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Um passeio por Lille

No final de Agosto a Vlerick organizou um evento chamado Coming Back Days. A ideia era trazer os alunos internacionais da escola de volta a Leuven para algumas palestras, discussão sobre como desenvolver o alumni e network. Foi ótimo do ponto de vista acadêmico mas também uma ótima oportunidade de rever alguns amigos. E ainda aproveitamos a companhia do Raed e da Shereen em um day trip muito gostoso para Lille, logo depois de cruzar a fronteira da Bélgica com a França (galeria de fotos neste post).

Lille não é uma cidade pequena, mas seu centro não é tão grande e pode ser facilmente visitado a pé em um dia. Começamos por Vieux Lille, a parte mais antiga do centro, mas não a mais interessante (na verdade uma pequena praça com prédios bem antigos e preservados – mas repleta de carros estacionados no centro). De lá seguimos pela Rue de la Monnaie e aí sim você pode ver como a cidade é simpática: várias lojas, cafés e restaurantes; um monte de gente por todos os lados (era um sábado ensolarado, então todo mundo estava na rua!) e arquitetura muito bonita e preservada.

Preste atenção nas ruazinhas que o levarão até a catedral Notre Dame de la Treille, uma das mais interessantes que já visitamos pois, além de ter várias obras de arte no interior, teve a fachada da entrada substituída por uma fachada moderna. A entrada lateral, porém, ainda é a original e é interessante ver o contraste das duas na mesma catedral.

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Continuando pelas ruazinhas empilhadas de lojas e gente, a torre da câmara de comércio o ajudará a chegar até a Grand Place (na verdade, praça do general de Gaulle). Esta é totalmente diferente da de Bruxelas: muito maior e mais aberta, com muitas mesas mas também com uma “rua” bem no meio, onde passam carros, motos e ônibus.

É também ali uma das coisas mais legais de ver: uma feira de livros, discos, postais e outras antiguidades bem no meio do antigo prédio da bolsa. Li em algum lugar que ela só funciona aos sábados, então tivemos a sorte de estar lá no dia certo!

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Depois decidimos ir até a citadela, uma construção defensiva dentro de uma ilha que hoje também abriga um parque. O lugar é bonito mas não recomendo se tiver apenas um dia para ver a cidade, porque fica um pouco mais afastada e não é aberta ao público, pois aparentemente um regimento militar ainda está baseado lá.

Para terminar, nossa dica gastronômica: Le Repaire du Lion (6 Place du Lion d’Or). Esta creperia não é apenas bonita e agradável: todos os crepes estavam muito bons, o preço era camarada e as garçonetes simpáticas. Uma combinação incomum na França.

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Lille – França

Day trip com o Raed e a Shereen para Lille, na França.  

O que e onde comemos em Paris

Acabo de chegar da minha hilariante aula de inglês, estou com fome, mas sozinha (o Dú já começou o projeto na Mastercard ;-), e agora não tenho mais companhia para o almoço 😦 ). Anyway, sentei aqui para escrever sobre o que e onde comemos em Paris… Parece promissor. Vamos ver!

A primeira coisa interessante foi que não tínhamos café da manhã incluso no hotel e como era caro, como tudo em Paris, resolvemos tomar café da manhã nos cafés parisienses; além de mais charmoso, poderíamos encontrar algum mais em conta, o que na verdade não aconteceu. Um café da manhã em Paris, com croissant, uma bebida quente e um suco de laranja, fica em média 7,50 euros por pessoa.

No primeiro dia fizemos um passeio bem relax. O Dú e Yanan tinham acabado de voltar da China e decidimos curtir o dia que estava super quentinho para caminhar e relaxar! Pelas ruazinhas menos comerciais, no caminho da Sacré Coeur, paramos em uma loja Italiana deliciosa. Compramos queijinhos e salame com trufa, divino. Depois os meninos compraram uma baguete e quando estávamos com fome, simplesmente fizemos uma boquinha no banco da praça na Sacré Coeur, olhando de longe a Torre Eiffel. Que chato.

Yanan preparando o nosso lanchinho!

No jantar, depois de uma longa caminhada e já famintos, fomos ao Ma Bourgogne, uma das indicações que achei no site do David Lebovitz. Um restaurante bem avaliado, tipicamente francês, mas não dos mais frescos ou refinados e com um preço até que não exagerado. O Dú comeu um Steak Tartare divino, a Yanan costeleta de cordeiro grelhada e o Thomas e eu salsichão na batata ao molho Beaujolais. De sobremesa… Crème brûlée! 😛

No segundo dia almoçamos um típico lanche na baguete, pois estávamos no meio do nosso walking tour. O mais interessante é que a guia fez o break bem em frente a uma Starbucks. Em Paris comer em uma típica cafeteria americana? Não dá, né!?… Fomos à lanchonete do lado e comemos duas baguetes bem gostosas.

Ah! Essa é uma dica super legal: o walking tour. Descobrimos a New Europe Tours em Amsterdam (clique aqui para ver o post sobre o walking tour em Amsterdam). E como foi super legal, sempre que viajamos vemos se eles também oferecem esse serviço na cidade que estamos visitando. Para nossa sorte eles também atuam em Paris e lá fomos nós. O guia é super capacitado e dá uma visão bem legal sobre a cidade, fatos históricos e coisinhas interessantes que você sozinho nunca observaria! 😀

Jantamos no Doïna, um restaurante romeno, super típico… Ambientação, música e o pessoal que nos atendeu. Duas mulheres muuuuito simpáticas. Romenas é claro! Não tínhamos referência, apenas passamos em frente, checamos o cardápio (conteúdo e $$$) e arriscamos. Estávamos com sorte. Comidinha simples, mas muito bem preparada.

No terceiro dia estávamos passeando pelas bandas do Pantheon e resolvemos arriscar novamente. Dessa vez foi um tailandês. Royal Thaï, um restaurante bem simpático e mais sofisticado. O Dú comeu um camarão com vegetais no molho vermelho e levemente apimentado e eu frutos do mar no abacaxi. Estava muito bom, mas o povo lá, como aqui na Bélgica, não está nem um pouco interessado em atender bem, nível de serviço lá no pé, sabe como é? Como já eram 14h30 fomos quase expulsos… Isso lá é hora de almoçar????

Como ninguém é de ferro, ao passarmos por uma dessas boutiques de doces, a Fauchon Paris, entramos e escolhemos dois lindos doces acompanhados de dois macarons. Não dava para vir para Paris e não experimentar os famosos macarons.

Mas tenho que dizer, e essa também é a opinião do Dú que é louco por doce, esses doces são muito mais bonitos do que gostosos… Esses franceses sabem mesmo é fazer propaganda.

Nesse dia andamos sem parar e estávamos voltando para o hotel já às 20h00, então decidimos parar em algum lugar para comer, pois se voltássemos para o hotel não teríamos forças para sair novamente.

Passamos em outro restaurante indicado no site do David Lebovitz, o Chez Michel, mas esse era beeem salgado. Não deu para encarar. Pegamos o caminho do hotel e paramos em um Italiano, o La Villa Andrea. O Dú comeu uma pizza e eu um carpaccio, lindo de  tão gostoso! 😀 E para arrematar, já que estávamos em um Italiano, um tiramisù… Mas esse deixou à desejar!

Agora os pontos altos gastronômicos. Mas antes o ponto alto da má-educação. Tínhamos duas opções de restaurantes para almoçar (todos indicados pelo David Lebovitz). Um deles era o Au Gout Dujour, indicado como Favorite Good-Value Restaurant. Depois de uma boa caminhada chegamos ao restaurante. Faltava pouco para 14h00 quando chegamos. Entramos e em francês pedimos uma mesa para dois. A “simpática” no caixa, sem direcionar o seu olhar para nós em nenhum momento, olhou o relógio, disse C’est fini e simplesmente voltou a fazer o que de tão importante ela fazia antes que dois inoportunos como nós a interrompesse. Com cara de tacho saímos do restaurante e aqui estou eu afirmando que em lugar como esse não ponho mais meus pés! Mas como tudo tem uma razão de ser… Fomos em direção ao outro restaurante. Depois de caminharmos mais 1 km, chegamos ao La Véraison. Esse estava avaliado como Favorite Neighborhood Restaurant. Não poderia ter descrição melhor! Ao chegarmos, pouco antes das 14h30 e com medo de um novo não, perguntamos se eles ainda estavam atendendo e gentilmente o rapaz pediu para que nos sentássemos. Claramente eles já estavam encerrando! Mas o bom atendimento só tinha começado. A garçonete nos apresentou o menú e se dispôs a nos ajudar caso fosse necessário, com um dos melhores ingleses que ouvimos por lá. Comemos sardinha grelhada como entrada (perfeita!), um belo e saboroso Steak Tartare e finalizamos com um fabuloso Caramel Crème Brûlée. E ainda na saída nos desejaram uma boa estada em Paris. Dá para esperar mais simpatia?

Mas a simpatia e a farra gastronômica não terminaram por aí. No jantar fomos ao A la Biche au Bois. Um restaurante pequeno, como o do almoço, mas muito aconchegante. Fomos atendidos pelo rapaz que parece ser o dono. Super atencioso. Nos explicou a sugestão do dia e fomos nela. De entrada uma massa folhada ao molho de queijo e bacon sobre uma saladinha verde. Que entrada! Como prato principal um belo bife grelhado no molho de cebola. Nossa, já estávamos mais do que satisfeitos. Depois os queijos… Sem descrição! Dá uma olhada na foto para você ter uma idéia do que eu estou falando. E para encerrar nossa última noite em Paris, o melhor e mais leve Crème Brûlée de nossas vidas, mas esse foi compartilhado. Ui, saímos quase rolando!

Conforme os pratos iam chegando eu ia fotografando… Registrando nossos pecados!!! O pessoal do restaurante, o dono e outros dois garçons, prestavam um atendimento especial, muito leve e descontraído, muito diferente do padrão parisiense. Em uma das fotos os dois garçons quiseram aparecer, e não é que ficou bem legal! Só ajustei o zoom e voilà!

Na saída os três fizeram festinha em nossa mesa. Arriscaram uma dancinha quando dissemos que éramos brasileiros e o dono ainda arriscou algumas palavras em português. 😀 Ufa! Nem todo parisiense é mala!

Ah! Mais um detalhe: os malas, quer dizer, os parisienses adoram uma reserva. 🙂 Querem saber quantas pessoas vão receber para poder se programar, não para atender melhor, deve ser para trabalhar menos! De qualquer forma, se você não quiser ficar na mão é melhor fazer uma reserva! Especialmente no A la Biche au Bois. Fomos durante a semana e se não tivéssemos reserva ficaríamos lá fora esperando sabe-se lá por quanto tempo!

Paris 26 Gigapixels

Não resisti. Tive que postar aqui um site super interessante que o Dú achou recebeu do querido Rodinei!

É muito curioso ver essa foto, especialmente agora que acabamos de visitar Paris. E para aqueles que ainda não conhecem, não deixa de ser interessante já que essa é exatamente a vista e dimensão da Cidade Luz!

E a música? Ah! Do filme Le fabuleux destin d’Amélie Poulain e do nosso casamento (by Yann Tiersen )… Linda!!!!

Aproveitem a viagem!

A foto foi feita com uma Canon 5D Mark II e uma lente de 400 mm. No total, foram usadas 1665 fotos de 21,4 MP, gravadas com a ajuda de um robô ao longo de 172 minutos. O resultado foram 102 GB de dados que foram, depois, convertidos numa foto panorâmica com a ajuda de um computador com 48 GB de RAM e 16 processadores. 94 horas depois, estava criada a maior foto digital do mundo, com uma resolução de 297.500 x 87.500 pixels (26 gigapixels).

Clique aqui para abrir o site:

Ao abrir o site, clique nos ícones à esquerda e utilize as 4 setas para ver com a “tela cheia”!!!

A foto foi feita com uma Canon 5D Mark II e uma lente de 400 mm. No total, foram usadas 1665 fotos de 21,4 MP, gravadas com a ajuda de um robô ao longo de 172 minutos. O resultado foram 102 GB de dados que foram, depois, convertidos numa foto panorâmica com a ajuda de um computador com 48 GB de RAM e 16 processadores. 94 horas depois, estava criada a maior foto digital do mundo, com uma resolução de 297.500 x 87.500 pixels (26 gigapixels).
Clique no link:

http://www.paris-26-gigapixels.com/index-en.html

Ao abrir o site, clique nos ícones à esquerda e utilize as 4 setas para ver com a “tela cheia”!!!

La vie est fabuleuse

Logo no primeiro passeio despretensioso pelas ruas de Paris uma simples, linda e reconfortante agradável surpresa.

Paramos em uma dessas lojinhas de brinquedos e bem na porta estavam expostas essas lindas caixinhas de música. Enquanto eu me perdia na variedade de brinquedos dentro da loja, o Dú me chama e me mostra uma caixinha em especial. A caixinha com a valsa que dançamos no nosso casamento, La Valse D’Amelie, de Yann Tiersen.

Bateu uma emoção tão, mas tão gostosa que na hora me vieram à mente as lembranças do nosso casamento. Que momento mágico!

A vida é perfeita! E sempre que precisamos, de forma muito sutil, nos apresenta os melhores motivos para vivê-la intensamente.

Só louco não dança com seu amor onde e quando sente vontade! 😀

Photos by Gabi Butcher. Obrigada Gabi por esses registros tão especiais e únicos!

Finalmente, o post sobre Paris!

Há dias ensaio escrever o(s) post(s) sobre nossa viagem à Paris e ainda não tenho claro como fazê-lo… Depois de todo esse tempo, acabo por concluir que o negócio é sair escrevendo e vamos ver no que vai dar!

Acabo de fechar nossa “contabilidade” e comparei os custos das viagens que fizemos à Itália e essa à Paris. Ao fazer essa comparação, a impressão que tínhamos se confirmou. Paris é 15% mais cara. Mas quando paramos para pensar sobre o que compõe os gastos das duas viagens, fica ainda mais evidente como Paris é muito mais cara.

Comemos muito mais na Itália, me refiro à quantidade e qualidade. Gastamos muito mais em transporte, já que fomos e voltamos de avião e ainda viajamos de trem entre as cidades que conhecemos. Tomamos vinho, invariavelmente em todas as refeições e sempre fizemos refeições, não comemos apenas lanche, como fizemos algumas vezes em Paris. Visitamos mais museus. E nos hospedamos em hotéis de qualidade superior ao de Paris…

Tudo isso não quer dizer que não vale a pena viajar para Paris. Pelo contrário. Paris é um marco mundial e a Torre Eiffel, de dia e de noite, de baixo e lá em cima, é linda e emocionante. Mas o sentimento que ficou para mim é que a propaganda é muito maior que o próprio valor agregado da cidade.

Já no primeiro dia de passeio, a sujeira e o cheio (muito forte) de xixi pela cidade é evidente. As linhas de metro são ótimas, você vai à qualquer lugar de metro, mas a conservação, limpeza e segurança ficam muito à desejar. Como turistas, mesmo arranhando o francês, você não tem valor nenhum para a maioria dos franceses. Ou melhor, para não generalizar, para os parisienses, talvez em outras cidade da França o negócio seja bem diferente. E o mais curioso é que Paris é uma cidade que vive ou sobrevive fortemente do turismo e ainda assim “eles” nos tratam com tamanha soberba! Mas nem tudo está perdido, em dois restaurantes fomos suuuper bem atendidos. Depois comento sobre eles. Clique aqui para ler o post sobre onde e o que comemos em Paris.

Outro aspecto marcante é a simetria. Os parques são simétricos, as árvores e arbustos são absurdamente simétricos, as ruas também o são, a apresentação dos pratos também… Comentário do Dú: “Esse negócio é até boring!” E no fim, é mesmo!

E aí vão algumas fotos (clique nas fotos para aumentá-las):

Igreja bem enfrente ao café parisiense onde tomamos nosso primeiro café da manhã… por “apenas”  €7,50! E Yanan e eu de modelo com um carro antigo bem fofo. 😛

Sacré Coeur linda! Mas cheio de ambulante e muito, muito cheiro de xixi. 😦 Notre Dame, deslumbrante por dentro e por fora. E o jardim lateral da Notre Dame.

Às margens do Sena muita gente fica sentada tomando e beliscando alguma coisa e curtindo o Sol do início da primavera. Uma delícia!

Musée du Louvre, inspira arte mesmo que só por fora. Esculturas de Rodin no jardim do Musée Rodin.

As flores, em jardins ou nas árvores, estão por toda parte. Arc de Triomphe, mesmo em reforma, é monumental.

Tour Eiffel… Sem palavras!

Jardin du Luxembourg e uma amostra da fissura parisiense pela simetria.

Pantheon, inspirado no de Roma, mas sem comparação! Musée  de l’Armée e mais uma amostra da “tal” fissura nos jardins! 🙂

Bate coração

Meu coração estava apertado, apertadinho mesmo. Por dois motivos muito importantes: minha amada mãe e meu amado marido.

Minha mãe havia se submetido à uma cirurgia que deveria ser simples, mas que infelizmente trouxe uma certa complicação e muito desconforto, fazendo com que ela fosse internada. E eu aqui, sabendo que as coisas não estavam lá muito bem, minha irmã sobrecarregada e ainda se esforçando em me dar notícias de forma mais suave, sem me alarmar. Mas o nosso coração é muito mais astuto que as palavras, e claramente eu sabia que as coisas não estavam muito bem.

Meu segundo motivo de apreensão era a distância do meu amado marido. Mesmo sabendo que ele estava bem e vivendo experiências mais que interessantes na China a distância e o vazio no peito que ela traz são muito angustiantes.

De toda forma esses são momentos que me fazem agradecer à Deus, por todas as bençãos em forma de pessoas que recebi e ainda estou recebo em minha vida! E ainda me fazem reconhecer que qualquer dificuldade apresentada, não necessariamente é um problema, pode ser, e na grande maioria das vezes é, uma grande oportunidade para nosso aprendizado, reflexão e etc.

Na volta de China o vôo do Dú chegaria em Paris, dessa forma, combinamos de aproveitar para nos encontramos lá e conhecer a cidade Luz. Tenho que admitir que vontade eu não tinha, mas seria uma boa oportunidade para ele e para mim relaxarmos e aproveitarmos alguns dias em uma rotina e local diferentes.

Na madrugada do sábado me encontrei com o Thomas, marido da Yanan uma colega de turma do Dú, e partimos rumo à Paris. Uma viagem de três horas, bem tranquila e significativa. Nas palavras do Thomas: “Fizemos uma viagem estimulante. Foi tranquila e ainda tivemos o Sol como companhia, que iluminava delicadamente a estrada que nos levaria ao encontro dos nossos amados”. Romântico, não?! 😛

E assim foi. Às 8h30 estávamos no aeroporto de Paris esperando para encontrá-los. Que abraço delicioso e apaziguante! Indescritível a sensação, dessa vez gostosa, do coração apertado e palpitando sensivelmente, a ponto de verdadeiramente sentí-lo pulsando dentro do peito alegre e entusiasmado. 😛

Do aeroporto, passamos no hotel para deixarmos as malas e saímos em busca de um café, porque, afinal de contas merecíamos um café da manhã francês em um café tipicamente francês. 😉

Nos sentamos ao Sol, desfrutamos um café com leite, um belo suco de laranja natural e um croissant invejavelmente delicioso além da doce companhia dos nossos queridos e amados esposo para mim e esposa para o Thomas. 😛

E para encher ainda mais nossos corações de alegria, essa era a paisagem em frente ao café:

Meu coração estava apertado, apertadinho mesmo. Por dois motivos muito importantes: minha amada mãe e meu amado marido.

Minha mãe havia se submetido à uma cirurgia que deveria ser simples, mas que infelizmente trouxe uma certa complicação e muito desconforto, fazendo com que ela fosse interna. E eu aqui, sabendo que as coisas não estavam lá muito bem, minha irmã sobrecarregada e ainda se esforçando em me dar notícias de forma mais suave, sem me alarmar. Mas o nosso coração é muito mais astuto que as palavras, e claramento eu sabia que as coisas não estavam muito bem.

Meu segundo motivo de apreensão era a distância do meu amado marido. Mesmo sabendo que ele estava bem e vivendo experiências mais que interessantes na China a distância e o vazio no peito que ela traz são muito angustiantes.

De toda forma esses são momentos que me fazem agradecer à Deus, por todas as bençãos em forma de pessoas que recebi e ainda estou recebo em minha vida! E ainda me fazem reconhecer que qualquer dificuldade apresentada, não necessariamente é um problema, pode ser, e na grande maioria das vezes é, uma grande oportunidade para nosso aprendizado, reflexão e etc.

Na volta de China o vôo do Dú chegaria em Paris, dessa forma, combinamos de aproveitar para nos encontramos lá e conhecer a cidade Luz. Tenho que admitir que vontade eu não tinha, mas seria uma boa oportunidade para ele e para mim relaxarmos e aproveitarmos alguns dias em uma rotina e local diferentes.

Na madrugada do sábado me encontrei com o Thomas, marido da Yanan uma colega de turma do Dú, e partimos rumo à Paris. Uma viagem de três horas, bem tranquila e significativa. Nas palavras do Thomas: “Fizemos uma viagem estimulante. Foi tranquila e ainda tivemos o Sol como companhia, que iluminada delicadamente a estrada que nos levaria ao encontro dos nossos amados”. Romântico, não?! 😛

E assim foi. Às 8h30 estávamos no aeroporto de Paris esperando para encontrá-los. Que abraço delicioso e apasiguante! Indescritível a sensação, dessa vez gostosa,  do coração apertado e palpitando sensivelmente, a ponto de verdadeiramente sentí-lo pulsando dentro do peito alegre e entusiasmado. 😛

Do aeroporto, passamos no hotel para deixarmos as malas e saímos em busca de um café, porque, afinal de contas merecíamos um café da manhã francês em um café tipicamente francês. 😉

Nos sentamos ao Sol, desfrutamos um café com leite, um belo suco de laranja natural e um croissant invejavelmente delicioso além da doce companhia dos nossos queridos e amados esposo para mim e esposa para o Thomas. 😛