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Espetinhos de frango grego para amenizar o calor

Coisas muito interessantes (e saborosas) têm saído da nossa cozinha… Pena que não estava chegando ao blog. Mas sem chorar o leite derramado, vamos mesmo ao que interessa.

Pelas bandas de cá o calor tem sido intenso e quando não fazemos churrasco aos finais de semana precisamos de algo mais fresco e que não demande muito tempo no fogão… Já basta o calorzão lá de fora, né?!

Essa receita foi uma ótima pedida para um domingo super quente e os espetinhos que sobraram viraram um almoço rápido, refrescante e saboroso na segunda.

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Espetinhos de frango grego com pão-folha e molho tzatziki

Receita adaptada daqui

Ingredientes

Marinada

  • 1 colher de sopa de azeite de oliva
  • 1 colher de sopa de alecrim fresco, picado
  • 2 dentes de alho, picados
  • casca de 1/2 limão siciliano
  • 2 peitos de frango (~400gr), em cubos

Pão-folha de iogurte (fiz 1/2 receita)*

  • 1 copo de iogurte grego
  • 2 1/2 copos de farinha de trigo
  • 2 colheres de sopa de ervas frescas, picadas
  • Óleo e manteiga para untar
Molho tzatziki (fiz 1/2 receita para cada refeição)
  • ½ pepino, ralado
  • 1 copo de iogurte grego
  • 1 dente de alho, amassado
  • casca de ½ limão siciliano
  • suco de ½ limão siciliano
Salada de tomate (fiz 1/2 receita para cada refeição)
  • 400g mini tomates misto, cortado ao meio
  • 1 colher de sopa de salsinha picada grosseiramente
  • suco de ½ limão siciliano

Modo de preparo

  1. Em um recipiente pequeno adicione o azeite de oliva, o alecrim, o alho e a raspa da casca do limão com uma pitada de sal e pimenta. Adicione o frango cortado em cubos e misture muito bem. Cubra e deixe na geladeira para marinar por pelo menos 15 minutos.
  2. Coloque os cubos de frango no espetinho. Dependendo do tamanho de sua frigideira, corte os espetinho ao meio como eu fiz para que acomodem bem e grelhe por 5 minutos de cada lado. Retire da frigideira e cubra com papel alumínio até a hora de servir.
  3. Para o pão-folha, em um recipiente adicione o iogurte, a farinha, as ervas e 1/2 colher de chá de sal. Sove a massa até obter uma consistência lisa e elástica. Cubra com filme plástico e deixe descansar por 15 minutos.
  4. Divida a massa em 12 pedaços (se fizer a receita inteira ou em 6 pedaços se fizer apenas a metade). Forme pequenas bolas e abra o pão com o rolo em uma superfície levemente enfarinhada até que a massa esteja bem fininha, quase translúcida. Faça uma pilha com as massas já abertas com pano de prato ou papel vegetal entre elas.
  5. Aqueça uma frigideira grande. Quando estiver quente unte com um pouquinho de azeite ou manteiga e coloque um pão-folha. Grelhe por 2 minutos ou até que o pão esteja assado e com as bolhas começando a queimar. Vire e asse por mais 1 minuto.  Unte novamente a frigideira a cada pão que for grelhar.
  6. Para o molho tzatziki, deixe o pepino ralado com sal sobre papel toalha em uma peneira. Depois de 15 minutos esprema o excesso de água do pepino. Adicione o pepino em uma tigela com o iogurte e o alho, raspas e suco do limão siciliano. Adicione pimenta.
  7. Em uma tigela pequena, adicione os tomates cortados ao meio, a salsinha picada e o suco de limão. Tempere com sal e pimenta à gosto.
  8. Sirva os espetinhos, pão-folha, molho tzatziki e salada de tomate em uma tábua grande e rege com azeite de oliva.

* Comemos 4 pães-folha e as duas bolinhas que sobraram embrulhei muito bem em filme plástico e deixei na geladeira para abrir e assar no dia seguinte. Ficou tão bom tanto os feitos no dia.

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Uma palavrinha sobre a comida na China – parte 7

Não dava para deixar de falar sobre a comida na China, certo? Afinal, vários dos meus colegas estavam apreensivos em relação a este ponto. Confesso que eu também estava um tanto quanto preocupado com a história de que na China comem carne de cachorro… Diferenças culturais à parte, acho isto uma barbárie (OK, os indianos devem achar a mesma coisa da gente comendo carne de vaca…).

Mas voltando ao assunto, não poderia estar mais enganado! A comida é deliciosa e muito, muito variada.

A Yanan nos levou a um restaurante fantástico em Beijing, o Dadong. Podemos dizer que ele representa uma “releitura” da cozinha chinesa – vários pratos tradicionais, como o pato de Peking (pato laqueado no Brasil), mas preparados com grande cuidado, apresentação primorosa e ambiente sofisticado. O cardápio já é um desafio – enorme, com uma variedade imensa e fotos de dar água na boca. O bom é que você escolhe quais dos vários pratos você quer, então dá para customizar bem seu “banquete”. Tudo estava absolutamente delicioso – inclusive a enguia. O pato de Peking é obrigatório, considerando que este restaurante foi premiado por vários anos como tendo o melhor Peking Duck de Beijing (melhor avaliado até do que o restaurante que inventou o prato, que fica em frente à Praça da Paz Celestial e está sempre lotado – além de custar uma fortuna). Definitivamente vale a visita!

Na terceira foto: eu, Dong, Yanan e Hjörtur

Também almoçamos em um restaurante que fica no campus da Universidade de Peking, o Yiyuan Restaurant (no 3° andar). Muito mais simples do que o Dadong, também tem uma comida deliciosa e bem elaborada. Vale a visita, mas talvez seja um pouco mais complicado achá-lo, pois o acesso de carros à universidade é restrito.

Encerramos nossa visita a Peking no A Fun Ti, um restaurante que representa a cozinha da minoria Uyghur, que vive na província de Xinjiang, noroeste da China. Este grupo étnico tem origem turca e vive em vários países da Ásia Central. A comida é completamente diferente, mas também muito saborosa, caprichosamente preparada e apresentada. Este restaurante também tem uns shows de música e dança e o pessoal que organizou nossa viagem ainda tinha uma surpresa para nós: em um determinado momento o restaurante virou quase que uma balada (é só dar uma olhada nas fotos abaixo para conferir!). Nós nos divertimos muito, mas acho que os chineses que tiveram a má-sorte de visitar o restaurante exatamente neste dia provavelmente não acharam isto tão engraçado 😀

O melhor restaurante de Shanghai foi sem dúvida o Tairyo, desta vez sugestão do Dong. Este era japonês, mas o esquema não poderia ser melhor: ficamos em uma sala separada, em uma mesa de teppan e com um cozinheiro só para nós. O jantar foi em um esquema rodízio, em que podíamos pedir o que quiséssemos, quantas vezes quiséssemos (claro que os pratos absurdamente caros, como o bife Kobe, não estavam incluídos). Tudo era de primeiríssima qualidade e estava uma delícia – como fazia tempo que não ia a um restaurante japonês, aproveitei para matar a vontade de sushi, sashimi e teppan – só faltou o tempurá 🙂 Tadinha da Fê, que gosta tanto mas ainda não se convenceu a experimentar os restaurantes japoneses de Leuven 😦

Nas fotos: Fatima, Dong, Chris e Meto / Olivia, Alex, Luuk, Tung, eu e Linh

Se estiver em uma destas cidades, não deixe de ir a estes restaurantes!

Saudades do Brasil

Depois da visita ao Parlamento Europeu aproveitamos que estávamos em Bruxelas e fomos experimentar um restaurante brasileiro.

Para nossa surpresa boa parte do pessoal que estava na visita nos acompanhou… E estavam bem entusiasmados!

O restaurante se chama Saudades do Brasil. E nosso desafio começou já pelo nome, como explicar a sutileza do significado da palavra Saudades? 😉

A decoração é super legal e com vários objetos bem representativos da cultura brasileira. Tem até um Manneken Pis preto e vestido com uniforme da seleção brasileira de futebol… Lindinho!

A maioria foi de Moqueca de Camarão ou Feijoada, seguindo nossas sugestões. Além do à la carte tem também a opção do buffet. Os que foram de buffet adoraram.

Como já era esperado o tempero estava longe de ser como o de Salvador. Senti falta do azeite de dendê e da pimenta porreta, mas valeu suuuper! Deu para matar um pouco das Saudades do Brasil! hehehe

O Reggie, um americano bacanérrimo que já viveu no Rio de Janeiro, não acreditou quando descobriu o Guaraná no cardápio! E como não podia deixar de ser ele foi de Guaraná e Duvel! E rola Guaraná na mesa. 😛

Além do Guaraná, também tinha Skol. O Steve, o escocês, perguntou o que era e ficou super curioso para experimentar essa cerveja que seria tão diferente das que ele conhece, mas infelizmente não tinha Skol naquele momento. 😦

Valeu! Simples e agradável! 🙂

Na medida certa!

Eita danado!

Lembra quando contei no post Tiramisù Irlandês que eu errei nas proporções e que apesar de meio seco, com pouco creme,  o danado tinha ficado saboroso? Pois bem, fiz novamente a receita. Mas dessa vez respeitei as proporções dadas pela Nigella e… Batata, ou melhor, Tiramisù… E do bom!!! 😀

Alquimia se faz na cozinha

Hummm… Sabe aquele dia que você acorda inspirada para criar um novo prato? Pois bem, tinha em mente fazer um risoto com Camembert e salmão grelhado.

Fui ao mercado para comprar o vinho branco e me deparei com gergelim… hummm… levei!

Quando estava separando os ingredientes para o início da minha “alquimia”, me deparo com um pacote de castanhas do Pará esquecido no armário.

Como não podia deixar de ser, misturei tudo! E… Ficou di-vi-no!

Para o risoto, receita básica e no final o Camembert cortado em cubinhos, inclusive com a casca. Dá um charme especial!

Para o salmão, cortei o filé em cubos grandes. Ralei a castanha do Pará no ralador grosso, misturei ao gergelim com uma pitada de sal e pimenta branca. Empanei os cubos de salmão nessa mistura e grelhei no azeite….

De acompanhamento um belo vinho branco francês bem frutado! O que mais eu poderia querer? 😀

Uma tarde que valeu por muitas!

Ao sair da aula de inglês me encontrei com a Shereen e a Paz.

O dia estava lindo! Céu azul, Sol brilhando, 15 grau… uau! Fomos a um parques para uma “sessão” fotográfica com a Paz e a filhinha dela, a Camila.

Quase aproveitamos para fazer um pique-nique no próprio parque. O que tinha de gente sentada na grama comendo as famosas baguetes… 😉

Resolvemos ir para um restaurante bem despojado e muito agradável que fica em uma praça e com isso, quase todas as mesas ficam do lado de fora.

Ficamos lá por nada menos que 6 horas. Comemos um lanche, depois um chocolate quente, conversamos sobre tudo (política, gastronomia, religião, futilidades, futuro etc), acompanhamos a troca de clientes e até dos garçons… hehehe

Depois de alimentarmos a alma e o espírito, nos despedimos ainda com o céu claro em plena 19h00 da noite de um dia lindo!

Comendo com as mãos

Ontem fomos jantar com um pessoal do MBA em um restaurante etíope. O Kokob, um restaurante bem no centro de Bruxelas, pertinho do famoso Manneken Pis, de agradável ambiente e atendimento, mas com preço um pouco mais salgado que o normal.

Estávamos em 15, acho! Só por estarmos juntos tudo já fica mais especial, mas esse restaurante contribuiu bastante para termos uma noite diferente. 😉

Os pratos típicos são servidos em grandes bandejas no centro da mesa. Essas bandejas são compartilhadas entre quatro pessoas. Sobre duas massas de “panqueca” são dispostas pequenas quantidades de: lentilha super apimentada, carne moída com molho vermelho, queijo (me lembrou o chanclich), um temperado e outro não, saladinha com pepino, tomate e muito repolho, cordeiro beem temperadinho e um refogado de batata e cenoura.

Para se fartar, você rompe um pedaço da massa de “panqueca”, que são servidas em rolinhos e, com a mão, você pega o que você quer como recheio, levando essa delícia gloriosamente à boca. hummm

Para mim não podia ser melhor. Adoro experimentar diferentes sabores e saboreá-los com as mãos… hum… foi a glória! 😀

Percebam, nas duas últimas fotos, o estado das bandejas ao final da farra. 😉

Mas as novidades não acabaram por aí. O café servido é etíope e é torrado alí, na mesa. O aroma é único! Só então o café é passado e servido em uma bandeja super fofa.

Para encerrar a noite, fomos à um bar medieval, como uma taberna mesmo! Várias cervejas diferentes!

Que noite!

Tiramisù Irlandês

Gastronomia em alta!

Para aqueles que acompanharam nossos relatos sobre o que comemos em nossa viagem pela Itália, devem ter percebido que adoramos tiramisù.

Ainda no Brasil fiz uma vez a receita do tiramisù do livro da Nigella. E ficou divino!

Depois de muita peregrinação pelos mercados dessa cidade achei o cacau em pó e ontem fiz o nosso tiramisùùùùù…. Mas acho que errei nos cálculos e usei uma forma maior do que deveria.

O resultado foi: sabor igualmente divino ao que fiz ainda no Brasil e aos melhores que comemos na Itália, mas como fiz metade da receita e a forma era maior do que deveria, faltou creme… Na próxima (breve) vez que fizer a receita será na mesma forma, mas a receita inteira!

  • 350ml de café expresso frio, feito com 350ml de água e 9 colheres (chá) de pó para café expresso instantâneo
  • 250ml de licor Baileys
  • 400g de biscoito inglês
  • 2 ovos
  • 75g de açúcar
  • 500g de mascarpone
  • 2 1/2 colheres (chá) de cacau em pó
  1. Misture o café com 175ml de Baileys numa vasilha rasa.
  2. Mergulhe os biscoitos nesse líquido; molhe de cada lado, até que fiquem úmidos, mas não encharcados. Forre o fundo de uma fôrma quadrada de 22cm com uma camada de biscoitos.
  3. Separe os ovos e descarte uma das claras. Bata as duas gemas com o açúcar até que engrosse e se transforme num creme claro. Misture os 75ml restantes de Baileys e o mascarpone, até adquirir uma consistência de musse.
  4. Bata a clara de ovo até endurecer; você pode bater na mão sem muito esforço. Junte a clara batida no creme de gemas e mascarpone e espalhe metade da mistura sobre a camada de biscoitos.
  5. Por cima, coloque outra camada dos biscoitos umedecidos e cubra com o restante do creme de mascarpone.
  6. Cubra com filme-plástico e leve à geladeira de um dia para o outro. Quando for servir, peneire o cacau em pó com um coadorzinho de chá sobre todo o doce.

Rende aproximadamente 12 porções.

Pasta com tomates, cebola, cogumelos e alcaparras

Essa semana preparei uma massa diferente. hummm

Acho que o filme Julie & Julia me inspirou. 😀

Na verdade fui para o fogão com outra idéia na cabeça, mas quando abri a geladeira e me deparei com alguns ingredientes, quis inovar. Cozinhar é uma delícia, mas variar e criar é ainda melhor. Especialmente se nossas invenções dão certo! hihihi

Bom, a receita foi a seguinte:

  • 250g de fusilli tricolore
  • 1/2 cebola picada
  • 2 tomates sem sementes picados em pedaços grandes
  • 8-10 cogumelos frescos fatiados fininho
  • 30g de alcaparras
  • azeite
  • sal
  • pimenta do reino preta
  1. Coloque a pasta para cozinhar, de acordo com as instruções.
  2. Em uma frigideira larga frite a cebola no azeite. Quando fritas, levemente douradas, acrescente os cogumelos fatiados e deixe-os fritando. Eles vão absorver todo o azeite restante e quando já estiverem murchos acrescente os tomates.
  3. Deixe refogando. Quando os tomates começarem a derreter acrescente as alcaparras.
  4. Por fim, sal e pimenta a gosto.
  5. Sirva imediatamente com uma bela regada de azeite e uma boa salpicada de parmesão ralado grosso.

Bon Appetit!

Julie & Julia

Esta semana recebi a visita da minha amiga jordana, a Shereen. Para tudo na vida existem razões e, dentre tantas razões da nossa vinda para cá, conhecer a Shereen definitivamente é uma delas.

Uma pessoa doce, amável, inteligente, sensível e muito, muito querida. Foi fácil criarmos laços profundos e cada vez que estamos juntas nos divertimos e aprendemos muito, uma com a outra!

Bem, mas hoje enquanto trocávamos receitas e conversávamos ela comentou sobre o filme Julie & Julia.

Me indicou onde poderia assistir e lá fui eu. AMEI! É lindo, sensível e super temperado. Tudo o que eu poderia querer… ver a experiências de duas mulheres em diferentes épocas e que por diferentes motivos se dedicaram à culinária.

Mas o lado ruim dessa doce história é que só pude assistir metade do filme…. A outra metade “não estava mais disponível”. Isso que dá fazer “coisas desse tipo”….

Semana que vem passo na casa da Shereen para conversarmos e para pegar a outra parte do filme… hehehe

Mas amizade é isso, sem motivo, sem preferência, mas cheia de sabores diferentes e intensos! Delícia!