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Em Bruges

Uns finais de semana atrás estivemos novamente em Bruges. Como da primeira vez foi um ótimo passeio – a cidade ainda mais bonita agora que não há mais restaurações cobrindo parte da igreja de Nossa Senhora nem do Markt; como sempre uma multidão de turistas em todo lugar; as dezenas de tentadoras lojas de chocolate continuam por ali, bem como as pequenas surpresas e curiosidades que surgem nas suas estreitas e sinuosas ruas medievais.

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Mas entre estas duas visitas descobri que Bruges também é um excelente lugar para experimentar algumas das melhores cervejas que a Bélgica produz. Duvida? Então vejamos:

  • Fica em Bruges a cervejaria De Halve Maan, que produz uma das minhas cervejas favoritas, a Straffe Hendrik Quadrupel. Também merece atenção sua Tripel, de acordo com eles a “última autêntica Tripel Ale de Bruges”
  • Há uma loja da De Struise, onde eles prometem ter sempre à venda pelos menos 3 cervejas no tap e mais 10 em garrafas. Estes caras sabem fazer cerveja e a chance de experimentá-las ali mesmo e ainda comprar umas garrafas da que mais gostou não tem preço Smile Bem, na verdade tem preço sim, infelizmente um tanto caro…
  • 331O bar De Garre também fica em Bruges, num bequinho estreito que te dá a impressão de voltar no tempo. Se não bastasse ela ter uma carta sem fim de cervejas (mais de 100) ainda tem uma tripel “da casa” espetacular, à venda exclusivamente no local (apesar de ser produzida pela mesma cervejaria da Gulden Draak, outra das minhas favoritas). Tivemos sorte de agarrar uma mesa, pois o entra-e-sai de pessoas que tentavam – sem sucesso – achar um lugar mostra o quão conhecido é o De Garre

167E agora as cervejas. Na Struise experimentei a Shark Pants, “oficialmente” uma Double IPA. Porém, ela é mais como uma mistura entre uma IPA e uma típica Belgian ale: cor âmbar bem bonita, o aroma de lúpulo típico das IPAs é amenizado pelo aroma mais adocicado de uma ale, cuja natureza também contribui para uma cerveja mais encorpada – mas com um final seco e amargo que lembra as IPAs, embora de forma mais contida. Uma cerveja interessante, mas que fica atrás das melhores da Struise.

No De Garre é lógico que encarei a house tripel (ou, se quiser usar o nome correto, Tripel Van De Garre). Esta é fora de série, talvez a melhor tripel que já tomei. A verdade é que ela é uma tripel diferente, muito mais encorpada, mais macia e alcoólica do que o “normal” para o estilo. Ainda vem em um copo estiloso, que ajuda a formar um belo colarinho – junto de uma simpática porçãozinha de queijo, talvez para ajudar a contrabalançar o álcool (o fato é que o queijinho também era muito bom Smile). Se estiver em Bruges e gostar de cerveja, não ir a este bar é imperdoável. Talvez em outro post eu dê umas dicas de como achá-lo. Winking smile

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Onde e o que comemos em Gent

Passamos apenas uma noite nessa cidade charmosíssima e ficamos muito felizes com as refeições que fizemos, mesmo sem indicação!

Almoçamos no De Witte Leeuw Taverne-Restaurant (Graslei, 6 Gent), ambos fomos de spare ribs e nos demos muito bem. O lugar é simpático e o serviço poderia ser melhor. Como o dia estava aberto, com céu azul e um Sol tímido, mas aconchegante, ficamos no lado de fora observando o movimento, dessa forma, a espera não nos aborreceu. 🙂 Espiei os pratos das mesas ao lado e não me pareceram muito promissores. A massa parecia meio empapada e o steak crú demais para o meu gosto. Mas as ribs estavam perfeitas! Optando por esse restaurante, vá de ribs!

No jantar fomos no De Zwarte Zee (Graslei, 4 Gent). Já estava tarde e estávamos cansados, optamos por não andar muito e fomos ao mesmo canal onde fica o restaurante em que almoçamos, que aliás é um charme só. O restaurante é bem simples, bem com cara de café, mas é simpático, já que deixaram sobre as cadeiras na varanda externa mantas, uma vez que a noite estava bem friazinha. O Dú foi de Chili con Carne e eu de Berinjela Parmegiana. Ambos os pratos foram servidos com uma salada divina. Folhas frescas, tomates cereja, rabanetes, cenoura, sementes e um molho como há tempos não comia. Só pela salada eu já estava felicíssima, mas a berinjela também estava ímpar! O molho de tomate era mais do que gostoso, divino! O Chili con carne do Dú também estava muito bom e o molho era igualmente saboroso. 😛

Fico devendo as fotos dos pratos dessa vez, estávamos com tanta fome que esquecemos de registrar os pratos. Sorry! Mas deixo aqui uma amostra do canal onde ficam os dois restaurantes.

De dia

De noite

Bruges… Que sábado delicioso!

Pegamos um trem e em 1h30 chegamos a Bruges. Alguns guias de viagem dizem que Bruges é um dos locais turísticos mais procurados da Bélgica. E acredito que realmente seja, porque o centro histórico realmente é incrível, as construções medievais são maravilhosas, as ruas todas sinuosas, o que dá ainda mais charme à cidade e canais cortando toda a cidade.

As construções datam do século 13, quando Bruges vivia a “idade de ouro”, uma vez que era o centro internacional do comércio de tecidos que nela floresceu por cerca de 200 anos a partir desse século.

Igreja_Nossa_SenhoraAs ruas na cidade são bem conservadas, não há poluição visual (outdoors ou prédios) e mais uma vez o trânsito é praticamente de bicicletas. Até se vê mais carros que em Leuven, mas por se tratar de uma cidade ainda mais turística, vimos muita gente andando a pé.

Nossa primeira visita foi à Igreja de Nossa Senhora, uma igreja magnífica construída em 1.220. Sua torre mede 122 metros, é realmente muito alta. Logo que saímos da estação de trem já podíamos avistá-la, também a torre da Igreja de Nossa Senhora é a segunda torre de igreja mais alta na Bélgica (a catedral de Antuérpia tem a maior torre com 123 metros… foi por pouco, hein?!).

MadonaPor si só ela já é linda, o teto é esplendoroso, peças enormes e magnífica entalhadas, uma leveza no ar que só estando lá para sentir, não tenho palavras para descrever… e como se não bastasse lá está a Madona (Maria com o menino Jesus) de Michelangelo, uma das raras obras de Michelangelo que está fora da Itália. A escultura é em mármore Carraca e traz uma delicadeza nas expressões deliciosa!

A única coisa que não pudemos ver direito foi o detalhe da torre, pois estavam com um trabalho de restauração, então grande parte da torre está coberta com aquelas proteções de segurança. Mesmo assim, é uma igreja lindíssima.

Depois andamos por todo o centro histórico e fizemos um agradável passeio de barco pelos canais que cruzam a cidade. Vimos outras construções bárbaras como do Hans Memling Museum e St Janshospital – um hospital do século 12 que funcionou até 1976, a Viela do Burro Cego – uma passagem estreita do século 18, Stadhuis – uma das mais antigas prefeituras da Bélgica (mas o prédio da prefeita de Leuven é bem maior e no mesmo estilo), o Teatro Municipal… e também o Belfort – incrível: erguida no século 18 a Belfort é uma torre octagonal, maravilhosa, na qual é guardada Belforta carta constitucional da época medieval. 47 sinos estão em sua torre e quando tocam ecoam uma melodia lindíssima e o guia do passeio de barco comentou que há 366 degraus, mas isso nós não conferimos 😉

No almoço comi os tão famosos Mexilhões (ou Mosselen em Holandês)… hum estava uma delícia!!!

O dia estava ensolarado, mas com um ventinho bem frio… Que sábado gostoso!

Na volta passamos no Begijnhof, um convento que fica em uma área muito tranqüila na cidade. Tem um grande gramado no meio com muitas árvores e ao redor casas brancas e uma igreja de 1.602. Ali moram as Beguinas, uma irmandade laica fundada em 1.245, elas não tomam voto, mas dedicam-se à vida religiosa. Quando entramos na igreja, algumas delas estavam lá orando em forma de canto…muito, muito especial!

E por fim passamos por um dos parques da cidade… uma graça!

Pegamos o trem e logo chegamos à Leuven e, para a nossa surpresa, nos deparamos com um tango bem alto, nos aproximamos do pátio, de onde vinha a música, e lá estavam casais bailando… que surpresa gostosa!

Ah! Atendendo à pedidos estamos colocando algumas fotos no Flickr, o link é http://www.flickr.com/photos/fernanda_relvas/