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Weekly Photo Challenge: Big

Pretty obvious, no? That’s a big klomp…

Um sonho de 40 anos

Há quarenta anos mamaninha tinha um sonho, conhecer os canais de Amsterdam. Com sua estada por essas bandas, coisa mais do que óbvia era passar um dia em Amsterdam.

Os dias foram passando, as semanas passavam e nada de conseguirmos levá-la. Ela nada falou, mas posso imaginar sua angústia toda vez que díziamos que ainda não dava para ir à Amsterdam.

Em sua última semana o susto: “Mãe, vamos amanhã à Amsterdam?” Mais do que depressa e com um sorriso juvenil nos lábios: “Claro! Vamos!”

Tivemos um dia bárbaro! Sol forte, coração batendo e muita viagem, viagens a outras épocas… Outros tempos! 🙂

Clique na imagem para ampliá-la

Fortaleza de Bourtange

De Groningen fizemos um day trip para Bourtange, uns 60 Km em direção à fronteira com a Alemanha. Esta fortaleza foi construída no final do séc. XVI, permanecendo ativa até a metade do séc. XIX, quando foi abandonada.

bourtange01Foto: Hannes, disponível aqui sob os termos da GNU Free Documentation License

A fortaleza impressiona pelo formato: um forte-estrela, forma desenvolvida em resposta às mudanças no campo de batalha causadas pelas armas de fogo. No seu interior, uma pequena vila, em grande parte reconstruída para ser um museu a céu aberto.

bourtange02

Você realmente parece voltar no tempo, não só pela reconstrução mas também pelas pessoas que andam por ali vestidas em trajes típicos de época (não sei se são atores, voluntários ou funcionários do museu). Aos domingos um dos canhões é disparado e em agosto uma batalha é re-encenada (mesma coisa que acontece em Waterloo, na Bélgica). Mais informações aqui.

bourtange03 bourtange04

bourtange05

Ainda dá para entrar no moinho funcionando (cuidado com a escada íngreme e com a muvuca causada pelo espaço restrito).

Resumindo: Bourtange é uma ótima sugestão de passeio se estiver visitando o norte da Holanda (ou da Alemanha, já que ela está na divisa). E aproveite para almoçar por ali mesmo – o restaurante parece ser bom e com sorte ainda arrumará uma mesa do lado de fora, voltada para a praça central da pequena vila.

Moinhos, moinhos e mais moinhos

Final de semana passado aproveitamos o solzinho gostoso da primavera e finalmente fomos visitar o Kinderdijk, um dos locais turísticos mais conhecidos da Holanda. E pensar que tudo começou  porque eles tiveram um monte de problemas com enchentes… Eu explico: o Kinderdijk é o local com a maior concentração de moinhos de toda a Holanda. […]

Delft, Holanda

Mais uma decisão no susto e… Vamos viajar!

Queria muito ir visitar o Keukenhof, famosa exposição de tulipas que anualmente ocorre na Holanda. Foi como o meu presente de aniversário. 😀

Tinha um ônibus que saia de Leuven às 7 da matina, fazia um percurso louco e chegava lá lá pela 1 da tarde, mas decidimos fazer outra coisa: Pegamos um trem com destino à Delft, a famosa cidade das porcelanas pintadas à mão em azul. Assim aproveitaríamos para conhecer Delft, depois em 30 minutos (de trem) iríamos para Leiden, também conheceríamos a cidade e em mais trinta minutos (de busão) chegaríamos no Keukenhof! Essa foi uma decisão mega boa! 😀

Chegamos por volta de 19hs em Delft e para nossa surpresa o hotel era um mega hotel (Hampshire)… hehehe… Deixamos as coisas e fomos bater pernas. Essa é uma das grandes vantagens da primavera/verão na Europa…Anoitece beeem tarde!

A cidade é muito lindinha. Super pequena, bem parecida com Amsterdam, canais por todo o lado e muito tranquila, talvez porque fosse dia de semana e véspera de feriado.

Paramos para jantar no Café Restaurant Royal. Comidinha boa, ambiente bem rústico (tinha até um quadro de uma vaca em cima da lareira 😉 ) e o mais legal é que parece que todos se conhecem. Todos que entravam cumprimentavam quase todo mundo que estava lá. O povo mudava de mesa para bater-papo e tinha alguns que entravam, cumprimentavam todo mundo, tomavam uma cervejinha do bar e iam embora… Coisas de cidade pequena. 😛

Tiramos algumas fotos da noite em Delft e fomos para o hotel descansar, pois no dia seguinte rumaríamos à Leiden/Keukenhof. Ao chegarmos ao hotel nos demos conta que esquecemos a pasta de dente… ai… pelo menos tínhamos um fio dental para quebrar o galho. 😆

Segundo dia foi dia de Keukenhof e Leiden, mas esse é um causo para outro post. 😉

Terceiro dia passeamos por Delft. Era um sábado e a cidade estava super movimenta e para a nossa sorte estava rolando uma feira de antiguidades, como aquelas da Benedito Calixto, à beira dos canais… Um charme!

Vimos também uma criança e um dos vendedores da feira usando o sapato de madeira tão característico da Holanda. Lindinhos!

Visitamos as igrejas Velha e Nova (Oude Kerk de 1246 e Nieuwe Kerk de 1351… e ainda a chamam de nova 🙂 ), lindas! E os órgãos então?! E como somos mega sortudos, enquanto visitávamos uma delas, começaram a tocar o órgão… Mágico! Senti como se as notas musicais fossem um belo e singelo bálsamo. Obrigada Deus!

Paramos para um almoço rápido e bem gostoso ao Sol. Ah! O Dú já contou sobre a cerveja que ele tomou nesse post aqui.

Logo depois fomos para a estação para voltarmos para Leuven, mas antes uma paradinha da padaria para comprarmos mais duas tortinhas de castanhas que havíamos experimentado quando voltávamos de Leiden no dia anterior. 😀 Prazeres da vida!

Ah! Mais uma curiosidade: Assim como em Leuven e Amsterdam as bicicletas estavam por todo lado. Encontramos até um guardador de bicicletas que parece um daqueles potes de pão de forma, manja?

Cervejas locais

Apesar de ter estado incrivelmente ocupado desde janeiro (primeiro com uma pilha de cursos e assignments; depois com a viagem para a China; agora com nosso In-company project e com os preparativos para o Giving Something Back project), é claro que não deixei de experimentar outras cervejas 🙂

Para retomar o assunto, duas cervejas que só mesmo estando aqui para experimentar. As duas tem muito em comum: são tripel (uma strong pale ale “inspirada” na Westmalle Tripel comum basicamente na Bélgica e Holanda), são produzidas em duas cidades pequenas (Leuven e Delft, no caso), são difíceis de encontrar e são muito boas.

Encontrei a Leuvense Tripel em um bar aqui em Leuven que tem no cardápio 100 cervejas (estou atrasado com a degustação… :P). O site http://www.leuvensetripel.be/ deveria funcionar, mas nada feito… Talvez eles estejam muito ocupados produzindo (ou consumindo) a cerveja….

Já a Delftsche Historische Bieren experimentei em um restaurante de Delft (eu sei, a Fernanda ainda tem que escrever sobre esta viagem :P). Perguntei para a garçonete que nos atendia que cerveja eles tinham; começou a lista de cervejas desinteressantes: Heineken, Stella, blabla. “Nenhuma local?”, perguntei. Parecendo um pouco surpresa, ela responde: “Sim, uma tripel tradicional aqui em Delft”. Ela já pareceu contente quando eu disse que queria experimentar a cerveja da cidade, mas pareceu ainda mais feliz quando pedi a segunda :D. Se quiser treinar seu holandês, vá para o site deles: http://www.bierhistoriedelft.nl/

Mas agora indo ao que interessa, as duas são bastante semelhantes: claras mas com uma coloração forte, encorpadas, saborosas e fortes. O aroma também é bem típico das tripel (até hoje nenhuma me deixou na mão). A de Delft era tão boa que até me deu vontade de procurar umas garrafas para trazer de trem para Leuven :).

É isto, caso se depare com uma garrafa de cerveja belga ou holandesa escrita “Tripel”, pode comprar sem medo de se arrepender!

O terceiro (e último) dia em Amsterdam :-(

Mais um belo café da manhã e nessa manhã não chovia 😉

Caminhamos em direção à estação central (já tirando um monte de fotos), pois íamos fazer um tour de graça. Na verdade não tem um preço definido. Você faz o tour de aproximadamente três horas e no final você paga o quanto você quer, pode ou julga valer. A empresa é a New Europe Tours e opera em outras cidades na Europa. Valeu muito à pena.

Acabamos escolhendo o guia que falava espanhol, já que o grupo era bem menor que os outros grupos com guia que falava inglês. Ele é bem divertido, o que deixou o passeio ainda mais interessante. Conhecemos os principais pontos no centro e suas histórias. As três principais entradas da cidade, a casa com a maior fachada e a casa com a menor fachada (simplesmente 1,8m de fachada), mas ela é bem bonitinha. Conhecemos a rua dos “judeus”, o bairro da Luz Vermelha, por lá fotos são proibidas, já que as mulheres ficam literalmente expostas em vitrines, e dizem que guardam garrafas com seu xixi caso alguém tire uma foto delas… então muito cuidado. Só pode olhar! Passamos pelas igrejas, a nova e a velha, e ainda tem uma bem no centro do bairro da Luz Vermelha. Passamos em frente à um dos coffeeshops mais famosos da cidade, onde o Brad Pitt, George Clooney, Robbie Coltrane e Matt Damon gravaram Doze homens e Outro Segredo. O cheiro de maconha você já sente desde a esquina. Fomos à casa da Anne Frank e terminamos nossa caminhada na beira de um canal, onde construíram três grandes triângulos no chão em referência à Anne Frank, aos homossexuais e aos judeus, já que esses são os símbolos históricos que representam, ou que fomentaram, a tolerância e o senso de liberdade nessa cidade.

Essa era a fachada da oficina do pai de Anne Frank.

anne_frank

Porta de entrada para o Begijnhof e ao lado as nove casas que dão fundo à praça, mas apenas uma porta! O Begijnhof é uma “vila” onde mulheres, que não fizeram voto, moram apenas para orar. Tem um em Brugge e em Leuven, mas no de Amsterdam atualmente só moram senhoras viúvas ou solteiras. Existe uma fila enorme de espera e pagasse-se muito para poder morar lá. É um lugar que inspira tranqüilidade.

Ah! Mais uma curiosidade: reparem que as casas são inclinadas para frente. Elas não estão entortando, não. Elas foram construídas propositalmente assim, pois como as escalas internas são muito íngremes e estreitas, móveis grandes eram içados por fora e, em a fachada sendo inclinada, não corriam o risco de raspar os móveis na fachada conforme os subiam. Dá para imaginar?begijnhof1

A única casa de madeira que ainda existe em Amsterdam é essa que fica no Begijnhof. Ao lado o Dú no pátio interno.begijnhof2

Outras perspectivas do pátio interno do Begijnhof.

begijnhof3

As casas pagavam imposto de acordo com o tamanho da sua fachada. Essa era a casa de maior fachada (a mais escura, atrás da árvore ;-)).maior_fachada

E essa a casa de menor fachada (pintada de vermelho… apenas 1,8m de fachada. Dá para imaginar. E ele disse que nessa casa vivem um casal com uma filha, o cachorro e as três bicicletas… ahahahmenor_fachada

Depois tomamos uma cerveja no Café de Prins, um dos bares tradicionais segundo o guia, mas mais uma vez não tivemos sucesso com as cervejas holandesas… as melhores cervejas servidas nessa terra ainda são as belgas 😉

cafe_de_prins

Voltamos ao bairro da Luz Vermelha, pois eu queria tirar foto de uma obra de arte de autor desconhecido que fica no chão. Segundo a história ela foi encontrada um dia e a retiraram de lá, depois de algum tempo, julgaram que não havia problema e voltaram com a obra para a rua. 😉 O guia sempre repetia: “Aqui nessa cidade, tudo se aproveita.” 😉

red_lights

Outra curiosidade: os coffeeshops surgiram em uma época em que Amsterdam tinha mais que 20.000 viciados em heroína, o que os levou a pensar em uma forma de diferenciar as drogas leves das pesadas, resultando assim em uma tolerância maior às drogas leves. Mas as coisas têm mudado. De 600 coffeeshops, hoje existem apenas 200 e todo o cuidado é pouco atualmente. A polícia está muito mais atenta e restritiva. Qualquer apologia à “maconha” é proibida, por isso o nome de coffeeshop.

Visitar Amsterdam e não conhecer um coffeeshop me parece quase impossível, então convenci o Dú! Voltamos ao Dampkring e… entramos! Às 12h00, quando passamos por lá com o guia vimos um senhor de cabelos e barba compridos e grisalhos e ao voltar, às 16h30 aproximadamente, ele permanecia por lá! 😉

Entramos e nos sentamos no balcão. Demos uma olhada no cardápio, queríamos só beber uma cerveja e iríamos embora, mas aí só vimos café, suco e refrigerante. Olhamos ao redor e todos bebiam café, suco e refrigerante. Olhamos no fundo e tinha outro balcão com várias gavetinhas com “ervas”. Perguntamos para a atendente se não tinha cerveja e a resposta foi: “Só é permitida a venda de uma droga por porta. Aqui não vendemos álcool.” Ah! Por isso o nome coffeeshop! heheheh

dampkring

Pedimos cada um um capuccino e logo depois chegaram os colegas do Dú, o indiano e o esloveno. Não sei se eles se surpreenderam mais em nos ver lá, ou se eles se sentiram surpreendidos por nós os vermos lá… hahaha

O ambiente é bem legal, descontraído, cada um fica na sua e ninguém invade o espaço de ninguém, mas realmente o cheiro, ou a “marola”, é bem forte. Quando acabamos nossos capuccinos fomos embora para evitar qualquer “reação” e para deixar os meninos à vontade, vai saber. eheheh. Valeu a experiência!

anoitecendoFotos durante o anoitecer, enquanto voltávamos para o Hotel.

À noite fomos jantar em um restaurante indonésio (achamos a referência no blog Amsterdamned, blog de uma australiana que vive em Amsterdam. Definitivamente essa é a melhor forma de planejar as viagens: pesquisar em blogs!) e os dois colegas do Dú foram conosco. Um restaurante agradabilíssimo, ótimo atendimento, a comida é divinal, definitivamente o melhor restaurante que comemos em Amsterdam. Recomendamos de olhos fechados. O restaurante é Kantjil & de Tijger. Comemos um Rames, um prato que vem com pequenas porções de diversos pratos típicos. Maravilhoso!

rames

Depois fomos conhecer um bar, que não está no roteiro turístico, mas descobrimos a dica em outro blog. O Ducs Amsterdam é um blog de um brasileiro que vive com sua esposa em Amsterdam, também tem várias dicas, sobre o que fazer, onde comer e onde beber boas cervejas holandesas… fomos conferir.

O bar é o t’Arendsnest. Um ambiente delicioso, pequeno e cheio de coisas nas paredes, bem poluído e super legal. O cardápio é enorme só com cervejas holandesas. São mais de 30 cervejas na pressão e mais de 100 cervejas na garrafa. É uma infinidade. Experimentamos duas diferentes, uma foi a La Trappe, única trapista holandesa, as outras 6 são belgas, e a outra foi uma Stout (como a Guinnes), muito boas as duas, mas quem vai comentar sobre elas de verdade é o Dú ;-).

t'Arendsnest1

Definitivamente devíamos ter conhecido essa bar na primeira noite, assim teríamos mais tempo para experimentar mais variedade de cervejas ;-). Fica para a próxima visita à Amsterdam.

no_tramNós no Tram voltando para o Hotel.

É isso aí pessoal. Esses foram os nosso três dias em Amsterdam. Deliciosos por sinal. Uma viagem que recomendo e, havendo a oportunidade, repetiremos!

Amanhã voltamos à Leuven!

O segundo dia em Amsterdam

Tivemos mais um café da manhã gostoso e reforçado para dar pique às nossas andanças. 😉

Hoje além do frio também tivemos a companhia da chuva. No começo do dia estava fraca, não atrapalhou nossa ida ao Van Gogh Museum… ai que emoção!

Chegamos logo que abriu e já estava uma fila enorme. Mas não demorou muito e logo pudemos entrar… Me deu um aperto no coração que eu não sei explicar.

Meu Deus, o museu é a coisa mais impressionante. Aliás a arte de Van Gogh é impressionante. Esse é o museu que reúne o maior número de obras, nessa exposição (até 03 de Janeiro de 2010) são mais de 300 trabalhos entre pinturas, desenhos/rascunhos, cartas e cartas com os rascunhos de suas obras. É mágico perceber a sensibilidade de um artista e o cuidado que tinha com aquilo que planejava pintar.

Por vezes achamos que os grandes artistas simplesmente receberam um dom divino e que sentam em frente à uma tela e pronto a pintura deslumbrantemente é feita…. como um passe de mágica. Nessa exposição foi possível acompanhar o processo de criação de Van Gogh. Ele estudava as cores, escrevia ao irmão sobre seus pensamentos e intenções, fazia pequenos desenhos na carta demonstrando o que pensava fazer…

Além de todo esse cuidado, o que mais me emocionou, e emocionou de verdade (por vezes fiquei com os olhos cheios de lágrima), é a intensidade de sua obra: as cores, os contornos, as pinceladas grossas, as feições, sua letra nas cartas… foi muita emoção.

O ápice foi quando cheguei aos Girassóis. É lindo, intenso, marcante, genuíno, triste e puro (ao me lembrar desse momento para escrever esse post fico com os olhos marejados… Que delícia descobrir que algumas coisas são ainda mais importantes em nossas vidas do que imaginávamos que fossem).

Depois de algumas horas percorrendo o museu, chegamos à loja. Escolhemos a réplica da obra  Still life with quinces and lemons de 1887 (a que Van Gogh pintou para estudar as cores amarelo e ocre antes de pintar os Girassóis) e uma montagem com algumas de suas cartas.

Stilleven met kweeperen en citroenen

Para a minha surpresa o Dú não tinha visto duas de suas obras e… tivemos que voltar. O melhor é que a sessão que ele não viu estava bem pertinho dos Girassóis, conclusão: plantei novamente na frente e fiquei lá flutuando por mais alguns minutos 😉

van_gogh_museum

Tomamos um lanche na lojinha do museu mesmo e quando saímos começou uma chuva ainda mais forte. Mudamos de idéia e fomos para a fila do Rijksmuseum Museum… para fugir da chuva. É um museu enorme e todo mundo fala dele, mas não é muito o nosso estilo favorito de arte, então não curtimos muito.

rijksmuseum

O que valeu foi ver a tela The Night Watch de Rembrandt. Datada de 1642, Rembrandt levou um ano para concluir a obra de 363 x 437 cm… ela é realmente enorme. O triste da história é saber que em 1715 quando removeram a obra de lugar cortaram-na para que ela coubesse no novo lugar, dessa forma, duas pessoas foram cortadas! Rembrandt deve ter se revirado no caixão. 😦

the_night_watch

E a chuva? Só aumentava lá fora. Ficamos um tempão conversando em um dos bancos do museu para passar o tempo e ver se a chuva diminuia. Que nada. Tomamos coragem e corremos para achar um café, bar, restaurante, o que fosse. Na mesma rua achamos um Ristorant Italiano interessante. No cardápio só cortes argentinos de carne, de entrada empanadas, achamos estranho, mas tudo bem! heheh

Depois de um tempo três colegas da turma do Dú apareceram, um indiano, um macedônio e um esloveno. Rimos muito com eles. Depois fomos à uma casa que tocava Salsa. E não é que o povo dança mesmo. Foi divertido descobrir que quem dava aula eram brasileiros, no folder divulgavam até Samba de Gafieira. Pena que não tocou! 😉

Que dia longo. Amei. Ainda fecho os olhos e vejo as telas de Van Gogh…

O primeiro dia em Amsterdam

Acordamos cedo, tomamos um bom banho, um ótimo café-da-manhã com direito a dois ovos cozidos com a gema mole (comi o meu e o do Dú ^-^) e claro Gouda, yummy.

De 5 de Setembro a 31 de Outubro estava acontecendo o Elephant Parade – Amsterdam 2009, em que centenas de elefantes bebês pintados por artistas de todo o mundo estavam expostos pela cidade com o intuito de, não apenas chamar a atenção para a situação dos elefantes asiáticos que sofrem de quase extinção, como também de arrecadar fundos para a instituição:

It is Elephant Parade’s mission to become one of the world’s largest financial support organizations for elephants. At the same time Elephant Parade events will attract worldwide attention as well as much needed public awareness and support for the cause of elephant preservation: Elephant Parade elephants will not go unnoticed by the wider public!

Como tínhamos apenas um dia, identificamos no nosso mapa todos os pontos onde haviam elefantes bebês e procuramos por eles no decorrer da nossa andança por Amsterdam.

elephant1

O dia estava frio, mas pudemos aproveitar muito. Caminhamos no sentido do Vondelpark, um parque criado em 1864 lindíssimo. Ele é enorme, super bem cuidado e o outono é realmente uma estação especial. As folhas amarelas-alaranjadas dão um charme ainda maior ao parque e à cidade.

Vondelpark

Depois caminhamos no sentido do Museumplein, a praça onde estão o Van Gogh, o Rijksmuseum e o Stedelijk Museums e a famosa frase, onde todos tiram foto, I amsterdam.

I_amsterdam

Caminhamos mais um pouco e infelizmente presenciamos um acidente… Pois é, como dissemos antes, aqui é cada um por si, uma moto estava passando, em velocidade, na faixa de bicicletas e um taxi estava parado invadindo um pouco a faixa de bicicletas, na hora que o motoqueiro passou pelo taxi o passageiro abriu a porta do carro e só vimos o rapaz e a moto escorregando pela calçada derrubando as outras motos e bicicletas que estavam ali estacionadas. Que sensação horrível! Mas pudera… todos foram bem imprudente, o motoqueiro, o taxista e o passageiro… 😦

Depois de muitas fotos e muitos elefantinhos subimos a Leidsestraat, é uma rua bem comercial de Amsterdam. Tem tudo quanto é loja de tudo quanto é coisa. Além das lojas, tem muito pedestre, bicicleta, moto, carro e tram… tudo junto no mesmo lugar. É muito divertido ver essa dinâmica maluca!

Leidsestraat

Por ali fizemos um lanchinho rápido e barato e fomos em busca de mais elefantinhos… caminhamos no sentido do Begijnhof , que é um pouco para o centro. Passamos por uma feira de flores. Que delícia! As tulipas são as mais conhecidas, mas tem cada flor tão linda. Além das flores também tem muita semente e bulbo, mas é muito mesmo. Até a semente da maconha tem lá para vender. hehehe

feira_flores

Como já estava bem frio paramos para tomar uma cerveja (o Dú) e um capuccino (eu). Logo depois estávamos com o mapa aberto em um dos canais tentando nos localizar para voltarmos para o hotel quando um mendigo parou e apontou no mapa exatamente onde estávamos e nos explicou, com um inglês irritantemente invejável que caminho deveríamos pegar, que por sinal seria o mais charmoso… é a vida!!!

noite

Fizemos um pit stop em um supermercado (adoro explorar supermercados em viagens e ver o que tem de diferente) e encontramos mais dois brasileiros por lá! Compramos uns chocolates e uma cerveja… o único problema é que não temos frigobar no quarto, mas depois eu conto o que fizemos!

À noite caminhamos mais um pouco pela parte mais movimentada e decidimos comer no Royal Thai, um restaurante tailandês bem simpático, mas a comida só era apimentada, nada de mais… esse ficou devendo.

royal_thai

Na hora de dormir trocamos de cama, o meu colchão era visivelmente menos pior que o do Dú… Quem sabe assim ele não dorme melhor! 😉

Ah!… e amanhã… tem Van Gogh Museum! EBA!!!!

A caminho de Amsterdam

Holanda tem um significado triplamente especial para mim:

1. Sempre ouvi muitas histórias contadas pelo meu sogro. Ele trabalhou em uma indústria holandesa e por muitos anos viajou por aquelas terras. Suas histórias são sempre muito ricas e cheias de emoção, o que dá um gosto ainda mais especial à sua narrativa.

2. Minha mãe, apesar de nunca ter visitado, tem uma fascinação incrível pela Holanda, as tulipas, os canais, o leite e etc. Cresci ouvindo que conhecer a Holanda era um sonho seu.

3. E Van Gogh. Sobre ele já contei um pouco no post Girassóis.

Pois bem. O Dú teve uma folguinha de alguns dias e planejamos nossa viagem para Amsterdam, Holanda. E o dia chegou… delícia!

Na sexta, 30 de outubro, acordamos preparamos nossa mala e fomos para a estação de trem arrastando nossa mala por 1,5 Km pelas ruas de Leuven… Pensaram que a saga das malas tinha terminado, não é? 😉

O trem saia às 11h48, chegamos uns 15 minutos antes e na fila para comprar os bilhetes só tinham três pessoas na nossa frente. Beleza! Beleza nada! O senhor que estava no caixa quando chegamos deve ter algum problema, ficou lá um tempão, empacado. Quando faltavam 4 minutos para o trem partir ele se resolveu. Os outros três foram rápidos e com 1 minuto corremos para a plataforma.

Podíamos ir por baixo, pelas escadas rolantes ou por cima, pelo elevador. Fomos por cima e quando chegamos à plataforma que deveríamos descer o elevador estava inoperante, pode?

Olhamos lá de cima o trem paradinho na estação, bateu o desespero. Descemos na plataforma seguinte, descemos pelas escalas, corremos pelo corredor e subimos na nossa plataforma, quando subimos o último degrau… o trem partiu! Vocês tinham que ver a cara do Dú, carregando a mala…. Mais uma para a saga das malas… hahah

Amsterdam 003Logo ele foi para o mural estudar os roteiros dos trens para não termos que ficar 1 hora ali morgando. Então 20 minutos depois pegamos o trem para Mechelen… Chegando lá, outra estudadinha nos roteiros dos trens, corremos para trocar de plataforma e pegamos o trem para Antuérpia. Chegamos em Antuérpia, ufa! Tínhamos uns 30 minutos até o nosso trem sair rumo à Amsterdam e aproveitamos para explorar a estação. Ela é LINDA!

Com toda essa mudança de trens ao invés de ficarmos parados esperando por uma hora, passando um super frio, ainda íamos ganhar uns trinta minutos no final das contas, mas…. logo que o trem de Antuérpia saiu, andamos uns 15 minutos e ficamos parados, por problemas técnicos, quase 1h30… Foi uma diversão ficar parados no trem ouvindo o Dú bufar. 😉

Pelo menos tínhamos nossos lanchinhos, água e ameixa para nos distrair… quando for viajar pela Europa, sempre tenha os seus lanchinhos, tudo no trem é muito caro e todo mundo faz isso!

Por volta das 18h30 finalmente chegamos à Amsterdam. Aí era só pegar o Tram (um bonde mega legal que circula toda a cidade) e nos esparramar no hotel. Na saída da estação já vimos os Trams e a muvuca de pessoas e bicicletas… começamos a sentir o clima da cidade. Em menos de 15 minutos chegamos ao hotel, ufa!

Amsterdam 027O hotel que ficamos foi o Nicolaas Witsen. Um hotel simples, mas simpático. Quarto e banheiro pequenos, mas limpinhos. Não tão perto do centro, mas o que também é uma vantagem, em função do barulho. Com um preço bem bom. O único problema era o colchão, meu Deus! Como eu sou pequena e, conseqüentemente, mais leve acabo não sofrendo tanto com colchões muito moles, mas o Dú…

Nos trocamos e fomos procurar um restaurante para jantar! Fomos para Leidseplein onde tem uma super concentração de restaurantes, bares e clubs. Já no caminho pudemos perceber a zona nas ruas, cada um por si. A escala de prioridade lá é Tram, carro, bicicleta e bem por último os pedestres. A maior muvuca. Você tem que ficar muito atento para não ser atropelado. Ninguém pára para pedestre, não! 😉

Como era época de Halloween, na frente dos clubs se via de tudo, tudo mesmo… Sentimos mais um pouco do clima da cidade.

Depois de percorrer quase todos os restaurantes escolhemos o Sherpa, um nepalês/tibetano e foi uma escolha bem acertada. Um restaurante pequeno e bem típico, decoração, música e garçons. Tudo muito gosto e não muito caro!

Voltamos para o hotel e fomos dormir, afinal tínhamos que estar bem dispostos na manhã seguinte para explorarmos Amsterdam, mas… no meio da noite acordo com o Dú se mexendo e caio na besteira de perguntar: “O que foi?”, e como já era de se esperar, ele meio dormindo resmunga: “Está tudo errado! Esse colchão é uma droga, o travesseiro é grande, eu estou com calor. Está tudo errado!”“Tá bom, Dú. Volta a dormir.” hahahaha