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Ahhh, as cervejas belgas…

Nos últimos dias estava pensando nas cervejas belgas… Nas cervejas belgas que ainda não experimentei.

Mas eu tenho que ser honesto: eu experimentei muitas cervejas belgas. Alguns colegas escolheram logo de cara uma favorita e se agarraram a ela como um náufrago ao bote salva-vidas. Eu fui mais eclético; claro que tenho algumas favoritas, mas sempre que dava de cara com uma cerveja diferente eu experimentava. Então eu estava mais ou menos confortável de que já havia provado o que de melhor a Bélgica tem a oferecer em termos de cerveja.

Até que esta semana um dos nossos colegas enviou o site de uma beer fest em Bruxelas. Comecei a olhar a lista de cervejas e não fui “ticando” muitas… Segui em frente e “tiquei” menos cervejas ainda… Desespero total: onde eu estava que não vi estas cervejas????? Cheguei nas trapistas: ufa, quase 100% de aproveitamento 😀

A verdade é que é impossível experimentar todas. Primeiro porque tem algumas que você não topa de jeito nenhum (como as de fruta ou as brancas, no meu caso). Segundo porque outras são produzidas por cervejarias muito pequenas e acabam servindo apenas o mercado local. Então o lance é identificar o estilo que mais agrada e se concentrar nele – com visitas esporádicas aos outros estilos, é claro 🙂

Mas para ajudar os amigos que estão começando a descobrir estas cervejas maravilhosas, aqui estão as minhas favoritas (mas eu posso ter deixado alguma de fora):

  • Westvleteren: todas (mais detalhes neste post)
  • Rochefort: todas
  • Westmalle: dubbel e tripel
  • Chimay: rótulos vermelho e branco
  • Tongerlo bruin
  • Affligem tripel
  • St-Bernardus ABT 12
  • Karmeliet Tripel
  • Hopus

Cheers!

Quase uma caixa de cervejas…

Bem, como nós almoçamos e jantamos quase todos os dias em restaurantes nas últimas duas semanas, eu acabei experimentando várias cervejas neste período. Como está muito devagar colocar uma a uma (e minhas aulas estão para começar…), resolvi fazer um “mega post” falando de 9 cervejas… (faltaram 3 para uma caixa 🙂 ) Lá vai:

Orval

Esta fica numa categoria parecida à da Westmalle; lembra bastante a Chimay, mas é menos encorpada. Como gosto de cervejas fortes e encorpadas, continuo preferindo a Chimay. Faz alguns dias que a bebi, então terei de experimentá-la novamente para colocar mais detalhes.

Estaminet

Finalmente vou falar de uma cerveja pilsen, categoria “premium”. Eu gosto de cervejas pilsen, mas acho chato elas dominarem o mercado brasileiro da forma como dominam; acho que por isto demorei um pouco mais para experimentar uma cerveja deste tipo. Voltando à Estaminet, ela tem cor clara e brilhante, muito límpida. No primeiro gole ela dá a sensação de ser super amarga, mas logo depois esta sensação desaparece e fica apenas um sabor muito agradável, de uma cerveja saborosa, macia e muito, muito boa.

Hoegaarden

Lembram da Brugs Witbier? Pois é, esta também é uma witbier, mas eu não sabia disto, esta informação fundamental não estava no cardápio e, como ela parece ser bem conhecida, nunca ia imaginar isto. O maior mérito dela é não ter o mesmo sabor pronunciado da Brugs, ser um pouco mais “aguada”. É mais ou menos como dizer que seu maior mérito é não ser tudo que deveria ser… Talvez o único motivo para experimentá-la de novo seja curiosidade, pois li que as witbier ficam praticamente brancas quando estão bem geladas (por isso também são chamadas de white beer). Talvez bem gelada ela seja um pouco mais palatável.

De Koninck (Bolleke)

O legal desta cerveja é que ela tem um “apelido”: Bolleke, que na verdade é o nome do copo em forma de bowl da De Koninck, a cervejaria que a produz. Agora falando da cerveja em si, eu não lembro muito bem dela 🙂 Só lembro que gostei, era uma boa cerveja, mas também nada de espetacularmente especial.

Westmalle Tripple e Leffe Tripple

Estas duas são muito boas mesmo. São cervejas claras, mas muito fortes (9% de álcool e acima). Elas são claras e apresentam-se um pouco turvas, mas nada tão exagerado quanto uma witbier. Apesar de serem assim tão fortes, tem um sabor muito suave, nenhum amargor exagerado nem presença marcante do álcool. A Westmalle é um pouquinho mais encorpada; eu gostei mais dela e a Fernanda, da Leffe. Mas qualquer uma delas me deixaria muito contente.

Kriek

Desta eu escapei 🙂 Um colega do curso a pediu para experimentar e seu comentário foi: “Hum, parece cereja. Hum, cheira como cereja. Hum, tem gosto de cereja! É, não dá para acertar todas…”. Acho que não preciso falar mais nada.

Brugge Tripel

Mesma categoria das Westmalle e Leffe Tripple descritas acima. Mas esta é um pouco mais sem-graça. Experimentei quando visitamos Brugge, já que era uma cerveja local.

spandoek_lesage-webLesage

Outra cerveja que experimentei em Brugge. Como ela estava em destaque no cardápio imagino que não seja uma cerveja muito comum de se encontrar (também não lembro de tê-la visto em nenhum dos restaurantes/bares de Leuven). Ela é uma cerveja blond, mas tem uma coloração um pouco mais intensa, não é dourada. É muito saborosa e também não dá nem sinal de seus 7% de álcool.

Ufa, depois desta maratona acho que não tenho mais nenhuma na lista para escrever… A não ser a Stella Artois, que não é mais novidade aí no Brasil. Mas admito que é ótimo ter a opção de pedir uma Stella quando você não está a fim de pensar muito no que vai beber…

800 cervejas?

Quando alguém ouve “Bélgica”, dificilmente não lembra de “cerveja” (a não ser que deteste a bebida, é claro…). A Wikipedia diz que há cerca de 125 cervejarias no país, com cerca de 800 diferentes cervejas em produção regular. Quando eu encontrar números oficiais atualizo esta informação.

Bem, esta pequena introdução dá a ideia de qual será meu papel neste blog: a dura tarefa de experimentar tantas destas cervejas maravilhosas quantas forem possíveis e escrever minha impressão sobre cada uma dela. É claro que estou longe de ser um degustador profissional, mas gosto muito de apreciar boa comida, bom vinho e boa cerveja, por isso vou assumir que estou à altura de encarar este “desafio” pessoal. E é claro que minha opinão sobre cada uma das cervejas que experimentar será influenciada pelo meu gosto pessoal, portanto não levem meus comentários ao pé da letra. Inclusive porque não vou me preocupar em tomar notas enquanto estiver com um copo na minha frente, farei isto no dia seguinte, ou talvez no outro, de memória.

E para começar…

chimayChimay Rode (Red)

Nada melhor do que começar com uma cerveja trapista esta aventura “cervejística”. Para receber este nome, a cerveja deve ser feita por (ou sob supervisão de) monges trapistas e, no mundo inteiro, apenas 7 destes monastérios produzem cerveja (6 na Bélgica e 1 na Holanda – parece que estou no lugar certo para experimentá-las :)). O teor alcoólico é alto, 7%, tem cor avermelhada bem escura, densa, encorpada, mas não é nem um pouco amarga (mas também não diria que é doce), nem aparenta o teor alcoólico que tem. É absolutamente deliciosa e redonda (sorry Skol, mas você fica no chinelo perto desta aqui…), por enquanto minha favorita. E olha que ainda tenho 2 outros tipos de Chimay para experimentar 🙂