Arquivo | Barcelona RSS for this section

Weekly Photo Challenge: Solitary

A solitary spectator, fascinated by such unusual musical instruments. Barcelona, December 2011.

solitary

Quem costumava acompanhar nossos posts percebeu que estamos bem devagar com as atualizações… Como o WordPress criou este ‘photo challenge’ semanal e estou ficando cada vez mais interessado em fotografia, vou aproveitá-lo para (1) trazer de volta um certo ritmo de atualizações e (2) mostrar algumas fotos que possivelmente não se encaixariam no tema do blog.

Espero que achem interessante e, se, gostarem, deixem um comentário!

Nossas dicas práticas para Barcelona

DicasBarcelona01

Ainda não conseguimos escrever o tanto que gostaríamos sobre Barcelona, mas como a fila já andou e temos que escrever sobre mais algumas viagens, vou pelo menos registrar algumas dicas úteis. Não será um post muito detalhado, mas vai ajudar caso esteja programando uma visita à capital catalã.

Como chegar e como se movimentar

Fomos de avião, direto de Eindhoven para El Prat, o aeroporto que fica a apenas 12 Km de Barcelona. A conexão de trem do aeroporto para a cidade é muito boa, não há a menor necessidade de pegar um táxi. Mais cômodo impossível. Outro detalhe é que várias companhias aéreas de baixo custo operam em El Prat, o que é uma vantagem. Entre elas a Vueling, baseada lá mesmo em El Prat.

Barcelona não é gigante, mas é grande o suficiente para que você tenha que se organizar um pouco. Nossa “estratégia” foi ir de metrô até um ponto central para o que queríamos visitar e de lá passear a pé. Mais detalhes abaixo.

DicasBarcelona03Eu evitaria aqueles ônibus turísticos de 2 andares, super comuns em muitas cidades européias. Por três simples razões: primeiro porque, no geral, eles não fazem nada de muito especial. Você vai até as atrações principais, tem um áudio com alguma informação interessante e é só isso. Dá pra fazer tudo sozinho com um pouco de planejamento. Segundo porque vimos filas enormes para embarcar no ônibus, na baixa temporada! Fico imaginando o inferno que deve ser na alta temporada. Terceiro porque o metrô é ótimo, extenso e relativamente barato. Além de conhecer melhor a cidade você ainda evita carimbar “turista” na testa Smile Mas fique atento – não tivemos problema algum, mas li vários casos alertanto para furtos e pickpocketing no metrô. Na hora de comprar os tíquetes, prefira o de 10 viagens ou os para 1, 2 ou 3 dias.

O que fazer

Como ficamos alguns dias em Barcelona pudemos nos organizar de modo a visitar uma área que nos interessava por vez, com calma. Fizemos mais ou menos o seguinte (sem ordem cronológica):

  • DicasBarcelona02Dia 1: Cidade Velha (Ciutat Vella), especialmente o Barri Gótic, mas também a área do Port Vell e, é claro, Las Ramblas (foto)
  • DicasBarcelona05Dia 2: dia Modernista, passeando por Eixample e indo até o Parc Güell (que fica mais afastado, portanto organize seu tempo!). No caminho do parque, uma paradinha na Casa Vicens, o primeiro projeto de Gaudí (foto: Palau de la Musica Catalana)
  • DicasBarcelona04Dia 3: Montjuïc, bela vista panorâmica de Barcelona a partir do seu castelo e do parque que sobe o monte. Fica aqui o museu Miró
  • DicasBarcelona06Dia 4: basicamente a Sagrada Família, mais uma voltinha um tanto aleatória pelo Barri Gótic. É lógico que depende do interesse, mas eu visitaria a Sagrada Família sem pressa – não perca o subsolo, especialmente para ver como Gaudí encontrou uma forma engenhosa de projetar outra igreja – usando uma “maquete” de ponta-cabeça. Super dica para a Sagrada Família: compre seu ingresso de entrada em qualquer ATM do banco La Caja e fuja das filas da entrada. Infelizmente não dá para fugir da fila para subir a torre (compre outro ingresso ao entrar, caso queira), mas nem sempre dá pra ter tudo
  • Day trip 1 – Montserrat (leia o post). Vale muito a visita, mas se programe para sair cedo, senão estará em um trem lotado de turistas indo para o mesmo lugar
  • Day trip 2 – Museu Dalí, em Figueres (post!). Só vale se quiser visitar o museu, pois Figueres em si não é muito interessante

Onde comer

Leia os já tradicionais posts da Fernanda sobre os restaurantes onde comemos: parte I e parte II.

Onde ficar

DicasBarcelona07Como já disse, o metrô funciona muito bem e a cidade é um tanto “espalhada”. Então, a não ser que vá ficar pouco tempo e tenha um interesse bem específico, não se preocupe muito em ficar em um hotel central. Procure sim um bem localizado – o que quer dizer perto de uma estação de metrô e, preferencialmente, não muito longe das principais estações de trem – Plaza d’Espanya e Sants.

É isto, espero que estas dicas sejam úteis. Aproveite e dê uma olhada na nossa galeria de fotos de Barcelona para entrar no clima da cidade!

E não é que ele existe?

Você se lembra da confusão ítalo-argentina que descrevi aqui? Pois não é que nas nossas andanças pelas inspiradoras ruas de Barcelona nós demos de cara com o restaurante GINOS?

hehehe Pelo visto nosso amigo argentino não estava tão louco assim, ele só se confundiu de país. 😛

Gaudí, Domènech, Barcelona

Uma amiga está visitando Barcelona, para um congresso. Sortuda ela: Barcelona é uma cidade mais que especial, um destino turístico imperdível. Nenhuma outra combinou tantos elementos totalmente diferentes – você pode ser perder no Barri Gòtic, a parte medieval da cidade; passear tranquilamente pelas belas avenidas de Eixample, a área modernista onde estão vários dos […]

O que e onde comemos em Barcelona – Parte II

Continuando nossa listinha de restaurantes em que comemos em Barcelona. Aqui você pode conferir a primeira parte da história. 😛

The Tatami Room (Poeta Cabanyes, 19)

Saudosos de uma boa comida japonesa, buscamos referência e caímos no The Tatami Room. Um restaurante super charmoso, moderno mas aconchegante ao mesmo tempo. Cardápio elaborado e atendimento, mesmo que um pouco tumultuado, muito bom.

Tudo o que comemos estava divino.

La Tagliatella (C/ Cap de creus Figueres cant. C/ Canigó) – Figueres

Passamos um dia em Figueres, cidade onde Dalí nasceu, conceitualizou e montou seu museu. Nossa ideia inicial era almoçar no Onix (Carrer de Sant Llàtzer 8), um restaurante super bem avaliado e com um cardápio de causar muita indecisão. 🙂 Mas infelizmente ele estava fechado. Já era tarde e optamos pelo La Tagliatella. Um tradicional Italiano com grande variedade de massas e molhos. Tudo à sua escolha. Estava muito bom. As massas estavam bem frescas e muito leves. Não saímos decepcionados, mas que o Onix ficou na nossa cabeça isso ficou.

La Llesca (Avda. Gaudí, 12)

Se você não prestar atenção você passa batido por esse pequeno e modesto restaurante. Tínhamos visto as avaliações que estavam ótimas e resolvemos almoçar. Para ser bem sincera, só entrei porque tínhamos visto as avaliações, caso contrário eu não teria arriscado, não.

Restaurante simples, pequeno e de atendimento muito bom. Os pratos são DI-VI-NOS e baratos. Quando forem não deixem de pedir o pa amb tomàquet, uma bela fatia de pão tostada acompanhada de alho e tomate. Primeiro você corta o alho ao meio e esfrega na fatia de pão (assim como se faz com bruschetta), depois esfrega com vontade a metade do tomate, uma boa regada de azeite e está pronta uma entrada simples, mas saborosíssima. Se você quiser melhorar ainda mais, é só comer com umas fatias de Jamón Serrano, que é servido em uma porção enorme!

No almoço fomos de costela de cordeiro e medalhão de javali. Muito bons. E finalizamos com uma linda crema catalana. 🙂

O jantar de 31 de Dezembro também foi lá. O restaurante era caminho para onde queríamos ver a virada, que foi frustada, mas muito divertida, barato e muito bom. Repetimos. No jantar comemos camarões e lagostins na grelha. Além da mesma entrada: pa amb tomàquet e jamón Serrano e de sobremesa um prato típico, sugestão de um dos garçons: Mel i Mató, um queijo cremoso (a consistência se assemelha ao cottage) com mel e pinólis. Simples, mas maravilhoso!

O La Llesca fica literalmente a dois minutos da Sagrada Família, então não deixe de ir a esse simpático lugar!

La Pepita (Còrsega, 343)

Outro restaurante imperdível! Mas faça reserva. Ele é muito pequenino e disputadíssimo.

Ir a Barcelona e não comer tapas seria uma blasfêmia. E já que tínhamos de fazê-lo que fizéssemos em um excelente lugar.

O ambiente é o máximo, muito pequenino, aconchegante, tumultuado, barulhento, cheiroso, é uma loucura! Amei.

As tapas divinas, muitas opções. Ótimas opções de vinho também, e nada demasiado caro. Vale super a pena!

Não deixe de pedir as batatas bravas. O nome não é muito promissor, mas o sabor e texturas divinas. Uma delícia! O tartar não era bom, mas o que esperar de um prato típico francês em um tapa espanhol? 🙂

Amei o recadinho do espelho do banheiro! 🙂 Não é um charme?!

Gut (Perill, 13)

Mais um restaurante com excelente avaliação. Ambiente clean, cardápio especializado em produtos orgânicos e pratos vegetarianos. Uma ótima pedida. Para os famintos os pratos são um pouco pequenos.

Recebemos umas torradinhas como starter, uma delícia. Pedimos gyosa como entrada, eu comi camarões com alcachofra e o Dú um curry de camarões. Tudo muito saboroso e bem preparado. E como acompanhamento um Kamut, um grão (acho que é trigo), com ervilhas, muito bom também. Almocinho light e delicioso.

No geral, amamos a viagem. No quesito gastronomia, um prato cheio para os que gostam de comer e beber bem! E nem é preciso gastar horrores para isso. Claro que se você tiver a oportunidade, restaurantes mais sofisticados não faltam! 😀

O que e onde comemos em Barcelona – Parte I

Ah, Barcelona! O que dizer da comida de lá? TU-DO-DE-BOM! Especiamente para dois bons apreciadores da boa mesa que estão restritos ao paladar nada elaborado da Holanda.

Barcelona, depois de Florença, foi o melhor lugar que já comemos e bebemos enquanto viajávamos. Destino lindo e saboroso. Cheio de boas surpresas!

Como em qualquer lugar turístico sempre é bom ficar atento para não ser enganado. Pagar caro e comer mal. Para os que gostam de comer bem sempre vale a dica: dê uma pesquisada. É muito fácil achar boas indicações, rankings  e afins hoje em dia. O caminho mais fácil, e que tem sido muito confiável para nós, é o tripadvisor. Leia também os comentários, você pega muitas dicas boas neles!

Aqui vai a nossa limitada, mas muito produtiva relação de restaurantes e pratos que tivemos o prazer de conhecer e saborear em Barcelona.

Mussol

Chegamos tarde em Barcelona e chegamos com fome. Pedimos indicação de restaurante na recepção do Hotel e saímos em busca de um que ainda estivesse aberto, era 25 de Dezembro. Depois de andar um pouco pelos arredores do hotel achamos o Mussol. Um restaurante moderno e que depois descobrimos fazer parte de uma rede de restaurantes: Angrup. O ambiente é gostoso e a especialidade são carnes e legumes na grelha.

Restaurante simples, mas muito bom. Carne de muito boa qualidade. Foi aqui que começou a nossa sessão “tira a barriga da miséria” em relação a carnes. 😀

Ambos fomos de carne, umas batatinhas, cogumelos e alcachofras para acompanhar, além de uma legítima garrafa de vinho espanhol. Um promissor início de viagem.

Santa Caterina Cuines (Avda. Francesc Cambó, 16)

Outra mãozinha da sorte. Passeávamos pelo bairro gótico quanto bateu a fome. Bisbilhotamos alguns restaurantes e entramos no Santa Caterina Cuines. Arquitetura bárbara. Basicamente é um grande galpão rústico, com pé direito altíssimo, muito verde, prateleiras laterais com louças e insumos, tudo muito despojado. A comida bem preparada, mas porções pequenas e nada muito sofisticado, mas ainda muito saboroso. A fome era tamanha que só tirei foto do meu prato. Esqueci de tirar do prato do Dú. 🙂

La Botiga

Depois de exagerarmos na andança já no primeiro dia, resolvemos jantar pertinho do hotel. As avaliações do La Botiga não eram ruins, mas nada demais também. Resolvemos arriscar e esse foi um tiro no pé. Ambiente modernoso, atendimento básico, tentativa de um cardápio moderno, mas muito baixa qualidade na entrega. De olhos fechados eu diria que estava de volta à Holanda, comida normal, comível, sem graça alguma. 😦 Esse restaurante é da mesma rede do Mussol, mas no Mussol eles acertaram a mão, pelo menos na unidade que fomos.

Eu comi isca de frango com gnocchi, que mais parecia uma bomba de batata de tão denso. O Dú comeu um (literalmente) espetinho de camarão com um molhinho a base de maionese bem chechelento. Nem mesmo o vinho era bom nesse restaurante. O Dú, otimista, ainda pediu uma crema catalana que nada mais era do que um creme de maizena bem meia-boca. 😦

La Rosa del Desierto (Plaza Narciso Oller, 7)

A avaliação era boa e os comentários prometiam. Como passeávamos pelos arredores almoçamos nesse marroquino, cozinha que o Dú adora e eu também. 😉

Restaurante escondidinho, pequeno e de decoração que te transporta ao Marrocos. Ótimo atendimento e pratos muito saborosos e bem preparados, apesar de pequenos.

Comemos um pão marroquino com molho apimentadíssimo de entrada. Prato principal foi cordeiro, diferentes cortes e preparos, mas ambos muito bons. E para finalizar um divino baklava com chá marroquino.

Tudo estava muito bom, ambiente, serviço, pratos, mas não equivalente ao preço que pagamos. De toda forma, matamos a vontade de uma boa comida marroquina. 🙂

Botafumeiro (Gran de Gràcia, 81)

Quer comer bem, ser bem atendido e se deliciar com frutos do mar? Esse é o lugar!

Saímos em direção a um outro restaurante que feliz, ou infelizmente, estava fechado. Então fomos a nossa segunda opção de restaurante, o Botafumeiro. Esse era nossa segunda opção simplesmente porque era mais caro, mas as avaliações eram ótimas.

Acho que posso dizer que foi felizmente que nossa primeira opção estava fechada. 🙂

Fomos atendidos pelo Manolo. Guarde esse nome! Um senhor falador, muito simpático e que deve ser patrimônio do restaurante. Seguimos todas as suas sugestões e ficamos felicíssimos.

Infelizmente não temos nenhuma foto, estávamos concentrados demais na experiência gastronômica para pensar em fotos. Sorry! 🙂

Pãezinhos, azeitonas, chips e manteiga como antepasto. De entrada lula empanada e vinagrete de siri. Fabulosos. Como prato principal, ao invés da típica paella, fomos de fideuà, que nada mais é que uma paella que substitui o arroz por uma massa fininha, como um espagueti pequenino. Nesse ponto já podíamos sair rolando do restaurante, mas não dava para deixar passar uma crema catalana. Essa era “a” crema catalana. Antes da conta ainda trouxeram uns três pedaços de bolo, biscoito, bombom só para arrematar. Como se fosse preciso. 😀

Indo à Barcelona, não deixe de cometer essa extravagância!

Em seguida publicaremos a segunda parte dos restaurantes e comidinhas que experienciamos em Barcelona! Aguarde! 😛

Up-date: Clique aqui para ver a continuação desse post.

Um monastério nas alturas

Montserrat01Montserrat foi a primeira day trip que fizemos na nossa viagem para Barcelona (a segunda, para o Teatro-Museu Dalí, contei aqui).

Este é um monastério fundado no século XI, a 1.200 metros de altura em uma curiosa formação rochosa bem no meio de uma planície (você vê a montanhona rochosa de longe, no caminho para Montserrat). Ele fica a mais ou menos 50 Km de Barcelona, bem mais perto que Figueres e uma viagem tranquila saindo de Barcelona.

Subimos de teleférico – um dos mais íngremes que já pegamos – e logo de cara a vista lá de cima impressiona. O prédio do monastério em si não é tão grande, mas há vários outros edifícios ao redor – museu, hotel, restaurantes – o que dá  a impressão de um complexo maior e prova que este é um destino popular não só para turistas mas também para os catalães.

Montserrat02

Montserrat03

O monastério em si é muito bonito e diferente de outros que já visitamos. Lá dentro, uma das imagens religiosas mais importantes da Espanha: a Virgem de Monstserrat.

Montserrat04Montserrat06 Montserrat05

Montserrat07Como o restaurante era um daqueles buffets fast-food absolutamente sem-graça, resolvemos comprar um queijo de cabra de um dos produtores locais para fazer uma boquinha debaixo de um solzinho gostoso e com uma vista privilegiada. E achamos o queijo tão gostoso que compramos outro para trazer para casa. Agora estamos inventando usos diferentes para nosso queijão Smile

Uma ótima viagem para conhecer um lugar único e escapar um pouco da agitação de Barcelona.

Dicas práticas

  • Viagem tranquila de Barcelona (a partir da estação Plaza d’Espanya) até Montserrat-Aeri (para pegar o teleférico) ou Monistrol de Montserrat (para pegar a cremalheira). Mas tenha em mente que muita gente visita Montserrat, então se acordar meio tarde (como a gente neste dia) se prepare para pegar um trem cheio
  • O restaurante não empolgou. Um lanchinho gostoso ou um queijo, presunto e outras coisinhas para beliscar deve ser mais apetitoso
  • O site de Montserrat é particularmente bom. Dê uma olhada antes de ir

De Gaudí a Dalí

Dali01Quando ouvimos “Barcelona” um das primeiras coisas que lembramos é Gaudí. A referência é sem dúvida correta, mas incompleta. Pelo menos para mim, que tenho Dalí como meu artista preferido.

Tudo bem que Figueres, a cidade natal de Dalí onde está o Teatro-Museu Dalí, fica a mais ou menos 140 Km de Barcelona. Este é um pequeno detalhe para a multidão que visita o museu – li em algum lugar que é o segundo museu mais visitado da Espanha, perdendo apenas para o Prado, em Madrid. Apesar da distância é um day trip tranquilo – mais ou menos 2 horas desde a estação Sants até Figueres, onde se chega ao museu facilmente a pé.

Nem preciso dizer que minha expectativa era alta… E não me decepcionei, embora tenha com certeza me surpreendido.

Dali02O interior do Teatro-Museu Dali03

Quando vamos a um museu nosso foco está nas obras expostas, sejam elas pinturas, esculturas ou outra qualquer. Mas no Teatro-Museu Dalí o número de suas obras mais importantes é bastante limitado (uma é Leda atòmica, na foto abaixo) – apesar de aparentemente ser o maior e mais diverso acervo de Dalí. O real interesse está no museu em si e em como você o experiencia.

Dali04

O próprio Dalí definiu como suas obras seriam expostas. Isto, mais a estrutura completamente diferente da de um museu “normal” te dão a chance de explorar com curiosidade todo o ambiente. É quase como estar em uma tela 3D em tamanho natural… A liberdade de tirar fotos à vontade (sem flash, por favor!) só aumenta esta experiência, pois te permite explorar ainda mais o museu, pela perspectiva da lente. Você realmente visita o museu, ao invés de ir lá ver o que está exposto.

Dali05a

E o mesmo tíquete para o Teatro-Museu ainda dá entrada para outra exposição de Dalí, completamente inusitada… jóias! É verdade, Dalí também desenhou muitas, muitas jóias. É interessante ver quanta atenção ele colocou neste trabalho, que definitivamente não é muito conhecido.

Dali07

Dali08

Enfim, se você gosta de arte vale a viagem a Figueres para visitar o museu. Porque é basicamente isto o que você tem para fazer ali Smile Ah, tem também o castelo de San Ferrán, aparentemente o maior da Europa. Mas não conseguimos conferir porque ele estava fechado – horário de inverno, muito mais limitado do que no verão…

Dicas práticas:

  • MUITA gente visita o museu. Ir em um final de semana no verão deve ser um inferno. Escolha um dia da semana e tente chegar cedo. Também verifique se o site do museu está vendendo tíquetes – quando fomos esta opção não estava disponível, talvez por ser “baixa” temporada.
  • Tem um restaurante super bem avaliado na cidade – Onix (Carrer de Sant Llàtzer 8). Infelizmente não conseguimos almoçar lá, traídos pela hora da siesta Sad smileSe acontecer o mesmo com você, uma opção é o La Tagliatella (Cap de Crues Cantonada) – um italiano bem perto do Teatro-Museu bem bom e com preço camarada
  • Chegue na estação em Barcelona com um pouco de antecedência – o trem não tem Figueres como destino final, o que pode confundir na hora de embarcar. O trem Regional é um pouco mais barato e uns 30 minutos mais demorado – vai parando em toooooodas as estações pelo caminho.

Uma virada diferente

Hey, antes tarde do que nunca!

Feliz Ano Novo, everyone!!!!

Nós desejamos um ano cheio de saúde, alegrias, muitas realizações, coragem para enfrentar desafios e se arriscar em novos caminhos, e muita disposição para curtir cada pequena e grande conquista!

Que 2012 seja um lindo e rico ano em emoções e experiências! É isso que conta na vida, não é não?!

E por falar em emoções vou contar para vocês como foi a nossa emocionante virada de ano. 🙂

Este ano fomos para Barcelona. Minha última aula do mestrado foi dia 14 de Dezembro e minhas provas finais estavam agendadas para 3 e 5 de janeiro. Dessa forma, assim que terminaram minhas aulas comecei a rever o material (que só para uma prova eram 25 artigos que totalizavam 500 páginas) para que pudéssemos viajar um pouco.

No meio desse monte de coisa, Barcelona era a nossa melhor opção. Passagens aéreas não muito caras e a distância não muito grande. Assim poderíamos aproveitar os 7 dias que planejamos de break.

Mas vamos à virada que é o mote desse post: Fomos jantar num restaurante divino (depois escrevo sobre onde e o que comemos) pertinho da Sagrada Família. De lá era só pegar o metro, andar umas duas estações, fazer uma baldeação e andar mais outras duas estações até o “pepinão” – como carinhosamente apelidamos o prédio onde teria uma queima de fogos e iriam mostrar Feliz Ano Novo em uns 50 diferentes idiomas.

Esse trajeto não levaria mais do que 7 minutos. Saimos do restaurante uns 20 minutos antes da virada. Chegamos à estação do metro e logo pegamos o primeiro trem. Descemos na estação para fazer a baldeação e… quase ninguém na plataforma. Passado um tempinho, mais uns gatos pingados chegaram.

As estações são super boas e tem um display que mostra que horas são e em quantos minutos o próximo trem passa. É super conveniente e funciona muito bem. Mas….

Esperávamos o trem quando de repente percebemos que o tempo previsto para a chegada do trem no display mudava regularmente. Ou seja, toda vez que o display mostrada 50 segundos para a chegada do próximo trem o tempo mudava e voltava para 2 minutos. E assim foi: chegava a 50 segundos, mudava para 2 minutos, chegava a 50 segundos e mudava novamente para 2 minutos.

O último suspiro de esperança. O display mostrava “entra”, mas nada de trem na plataforma. 🙂

Nesse ponto, até o display tinha perdido a esperança e simplesmente não mostrada nada. 😛

O povo começou a ficar inquieto. O tom de voz aumentou e de repente começamos a contar 10, 9, 8, 7… hahaha

As turminhas se abraçavam, alguns estouraram a champagne, outros comeram as uvas que carregavam em saquinhos e outros, tadinhos, sozinhos na virada do ano. 😦

Nos divertimos com essa virada inusitada e relaxamos já que a vida é assim. Alguns planos, mesmo os muito bem estruturados, mudam no meio do caminho e de nada adianta ficarmos p da vida com essas mudanças. O negócio é desenvolvermos nossa flexibilidade e capacidade de adaptação para sermos capazes de enxergar e aproveitar as oportunidades que as mudanças de plano trazem.

Rimos, nos abraçamos, aproveitamos para curtir uma virada sem o estouro dos fogos, mas com o estouro de emoções que surgem da simplicidade do momento. Sim, vibramos com essa virada de ano inusitada e sim, estamos no caminho do desenvolvimento da flexibilidade e capacidade de adaptação.

E que venham mudanças, desafios e novidades que coloquem à prova essas nossas novas competências. 😀

Um ano lindo para todos vocês!

Ah! O trem só voltou a rodar às 00h07. E sim, nós checamos! A mensagem era que o trem não pararia de funcionar!