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Cacau com Lúpulo – fase II

E aqui estamos nós, iniciando mais um ciclo, descobrindo uma nova cidade, um novo jeito de ser de um povo, um novo idioma… Devo admitir que isso me atrai muito ao mesmo tempo, é claro, que nos dá aquela ansiedade, aquele friozinho na barriga. Próprio do momento que vivemos, a descoberta de um mundo todinho novo. 🙂

Sim, estamos felizes! Sim, estamos ansiosos! Sim, está frio! Sim, a saga das malas está mais tranquila dessa vez, mas ainda é um chatice fazer e desfazer malas. 🙂

Vamos aos fatos:

Chegamos em Eindhoven domingo à noite. Fazia frio, muito frio. Ou nem tanto, mas o fato é que não estávamos mais acostumados e saímos de 30graus em São Paulo para 4 graus em Eindhoven. Acho que a diferença dá um gostinho do que estamos dizendo, ou melhor, sentindo. 🙂

Acomodamos as quatro malas no hotel, que não é lá aquelas coisas, mas… Nos agasalhamos um pouco mais e fomos jantar. Começamos bem! Comida tailandesa + cerveja holandesa (Trapista).

Depois de uma bela noite de sono, segunda foi dia de caminhar pela cidade e começar a descobrí-la. Fazia bastante frio e garoava. A cidade é muito simpática. Assim como seus habitantes. Diferentemente dos belgas, os holandeses parecem mais abertos e de relacionamento mais quente. Te cumprimentam com mais calor, param na rua para te ajudar, sorriem com mais facilidade e apresentam mais disponibilidade no trato. Promissor. 😛

Jantamos em um Chinês. Já não tão legal quanto o restaurante da primeira noite. Coisa que faz parte da descoberta!

Na terça, mais frio e chuva dessa vez. Depois de visitarmos algumas imobiliárias fomos para Leuven, Bélgica, para pegar o diploma do Dú. Viagem chatinha, pois tivemos que trocar três vezes de trem, mas muito tranquila. A Chegada à Leuven me fez uma cócega no coração. Um filme passou pelos meus olhos. As ruas, lojas, bares, cafés, restaurantes, cheiros, pessoas, movimento… Tudo tem muito significado. Essa cidade representa os quase 1 ano e 1/2 de muito aprendizado, descobertas, amizades verdadeiras e profundas, conhecimento, alegrias e tanto o mais que vivemos meses intensos meses por aquelas terras. Não podia deixar de lembrar com muito amor das minhas irmãs queridas, Shereen e Paz! E da pequena Camila, então?! Algumas lágimas chegaram a brotar em meus olhos, mas essas foram lágrimas de felicidades e agradecimento à Deus por ter nos dados a oportunidade de viver e sentir uma amizade como a que vivemos. Obrigada Deus! Muito Obrigada! Não tenho dúvidas do quão agraciada eu sou! Obrigada!

Caminhamos saudosos pelas ruas de Leuven. Comemos um waffle, di-vi-no. Fomos até a universidade e pegamos o diploma. O símbolo oficial dessa fase de nossas vidas. 😀 Voltamos para estação e compramos batatas fritas, as belgas, wow!!! E caminho de volta à Eindhoven. Outro filme passou pela minha cabeça. Que delícia!

Ainda muito frio. Jantamos em um espanhol. Tapas típicos e música espanhola. Até Roberto Carlos cantando em espanhol rolou.

Quarta-feira, mais andança pela cidade conversando com outras imobiliárias e passando frio pelas ruas. Ui que vento gelado é esse, gente!? Quanto tempo vai demorar para nos acostumarmos? A cidade começa a se tornar um pouco conhecida. Andamos de ônibus. Descobrimos lugares novos e começamos a reconhecer outros. Eita coisa boa!

Ficamos o dia todo sem internet no hotel. Por isso: Lú, parabéns querido!!!! Desculpe, mas não conseguimos nos conectar para te ligar. Ficam aqui os nossos desejos de uma vida plena, feliz e de muitas realizações. Te amamos!!!! Dinha e Dinho 😛

Depois de tanto frio durante nossas andanças e uma tosse muito chata que insiste em me acompanhar, jantamos no restaurante do hotel. E depois de tailandês, chinês e espanhol, dessa vez fomos de schnitzel, o prato típico de Viena. E para acompanhar a forte e saborosa Westmalle.

Hoje o dia foi lindo. Céu limpo, sem nuvens, lindamente azul, o Sol iluminando a cidade e com isso um vento ainda mais frio. Mas a beleza do dia compensou o frio. 🙂

Já temos um apartamento para ficarmos até que nossas coisas cheguem e nos mudamos para lá amanhã. Ufa! Vamos fazer supermercado! Eba!

Ah! E para encerrar esse post com chave de ouro, veja só uma das cláusulas do contrato de aluguel:

23. The tenant declares explicitly that he is aware of the fact that trading or growing/fabricating drugs, especially with regards to growing cannabis, in the apartment is strongly prohibited. The tenant declares that he will not participate in such activities.

Sentimos muito, mas aqueles que acharam que poderíamos facilitar algumas coisas… Não contem com isso! 😀

E aqui algumas das poucas fotos que tiramos por enquanto:

É um desbunde aos olhos ver o antigo em perfeito contraste com o moderno. O museu literalmente no canal. A bicicleta jogada no mesmo canal 🙂 As igrejas LINDAS!!!! E muito frio. 😛

schnitzel schnitzel
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O que e onde comemos em Viena

E a comilança não tem fim… Já na estação de trem, ao chegarmos em Viena, verdes de fome, matamos uma pizza… 🙂

À noite rodamos o centro da cidade em busca de um restaurante. As opções não pareciam muito promissoras, mas aí passamos por uma ruazinha não muito iluminada e vimos um casal de meia idade entrando com toda segurança em um restaurante. Demos uma espiada pela janela e as mesas estavam cheias e muito animadas. Muita gente de meia idade e logo pensei, “esse povo (me refiro às pessoas de meia idade) normalmente gosta de comer bem e todos parecem se conhecer”… “Dú, vamos arriscar esse, acho que vai ser legal”… E foi. 😀

O restaurante é o Reinthaler’s Beisl (Dorotheergasse 4, Wien 1), ambiente simples e típico, salão para fumantes e não-fumantes, eba! Como estava cheio acabamos sentando no fumantes, mas gentilmente o garçom nos mudou para o não-fumantes assim que livrou uma mesa. 🙂 Dessa vez foi o Dú quem comeu o Wiener Schnitzel que estava di-vi-no e eu fui de Goulash também muito bom!!! Não podíamos ter escolhido restaurante melhor! 😀

No dia seguinte, já com as pernas cansadas e com muita fome almoçamos em um restaurante turco ma-ra-vi-lho-so, sem exageros. O restaurante é o Etap Restaurant. E os pratos estavam tão bons quanto o ambiente. O Dú comeu uma Kafta numa cama de pão turco, molho levemente apimentado e iogurte… Uma coisa de louco de tanto sabor! E eu comi um mini raviole recheado com carne de cordeiro ao molho de iogurte, igualmente saboroso. 😛

No jantar fomos ao Vapiano, uma rede de restaurantes italiana muito bacana. O ambiente é moderno e com balcões altos. Você escolhe o que quer comer (massas, pizzas, saladas etc) e retira o que quer nas ilhas onde preparam cada especialidade. Eu diria que é um fastfood mais estilizado :-). O Dú comeu uma pizza bem feitinha e eu um carpaccio com um molho de maionese… Que depressão. Depois de muito esforço tentando tirar todo o excesso de maionese temperei com azeite, sal e limão siciliano e deu para o gasto :-(. O Dú ainda arriscou o tiramisù, mas era mais um creminho gostoso de mascarpone que um tiramisù de verdade… A identidade Italiana se perdeu em algum lugar!

Em nosso último dia em Viena estávamos a caminho do Belvedere com muita fome. Não tínhamos muitas opções de restaurante, mas nos deparamos com um Italiano com um menu de preço camarada. Entramos e ficamos de boca aberta com o ambiente e atendimento. Quando os pratos chegaram não tivemos dúvida: Somos sortudos mesmo! 🙂 O Dú comeu um raviole de ricota e espinafre ao molho de queijos e eu um gnocchi verde com recheio de queijo ao molho de mascarpone e açafrão. Por Deus, o que era aquilo? Não satisfeitos, pedimos um tiramisù… Sem comentários! Ah! O restaurante é o Diverso (Mommsengasse 2, 1040 Wien).

Para fechar nossa estada em Viena com chave-de-ouro, fomos beliscar no Cafe Central, considerado um dos maiores e mais antigos cafés de Viena. O site diz que o Cafe foi casa de grandes poetas, filósofos e líderes dentre tantos nomes encontra-se o do “Tio Freud” :-D, que emoção. O Cafe é realmente muito grande e agradável. O teto é abobadado e muito lindo! Bem no centro do salão um piano de calda-longa traz ainda mais charme ao ambiente, especialmente pela graça do senhor que o toca. Depois do exagero de almoço que tivemos, só beliscamos. O Dú escolheu um croquete de carne de javali e eu um caldo de abóbora com sementes crocantes de abóbora e azeite de tangerina. Um luxo! O Dú foi namorar a linda vitrine de doces e voltou com esse aí ó! 😀

A primeira providência

Poucas horas depois de chegar em casa e sem absolutamente nada na geladeira saimos para jantar.

Que sensação boa! Andar pelas ruas que você conhece bem, ir ao restaurante que você conhece bem, pedir o belo steak que você conhece bem e a bela e inconfundível cerveja belga que você também conhece muito bem… Eu caí de cabeça em um conservadorismo doido! O Dú não foi tão conservador assim, mas dessa vez acabou se dando mal. Pediu uma das tantas cervejas belgas que ainda não experimentamos, Rodenbach Grand Cru, mas a danada, excepcionalmente, é muuuuito ruim… eca! 😦

Claro que não demorou muito para ele aderir fervorosamente ao conservadorismo gastronômico (pediu correndo uma Westmalle), o qual não nos é usual, mas depois de muito tempo longe de casa, nada melhor do que matar as saudades através do paladar que tanto nos agrada e nos é conhecido. 🙂

Ai, ai…. Viajar, desbravar o mundo, novas culturas e costumes não tem preço, mas voltar para casa é tudo de bom! 🙂

Home Sweet Home

Depois de longos 42 dias, 3 trens, 8 aviões, 4 ônibus, 11 diferentes camas, 7 cidades, 2 países, muitas desventuras e trapalhadas, problemas de comunicação, estilos diferentes de vida, muita diversidade cultural, uma variedade incrível de comida :D, muito chá, algumas dores de cabeça, muitas boas risadas, muita espera em diferentes aeroportos e, Graças a Deus, muito aprendizado no meio desse turbilhão todo, chegamos em casa com as malas cheias de boas histórias para contar, muitas fotos para mostrar e muita saudade para matar! 😀

Descobrindo Londres

Nosso café da manhã foram três pastéis de nata… Mmmh! Começamos bem! A Mari os tinha comprado ontem no mercado Português, mas comemos tanto na janta que eles acabaram ficando para depois.
Fizemos um tour com a mesma empresa de Amsterdam e Paris, a New Europe. Dessa vez não foi tão bom quanto as outras duas… Essa, talvez pela guia, foi mais fraquinha. De toda forma aproveitamos e conhecemos um pouco sobre a história dos principais pontos turísticos.
O dia estava com Sol, mas bastante vento. Dava até para sentir um friozinho! Almoçamos em um típico restaurante/pub Inglês e comemos o tão típico fish and chips… Estava uma delícia! Por que as coisas gordurosas e não tão saudáveis são tão apetitosas? Não é justo!!!

Caminha que te caminha, voltamos ao Saint-James park. Segundo nossa guia James I em 1.603, assim que assumiu o poder ordenou a construção desse parque, o qual serviria como seu jardim privado. Como o seu hobby era a caça, ordenou também que trouxessem animais exóticos como Camelos, Crocodilos e Elefantes, sem falar no viveiro de aves exóticas. Pode?

Da ponte que cruza o lado podemos avistar de um lado o palácio de Buckingham e do outro o London Eye… Lindo!
Demos mais umas voltinhas por lá, vimos uns patos que mergulham, um baratinho! Vimos uma ave que mais parece uma galinha selvagem tomando um sorvetinho que tinha caído no chão! Uma orquestra jovem tocava e muita gente sentada no gramado se deliciava ao som…

Fomos em direção ao Hyde Park, mas já estávamos com as pernas muito cansadas. Como não achávamos um bar/café por aqueles lados, pegamos o metrô e fomos para a região Picadilly. Lá achamos um mercado japonês que tinha literalmente de tudo, uma loucura. Tomamos um sorvete e timamisù de chá verde e compramos uns sushis/sashimis e cerveja japonesa para o jantar.

Depois de um banho revigorante e da comidinha japonesa, só nos restou uma soneca bem gostosa! 😀

Londres, aqui estamos nós!

Viagem de trem mais que tranquila e confortável. Chegamos em Londres às 15h00 e à nossa espera na estação estavam minha amiga-irmã Maricota e sua filhota Isa, que é a coisinha mais gostosa desse mundo.

Depois de um longo e mais que aconchegante abraço, fizemos um lanchinho, ali mesmo na estação e partimos para uma pequena maratona em um dia atípico de muito Sol em Londres.

Duas malas e um carrinho de criança… Metrô, caminhada até a casa onde nos hopedamos, deixamos as tralhas lá e… Supermercado, mercado Português, ônibus e mais uma caminhadinha cheios de sacolas mais o carrinho da Isa mais muito Sol. 😉

Chegamos na casa da Mari. Que delícia! Um ambiente muito gostoso, vibração mega boa e uma menina linda correndo pela casa e nos mostrando seus brinquedos.

Fizemos um lanchinho com pão, requeijão (grego, mas muito parecido com o do Brasil) e mortandela… Ai, que delícia! Dá para querer algo mais?… Mais brincadeira com a Isa… Uma boquinha e por fim um jantar bem gostosinho que a Maricota preparou para nós, com direito a vinho “fru… fru… como é mesmo Fê?”, “É frutado, Mari. Frutado! Hahahaha”.

Pegamos a busuca quando já passava das 23h00. Busuca vermelha de dois andares, logo subi e peguei os lugares da frente… Criança é assim mesmo! 😛

Que dia divino! Rever uma das pessoas que mais me dão alegria na vida, conhecer a filhinha desse ser maravilhoso, dividir horas divertidas e intensas, saber que elas fazem parte de uma família feliz… O que mais posso esperar da vida? 🙂

O blog também sofre com as diferenças culturais

Nas próximas semanas os posts serão publicados via email, o que quer dizer que não vamos entrar no gerenciador do blog nesse período, isso porque seguimos em viagem para Londres e China… Na China ficaremos por 5 semanas e por aqui não temos acesso ao WordPress (cen-su-ra-do), o que nos fez descobrir um meio de, mesmo sem acesso, fazermos os nossos updates básicos. 🙂
A primeira estada em Londres já passou e já estamos na China… Nos intervalos das nossas usuais andanças vamos postando nossas impressões dessa experiência e algumas fotinhos também.
Se quiserem comentar, por favor, o façam… Recebemos e gerenciamos por email os comentários também! Adoro essa vida cibernética. 😛

Negócio da China – parte 1

Depois de 7 meses de aula, chegou o momento de irmos para a China. Mas como este é um dos cursos do meu MBA, infelizmente não vamos ter muito tempo livre para explorar as cidades à vontade ou relaxarmos. Só para variar um pouco, nossa agenda é bem apertada 😉 – como foi preparada por um dos mais exigentes professores em termos de conteúdo discutido, não tenho dúvida de que será uma viagem intensa.

Mas sem dúvida também vamos nos divertir muito e voltar com muitas histórias para contar.

A viagem de ida já foi uma epopéia. A escola queria que todos fossem em um único voo, provavelmente para facilitar a logística e evitar atrasos. Assim, tivemos que sair de Leuven e ir para Paris, pois é de lá que os voos da China Eastern saem. O detalhe é que fomos de ônibus, saindo de Leuven às 06h40 da matina. Como se não fosse suficiente, exatamente nesta madrugada entrou em vigência o horário de verão; ou seja, na prática saímos às 05h40 da manhã – vocês não conseguem imaginar como eu estava animado. Por volta das 11h30 chegamos no aeroporto, tempo mais do que suficiente para fazer o check-in para o nosso voo. Aí provamos que noventa pessoas fazendo a mesma coisa ao mesmo tempo é suficiente para engargalar qualquer coisa – uma escada rolante, a fila do check-in, um corredor mais estreito, a casa de câmbio, os ATMs, é só escolher.

É claro que em uma companhia chamada China Eastern só teria chineses viajando e alguns estavam trocando dinheiro entre si enquanto passávamos (não deixa de ser uma cena meio estranha…). Nos acomodamos em lugares próximos e todo mundo estava bem tranqüilo (na realidade estávamos com fome, pois nosso voo saiu às 13h40). Depois do almoço um povo começou a levantar para bater papo com outras pessoas, uma pequena aglomeração perto do banheiro se formou, ajudada pelo espaço que havia em frente à saída de emergência, e todo mundo estava conversando. Um dos meus colegas americanos disse que o pessoal que havia ficado em outra seção mais à frente queria ir para trás porque estava acontecendo uma festa. Algum tempo depois bateu um cansaço e o pessoal sossegou – aí foi a hora de aproveitar que todas as poltronas tinham uma tomada e enquanto alguns assistiam um filme (outro colega tinha uma verdadeira cinemateca no notebook) outros começaram a trabalhar em algum dos vários projetos que ainda temos que concluir (boa parte deste post foi escrita no avião – ajuda pra caramba a matar o tempo, mas não é exatamente confortável se a pessoa na sua frente baixa muito o encosto da poltrona).Umas duas horas depois o bate-papo e as reuniões voltaram, desta vez com mais gente envolvida, inclusive o diretor do MBA e com direito a vinho e cookies. A dinâmica continuou: alguns momentos de silêncio, outros de muita bagunça. Os filmes passados no avião também foram engraçados: começou com um filme indiano, depois foi para um filme chinês sobre a corrupção que existia em Hong Kong nas décadas de 60 e 70 (antes da cidade voltar a ficar sob domínio chinês) e acabou com um filminho americano que misturava desenho e atores reais num conto de fadas (sem comentários…).

Chegando em Shanghai tivemos que pegar outro avião para ir para Beijing, a primeira etapa da nossa viagem. Menos mal que este trecho era curtinho, um pouco mais de uma hora de voo. E o que seria uma ótima notícia acabou não sendo tão boa: nosso voo chegou mais cedo, mas a companhia não tinha informado isto para o pessoal que está cuidando da organização e tivemos que ficar esperando um bom tempo no aeroporto…

Tempo total da viagem, da saída de casa até a porta do hotel: 24 horas. Depois que finalmente chegamos ao hotel tivemos um par de horas para tomar um banho, almoçar e “descansar”; depois já tivemos algumas sessões informativas e um jantar oficial. Ninguém disse que seria moleza ;).

Depois de 33 horas acordado finalmente deitei em um cama – ótima, por sinal – para dormir 🙂

Último detalhe: antes da viagem alguns colegas chineses prepararam um pequeno manual e uma apresentação sobre a China (a Fê ajudou minha amiga formatando o conteúdo como um booklet que ficou bem bacana). Também nos ensinaram algumas palavras e frases básicas, e uma das mais importantes é Tai Gui Le – Tá muito caro! 😉

Passeando por Liège

Esta semana fui à Liège com a Paz (minha amiga argentina), sua filhinha de 2 meses, sua sogra e sua norinha de 14 anos.

Liège fica à 70km de Leuven e fizemos uma viagem bem tranqüila.

Na verdade tudo começou porque a sogra e a norinha da Paz, haviam voltado da Inglaterra e estavam estarrecidas com a loja Primark. Uma mega loja, super famosa na Inglaterra, e super barata. Super mesmo, você acha blusas por 3 euros.

Quando chegaram aqui ficaram pesquisando sobre a loja e descobriram que acabaram de inaugurar uma aqui na Bélgica, em Liège. Para lá elas foram e me levaram junto… Eba!

Passeamos um pouco pelo bucólico centro histórico de Liège, fizemos um lanche rápido, tiramos fotos, como todo bom turista e esbarramos com muita gente que fala espanhol pelas bandas de lá, e, finalmente,  fomos em busca da loja. É verdade que paramos duas vezes para pedir orientação. A primeira arrisquei no francês e meio que entendi :?. No meio do caminho paramos de novo e lá fui eu arriscar o francês novamente, mas a senhora falou com tanta segurança que era na própria rua que estávamos que eu não pude acreditar que estava realmente entendendo. Então ela, gentilmente, chamou um rapaz que falava inglês e ele confirmou o que eu havia entendido. Que legal, pelos dois motivos: realmente entendi o que a senhora explicou e estávamos bem pertinho. Ufa! 😉

Chegamos! É um shopping gigante recém inaugurado e a loja é bem grande e, tenho que admitir, bem barata mesmo. Bem, nem preciso dizer que ficamos a tarde inteira lá e quando nos demos conta já eram 19h30.

Tomamos um sorvete maravilhoso na Häagen-Dazs, enquanto a sogra da Paz fechava suas contas e voltamos para casa.

Que tarde divina!!! Boa conversa, ótima companhia e muita alegria! 😛

O segundo dia em Amsterdam

Tivemos mais um café da manhã gostoso e reforçado para dar pique às nossas andanças. 😉

Hoje além do frio também tivemos a companhia da chuva. No começo do dia estava fraca, não atrapalhou nossa ida ao Van Gogh Museum… ai que emoção!

Chegamos logo que abriu e já estava uma fila enorme. Mas não demorou muito e logo pudemos entrar… Me deu um aperto no coração que eu não sei explicar.

Meu Deus, o museu é a coisa mais impressionante. Aliás a arte de Van Gogh é impressionante. Esse é o museu que reúne o maior número de obras, nessa exposição (até 03 de Janeiro de 2010) são mais de 300 trabalhos entre pinturas, desenhos/rascunhos, cartas e cartas com os rascunhos de suas obras. É mágico perceber a sensibilidade de um artista e o cuidado que tinha com aquilo que planejava pintar.

Por vezes achamos que os grandes artistas simplesmente receberam um dom divino e que sentam em frente à uma tela e pronto a pintura deslumbrantemente é feita…. como um passe de mágica. Nessa exposição foi possível acompanhar o processo de criação de Van Gogh. Ele estudava as cores, escrevia ao irmão sobre seus pensamentos e intenções, fazia pequenos desenhos na carta demonstrando o que pensava fazer…

Além de todo esse cuidado, o que mais me emocionou, e emocionou de verdade (por vezes fiquei com os olhos cheios de lágrima), é a intensidade de sua obra: as cores, os contornos, as pinceladas grossas, as feições, sua letra nas cartas… foi muita emoção.

O ápice foi quando cheguei aos Girassóis. É lindo, intenso, marcante, genuíno, triste e puro (ao me lembrar desse momento para escrever esse post fico com os olhos marejados… Que delícia descobrir que algumas coisas são ainda mais importantes em nossas vidas do que imaginávamos que fossem).

Depois de algumas horas percorrendo o museu, chegamos à loja. Escolhemos a réplica da obra  Still life with quinces and lemons de 1887 (a que Van Gogh pintou para estudar as cores amarelo e ocre antes de pintar os Girassóis) e uma montagem com algumas de suas cartas.

Stilleven met kweeperen en citroenen

Para a minha surpresa o Dú não tinha visto duas de suas obras e… tivemos que voltar. O melhor é que a sessão que ele não viu estava bem pertinho dos Girassóis, conclusão: plantei novamente na frente e fiquei lá flutuando por mais alguns minutos 😉

van_gogh_museum

Tomamos um lanche na lojinha do museu mesmo e quando saímos começou uma chuva ainda mais forte. Mudamos de idéia e fomos para a fila do Rijksmuseum Museum… para fugir da chuva. É um museu enorme e todo mundo fala dele, mas não é muito o nosso estilo favorito de arte, então não curtimos muito.

rijksmuseum

O que valeu foi ver a tela The Night Watch de Rembrandt. Datada de 1642, Rembrandt levou um ano para concluir a obra de 363 x 437 cm… ela é realmente enorme. O triste da história é saber que em 1715 quando removeram a obra de lugar cortaram-na para que ela coubesse no novo lugar, dessa forma, duas pessoas foram cortadas! Rembrandt deve ter se revirado no caixão. 😦

the_night_watch

E a chuva? Só aumentava lá fora. Ficamos um tempão conversando em um dos bancos do museu para passar o tempo e ver se a chuva diminuia. Que nada. Tomamos coragem e corremos para achar um café, bar, restaurante, o que fosse. Na mesma rua achamos um Ristorant Italiano interessante. No cardápio só cortes argentinos de carne, de entrada empanadas, achamos estranho, mas tudo bem! heheh

Depois de um tempo três colegas da turma do Dú apareceram, um indiano, um macedônio e um esloveno. Rimos muito com eles. Depois fomos à uma casa que tocava Salsa. E não é que o povo dança mesmo. Foi divertido descobrir que quem dava aula eram brasileiros, no folder divulgavam até Samba de Gafieira. Pena que não tocou! 😉

Que dia longo. Amei. Ainda fecho os olhos e vejo as telas de Van Gogh…