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Delft, Holanda

Mais uma decisão no susto e… Vamos viajar!

Queria muito ir visitar o Keukenhof, famosa exposição de tulipas que anualmente ocorre na Holanda. Foi como o meu presente de aniversário. 😀

Tinha um ônibus que saia de Leuven às 7 da matina, fazia um percurso louco e chegava lá lá pela 1 da tarde, mas decidimos fazer outra coisa: Pegamos um trem com destino à Delft, a famosa cidade das porcelanas pintadas à mão em azul. Assim aproveitaríamos para conhecer Delft, depois em 30 minutos (de trem) iríamos para Leiden, também conheceríamos a cidade e em mais trinta minutos (de busão) chegaríamos no Keukenhof! Essa foi uma decisão mega boa! 😀

Chegamos por volta de 19hs em Delft e para nossa surpresa o hotel era um mega hotel (Hampshire)… hehehe… Deixamos as coisas e fomos bater pernas. Essa é uma das grandes vantagens da primavera/verão na Europa…Anoitece beeem tarde!

A cidade é muito lindinha. Super pequena, bem parecida com Amsterdam, canais por todo o lado e muito tranquila, talvez porque fosse dia de semana e véspera de feriado.

Paramos para jantar no Café Restaurant Royal. Comidinha boa, ambiente bem rústico (tinha até um quadro de uma vaca em cima da lareira 😉 ) e o mais legal é que parece que todos se conhecem. Todos que entravam cumprimentavam quase todo mundo que estava lá. O povo mudava de mesa para bater-papo e tinha alguns que entravam, cumprimentavam todo mundo, tomavam uma cervejinha do bar e iam embora… Coisas de cidade pequena. 😛

Tiramos algumas fotos da noite em Delft e fomos para o hotel descansar, pois no dia seguinte rumaríamos à Leiden/Keukenhof. Ao chegarmos ao hotel nos demos conta que esquecemos a pasta de dente… ai… pelo menos tínhamos um fio dental para quebrar o galho. 😆

Segundo dia foi dia de Keukenhof e Leiden, mas esse é um causo para outro post. 😉

Terceiro dia passeamos por Delft. Era um sábado e a cidade estava super movimenta e para a nossa sorte estava rolando uma feira de antiguidades, como aquelas da Benedito Calixto, à beira dos canais… Um charme!

Vimos também uma criança e um dos vendedores da feira usando o sapato de madeira tão característico da Holanda. Lindinhos!

Visitamos as igrejas Velha e Nova (Oude Kerk de 1246 e Nieuwe Kerk de 1351… e ainda a chamam de nova 🙂 ), lindas! E os órgãos então?! E como somos mega sortudos, enquanto visitávamos uma delas, começaram a tocar o órgão… Mágico! Senti como se as notas musicais fossem um belo e singelo bálsamo. Obrigada Deus!

Paramos para um almoço rápido e bem gostoso ao Sol. Ah! O Dú já contou sobre a cerveja que ele tomou nesse post aqui.

Logo depois fomos para a estação para voltarmos para Leuven, mas antes uma paradinha da padaria para comprarmos mais duas tortinhas de castanhas que havíamos experimentado quando voltávamos de Leiden no dia anterior. 😀 Prazeres da vida!

Ah! Mais uma curiosidade: Assim como em Leuven e Amsterdam as bicicletas estavam por todo lado. Encontramos até um guardador de bicicletas que parece um daqueles potes de pão de forma, manja?

Preenchendo nossos corações

Na tentativa de acalmar nossos corações em função das saudades que sentíamos dos maridos que estavam lá na China, tentávamos nos ocupar, especialmente as nossas noites… momentos mais difíceis dessa longa jornada de apenas duas semanas.

Na segunda quarta-feira solitária, Shereen e eu, saímos para almoçar… Isso já era 17h. Já dá para imaginar como estávamos sem referência… hehehe

Ficamos umas 3 horas no restaurante. Como sempre, conversamos sobre tudo, uma conversa muito inspirador. Depois passamos na nossa sorveteria preferida, a t’Galetfe, que já está aberta novamente (vê se pode? Os caras fecham 3 meses no ano!). Dessa vez experimentei um sabor novo, chocolate branco com corn flakes… Divino!

Ficamos caminhando pelas ruas de Leuven, bem sem destino e nos deparamos com uma bandinha no Grote Markt. Estavam na escadaria da prefeitura tocando uma música muito gostosa. Logo começaram a marchar pelas ruas de Leuven e decidimos seguí-los. Para nossa grata surpresa, foram para uma Igreja bem bonita que nunca está aberta. Mesmo sem saber o que ia rolar, entramos atrás deles. 😆

A igreja estava incrivelmente bonita. Estava com algumas obras de um artista plástico no chão com iluminação azul… Lindo! Os músicos se acomodaram, nós pegamos cadeiras, uma senhora passou com uma bandeja com copinhos servindo diferentes tipos de cerveja (na Igreja?) e logo começou o concerto. Isso mesmo, um concerto, em plena quarta-feira, na Igreja super estilizada e de graça! 😛

O concerto foi lindíssimo e muito emocionante até mesmo pelo local onde foi realizado. Que delícia!

E o que é melhor ainda, esse mesmo concerto acontecerá nas próximas 12 quartas-feiras… Eba! Programão!

A singular Veneza

Veneza. Singular… realmente acho que essa é a palavra para descrever Veneza. Singular por suas ruas tão estreitas e irregulares que formam um belo labirinto sobre uma bela ilha.

Singular por seus canais e pontes infindos. Singular por seus habitantes, que para viver lá, só nascendo lá (como disse o dono do B&B que ficamos).

Singular pelos seus deliciosos frutos do mar.

Singular por suas gôndolas, que apesar de bem caros os passeios, são charmosos.

Singular pelas suas lindas máscaras de carnaval e por suas obras em Murano (mesmo estes sendo feitos da ilha vizinha, Murano).

Veneza é muito cheia de turistas e é praticamente impossível se localizar naquelas ruazinhas realmente estreitas. Em algumas delas não dá para passar duas pessoas ao mesmo tempo. Não estou exagerando, não. 😉

O Mário (dono do B&B) nos disse para passearmos sem nos preocuparmos em uma rota… além dos restaurantes, essa foi uma ótima dica. Desviávamos das ruas principais e nos deparávamos com construções e ruas lindas e muito charmosas.

A beleza de Veneza também é singular, uma vez que tudo é muito antigo e não muito conservado. Mas o encanto da cidade se dá justamente por essa característica.

A emoção bateu mais uma vez quando subimos a torre da Piazza San Marco… Meu Deus! Que vista. Ver Veneza do alto também é… singular!

O Palazzo Ducale conta muito sobre o desenvolvimento de Veneza… A demonstração de poder através das grandes construções é muito característica. O próprio desenvolvimento dos bairros se deu, segundo Mário, de acordo com “as posses” das famílias que ali se instalavam. Dessa forma, ainda hoje você reconhece os bairros mais “afortunados” da época.

Igrejas também não faltam, outra marca registrada da Itália. Até mesmo noivos passeando de gôndola nós vimos… Coitada da noiva, estava um frio!

As vitrines cheias de guloseimas são terríveis, especialmente em Veneza, já que as ruas são estreitas e você passa muito pertinho delas… O pecado da gula foi o que mais praticamos nessa viagem. 😀

Comemos muito bem em todos os restaurantes que fomos, mas é bem importante ter indicações de bons restaurantes. Se não, comemos mais ou menos e pagamos bem caro. (as dicas dos restaurantes estão aqui ó).

Veneza à noite é mega charmosa… Mas no início dá medo. É muito escuro e as ruas secundárias são pouco utilizadas. Mas depois que você se acostuma com a cidade esse medo some.

O que me impressionou foi o número de lojas mega chiques e luxuosas. Mas o que me impressionou ainda mais foi perceber que essas lojas, caríssimas, não estavam vazias não. Os turistas estavam comprando de monte. Nessas cidades o consumo é desenfreado.

Outra coisa legal (para turista) foi ver a água invadindo algumas ruas logo no início da manhã quando a maré ainda estava alta. Mas disso só turista gosta mesmo. 😦 O Mario nos disse que essa maré alta só é comum nessa época do ano, final de novembro e dezembro.

Repara só na diferença do nível da água na porta. Uma foto foi tirada no meio da tarde e a outra o início da manhã

Bruges… Que sábado delicioso!

Pegamos um trem e em 1h30 chegamos a Bruges. Alguns guias de viagem dizem que Bruges é um dos locais turísticos mais procurados da Bélgica. E acredito que realmente seja, porque o centro histórico realmente é incrível, as construções medievais são maravilhosas, as ruas todas sinuosas, o que dá ainda mais charme à cidade e canais cortando toda a cidade.

As construções datam do século 13, quando Bruges vivia a “idade de ouro”, uma vez que era o centro internacional do comércio de tecidos que nela floresceu por cerca de 200 anos a partir desse século.

Igreja_Nossa_SenhoraAs ruas na cidade são bem conservadas, não há poluição visual (outdoors ou prédios) e mais uma vez o trânsito é praticamente de bicicletas. Até se vê mais carros que em Leuven, mas por se tratar de uma cidade ainda mais turística, vimos muita gente andando a pé.

Nossa primeira visita foi à Igreja de Nossa Senhora, uma igreja magnífica construída em 1.220. Sua torre mede 122 metros, é realmente muito alta. Logo que saímos da estação de trem já podíamos avistá-la, também a torre da Igreja de Nossa Senhora é a segunda torre de igreja mais alta na Bélgica (a catedral de Antuérpia tem a maior torre com 123 metros… foi por pouco, hein?!).

MadonaPor si só ela já é linda, o teto é esplendoroso, peças enormes e magnífica entalhadas, uma leveza no ar que só estando lá para sentir, não tenho palavras para descrever… e como se não bastasse lá está a Madona (Maria com o menino Jesus) de Michelangelo, uma das raras obras de Michelangelo que está fora da Itália. A escultura é em mármore Carraca e traz uma delicadeza nas expressões deliciosa!

A única coisa que não pudemos ver direito foi o detalhe da torre, pois estavam com um trabalho de restauração, então grande parte da torre está coberta com aquelas proteções de segurança. Mesmo assim, é uma igreja lindíssima.

Depois andamos por todo o centro histórico e fizemos um agradável passeio de barco pelos canais que cruzam a cidade. Vimos outras construções bárbaras como do Hans Memling Museum e St Janshospital – um hospital do século 12 que funcionou até 1976, a Viela do Burro Cego – uma passagem estreita do século 18, Stadhuis – uma das mais antigas prefeituras da Bélgica (mas o prédio da prefeita de Leuven é bem maior e no mesmo estilo), o Teatro Municipal… e também o Belfort – incrível: erguida no século 18 a Belfort é uma torre octagonal, maravilhosa, na qual é guardada Belforta carta constitucional da época medieval. 47 sinos estão em sua torre e quando tocam ecoam uma melodia lindíssima e o guia do passeio de barco comentou que há 366 degraus, mas isso nós não conferimos 😉

No almoço comi os tão famosos Mexilhões (ou Mosselen em Holandês)… hum estava uma delícia!!!

O dia estava ensolarado, mas com um ventinho bem frio… Que sábado gostoso!

Na volta passamos no Begijnhof, um convento que fica em uma área muito tranqüila na cidade. Tem um grande gramado no meio com muitas árvores e ao redor casas brancas e uma igreja de 1.602. Ali moram as Beguinas, uma irmandade laica fundada em 1.245, elas não tomam voto, mas dedicam-se à vida religiosa. Quando entramos na igreja, algumas delas estavam lá orando em forma de canto…muito, muito especial!

E por fim passamos por um dos parques da cidade… uma graça!

Pegamos o trem e logo chegamos à Leuven e, para a nossa surpresa, nos deparamos com um tango bem alto, nos aproximamos do pátio, de onde vinha a música, e lá estavam casais bailando… que surpresa gostosa!

Ah! Atendendo à pedidos estamos colocando algumas fotos no Flickr, o link é http://www.flickr.com/photos/fernanda_relvas/