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Dicas práticas – Luxemburgo

Nos hospedamos no Mercure Luxembourg Centre (30, rue Joseph Junch), com ótima localização, bem pertinho da estação central, bom café-da-manhã, quarto bem apertadinho, tínhamos que passar de ladinho pela cama para irmos ao banheiro e com limpeza à desejar. Não sei como são os outros hotéis na cidade, mas comparando com outros hotéis que já nos hospedamos esse é bem meia-boca! Só mesmo a localização é legal!

Na primeira noite jantamos no La Boucherie, especializados em carnes (pelo nome não poderia ser uma creperia, certo?). O steak do Dú estava muito bom, mas ainda faltava um sal grosso básico para ficar melhor, e o carpaccio que comi estava divino, e ainda tinha direito a repeteco… Dilícia! 😛

Após o jantar, por pura, pura gula, comemos uns churros mergulhados em Nutella! Meu Deus, nos perdoe pelo pecado da gula!!!

Na segunda noite jantamos no Brasserie du Cercle. Ambiente moderno e confortável. O nhoque ao molho gorgonzola do Dú estava razoável. Meu tagliatelle ao camarão e pimentas estava perfeito! E o vinho branco da casa (produzido em Luxemburgo) estava leve, suave, saboroso e com um buquê lindamente frutado. Aguçou nossa curiosidade em experimenta mais vinhos brancos de Luxemburgo. 🙂 Já providenciamos um… mmmh!

Ah! Outra coisa muito, muito prática são as bicicletas para alugar por todos os lados! Acabamos não usando, batemos perna as usual!!! Mas essa é uma facilidade tremenda!!!!

A charmosa Vianden

De Luxemburgo pegamos um trem e um ônibus para Vianden. O trajeto foi tranquilo e durou cerca de uma hora.

Assim como em Luxemburgo ouvimos muita gente falando português, do Brasil e de Portugal. Deve haver uma colônia grande de brasileiros e portugueses pelas bandas de lá! hehe

Vianden é básicamente uma cidade (que eu chamaria de vila, pelo seu pequenino tamanho) turística. Tudo é lindinho, as casinhas são todas arrumadinhas e com coisinhas bonitinhas enfeitando suas fachadas. Como casinhas de boneca, manja?

A cidade é cercada por muralhas e a principal atração é o Chatêau de Vianden, do século 11.

No nosso guia a descrição do Chatêau é a seguinte:

Suas muitas salas apresentam ampla variedade de estilos arquitetônicos, do romântico ao renascentista.

Descrição essa que me encheu de expectativas, especialmente após ver o Chatêau lá no alto da cidade. 🙂

Ele fica bem no alto de um monte e depois de uma considerável subida avistamos o imponente Chatêau mais de pertinho… Lindo! Mas ao entrarmos a decepção foi total. Ele está totalmente renovado ou em processo de. Algumas salas tinham suas paredes no cimento, me senti no meio de uma obra :-(. No chão ardózia, as escadas em madeira tratada, as paredes lisas e brancas e muito vidro fumé! Caraca, cadê a ampla variedade de estilos arquitetônicos? Esses foram os 6, ou melhor, os 12 euros mais caros que já gastamos. É uma pena, porque por fora a promessa era grande.

Reparem na primeira foto a diferença das soleiras! Qual é a graça dessa “coisa” feita de cimento bem lisinho? Essa foi a única soleira original que vimos em todo o castelo. 😦

Depois almoçamos às margens do rio que cruza a cidade. Super charmoso! O restaurante é o La Jolla Lounge ( Auberge de L’Our, 35 rue de la gare L-9420 Vianden, Tel : (00352) 661 52 56 55). O Dú comeu um belo escalope de porco ao creme de champignon e eu uma cesta de massa folhada deliciosamente coberta por um creme de frango. Dilícia! 😀 Ah! E a tradicional batata frita de acompanhamento. Essa nunca falta nas refeições por aqui!

E por fim,  nos aventuramos no teleférico (a segunda atração da cidade :-)) até o topo de um monte próximo ao Chatêau, o que nos trouxe uma bucólica vista de Vianden.

Vianden é realmente uma cidade pequenina, mas muito charmosa! Valeu o passeio!

A pequena Luxemburgo

Antes do início do in company project do Dú tivemos três dias livres e, na última hora, decidimos ir à Luxemburgo por não ser muito longe daqui e porque a passagem de trem ainda era acessível, já que compramos literalmente na hora de embarcar!

Foram 3 horas de trem. Uma viagem um pouco chata, pois não era um trem rápido e tinham vááárias paradas em pequenas cidadezinhas! Mas o lado legal foi ir acompanhando a mudança de paisagem. Conforme nos aproximávamos de Luxemburgo as montanhas se apresentavam. Lindas, verdes, coloridas e contrastando com um céu azul, azul!

Vimos paisagem parecida em Florença, na região de Toscana, mas estivemos lá no meio do inverno, o que proporciona cores mais pastéis e muito menos vibrantes. Mas com a sua beleza também!

A previsão do tempo não era das melhores: chuva e frio! Arriscamos e nos demos muito bem! Só pegamos chuva no último dia, basicamente na hora de vir embora. Obrigada São Pedro! 😉

A cidade é linda! Moderna e histórica ao mesmo tempo e de uma forma bastante harmônica! Sem dúvida a cidade mais limpa que já estivemos! E as pessoas, muito, muito agradáveis e simpáticas. Quando percebiam que éramos estrangeiros, logo mudavam para inglês, sem nenhum constrangimento para ambas as partes. Outra grande diferença: praticamente todos os cardápios estavam em inglês, coisa rara!

Mesmo sendo um dos menores Estados soberanos europeus e geralmente ignorado pelos turistas que visitam a Europa, aproveitamos muito a cidade e conhecemos lugares especiais.

Luxemburgo cresceu ao redor de um castelo construído em 963 sobre um promontório rochoso conhecido como Rocher du Bock. Esse castelo foi destruído no final do século 19 pelos habitantes da cidade, mas algumas fortificações foram preservadas, em especial as Casamatas de Bock e Pétrusse (fonte: Guia Visual, Folha de S.Paulo, Europa, 5a edição brasileira: 2008).

Visitamos as tais Casamatas e foi um passeio interessante: caminhar por essas redes de galerias subterrâneas, datadas do século 17, me fez pensar sobre quantas histórias essas galeriam não guardam… Se elas pudessem falar…

Vista do alto e de fora das Casamatas

As Casamatas por dentro

Uma vista linda, de dia E de noite, é a vista da cidade pelos seus aquedutos. A cidade tem literalmente dois níveis e bem no centro histórico existe até um elevador para facilitar a nossa vida e economizar um pouco de perna, porque não? A vista é linda e revela a estrutura rochosa na qual a cidade foi construida. Além da vista de um dos mais belos parques que já vi!

A parte baixa da cidade

O parque visto de um dos aquedutos

A sensação de segurança é tremenda e a noite, especialmente na parte baixa, é bem badalada, apenas lembrando que é proporcional ao tamanho da cidade! 😉

Outros dois pontos turístimos importantes são a Cathédrale Notre-Dame e o Palais Grand Ducal. Também conferimos!

E, mais alguns detalhes dessa charmosa e pequena cidade.