte da Piazza Del Popolo olhando as crianças estourarem as bolas gigantes de sabão que um senhor fazia foi especial. A suntuosidade das Igrejas não esconde a guerra de poder da época. Mas mesmo assim são verdadeiras obras de arte.

Até o elevador do nosso hotel era especial. Sabe aqueles bem antigos de ferro, que você abre a porta de ferro, abre a porta do elevador, você entra, depois fecha a porta de ferro e então fecha a porta de dentro… Achei o máximo!

Os romamos são italiamos clássicos: falantes e expressivos (inclusive com os braços… não apenas com as mãos). Muito gentis, especialmente quando falamos que somos brasileiros. Nos fazem sentir confortáveis desde o início.

Finalmente, para mim Roma é uma cidade para ser experienciada pela alma

Ah! A Itália!!!!

Voltamos!

Nossa como passou rápido, mas ao mesmo tempo vivemos tantas coisas diferentes que está difícil organizar para escrever aqui para vocês.

Decidi então, facilitar a nossa vida e adiantar um pouco da nossa viagem à Itália através de imagens… que sem dúvida traduzem, de forma muito mais fidedigna que qualquer texto, nossas experiências dessas duas últimas semanas  😉

A emocionante Roma…

A singular Veneza…

A intensa Florença…

A tumultuada Milão…

Ah! E como não poderia deixar de ser… desejamos à todos um 2010 simplesmente DEZ! 😀