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Pãozinho de Leite e o que me motiva

Você já teve vontade de mudar o mundo? De causar um impacto positivo em sua comunidade? De ser capaz de fazer mais? Eu já tive. Eu ainda tenho.

Na adolescência e na fase jovem adulta, me lembro de pessoas mais velhas e experientes me orientando: “Calma, Fernanda! Esse ímpeto todo, com a idade, vai passar.” “Esse idealismo é típico da idade, minha querida.” Às vezes eu achava que essas pessoas tinham razão e acalmava o meu facho. Outras vezes, ouvir essas coisas era o que mais acendia o fogo da revolta.

Com idade e a experiência percebo que o fogo da revolta baixou, mas o idealismo não. Talvez tenha até aumentado. Vocês podem me chamar de naïve. É, essa sou eu. Não posso deixar de constatar que esse idealismo é o que me faz ser diferente, ser singular. Não estou falando que eu seja especial. Reparem. Cada um de nós temos as nossas singularidades. As nossas características únicas que nos distinguem como seres humanos, seres singulares. Percebo que toda vez que me deparo com a oportunidade de causar um impacto positivo no outro, na minha comunidade, no mundo, meus olhos brilham, meu coração bate mais forte, tenho fome de ação. Essa sou eu. 100% motivada a agir. A fazer algo por alguém.

Na minha tese de mestrado tenho o tema motivação como pano de fundo. Estudar esse processo psicológico em mais profundidade e explorar perspectivas, modo de aplicação me faz acreditar que somos realmente capazes de tudo, tudo e mais um pouco. Nos basta ter coragem para quebrar barreiras, travar novas batalhas, desbravar novos caminhos, abrir novas portas e, mais importante ainda, fechar algumas portas abertas.

Minha apresentação para o Congresso Internacional de Psicologia Cross-Cultural está quase pronta. Estou trabalhando na tentativa de abrir novas portas. Se terei sucesso? Bem, isso depende do que você considera sucesso. Eu já me sinto bem sucedida. Me conheço cada dia mais. Valorizo a simplicidade do dia-a-dia. Acredito e confio em meus valores. Não só estudei motivação, mas pensei e apliquei o que estudei no meu auto-conhecimento. Sinto-me plena. Feliz! Ainda que cheia de perguntas em minha cabeça e coração, mas essa é a beleza do desenvolvimento, não?

Esse pãozinho é um símbolo do processo pelo qual passei, passo e sempre passarei. A junção de ingredientes simples, a espera pelo tempo de maturação/desenvolvimento, o calor da ação que vai causar a transformação e, por fim, o sabor de viver o que se é!

Pãozinho de leite

Receita adaptada daqui

Ingredientes

  • 150 ml de leite morno
  • 1 1/2 colheres (chá) de açúcar
  • 1/4 colher (chá) de sal
  • 1/2 colher (chá) de fermento seco
  • 25 ml de azeite
  • 1 colher (chá) de manteiga
  • 1 ovo
  • aproximadamente 250g de farinha de trigo

Modo de preparo

  1. Bata todos os ingredientes menos a farinha no mini processador (ou liquidificador).
  2. Despeje em um bowl grande a mistura e aos poucos adicione a farinha. Vá mexendo com uma colher de pau até obter uma massa bem homogênea e um pouco menos grudenta.
  3. Em uma superfície lisa e enfarinha despeje a massa e comece a sovar. Vá acrescentando farinha aos poucos até obter uma massa elástica. A minha ainda ficou um pouco grudenta, mas possível de sovar.
  4. Deixe a massa descansar por 30 minutos coberta e em local livre de vento.
  5. Coloque a massa sobre uma superfície e separe pequenos pedaços, faça bolinhas e coloque em forma untada e enfarinhada, deixando um espaço entre os pãezinhos. Como fiz 1/4 da receita original dividi a massa em 8.
  6. Deixe os pãezinhos crescer cobertos e em local livre de vento até dobrar de volume.
  7. Pincele gema de ovo e salpique sementes de papoula (opcional, eu fiz e ficou lindinho).
  8. Assem em forno médio por 35 minutos. No meu (forno-convecção) levou 27 minutos em 180C.
  9. Se aguentar, deixe esfriar. Eu abri o pãozinho, queimando os dedos e meti um belo naco de manteiga que imediatamente derreteu. Delícia!

E você? Está presente?

Esta semana participei do TEDx UtrechtUniversity. É um evento com a cara do TED, mas viabilizado por organizações independentes. O estilo e jeitão são os mesmos. Caso você não conheça, não perca tempo: dê um pulinho no site do TED, vasculhe, assista aos vídeos e veja, por você mesmo, quanta coisa boa tem por lá. Um excelente meio de aprender e se desenvolver na Internet.

O tema do TEDx UtrechtUniversity foi “Criando um Mundo Social” e para isso os palestrantes compartilharam suas experiências práticas, acadêmicas ou governamentais relacionadas ao desenvolvimento de um mundo mais social.

Duas apresentações me chamaram especial atenção, por motivos diferentes. A primeira foi da Thembi Tobi, fundadora do Thembi & Co, uma produtora de vinho da África do Sul. Sua apresentação não foi particularmente eloquente, mas foi de uma profundidade ímpar. Thembi contou sua trajetória, a dificuldade de abrir caminhos por ser sul africana, mulher e negra. Falou sobre seus sonhos e o que a fez seguir adiante e chegar onde chegou. Terminou falando que mesmo já tendo conquistado seu espaço quer mais, tem mais ambição. Ambição de ver seus filhos e netos dando continuidade ao seu trabalho, ambição de dar esperança e ser um exemplo a tantas outras mulheres, negras e sul africanas, ambição de ajudá-las a achar o seu caminho, abrir portas e se constituir num Mundo Social. Um verdadeiro exemplo de mulher. E seu nome, não por acaso, significa esperança. 🙂

A segunda apresentação que me acariciou o coração foi a do Patch Adams. Sua vitalidade, experiência, visão de um Mundo verdadeiramente Social, foi uma grande injeção de ânimo e até um tapa na cara. Como pode um cara que aos 66 anos de idade, viaja o mundo compartilhando amor, sorriso, otimismo e alegria, ser tão mais jovem que eu e muitos dos que ali o ouvia? Bom, acho que a descrição que fiz já explica o motivo de toda sua juventude, não?

Ao término do evento ele nos convidou para sentarmos no chão e continuarmos o bate-papo, a troca de amor (como ele mesmo diz). Ficamos mais 2 1/2 horas em sua companhia. Algumas das perguntas feitas a ele foram: Você nunca chora? Qual o segredo do seu eterno otimismo? Por que você escolheu essa vida? Você não sente falta de ficar em sua casa? Em linhas gerais suas respostas foram todas claramente pautadas no amor. “Amor por si mesmo. Sim, tudo começa quando nos amamos de verdade e se nos amamos como e pelo o que somos, os outros automaticamente nos amarão também e assim compartilhar o amor que você tem não será uma tarefa, será algo muito natural“. O sorriso. Esse é outro do seu segredo. Através do sorriso, compartilhamos amor. “Já experimentou entrar em um elevador e sorrir, genuinamente, para a pessoa ao seu lado? Essa pessoa não tem outra alternativa a não ser sorrir de volta. Esse não é um excelente exercício?Acredite em sua causa. Ele luta e acredita que um sistema de saúde mais inclusivo é possível e essa tem sido sua luta há muitos anos nos Estados Unidos. Ele acorda feliz para lutar todo santo dia. Se ele chora? Bem, a história que ele contou me fez muito sentido, especialmente porque me lembrei de algumas situações em que me propus a ajudar uma pessoa/comunidade e ao invés de me penalizar com sua situação eu apenas estava lá. Estava presente. Estar presente é o que faz com que Patch não chore quando visita um hospital, campos de guerra, ou se vê em frente a uma pessoa que sofre muito. “Se eu chorar não estarei ajudando ninguém.” Por esse motivo ele fala do poder do estar presente. “Esteja lá, viva esse momento e dê o amor e a alegria que você tem ao outro. Nós temos muito amor para dar“. 🙂

Duas histórias muito diferentes. Duas personalidade ainda mais diferentes. Duas lições de vida lindas e muito intensas. 😀

Obrigada meu Deus, por me permitir “estar presente”, apreciar o diferente, aprender com o diferente e me tornar uma pessoa diferente. 😛

Ah! Quase ia me esquecendo: ganhei uma massagem ma-ra-vi-lho-sa do Patch. Virou amigo do peito! 😉

Os vídeos ainda não estão disponíveis, mas assim que estiverem atualizo o post. Por enquanto inspirem-se nesse aqui! Louie Schwartzberg: Nature, Beauty and Gratitude (clique para assistir).

Eu sou grata pelo lindo dia que tenho hoje!

Recomendados, nós?!

Tenho estado um pouco atrasada com a leitura dos blogs que gosto de acompanhar. E confesso que tenho acompanhado cada vez menos blogs. Não pela falta de oferta, mas sim pela falta de qualidade das publicações infindas na rede. Mas esse é tópico para outro post. Se é que terei vontade de escrever sobre. 😕

Mas indo ao ponto que queria, um dos blogs que adoro acompanhar é o da Letícia Massula, o Cozinha da Matilde. É um blog leve e denso ao mesmo tempo. De escrita convidativa e sempre muito instrutivo. Cada vez que leio alguma de suas publicações aprendo um monte e fico curiosa sobre mais um monte de coisas. Cada visita ao blog significa pesquisa. Sim, a Letícia tem um ar descontraído, mas é séria, muito séria no que se propõe a escrever. Assim esse é sem dúvida um blog que acompanho com gosto.

Mas o ponto é o seguinte: Ao ler seus últimos posts me deparo com uma recomendação sobre o nosso blog. Uau! Fiquei corada. Li, reli e quando o Dú chegou fui correndo falar para ele: “Dú, Dú abre aí o blog Cozinha da Matilde. A Letícia fez uma recomendação sobre o Cacau. Olha só que recomendação legal!”. 😛

E agora, antes de escrever esse post, dei outra lidinha no que ela escreveu. Gostoso ler o que as pessoas acham do que escrevemos, não?! 😀

Quer ver o que ela escreveu sobre nós? Clique aqui ó!

Uma virada diferente

Hey, antes tarde do que nunca!

Feliz Ano Novo, everyone!!!!

Nós desejamos um ano cheio de saúde, alegrias, muitas realizações, coragem para enfrentar desafios e se arriscar em novos caminhos, e muita disposição para curtir cada pequena e grande conquista!

Que 2012 seja um lindo e rico ano em emoções e experiências! É isso que conta na vida, não é não?!

E por falar em emoções vou contar para vocês como foi a nossa emocionante virada de ano. 🙂

Este ano fomos para Barcelona. Minha última aula do mestrado foi dia 14 de Dezembro e minhas provas finais estavam agendadas para 3 e 5 de janeiro. Dessa forma, assim que terminaram minhas aulas comecei a rever o material (que só para uma prova eram 25 artigos que totalizavam 500 páginas) para que pudéssemos viajar um pouco.

No meio desse monte de coisa, Barcelona era a nossa melhor opção. Passagens aéreas não muito caras e a distância não muito grande. Assim poderíamos aproveitar os 7 dias que planejamos de break.

Mas vamos à virada que é o mote desse post: Fomos jantar num restaurante divino (depois escrevo sobre onde e o que comemos) pertinho da Sagrada Família. De lá era só pegar o metro, andar umas duas estações, fazer uma baldeação e andar mais outras duas estações até o “pepinão” – como carinhosamente apelidamos o prédio onde teria uma queima de fogos e iriam mostrar Feliz Ano Novo em uns 50 diferentes idiomas.

Esse trajeto não levaria mais do que 7 minutos. Saimos do restaurante uns 20 minutos antes da virada. Chegamos à estação do metro e logo pegamos o primeiro trem. Descemos na estação para fazer a baldeação e… quase ninguém na plataforma. Passado um tempinho, mais uns gatos pingados chegaram.

As estações são super boas e tem um display que mostra que horas são e em quantos minutos o próximo trem passa. É super conveniente e funciona muito bem. Mas….

Esperávamos o trem quando de repente percebemos que o tempo previsto para a chegada do trem no display mudava regularmente. Ou seja, toda vez que o display mostrada 50 segundos para a chegada do próximo trem o tempo mudava e voltava para 2 minutos. E assim foi: chegava a 50 segundos, mudava para 2 minutos, chegava a 50 segundos e mudava novamente para 2 minutos.

O último suspiro de esperança. O display mostrava “entra”, mas nada de trem na plataforma. 🙂

Nesse ponto, até o display tinha perdido a esperança e simplesmente não mostrada nada. 😛

O povo começou a ficar inquieto. O tom de voz aumentou e de repente começamos a contar 10, 9, 8, 7… hahaha

As turminhas se abraçavam, alguns estouraram a champagne, outros comeram as uvas que carregavam em saquinhos e outros, tadinhos, sozinhos na virada do ano. 😦

Nos divertimos com essa virada inusitada e relaxamos já que a vida é assim. Alguns planos, mesmo os muito bem estruturados, mudam no meio do caminho e de nada adianta ficarmos p da vida com essas mudanças. O negócio é desenvolvermos nossa flexibilidade e capacidade de adaptação para sermos capazes de enxergar e aproveitar as oportunidades que as mudanças de plano trazem.

Rimos, nos abraçamos, aproveitamos para curtir uma virada sem o estouro dos fogos, mas com o estouro de emoções que surgem da simplicidade do momento. Sim, vibramos com essa virada de ano inusitada e sim, estamos no caminho do desenvolvimento da flexibilidade e capacidade de adaptação.

E que venham mudanças, desafios e novidades que coloquem à prova essas nossas novas competências. 😀

Um ano lindo para todos vocês!

Ah! O trem só voltou a rodar às 00h07. E sim, nós checamos! A mensagem era que o trem não pararia de funcionar!

Mais um vez…. Mudança :)

Nos últimos anos tivemos muitas mudanças em nossas vidas, como:

  • nascimento de dois sobrinhos lindos
  • novos empregos
  • novos amigos
  • novos cursos
  • novos idiomas
  • novos hábitos alimentares
  • e muitas mudanças de residência

Tudo começou quando decidimos nos casar e mudamos para nosso apartamento fofo em São Paulo. Dois anos depois veio a oportunidade de estudar na Bélgica, empacota tudo, deixa tudo guardado e mudamos com algumas caixas de roupa para a casa da minha mãe, onde ficamos dois ou três dias. Fechamos as malas e mudamos para a Bélgica com 4 malas de 32Kg cada uma. Primeiro uma curta estadia em um B&B, depois reempacota e carrega tudo para nosso cosy studio em Leuven. Um ano e um mês depois, fim do nosso contrato de aluguel. Empacota tudo. As coisas de casa que havíamos comprado deixei com um amiga brasileira que também mora em Leuven e carregou tudo para a casa dela. Quatro malas abarrotadas, deixamos no Flat onde a Shereen estava morando e com as outras duas malas fomos para um hotel. Uns dias depois viajamos quase vinte dias pelo leste europeu (muitos aviões, ônibus e hotéis). Foram 5 países diferentes. Voltamos com as duas malas para um flat em Leuven. Pegamos as outras quatro que estavam com a Shereen. Mais umas semanas e voltamos ao Brasil. Mais uma vez para a casa da minha mãe. O maior sufoco para empacotar tudo, mas finalmente voltamos com sete malas. Tira tudo das malas e organiza na casa da minha mãe. Dois meses depois, desempacota tudo o que estava há dois anos empacotado no Brasil para reempacotar para despachar para a Holanda. Organiza e otimiza mala. Fomos para a Holanda com quatro malas de 32Kg cada. Primeiros dias em hotel. Empacota tudo de novo e vamos para um apartamento temporário todo mobiliado. Dois meses depois, nosso contêiner chega no porto de Roterdan e mais uma vez a tarefa que agora me parece muito rotineira: fazer as malas e empacotar as tralhas já acumuladas para mais uma mudança. Ufa!

Esta semana. Mais precisamente na quarta a baderna começa novamente.

E quer saber mais? Que venham mais mudanças. 😛

No aeroporto de Cumbica aguardando o voo para Leuven em Ago/2009

Chegada em Leuven em Ago/2009)

Brincando de quebra-cabeças no flat em Leuven quando nos preparávamos para voltar ao Brasil em Nov/2010

Na sala de espera do aeroporto de Frankfurt aguardando conexão para Brasil e no aeroporto de Cumbica em Nov/2010

Tudo pronto para embarcar rumo à Holanda em Jan/2011

No aeroporto de Cumbica… Últimos beijos e abraços na nossa família mais que amada em Jan/2011

 

No hotel já em Eindhoven nos preparando para mudar para o apartamento temporário em Jan/2011

Aguardemos agora cenas do próximo capítulo. 😀 O desempacotar no nosso Lar-Doce-Lar. 😛

Porque a vida… É assim !!!!

Porque a vida é assim, né?! Nós pegamos um pouquinho daqui, outro pouquinho dali, colocamos tudo junto e fica a coisa mais linda de se viver. Não é assim com a família? Com os amigos? No trabalho? Na escola? Congregamos tudo de bom que conhecemos e conquistamos e aí temperamos a vida. E não é bão?!

Essa divagação apareceu quando preparava meu almoço solitário de hoje. Alface americana, um teco de cenoura crua, a sobrinha de um vinagrete da bruschetta de ontem à noite, lascas de queijo grana padano, uma colherzinha de mel, outras duas de shoyu, mais uma boa regada de azeite de oliva extra virgem com uns croutons feitos de uma fatia de pão integral cortado em cubos e fritos no azeite extra virgem e pimenta preta na frigideira.

Me fala se tem coisa melhor do que juntar tudo, misturar e se lambuzar???? 😀

Os números de 2010

Vejam só que dados interessantes recebi nesse início de ano do WordPress.com:

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 7,100 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 17 747s cheios.

Em 2010, escreveu 118 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 181 artigos. Fez upload de 405 imagens, ocupando um total de 404mb. Isso equivale a cerca de 1 imagens por dia.

The busiest day of the year was 5 de agosto with 103 views. The most popular post that day was Delft, Holanda.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram pt-br.wordpress.com, lufrancesa.com, facebook.com, google.com.br e search.conduit.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por ferrari, bom humor, frases inusitadas, westvleteren e bumbunzinho

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

  1. Delft, Holanda junho, 2010
  2. O terceiro (e último) dia em Amsterdam 😦 novembro, 2009
    3 comentários
  3. A melhor cerveja do mundo novembro, 2009
    3 comentários
  4. Frases de busca inusitadas dezembro, 2009
  5. Minha Ferrari março, 2010

E que 2011 seja um ano ainda mais saudável em todos os aspectos de nossas vidas! 😀

Um pouco de tudo

As últimas semanas foram marcadas por muitas mudanças, um transbordar de sentimentos, questionamentos que não cessam e a ausência de respostas que persiste, muitas possibilidades que se abrem, abraços, beijos, mais abraços e outros muitos beijos, sabores conhecidos que há muito não saboreávamos, pessoas amadas que voltamos a ver…. Nossa foram semanas ou meses?

Após quase um ano e meio vivendo na Bélgica, voltamos para o Brasil. Como é bom estar em casa. Como é estranho estar em casa. 🙂

Desde 07 de novembro, vivi algumas das seguintes situações:

  • Reencontrei a família
  • Vi meu sobrinho que está enorme… E ele? Está me “conhecendo”
  • Comi muito pão francês com requeijão e mortadela
  • Comi a farofa da minha mãe
  • Voltei a dirigir (e não é que não esqueci como era?)
  • Comecei a trabalhar
  • Voltei a enfrentar o trânsito caótico de São Paulo
  • Começamos a reencontrar nossos amigos, mas ainda temos muitos para rever
  • Vi São Paulo do alto
  • Comemos picanha, hummm isso que é carne
  • Viajei para a praia para um team building
  • Cortei o cabelo e fiz as unhas
  • Fiz cookie e torta de limão
  • Comecei a construir uma nova rede de relacionamento com meus novos colegas de trabalho
  • Comi carne seca com macaxeira 😀
  • Contei muito sobre nossas viagens, especialmente sobre a China
  • Dançamos gafieira 🙂
  • Fizemos churrasco e o Dú foi o churrasqueiro
  • Voltei a usar o forno, mas ainda não com a intensidade que gostaria
  • Deixei de escrever no blog 😦
  • Comprei sapatos 🙂
  • Conversei (pouco) com minhas amigas de jornada (Shereen, Paz e María)
  • Fiz meu primeiro pão
  • Conversei longamente com uma amiga que me ajudou a ver com leveza algumas coisas
  • Fui ao supermercado e falei em inglês
  • Fiz muito carinho nos peludos
  • Beberiquei uma caipirinha com cachaça mineira divina
  • Comemos no japonês 😛

E vejamos o que mais está por vir. 😀

A quantas estamos nós?

Sabe quado tudo está acontecendo e ao mesmo tempo nada está claro? É assim que estamos vivendo essas últimas semanas.
Aqueles que tem nos acompanhado sabem que há pouco mais de um ano e meio tomamos a difícil decisão de deixar tudo o que haviamos contruído para ingressarmos em uma experiência intensa e incerta, mas tínhamos a certeza de que situações que nos proporcionariam muito aprendizado não faltariam. E assim foi! Deixamos nossas famílias, nossos amigos, nossa casa, nossos empregos e vivemos um ano de intensos aprendizados. Nem tudo foi, ou está sendo fácil, mas já sabíamos disso e, como em outros momentos difíceis de nossas vidas, decidimos enfrentar tudo como uma oportunidade de crescimento e nunca como um problema.
Parece frase feita, não? E é! Mas quando aplicada diariamente a diferença é brutal. Putz, que legal estar agora sentada em um trem, no meio de uma viagem (Berlim para Praga) e poder mais do que escrever, refletir sobre tudo o que vivemos e assim começar a nos preparar para enfrentar o que está por vir.
É, no meio desse turbilhão de coisas a disciplina para escrever sobre nossas experiências ficou um pouco prejudicada, especialmente depois da viagem à China… Mas vocês podem dar um desconto, certo? Eram colegas mudando de studio, a turma terminando o curso, as despedidas quase que diárias, a procura por um lugar para ficarmos (os contratos de aluguel são por um ano e não é possível prorrogar por pouco tempo), a procura por emprego, responder a pergunta que TODOS nos fazem todos os dias: “E aí, quais são os planos?” planos, que planos maluco? Nosso plano é tentar definir um plano. 🙂
E como por enquanto não temos mais casa, emprego, curso, dinheiro e não sabemos ao certo o que o dia de amanhã nos reserva, resolvemos fazer nossas malas (deixamos 4 malas no flat de 35 metros onde a Shereen está vivendo, ela é ou não é um anjo?) e viajar mais um pouco….
Assim sendo teremos ainda mais fotos e histórias para contar. Espero que minha disciplina volte nesse meio tempo e que nosso caminho também se torne cada vez mais claro.
E ai teremos que decidir qual será o destino desse Blog… Bem, uma decisão de cada vez, certo? 🙂

Update: Post escrito há alguns dias e apenas publicado hoje, último dia em Viena. 😀

Há três anos…

Era um domingo ensolarado. Já estávamos limpando o nosso novo apartamento desde sexta-feira. Limpeza pesada, limpeza fina, recebimento de móveis, montagem, limpeza da louça e descobrindo como organizar nossas coisas nos novos armários…

Nossa parece que foi ontem!!!

No final do dia, voltamos para a casa dos nosso pais. Fizemos uma mala com roupa suficiente para uma semana. Estávamos radiantes e ao mesmo tempo inseguros. Nunca pensei que sentiria essa insegurança ao deixar a casa da minha mãe. Mas o novo nos traz esse sentimento que ao mesmo tempo é exitante e duvidoso!

Fizemos nossa primeira despesa. Nossa que delícia! Primeiro tinha preparado uma lista com tudo o que precisaríamos. Abri os armários da minha mãe para ver o que eu estava esquecendo… Fósforo, bicarbonato de sódio, noz-moscada, palito de dente, esponja para lavar louça… Coisas que eu só lembraria no dia que eu precisasse.

O fogão também tinha chegado, mas o técnico viria só no próximo sábado para trocar a saída do gás. Improvisamos a primeira semana com o microondas e o forninho elétrico. Dá para imaginar as gororobas? 😀

Nossas noites foram agitadas…. E não pelo motivo que vocês devem estar pensando :). O barulho da noite era novo, a luz, a cama, a rotina… Que rotina?

Uma delícia sair do trabalho e pegar o caminho errado… hahaha… Um dos dias peguei o caminho para a casa da minha mãe. Só depois percebi que eu tinha é que ir para a minha casa.

Agora que descrevo essa experiência, me lembro dos detalhes, dos cheiros, das atrapalhadas desse novo casal, mas também parece que já faz tanto tempo… Nesse meio tempo, arrumamos nossa casa, nos adaptamos e criamos a uma nova rotina, uma nova dinâmica familiar, nos conhecemos ainda mais… Empacotamos tudo e nos mudamos… Mais uma experiência intensa, que nos fez sentir radiantes e inseguros novamente: A Bélgica! Encaramos e vibramos cada dia com cada momento que estamos vivendo.

E daqui a pouco? Outra mudança! Para onde, quando e como? Ainda não sabemos, mas Deus nos preserva mais uma intensa experiência, que sem dúvida vai nos fazer sentir radiantes e inseguros… Só para variar um pouco! 😛