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Olha a placa! 2

Neste post mostrei algumas placas para nós impossíveis de entender. Em algumas das nossas mais recentes andanças vimos outras placas que desafiam a lógica e a criatividade:

Aparentemente é permitido afogar-se neste trecho do rio:

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Mas nada de estacionar neste outro aqui:

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Cuidado: você está saindo da área exclusiva para pedestres e entrando na área de atropelamento de pedestres:

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Proibido plantar pinheiros? E outros tipos de árvore, pode?

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Errr, zona de reprodução bovina?

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E na francófona Bruxelas, valões tem prioridade sobre flamengos: podem passar pelo túnel 1,5h antes Smile

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Publicada por gewoon negeren no Facebook

Gostou? Aguarde o próximo post – temos mais algumas placas misteriosas, desta vez diretamente da África do Sul.

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O dia em que TUDO deu errado

10 de julho entrou para a história como o dia em que tudo deu errado para a gente… Neste dia íamos viajar para a África do Sul, mas foi esta a sequência de acontecimentos:

  1. Já que viajámos de Schipol, decidimos ir de trem de Eindhoven para Schipol – uma viagem direta e mega-conveniente, já que você desembarca literalmente no saguão do aeroporto. Chegamos na estação e todos os trens diretos estavam cancelados – alguém resolveu cavocar os trilhos exatamente neste dia… Por muita sorte perguntei qual era a melhor alternativa (ir até Rotterdam e pegar o Fyra, um trem rápido), pois a solução “oficial” incluía fazer um zigue-zague, com duas trocas de trem em estações super pequenas (daquelas que você nunca vê nenhum trem parando) e pelo menos 1 hora a mais de viagem
  2. Felizmente saimos cedo de casa então não tivemos que correr. Fizemos o check-in na boa dos dois voos, de Amsterdam para Londres, e  de Londres para Johannesburg. Na hora do embarque, porém…. Nada acontecia. Aparentemente o tempo em Heathrow estava horrível e todos os voos estavam sendo retidos. Depois de muito tempo embarcamos, mas já com risco de perder a conexão
  3. Chegamos em Heathrow. Demora para abrir a porta. Esperamos, esperamos, esperamos até o capitão dizer que encontraram um problema na escada que seria usada para o desembarque e tiveram que ir buscar outra. Esperamos mais um pouco. Cada vez mais perto a hora de saída do outro voo…
  4. Trouxeram a escada. O povo se acotovela para desembarcar. De repente, todo mundo pára. Com uma voz algo desconsolada (mas disfarçando bem, como seria de se esperar de um bom inglês), o capitão anuncia que só havia um ônibus disponível para nos levar até o terminal, então temos que esperar ele ir e voltar, o que leva uns 15 minutos de cada vez. O tempo passa….
  5. Finalmente chegamos no terminal… Nem precisamos correr muito para saber que não conseguiríamos pegar o outro voo… Nos indicaram onde verificaríamos nossas alternativas. A fila ainda estava pequena, mas simplesmente não andava. Ficamos horas ali até sermos atendidos. Já era mais de 23h e nossos estômagos estavam nas costas, pois só fizemos um almoço leve (já que nosso primeiro voo era às 19h)
  6. Enquanto esperávamos, descobrimos que o outro avião ainda estava no terminal! Alguns amigos da Fê também estavam no mesmo voo, que também estava atrasadão. A gente tentou e tentou convencer alguém de que dava para embarcar, mas a flexibilidade era zero. Descobrimos depois que nosso voo de Amsterdam estava previsto para chegar ainda mais tarde, depois do outro decolar. Talvez por isto tenham colocado outros passageiros nos nossos assentos, já que vários voos tiveram problemas este dia, mas não conseguimos uma resposta clara
  7. Como não havia nenhum outro voo até a noite seguinte, nos deram vouchers para um hotel. A gente passou pelo controle de fronteira na boa, mas encrencaram com as amigas da Fê, pois elas precisavam de visto para entrar na Inglaterra. Ficamos esperando um tempo até as coisas se resolverem, mas quando fui checar elas já tinham passado e a gente se desencontrou
  8. Saimos do terminal e é claro que o shuttle para o hotel já não estava mais operando. Esperamos mais um tempo por um táxi; quando finalmente conseguimos um o motorista pareceu um pouco relutante… Depois descobrimos que é porque tecnicamente o hotel não fica em Londres, mas numa cidade ao lado, o que faz com que tarifa seja quase 3x mais cara do que a de uma corrida normal em Londres
  9. Comemos um negócio (mais de meia-noite) e fomos dormir por volta das 2h30 da matina, para acordar à 8h e ligar para a central de reservas para remarcar o voo… O hotel era ótimo, mas a noite foi péssima
  10. Finalmente embarcamos, na mesma hora, um dia depois. Mas é claro que a coisa não acabou aí…. Novo atraso na decolagem… Espera, espera, espera e 1h30 depois finalmente decolamos
  11. Tudo isto matou o dia que teríamos para conhecer Johannesburg e descansar antes de viajar para o Kruger Park. Também perdemos um jantar que parece ter sido excelente, numa churrascaria super bacana em Johannesburg. Basicamente chegamos no aeroporto e entramos no carro, enfrentando uma loooonga viagem – chegamos na casa que alugamos por volta das 21h. Nada como chegar em algum lugar depois de 54h de viagem Smile

Se tiver uma conexão, lembre de incluir uma muda de roupa na bagagem de mão. Como a gente não fez isto, tivemos que dar uma lavadinha nas nossas roupas na pia mesmo (ainda bem que tinha um daqueles aquecedores de parede para pendurar as toalhas, senão elas talvez não secassem…) e sair caçando um mercado para comprar desodorante e creme dental. Imagine-se nesta situação e não esqueça a muda de roupa, especialmente se a conexão for na Inglaterra, onde o tempo é sempre camarada Smile with tongue out

Propaganda ou vida real?

Para aqueles que nos acompanham e leram o post do Dú sobre as aberrações das propagandas aqui na Holanda, aqui vai a prova de que a propaganda apenas reflete a realidade. 😀

Revejam o vídeo de número 10, uma propaganda da Essent, provedora de energia. Achamos um absurdo a ideia de se ter uma câmara de bronzeamento artificial em casa, mas…. qual não foi a nossa surpresa ao nos deparar com a foto abaixo em um site de imóveis para alugar! Sim, essa é uma foto de uma casa real, de gente real, ou pelo menos de Holandeses! 😀 

E viva as diferenças! Cada um com a sua esquisitice! 🙂

Os comerciais na Holanda são péssimos

O título já diz tudo; mas como o ditado diz, desgraça pouca é bobagem: os intervalos também duram uma eternidade… Ainda bem que a gente assiste bem pouca televisão Smile

Vamos agora a uma amostra destas obras-primas: [update 19/02/2012] este junta todos os negativos: é de mau gosto, ruim e sem-graça. Incrível que seja veiculado em mais de um país…

Em seguida, este da Mentos:

Todos do Albert Heijn também são bem ruinzinhos. “Congratulations! This is the worst thing we’ve ever seen!” tinha mesmo que fazer parte de um deles…

Não está convencida? Que tal este?

Este vai na linha “holandês bobão”, um tema comum por aqui:

Outro exemplo:

Este, além de estúpido, é de mau gosto:

O que falar deste aqui?

Estes 2 manés são meio que uma dupla sertaneja holandesa que volta e meia nos presenteiam com sua canastrice:

Difícil de entender como alguns foram aprovados:

Depois de tanta porcaria, ainda bem que há algumas exceçõesSmile. Como este da Toyota:

Ou este outro aqui:

Mas os bons exemplos acabam por aí Smile with tongue out

Todos os caminhos levam a Ausfahrt

Logo no começo do meu MBA um grupo de amigos alugou um carro e viajou para a Alemanha. Não demorou muito para eles verem a placa

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Continuaram a viagem, até que viram

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Mais alguns quilômetros e… adivinhem

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Que raio de cidade é esta,que tem sempre uma saída???!!!!??? Pergunta um deles

Não é uma cidade; ‘ausfahrt’ é ‘saída’ em alemão…. Responde o outro

Lembramos desta história quando viajamos para a Alemanha. Não dá para evitar a risada Smile

Mas aposto que é um engano comum. Se não fosse, por que esta loja teria criado uma camiseta perguntando onde é Ausfahrt?

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PS: nenhuma das fotos é nossa; são o resultado de uma busca rápida no Google. Acho que quem as fotografou não vai se incomodar delas estarem neste post inocente Winking smile

O dia em que meu Inbox parou

Dia desses recebi a seguinte mensagem:

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Impossível parecer menos legítimo… Tudo muito genérico, algo urgente que exige uma ação rápida, um link para você clicar… Se tudo isto não é suficiente, repare no @domain.invalid e no fato de que o email foi enviado para um grupo de pessoas de diferentes países!

Mas nem todo mundo pensa assim, e a primeira pessoa a responder foi rápida no gatilho: em poucos minutos, a primeira resposta:

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É claro que esta não foi a única; uma avalanche de emails veio em seguida, até que alguém tentou alertar os incautos:

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Sem muito sucesso, porque os emails continuaram a chegar… Alguns até resolveram contar quantos emails foram enviados:

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Alguns ficaram irritados:

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Enquanto outros estavam se divertindo:

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Em alguns momentos a coisa ficou tragicômica (posso imaginar como a pessoa estava preocupada, mas não pude segurar a risada…):

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Depois de entupirem a caixa de entrada de nem-sei-quantas-pessoas as mensagens finalmente pararam… Depois de algumas horas.

Estou contando isto como algo engraçado mas na verdade é muito sério. Só mostra que muita gente continua vulnerável a simples ações de engenharia social – e toda a tecnologia que temos à nossa disposição em certa medida só tornou a vida de quem faz isto mais fácil.

Então, da próxima vez que receber aquele email do suposto nigeriano que quer transferir alguns milhões de dólares para sua conta, não vá correndo para o aeroporto – só aperte DEL Smile

Olha a placa!

Dirigir na Europa é uma moleza; as estradas são ótimas, o trânsito normalmente ajuda (tirando algumas áreas) e a sinalização é clara – depois que você se acostuma com algumas diferenças. Talvez a diferença mais visível é que as estradas tem menos sinalização de velocidade do que no Brasil – o limite é definido pelo tipo de estrada e quando você entra nela há uma placa indicando qual é o tipo. Nada complicado, mas diferente.

Mas como toda regra tem sua exceção, às vezes nos deparamos com algumas placas impossíveis de entender – não importa o quanto se tente. Eis nossa pequena amostra:

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Falando sério, o que isto significa? Proibido carro-bomba? Proibido acender fogueira no teto do carro? Até hoje esta placa é o maior mistério para nós… (esta foto foi tirada na China, mas já vimos a mesma placa por aqui também).

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E esta? Atenção com o bigode? Foto tirada em Frankfurt.

Para terminar, não tenho a menor ideia do que esta placa significa, mas ela parece bem mais legal do que as outras duas Smile O melhor é que ela está aqui pertinho, em Eindhoven mesmo.

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Um sapão educado

Sexta-feira, dia não oficial de trabalhar em casa na Holanda (ou pelo menos na Philips). O escritório fica meio vazio (ótimo para achar salas de reunião livres) e mais silencioso.

Estava eu numa destas sextas-feiras trabalhando sossegado, ninguém ao meu lado e apenas uma pessoa na minha frente, do outro lado da baia baixa. Como não quero alimentar estereótipos sobre diferentes culturas, vou dizer apenas que ele com certeza não é nem holandês nem brasileiro.

De repente um arroto. Não foi assim um arrotão escancarado, foi mais como um arroto controlado – mas ainda assim bem audível. “Ele deve estar meio mal do estômago”, pensei com otimismo com os meus botões. Algum tempo depois… outro arroto. Mesmo esquema: controlado, mas sem dúvida um arroto. E mais um. E outro. Bom, você pegou a ideia da situação.

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Só para variar, veio um espirro. “Sorry!”, eu ouço vindo do outro lado da baia.

Sapão, mas ninguém pode negar que era educado Winking smile

Uma confusão ítalo-argentina

Nossos amigos argentinos gostavam muito de um restaurante italiano e toda vez que combinávamos de jantar juntos a sugestão sempre era: “Vamos ao Gino?” e acabávamos indo ao Gino.

O atendimento é bárbaro, a comida é muito boa, desde as pizzas até os pratos mais sofisticados, o preço é um dos mais camaradas e assim o restaurante do Gino acabou ficando o ponto de encontro oficial da turma.

O restaurante do Gino ficou tão famoso entre toda a turma que todas as vezes que íamos ou só passávamos em frete lá tinha alguém da Vlerick.

O Gino, dono do restaurante, é um italiano muito simpático e fala português, pois namora uma brasileira do Recife. A Mônica também é uma fofa. Tivemos a oportunidade de conhecê-la uma das vezes que ela estava na Bélgica. Esse era mais um motivo para frequentarmos o restaurante.

Todos chegávamos e logo o Gino vinha nos cumprimentar. Um dia, estávamos em uma turma grande, e enquanto jantávamos o Nacho (nosso amigo argentino que influenciou toda a turma a aderir ao restaurante do Gino como point oficial) declara, para comoção geral, que o Gino não era o Gino. Hehehe. Na verdade o nome do Gino é Nunzio. Todos fizemos a maior cara de e a explicação do Nacho para o fato foi: “Eu comecei a chamá-lo de Gino (sem qualquer razão) e o nome pegou”… 😕 … E como o Nunzio nunca o corrigiu, todos o chamavam de Gino e agora o Gino, que é Nunzio, se tornou Gino. Pode?

O fato é: o restaurante do Nunzio se chama Metaponto e fica na Tiensestraat 213. Mas sendo Gino ou Nunzio, o restaurante é ótimo! 😀

O irresistível Arciduca; Nossos amigos Argentinos com o Gino/Nunzio; A pizza de prosciutto crudo; Uma das tantas vezes que nos reunimos no Gino/Nunzio

Vai uma Sokol aí, Skol?

Não, o título não é um erro de grafia!

De Viena fomos para Ljubljana, capital da Eslovênia. Lá aproveitamos a dica do Goran, meu colega esloveno, e fomos jantar no Gostilna Sokol. Seguindo a “tradição” de experimentar cervejas diferentes, pedi a cerveja local indicada pelo garçom, que se chamava… Sokol.

E não é que a tal de Sokol era bem boa? Clara, com um bom corpo e aroma e sabor bem gostosos.

No outro dia, quando fomos fazer o check-out no hotel, descobrimos que o rapaz da recepção se chama… Skol.

Ah, e compramos nossos tickets de Viena para Ljubljana com o Kafka 🙂