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Weekly Photo Challenge: Reflections

Weekly Photo Challenge: Reflections

Outside walls of Forbidden City, reflected in water.

Weekly Photo Challenge: Geometry

To me, this photo taken in Berlin illustrates this week’s theme pretty well:

Weekly Photo Challenge: Silhouette

Just a silhouette, but still easily recognizable…

Weekly Photo Challenge: Big

Pretty obvious, no? That’s a big klomp…

Weekly Photo Challenge: Solitary

A solitary spectator, fascinated by such unusual musical instruments. Barcelona, December 2011.

solitary

Quem costumava acompanhar nossos posts percebeu que estamos bem devagar com as atualizações… Como o WordPress criou este ‘photo challenge’ semanal e estou ficando cada vez mais interessado em fotografia, vou aproveitá-lo para (1) trazer de volta um certo ritmo de atualizações e (2) mostrar algumas fotos que possivelmente não se encaixariam no tema do blog.

Espero que achem interessante e, se, gostarem, deixem um comentário!

Um sonho de 40 anos

Há quarenta anos mamaninha tinha um sonho, conhecer os canais de Amsterdam. Com sua estada por essas bandas, coisa mais do que óbvia era passar um dia em Amsterdam.

Os dias foram passando, as semanas passavam e nada de conseguirmos levá-la. Ela nada falou, mas posso imaginar sua angústia toda vez que díziamos que ainda não dava para ir à Amsterdam.

Em sua última semana o susto: “Mãe, vamos amanhã à Amsterdam?” Mais do que depressa e com um sorriso juvenil nos lábios: “Claro! Vamos!”

Tivemos um dia bárbaro! Sol forte, coração batendo e muita viagem, viagens a outras épocas… Outros tempos! 🙂

Clique na imagem para ampliá-la

O dia em que TUDO deu errado

10 de julho entrou para a história como o dia em que tudo deu errado para a gente… Neste dia íamos viajar para a África do Sul, mas foi esta a sequência de acontecimentos:

  1. Já que viajámos de Schipol, decidimos ir de trem de Eindhoven para Schipol – uma viagem direta e mega-conveniente, já que você desembarca literalmente no saguão do aeroporto. Chegamos na estação e todos os trens diretos estavam cancelados – alguém resolveu cavocar os trilhos exatamente neste dia… Por muita sorte perguntei qual era a melhor alternativa (ir até Rotterdam e pegar o Fyra, um trem rápido), pois a solução “oficial” incluía fazer um zigue-zague, com duas trocas de trem em estações super pequenas (daquelas que você nunca vê nenhum trem parando) e pelo menos 1 hora a mais de viagem
  2. Felizmente saimos cedo de casa então não tivemos que correr. Fizemos o check-in na boa dos dois voos, de Amsterdam para Londres, e  de Londres para Johannesburg. Na hora do embarque, porém…. Nada acontecia. Aparentemente o tempo em Heathrow estava horrível e todos os voos estavam sendo retidos. Depois de muito tempo embarcamos, mas já com risco de perder a conexão
  3. Chegamos em Heathrow. Demora para abrir a porta. Esperamos, esperamos, esperamos até o capitão dizer que encontraram um problema na escada que seria usada para o desembarque e tiveram que ir buscar outra. Esperamos mais um pouco. Cada vez mais perto a hora de saída do outro voo…
  4. Trouxeram a escada. O povo se acotovela para desembarcar. De repente, todo mundo pára. Com uma voz algo desconsolada (mas disfarçando bem, como seria de se esperar de um bom inglês), o capitão anuncia que só havia um ônibus disponível para nos levar até o terminal, então temos que esperar ele ir e voltar, o que leva uns 15 minutos de cada vez. O tempo passa….
  5. Finalmente chegamos no terminal… Nem precisamos correr muito para saber que não conseguiríamos pegar o outro voo… Nos indicaram onde verificaríamos nossas alternativas. A fila ainda estava pequena, mas simplesmente não andava. Ficamos horas ali até sermos atendidos. Já era mais de 23h e nossos estômagos estavam nas costas, pois só fizemos um almoço leve (já que nosso primeiro voo era às 19h)
  6. Enquanto esperávamos, descobrimos que o outro avião ainda estava no terminal! Alguns amigos da Fê também estavam no mesmo voo, que também estava atrasadão. A gente tentou e tentou convencer alguém de que dava para embarcar, mas a flexibilidade era zero. Descobrimos depois que nosso voo de Amsterdam estava previsto para chegar ainda mais tarde, depois do outro decolar. Talvez por isto tenham colocado outros passageiros nos nossos assentos, já que vários voos tiveram problemas este dia, mas não conseguimos uma resposta clara
  7. Como não havia nenhum outro voo até a noite seguinte, nos deram vouchers para um hotel. A gente passou pelo controle de fronteira na boa, mas encrencaram com as amigas da Fê, pois elas precisavam de visto para entrar na Inglaterra. Ficamos esperando um tempo até as coisas se resolverem, mas quando fui checar elas já tinham passado e a gente se desencontrou
  8. Saimos do terminal e é claro que o shuttle para o hotel já não estava mais operando. Esperamos mais um tempo por um táxi; quando finalmente conseguimos um o motorista pareceu um pouco relutante… Depois descobrimos que é porque tecnicamente o hotel não fica em Londres, mas numa cidade ao lado, o que faz com que tarifa seja quase 3x mais cara do que a de uma corrida normal em Londres
  9. Comemos um negócio (mais de meia-noite) e fomos dormir por volta das 2h30 da matina, para acordar à 8h e ligar para a central de reservas para remarcar o voo… O hotel era ótimo, mas a noite foi péssima
  10. Finalmente embarcamos, na mesma hora, um dia depois. Mas é claro que a coisa não acabou aí…. Novo atraso na decolagem… Espera, espera, espera e 1h30 depois finalmente decolamos
  11. Tudo isto matou o dia que teríamos para conhecer Johannesburg e descansar antes de viajar para o Kruger Park. Também perdemos um jantar que parece ter sido excelente, numa churrascaria super bacana em Johannesburg. Basicamente chegamos no aeroporto e entramos no carro, enfrentando uma loooonga viagem – chegamos na casa que alugamos por volta das 21h. Nada como chegar em algum lugar depois de 54h de viagem Smile

Se tiver uma conexão, lembre de incluir uma muda de roupa na bagagem de mão. Como a gente não fez isto, tivemos que dar uma lavadinha nas nossas roupas na pia mesmo (ainda bem que tinha um daqueles aquecedores de parede para pendurar as toalhas, senão elas talvez não secassem…) e sair caçando um mercado para comprar desodorante e creme dental. Imagine-se nesta situação e não esqueça a muda de roupa, especialmente se a conexão for na Inglaterra, onde o tempo é sempre camarada Smile with tongue out

Em Bruges

Uns finais de semana atrás estivemos novamente em Bruges. Como da primeira vez foi um ótimo passeio – a cidade ainda mais bonita agora que não há mais restaurações cobrindo parte da igreja de Nossa Senhora nem do Markt; como sempre uma multidão de turistas em todo lugar; as dezenas de tentadoras lojas de chocolate continuam por ali, bem como as pequenas surpresas e curiosidades que surgem nas suas estreitas e sinuosas ruas medievais.

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Mas entre estas duas visitas descobri que Bruges também é um excelente lugar para experimentar algumas das melhores cervejas que a Bélgica produz. Duvida? Então vejamos:

  • Fica em Bruges a cervejaria De Halve Maan, que produz uma das minhas cervejas favoritas, a Straffe Hendrik Quadrupel. Também merece atenção sua Tripel, de acordo com eles a “última autêntica Tripel Ale de Bruges”
  • Há uma loja da De Struise, onde eles prometem ter sempre à venda pelos menos 3 cervejas no tap e mais 10 em garrafas. Estes caras sabem fazer cerveja e a chance de experimentá-las ali mesmo e ainda comprar umas garrafas da que mais gostou não tem preço Smile Bem, na verdade tem preço sim, infelizmente um tanto caro…
  • 331O bar De Garre também fica em Bruges, num bequinho estreito que te dá a impressão de voltar no tempo. Se não bastasse ela ter uma carta sem fim de cervejas (mais de 100) ainda tem uma tripel “da casa” espetacular, à venda exclusivamente no local (apesar de ser produzida pela mesma cervejaria da Gulden Draak, outra das minhas favoritas). Tivemos sorte de agarrar uma mesa, pois o entra-e-sai de pessoas que tentavam – sem sucesso – achar um lugar mostra o quão conhecido é o De Garre

167E agora as cervejas. Na Struise experimentei a Shark Pants, “oficialmente” uma Double IPA. Porém, ela é mais como uma mistura entre uma IPA e uma típica Belgian ale: cor âmbar bem bonita, o aroma de lúpulo típico das IPAs é amenizado pelo aroma mais adocicado de uma ale, cuja natureza também contribui para uma cerveja mais encorpada – mas com um final seco e amargo que lembra as IPAs, embora de forma mais contida. Uma cerveja interessante, mas que fica atrás das melhores da Struise.

No De Garre é lógico que encarei a house tripel (ou, se quiser usar o nome correto, Tripel Van De Garre). Esta é fora de série, talvez a melhor tripel que já tomei. A verdade é que ela é uma tripel diferente, muito mais encorpada, mais macia e alcoólica do que o “normal” para o estilo. Ainda vem em um copo estiloso, que ajuda a formar um belo colarinho – junto de uma simpática porçãozinha de queijo, talvez para ajudar a contrabalançar o álcool (o fato é que o queijinho também era muito bom Smile). Se estiver em Bruges e gostar de cerveja, não ir a este bar é imperdoável. Talvez em outro post eu dê umas dicas de como achá-lo. Winking smile

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Fortaleza de Bourtange

De Groningen fizemos um day trip para Bourtange, uns 60 Km em direção à fronteira com a Alemanha. Esta fortaleza foi construída no final do séc. XVI, permanecendo ativa até a metade do séc. XIX, quando foi abandonada.

bourtange01Foto: Hannes, disponível aqui sob os termos da GNU Free Documentation License

A fortaleza impressiona pelo formato: um forte-estrela, forma desenvolvida em resposta às mudanças no campo de batalha causadas pelas armas de fogo. No seu interior, uma pequena vila, em grande parte reconstruída para ser um museu a céu aberto.

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Você realmente parece voltar no tempo, não só pela reconstrução mas também pelas pessoas que andam por ali vestidas em trajes típicos de época (não sei se são atores, voluntários ou funcionários do museu). Aos domingos um dos canhões é disparado e em agosto uma batalha é re-encenada (mesma coisa que acontece em Waterloo, na Bélgica). Mais informações aqui.

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Ainda dá para entrar no moinho funcionando (cuidado com a escada íngreme e com a muvuca causada pelo espaço restrito).

Resumindo: Bourtange é uma ótima sugestão de passeio se estiver visitando o norte da Holanda (ou da Alemanha, já que ela está na divisa). E aproveite para almoçar por ali mesmo – o restaurante parece ser bom e com sorte ainda arrumará uma mesa do lado de fora, voltada para a praça central da pequena vila.

Nossas dicas práticas para Barcelona

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Ainda não conseguimos escrever o tanto que gostaríamos sobre Barcelona, mas como a fila já andou e temos que escrever sobre mais algumas viagens, vou pelo menos registrar algumas dicas úteis. Não será um post muito detalhado, mas vai ajudar caso esteja programando uma visita à capital catalã.

Como chegar e como se movimentar

Fomos de avião, direto de Eindhoven para El Prat, o aeroporto que fica a apenas 12 Km de Barcelona. A conexão de trem do aeroporto para a cidade é muito boa, não há a menor necessidade de pegar um táxi. Mais cômodo impossível. Outro detalhe é que várias companhias aéreas de baixo custo operam em El Prat, o que é uma vantagem. Entre elas a Vueling, baseada lá mesmo em El Prat.

Barcelona não é gigante, mas é grande o suficiente para que você tenha que se organizar um pouco. Nossa “estratégia” foi ir de metrô até um ponto central para o que queríamos visitar e de lá passear a pé. Mais detalhes abaixo.

DicasBarcelona03Eu evitaria aqueles ônibus turísticos de 2 andares, super comuns em muitas cidades européias. Por três simples razões: primeiro porque, no geral, eles não fazem nada de muito especial. Você vai até as atrações principais, tem um áudio com alguma informação interessante e é só isso. Dá pra fazer tudo sozinho com um pouco de planejamento. Segundo porque vimos filas enormes para embarcar no ônibus, na baixa temporada! Fico imaginando o inferno que deve ser na alta temporada. Terceiro porque o metrô é ótimo, extenso e relativamente barato. Além de conhecer melhor a cidade você ainda evita carimbar “turista” na testa Smile Mas fique atento – não tivemos problema algum, mas li vários casos alertanto para furtos e pickpocketing no metrô. Na hora de comprar os tíquetes, prefira o de 10 viagens ou os para 1, 2 ou 3 dias.

O que fazer

Como ficamos alguns dias em Barcelona pudemos nos organizar de modo a visitar uma área que nos interessava por vez, com calma. Fizemos mais ou menos o seguinte (sem ordem cronológica):

  • DicasBarcelona02Dia 1: Cidade Velha (Ciutat Vella), especialmente o Barri Gótic, mas também a área do Port Vell e, é claro, Las Ramblas (foto)
  • DicasBarcelona05Dia 2: dia Modernista, passeando por Eixample e indo até o Parc Güell (que fica mais afastado, portanto organize seu tempo!). No caminho do parque, uma paradinha na Casa Vicens, o primeiro projeto de Gaudí (foto: Palau de la Musica Catalana)
  • DicasBarcelona04Dia 3: Montjuïc, bela vista panorâmica de Barcelona a partir do seu castelo e do parque que sobe o monte. Fica aqui o museu Miró
  • DicasBarcelona06Dia 4: basicamente a Sagrada Família, mais uma voltinha um tanto aleatória pelo Barri Gótic. É lógico que depende do interesse, mas eu visitaria a Sagrada Família sem pressa – não perca o subsolo, especialmente para ver como Gaudí encontrou uma forma engenhosa de projetar outra igreja – usando uma “maquete” de ponta-cabeça. Super dica para a Sagrada Família: compre seu ingresso de entrada em qualquer ATM do banco La Caja e fuja das filas da entrada. Infelizmente não dá para fugir da fila para subir a torre (compre outro ingresso ao entrar, caso queira), mas nem sempre dá pra ter tudo
  • Day trip 1 – Montserrat (leia o post). Vale muito a visita, mas se programe para sair cedo, senão estará em um trem lotado de turistas indo para o mesmo lugar
  • Day trip 2 – Museu Dalí, em Figueres (post!). Só vale se quiser visitar o museu, pois Figueres em si não é muito interessante

Onde comer

Leia os já tradicionais posts da Fernanda sobre os restaurantes onde comemos: parte I e parte II.

Onde ficar

DicasBarcelona07Como já disse, o metrô funciona muito bem e a cidade é um tanto “espalhada”. Então, a não ser que vá ficar pouco tempo e tenha um interesse bem específico, não se preocupe muito em ficar em um hotel central. Procure sim um bem localizado – o que quer dizer perto de uma estação de metrô e, preferencialmente, não muito longe das principais estações de trem – Plaza d’Espanya e Sants.

É isto, espero que estas dicas sejam úteis. Aproveite e dê uma olhada na nossa galeria de fotos de Barcelona para entrar no clima da cidade!