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Um sapão educado

Sexta-feira, dia não oficial de trabalhar em casa na Holanda (ou pelo menos na Philips). O escritório fica meio vazio (ótimo para achar salas de reunião livres) e mais silencioso.

Estava eu numa destas sextas-feiras trabalhando sossegado, ninguém ao meu lado e apenas uma pessoa na minha frente, do outro lado da baia baixa. Como não quero alimentar estereótipos sobre diferentes culturas, vou dizer apenas que ele com certeza não é nem holandês nem brasileiro.

De repente um arroto. Não foi assim um arrotão escancarado, foi mais como um arroto controlado – mas ainda assim bem audível. “Ele deve estar meio mal do estômago”, pensei com otimismo com os meus botões. Algum tempo depois… outro arroto. Mesmo esquema: controlado, mas sem dúvida um arroto. E mais um. E outro. Bom, você pegou a ideia da situação.

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Só para variar, veio um espirro. “Sorry!”, eu ouço vindo do outro lado da baia.

Sapão, mas ninguém pode negar que era educado Winking smile

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Uma Páscoa diferente

Diferente por não estarmos com nossos familiares em uma data tão tradicional e também por conta do ovo de páscoa que ganhei esse ano.

Lembra do post em que mostrei a embalagem com ovos coloridos que são vendidos no supermercado? Tirei a prova. São cozidos mesmo.

Ganhei esse aqui de páscoa. No café-da-manhã de segunda-feira em Colônia, Alemanha. 🙂

E estava bão, viu?! 😛

Você consegue agachar assim?

Outro ponto forte da nossa viagem à China foram algumas curiosidades especialmente àquelas relativas a diferença cultural. Uma delas é a forma como as pessoas “descansam” as pernas. Adultos, idosos, homens, mulheres e crianças, em qualquer lugar, quando esperam por algo/alguém não lhes resta dúvida simplesmente agacham!

Como eles estão tão acostumados a agachar e permanecer nessa posição, em muitos lugares, especialmente nas bancas que vendem comida nas ruas, vimos as mesinhas e banquinhos também baixinhos.

Eu não consigo, o Dú consegue e você consegue agachar como os chineses??? Preciso me alongar mais… ui ui! 😛

O Bill até tentou, mas vejam só o calcanhar dele… Não chegou ao chão. 🙂

Os guardas/seguranças também dão uma agachadinha para relaxar… hehehe

E mais uma curiosidade: enquanto eu escrevia esse post, dei uma pesquisada para saber como melhor descrever como os chineses “descansam” as pernas e aí ao ler os sinônimos de agachar no dicionário achei a maior graça: abaixar, acaçapar, acachapar, acocar, acochar, acocorar, acocorinhar, alapar, alapardar-se, alavercar-se, baixar, curvar, encolher, enconchar. Adorei! 😉

Nos sentindo como… artistas!

Quem nunca na vida não quis ser artista? Andar pelas ruas e ter olhos curiosos te seguindo? Eu já quis!!! E na China matei, ops matamos, a vontade. 🙂
Nas ruas, no metro, everywhere, éramos seguidos ou até encarados por olhos chineses muito curiosos…. Logo nos primeiros dias achei que isso acontecia por eu estar usando decote (Dú até reclamou, mas com o calorão que fazia naquela terra, só com roupinhas de verão para dar conta), mas daí veio a resposta para o meu incômodo:

Estávamos na Cidade Proibida quando duas chinesas me pararam e falaram “photo“. E eu muito solícita, pensando que elas queriam que eu tirasse uma foto delas, respondi com um sorriso no rosto “sure“. Logo as duas deram a câmera para o Dú e correram, cada uma de um lado, para me abraçar. Eu olhei para o Dú com cara de e ele se matando de rir da minha cara. 😛

E assim foi por todos os lugares que visitamos quase todos os dias em que estivemos na China. Nessas alturas tem muita foto nossa rolando por lá. 😛

Na primeira foto o Goran estava até de mãos dadas com a garota. hihihi Já na última  o Dú estava tirando fotos na praça da Giant Wild Goose Pagoda (Xi’an) e os chinesinhos aproveitaram a distração para tirar foto dele, mas o Dú foi mais rápido e pegou todos no flagra.

Ah! A comida na China…

Quando alguns dos colegas do Dú ficaram sabendo que viajaríamos para a China logo vinha o comentário: “Mas como é que você vai fazer para aguentar por 5 semanas a comida chinesa?”

Mesmo o Dú tento voltado super bem impressionado, ouvindo esses comentários repetidamente fiquei um pouquinho apreensiva, mas agora que já estamos na terceira semana nos fartando da comida chinesa posso dizer que não, não temos o menor problema em comer só comida chinesa.

Até fizemos um lanche em um McDonald’s, mas isso foi porque um dos chineses que estão conosco queria e não nós. 🙂

É tanta diversidade que, pelo menos para mim, fica difícil dizer qual é a comida típica na China.

Uma coisa é certa, tudo o que é vegetal e animal é susceptível a virar um belo prato. Eu disse TUDO! E o importante é estar com a cabeça e o paladar abertos a novos sabores, texturas, temperos e por aí vai. Se não, você está lascado!

Os mais variados tidos de cogumelos, cebola, cebolinha, salsão, abobrinha, raiz de flor-de-Lótus (divina) e todas as variações de vegetais que eu não tenho a menor idéia dos nomes em português. Já do mundo animal, bem, tudo o que voa, anda, nada, rasteja tá valendo! 😀 Acho que nunca na minha vida imaginei que eu comeria tanto bichinho estranho. Que Deus me perdoe, mas nos banquetes (isso mesmo: banquetes) que já participamos é difícil, ou melhor, impossível dizer não aos anfitriões e os caras ficam colocando o tempo todo comida no seu prato e ainda ficam te olhando até você experimentar e expressar alguma reação. Imagina o constrangimento! hehehe

Nessa onda, já comemos de tudo. Da minha parte já era esperado, mas da parte do Dú, bem ele tem mais restrições quanto aos monstrinhos comestíveis, mas até ele não está conseguindo escapar de tudo. O mais exótico que ele já comeu foi pepino do mar. hehehe Esse bichinho é feio, viu?! Ahh! Essa é uma dica importantíssima: é melhor não saber que bichinho estão colocando no seu prato. Coma, sem pré-conceito. Depois que você sentiu o sabor e a textura, julgue e só então pergunte o que é que você está comendo. É bem melhor assim!

Mas da minha parte… Já cheguei ao limite de comer alguns insetos que até mesmo nossa colega chinesa não come. Ela diz que eu já sou uma chinesa mais autêntica do que ela, mas que fique bem claro que ela está se referindo à degustação culinária! 😛

Ahh! E os dumplings (Jiaozi em Chinês); não passa um dia sem que nos deliciemos com esses danados, mas deles eu conto com mais detalhe em outro momento.

Achamos a culinária chinesa no geral bastante oleosa o que nos fez aderir rapida e facilmente ao consumo de chá. E dale chá! Agora entendo porque o consumo de chá é tão grande…

E como não tenho domínio dos ingredientes, modo de preparo e nomes das “coisas” que andamos comendo, vejam as fotos! 🙂

Cogumelos com legumes; Peixe com pãezinhos de milho que lembram polenta frita (o Dú adorou esses pãezinhos) e Carne de porco com legumes

Nessa refeição já estávamos mais escaldados e controlamos um pouco a comilança, mas de todo o modo veja só a mesa ao término do jantar

Um dos jantares mais picantes… Todos os pratos estavam MUITO apimentados, menos o primeiro, um peixinho mais que saboroso. O segundo prato é rã, carninha bem saborosa, mas não dei conta da pimenta 😦

Camarões no vapor com bambo e os famosos dumplings

No primeiro jantar fomos à um restaurante coreano e conhecemos o típico churrasco coreano. Tudo estava delicioso.

Hummm… Tajine!!

Este fim de semana jantamos novamente no Toeareg, o restaurante marroquino que comentamos no post Delícias Gastronômicas.

Desta vez pedimos um Tajine com kafta ao molho vermelho e ovos, acompanhando pedimos cuscuz… Dos deuses!!!!

O ambiente é super gostoso e o preço bem razoável. 😉

Eu sei, eu sei! É feio ficar reparando na mesa do lado, mas dessa vez foi impossível não reparar. O casal chegou praticamente junto conosco. Cada um pediu um tajine e mandaram ver assim que chegou… A moça, quando satisfeita, parou de comer, mas o marido ficou, literalmente, raspando o prato. Não satisfeito, pegou o prato da esposa e mandou bala. Despejou todo o cuscuz que havia sobrado e…. raspou o prato da esposa também, sobrando só os ossinhos do frango… Isso sim que é apetite! hehehe

MBA’s wives meeting!!!!!

Ontem organizamos o primeiro MBA’s wives meeting. Nós mulheres de alunos do MBA da Vlerick nos encontramos para conversar, compartilhar e rir muuuito!

Estávamos em 4, uma argentina (grávida de 8 meses e LINDA), uma americana, uma jordana e eu. Mas logo depois chegou uma espanhola que está na minha turma de inglês. Só faltou uma chilena (também da minha turma de inglês).

Todas exatamente na mesma situação: acompanhando seus maridos durante um ano de curso (MBA ou mestrado) aqui na Bélgica!

No início o papo foi mais formal, do tipo, o que você tem feito? Vocês está gostando da cidade? e blá, blá, blá. Mas logo descambamos, pois nos reconhecemos no mesmo balaio! Isso mesmo! Todas trabalhávamos em nossos países de origem e trabalhávamos muito, tínhamos pouco tempo para a casa, muito autônomas e decididas, donas dos nossos narizes.

Mas de repente tudo muda e nos encontramos em um país diferente, com uma cultura diferente (até aqui tudo bem!) e com uma rotina beeem diferente e, é aqui que o negócio pega!

Um relato sucinto das nossas angústias:

Tentamos acordar junto com nossos maridos… e nos manter acordadas!

No pico da desesperança, passamos o dia inteiro de pijamas. Eca! 😐

Nossa tarefa principal é manter a casa limpa e, para nos mantermos ocupadas, nos ocupamos da limpeza por todo o dia, até mesmo limpando novamente… só para ter certeza que está um “brinco”! 😛

Dentre nossas tarefas ainda tem fazer compras. Pegamos nossas bicicletas e saímos rodando os mercados para encontra os produtos mais baratos. Todas temos a percepção que tudo aqui é muito caro.

Um dos nossos desafios: sermos criativas… na cozinha! Claro, temos que surpreender nossos maridos. Aqui temos algumas diferenças, a argentina, a espanhola e eu cozinhamos e nos viramos bem, a americana está curtindo e aprendendo dia-a-dia, já a jordana compra umas coisas prontas, corta uns pedaços de pão e serve com salada! 😀

Para a argentina e para mim essa tarefa é ainda um pouco mais árdua, já que nossos maridos tomam café-da-manhã, quase todos os dias almoçam e jantam em casa… haja criatividade!

A liberdade de tempo para ler, fazer pesquisas e tudo aquilo que ficávamos postergando por fazer em função das nossas vidas atribuladas pelo trabalho se mostrou … hum… meio chato na verdade! 😕

Mas o legal de tudo isso é que cada vez que uma contava alguma coisa, como: “Depois que meu marido vai para aula, tem dias que eu volto para a cama.” e as demais comentavam: “Ai, eu também”, ‘Também já fiz isso, mas hoje eu tento não voltar mais” hahaha… Ríamos feito loucas. Nossa rotina é literalmente a mesma!

Uma dificuldade semelhante entre todas é que estamos buscando trabalho, trabalho voluntário, diferentes cursos, mas sempre esbarramos no idioma: holandês! Que coisa, até nos sentimos pouco qualificadas falando inglês, espanhol e francês… hahahah

Igualmente somos reconhecidas, identificadas ou apresentadas como Fulano’s wife. Perdemos os nossos nomes e identidades… socorro… Nessa hora foi hilário… gargalhávamos!

Por fim fomos expulsas do café… Eram 17h30 e tinham que limpar! hahaha. Aqui o dia terminaa mais cedo!

Nos sentimos tão acolhidas nas nossas semelhanças que nossos encontros agora serão semanais, a não ser que uma de nós esteja com a agenda cheia… hahahaha

Coisas estranhas

Coisas estranhas, pelo menos aos olhos de dois brasileiros.

The_Persistence_of_Memory_DaliOntem acabou o horário de verão aqui na Bélgica e, dessa forma, nosso relógio foi atrasado em uma hora à partir das 3h00… isso mesmo, três horas da manhã do domingo… 😉

É, nós também nos fizemos a mesma pergunta: Três horas da manhã? Como assim?

Aqui é assim! 😉

Pois, bem com o início do horário de verão no Brasil e o término dele aqui, nossa diferença de horário agora é de apenas três horinhas.

Delícias gastronômicas!

Com nada menos de 178 restaurantes e 241 bares em Leuven, fica bem difícil escolher um lugar para almoçar ou jantar.

Nesses dois meses aqui só repetimos duas vezes o restaurante… adoramos experimentar sabores novos. É verdade que existe um risco, mas preferimos correr esse risco à limitar nosso paladar! E para falar a verdade, foram raras as vezes que tivemos surpresas desagradáveis.

Ontem saímos para jantar e de novo a pergunta: Aonde vamos hoje? Estávamos em dúvida entre dois restaurantes, um indiano e outro mexicano, mas acabamos optando por um terceiro… bem diferente!

Sempre que passávamos em frente a esse restaurante, seja no almoço ou no jantar, ele estava cheio e dessa vez resolvemos experimentar. O nome do restaurante é Toeareg, é um restaurante marroquino e o que ele promete, ele cumpre:

Would you like to enjoy a nice diner in an enticing environment? Do you fancy spices and exotics in a romantic atmosphere? Then Toeareg is the place to be. Tasteful Morrocan food with an excellent balance of quality and price. Relax and unwind…

O Dú pediu um Couscous com Kafta, que estava divino, e eu pedi um Tajine… nunca tinha comido antes, mas o garçom explicou que é um dos pratos típicos do Marrocos e resolvi experimentar. Estava igualmente divino!

Couscous_Tajine

Tajine é um cozido de legumes com frango em um molho bem temperado com especiarias, um pouco picante. Cozinham tudo em uma “tigela” de barro (bem bonita aliás) e durante o cozimento utilizam uma “tampa” em forma de cone, também de barro, com uma abertura na parte superior. Só retiram o cone na mesa, dá um gostinho ainda mais diferente ao prato.

Definitivamente esse é um dos melhores restaurante que fomos… delícia!

Filosófico demais? Parte II

Coincidência ou não, depois de escrever o post “Filosófico demais?” recebi, de uma amiga muito querida, o seguinte texto. Eu já havia lido há bastante tempo e me lembrava bem dele… achei-o interessantíssimo… e acredito que ele traduz de forma mais “racional” ou organizada os meus sentimentos:

O cérebro humano

Por Airton Luiz Mendonça

(Artigo do jornal o Estado de São Paulo )

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. 

Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder a noção do tempo.

Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.. 

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado .

Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.

Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e, portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. 

É quando você se sente mais vivo. 

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e ‘apagando’ as experiências duplicadas. 

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. 

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.

Como acontece?

Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).

Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa…

São apagados de sua noção  de passagem do tempo…

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.

Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir -as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações… enfim… as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a… ROTINA!

Não me entenda mal.

A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou  registros com fotos.

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).. 

 Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.  

Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. 

Seja diferente.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos. Em outras palavras: V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. 

E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. 

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.. 

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida..

E S CR E VA em

tAmaNhos  diFeRenTes e  em  CorES 

di f E rEn tEs !

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE…..

V I VA

Uma excelente VIDA à você!!!