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Meus Coockies… Só Meus :-)

Uma das primeiras providências desde que cheguei ao Brasil e me deparei com um belo forno foi preparar os tradicionais Coockies que tanto gosta meu maridinho.

Eu havia preparado uma vez na Bélgica, na casa da Paz, mas como não tinha achado açúcar mascavo, o Coockie ficou gostoso, mas não igual.

Dessa vez, com todos os ingredientes em mãos, lá fui eu para a cozinha. Depois de colocar a primeira assadeira no forno o aroma delicioso invadiu a casa toda. Hummm! Recém saído do forno é quando eu mais gosto. Os pedacinhos de chocolate ainda bem derretidos e o perfume no ar… Que delícia!

E essa receita é minha, só minha (como li outro dia no blog da Anna Elisa) hahaha. Depois de muitas tentativas e várias adaptações cheguei a essa receita que, quem já provou, atesta, esses Coockies são divinos! 😀

Meus Coockies… Só Meus 🙂

Misturar bem até virar um creme homogêneo:

  • 3/4 xícara de manteiga
  • 1 xícara de açúcar mascavo
  • ½ xícara de açúcar cristal

Acrescentar à mistura um ingrediente por vez (não usar batedeira, apenas misturar na mão mesmo):

  • 2 ovos (temperatura ambiente)
  • 2 colheres de baunilha
  • 1 ¼ xícara de farinha de trigo
  • 1 ½ xícara de aveia em flocos grandes
  • 1 colher de bicarbonato de sódio
  • 1 pitada de sal

Por fim acrescentar duas barras de chocolate picadas, uma de chocolate ao leite e outra de chocolate meio amargo. Castanhas-do-Pará também são super bem vindas.

Em uma assadeira untada com manteiga e farinha colocar pequenas porções, aproximadamente a medida de uma colher de sobremesa. Levar ao forno médio por mais ou menos 7 a 10 minutos cada fornada.

O segredo é não bater a massa, apenas misturar. Para colocar na assadeira também não forme bolinhas com as mãos, apenas coloque a massa utilizando duas colheres. Quanto menos manipulada for a massa melhor.

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A melhor sorveteria em Leuven

Logo que chegamos à Leuven e que fiz amizade com as meninas, começamos a desbravar as sorveterias. Tarefa árdua essa, viu?! O gosto por sorvete é um dos pontos em comum que tanto nos uniu. 🙂

Depois de rodar praticamente todas as sorveterias, não nos restou dúvida: a melhor sorveteria é mesmo a t’Galetfe (Tiensestraat quase esquina com a Muntstraat).

É uma loja bem pequena, só com a vitrine com a deliciosa variedade de sorvetes à mostra; ao fundo é possível ver as batedeiras que preparam as delícias geladas. Você pode também experimentar os tradicionais wafles de Liége. Sim, existe muita diferença entre os wafles de Liége e o de Bruxelas. O de Bruxelas é mais seco e para mim parece quase que industrializado. Já o de Liége é deliciosamente perfumado e tem cara e sabor dos quitutes preparados carinhosamente pela avó. Divino!

Mas a minha perdição mesmo eram os sorvetes. Um mais gostoso que o outro. Cremosos, saborosos e naturais. Você sente o verdadeiro sabor do leite, do chocolate, da fruta, do mascarpone, do biscoito… Que água na boca!

Meus sabores preferidos são: Timarisù, Iogurte com frutas vermelhas e Cookie. Mas se você tiver a oportunidade, não se fixe apenas nesses sabores, explore o máximo que você puder. Tenho certeza que você não vai se arrepender.

E o melhor de tudo é quando você é servido pela dona da sorveteria. Uma belga já de meia idade, loura, esbelta e muito, muito simpática, especialmente porque as bolas de sorvete que ela serve são sempre bem caprichadas. 😛

Ah! Mas no inverno, infelizmente, ela fecha. Entre final de novembro até final de fevereiro/início de março sorvete só mesmo na lembrança. 😦

E para não dizerem que estou exagerando, vejam só a fila!!

Um japa na China

Estou lendo o livro It must’ve been something I ate do crítico culinário da Vogue Magazine Jeffrey Steingarten. O livro é composto por artigos em que o autor discute, critica, descreve experiências, explica de tudo e mais um pouco, mas sempre sobre comida. Estou aprendendo um monte com esse cara que escreve de forma descontraída e muito agradável.

Logo no primeiro artigo do livro conheci um atum especial, o Bluefin Tuna, um atum muito grande e muito caro. Em especial a carne mais gorda a qual é chamada Toro.
O Bluefin é um dentre os 13 de sua espécie. É um dos maiores peixes do mar (816 Kg parece ser o record) e um dos mais velozes (é capaz de nadar a 90 Km/hora). E normalmente ele é encontrado em seu trajeto entre Japão e Califórnia.

O autor descreve sua experiência em alto mar quando resolveu pescar por ele próprio o Bluefin e no próprio barco preparou seus sashimis.
Depois de ler esse artigo e de ficar com água na boca somente pela descrição feita, fiquei com isso na cabeça e em todos os restaurantes que vamos “isso” é o que primeiro procuro no cardápio.

Felizmente, após visitar a Cidade Proibida, paramos em um dos muitos Shoppings de Beijing e resolvemos almoçar em um restaurante japonês e para a minha felicidade lá estava ele. 😛
Muito mais caro que os demais sushis/sashimis, mas vamos que vamos, não é sempre que temos a oportunidade de experimentar um Bluefin. O bom é que de toda a forma a comida aqui é bem mais barata, especialmente se compararmos com a Europa. 🙂

Definitivamente o melhor sushi que já comi em minha vida. A cor, a textura e o sabor não se parecem em nada com o tradicional atum que encontramos nos restaurantes convencionais. É uma carne tenra que parece derreter na boca com sabor ao mesmo tempo suave e marcante… DI-VI-NO!!!!!

Agora sim é que a minha neura em busca do Bluefin se instalou! 😀 Ooops! Diversão acabada. Acabamos de ler na Wikipedia que alguns dos Bluefins estão em extinção 😦 O que me faz evidentemente repensar e tentar amenizar ao máximo a minha fissura 😦

O Bluefin Tuna… Perfeição!!!

Tempurá de camarão

Sushi de enguia… Muito sabor!

Tempurá de ostras… Esse ficou a desejar. As ostras absorveram todo o óleo.

Comemorando a estréia do Brasil na copa

Estávamos ansiosos para ver a estréia do Brasil na copa, mas tenho que admitir que estava ainda mais ansiosa para experimentar o Spaghetti al Nero di Seppia. Na verdade namoro esse danado desde quando chegamos na Bélgica e conheci uma loja delícia chamada Oil & Vinegar… Só tem coisa boa, mmmh!

O problema é que nem tudo que é bom é para o nosso bico e esse danadinho custa, nada mais, nada menos, que €6,95… Deu para entender porque enrolei tanto para comprá-lo?

Mas tudo começou quando via a receita de Papardelle com Camarões e Tangerina, feito pela Letícia Massula, da Cozinha da Matilde e fotografado pela Gabi Butcher, do DiaPositivo. Rodei todos os quatro supermercados da cidade… heheh… e nada de tangerina, mas achei uns camarões supimpas mais baratos que carne e salmão… heheh… Aberta a temporada de camarões na mansão dos Longo! 😀

Pesquisa vai, pesquisa vem e comprei o Spaghetti. Sem tangerinas parti para outra experiência e segui a receita da Marcele Martins, do Cozinha Pequena. Simples, rápido e rasteiro… Nos lambuzamos… Literalmente!

A massa por si só já é muito rica. A cor preta vem da tinta da lula, o que lhe atribui um aroma de frutos do mar. Massa perfeita para acompanhar peixes e frutos do mar. Camarões, azeite (do bom, sempre), alho e vinho branco… Não tem como dar errado. Quando adicionei o vinho, achei que seria demais, mas foi na medida certa. Amei!

O bom é que ainda tenho 2/3 da massa… heheh… Pesquisando outras duas alternativas de prato… 😛

Ah, é… A estréia do Brasil… Deixou a desejar!!! Mas o meu Spaghetti… Mmmh!

Segunda é dia de Risoto de Camarão e Champagne

Nessa segunda fizemos um jantarzinho delícia! Delícia mesmo, porque tudo foi especial, mas sem motivo especial. Celebramos apenas à Vida!

Fizemos um risoto de camarão divino e bebemos um refrescante champagne que ganhei de aniversário da Shereen e do Raed.

A receita foi a seguinte:

  • 1/2 cebola picada
  • 1 dente de alho picado
  • 1 xícara de arroz arbóreo
  • 4 xícaras de água
  • 550g de camarões (estavam ainda com casca e rabo, depois de limpos devia ser mais ou menos 400g)
  • 2 tabletes de caldo de legumes
  • quase uma xícara de champagne
  • Azeite e manteiga
  • 150g de queijo parmesão ralado grosso

Em uma panela coloquei a água, os dois tabletes de caldo de legume e um pouquinho de azeite para ferver. Quando começou a ferver deitei os camarões e os deixei por exatos 3 minutos (não deixe por mais tempo de forma nenhuma, senão vira borracha!). Retirei-os da água quente e passei-os na água fria para interromper a cocção. Resrvei a água, mantendo-a quente, para usar no risoto.

Em outra panela, em fogo médio/alto, dourei a cebola em um pouco de azeite e logo depois deitei o alho. Quanto dourados inclui o arroz e deixei fritar um pouco. Inclui a champagne e quando já havia secado comecei a incluir uma concha da água que cozinhei os camarões por vez, mexendo sempre!

Por último inclui os camarões, quase uma colher de manteiga e o parmesão. Mexi bem e… depois foi só alegria!

Um brinde à VIDA!

Demorou, mas saiu do forno!

Não, não! Não me refiro ao Cheesecake… Me refiro ao post. hahaha

Na verdade, pela data da foto, esse Cheesecake saiu do forno em 25 de março, mas só agora estou escrevendo sobre essa experiência. 😀

Ainda na onde de desbravar o microondas (veja aqui minha experiência anterior), me aventurei em um Cheesecake… Mmmh! Ficou gostoso, gostoso. 😛

A receita é do Mais Você.

A única adaptação dessa vez foi a geléia de framboesa. Não gosto muito de geléia, especialmente essas de supermercado. Acho muito artificial e muito doce. Então comprei uns 400g de framboesas, lindinhas, coloquei em uma panela com uma colher não muito cheia de açúcar mascavo e deixei em fogo médio. Só! Irresistivelmente azedinha!

O sabor da simplicidade

Hum como as simples coisas da vida são boas…

  • Um beijo de bom dia!
  • Andar de mãos dadas!
  • Ficar ao lado de um amigo, um verdadeiro amigo!
  • Saber que você pode contar com ele!
  • Ligar para um amigo e ele dizer: “Não acredito! Estava pensando em você!”
  • Abrir um bom vinho, mesmo sem motivo especial para comemorar!

São tantas coisas…. Que apesar de simples, se deixarmos de prestar atenção nelas, a vida fica muito chata! E passamos a percorrer apenas as grandes conquistas, os grandes objetivos… Deixando de viver a verdadeira vida!

E embalada nessa simplicidade, jantamos um feijãozinho esperto, com arroz integral e um refogado de cebola, pimentão e cenoura ao vinho branco e molho teriyaki. Divino e simples! Nada programado, só usando as sobrinhas da geladeira! 😀

Na medida certa!

Eita danado!

Lembra quando contei no post Tiramisù Irlandês que eu errei nas proporções e que apesar de meio seco, com pouco creme,  o danado tinha ficado saboroso? Pois bem, fiz novamente a receita. Mas dessa vez respeitei as proporções dadas pela Nigella e… Batata, ou melhor, Tiramisù… E do bom!!! 😀

Alquimia se faz na cozinha

Hummm… Sabe aquele dia que você acorda inspirada para criar um novo prato? Pois bem, tinha em mente fazer um risoto com Camembert e salmão grelhado.

Fui ao mercado para comprar o vinho branco e me deparei com gergelim… hummm… levei!

Quando estava separando os ingredientes para o início da minha “alquimia”, me deparo com um pacote de castanhas do Pará esquecido no armário.

Como não podia deixar de ser, misturei tudo! E… Ficou di-vi-no!

Para o risoto, receita básica e no final o Camembert cortado em cubinhos, inclusive com a casca. Dá um charme especial!

Para o salmão, cortei o filé em cubos grandes. Ralei a castanha do Pará no ralador grosso, misturei ao gergelim com uma pitada de sal e pimenta branca. Empanei os cubos de salmão nessa mistura e grelhei no azeite….

De acompanhamento um belo vinho branco francês bem frutado! O que mais eu poderia querer? 😀

Hummm… Tajine!!

Este fim de semana jantamos novamente no Toeareg, o restaurante marroquino que comentamos no post Delícias Gastronômicas.

Desta vez pedimos um Tajine com kafta ao molho vermelho e ovos, acompanhando pedimos cuscuz… Dos deuses!!!!

O ambiente é super gostoso e o preço bem razoável. 😉

Eu sei, eu sei! É feio ficar reparando na mesa do lado, mas dessa vez foi impossível não reparar. O casal chegou praticamente junto conosco. Cada um pediu um tajine e mandaram ver assim que chegou… A moça, quando satisfeita, parou de comer, mas o marido ficou, literalmente, raspando o prato. Não satisfeito, pegou o prato da esposa e mandou bala. Despejou todo o cuscuz que havia sobrado e…. raspou o prato da esposa também, sobrando só os ossinhos do frango… Isso sim que é apetite! hehehe