Archive by Author | Fernanda Relvas

Primeira colheita do ano

Elas são ou não são as coisinhas mais lindas?! 😀

Image

Muito orgulho da minha pimenteira! 🙂

Anúncios

Domingo preguiçoso combina com panqueca

E aqui vai a receita de uma panqueca para o café-da-manhã de um domingo preguiçoso!

Image

Panquecas com gotas de chocolate amargo

Receita adaptada daqui 

Ingredientes

  • 100 g de farinha de trigo
  • 1/2 colher de chá de fermento e uma pitadinha a mais*
  • 1/8 colher de chá de bicarbonato de sódio*
  • 2 colher de sopa de açúcar de confeiteiro
  • Uma pitada de sal
  • 1 ovo médio batido
  • 150 ml de leite
  • 1 colher de chá de manteiga derretida
  • ~70 g de gotas de chocolate amargo

Modo de preparo

  1. Peneire os ingredientes secos e misture bem. Em uma outra tigela bata o ovo com o leite. Faça um furo nos ingredientes secos e adicione a mistura de leite. Vá mexendo em movimentos circulares de modo a misturar o leite aos secos. Quando obtiver uma mistura bem homogênea adicione a manteiga e misture novamente.
  2. Aqueça uma frigideira anti-aderente untada com um pouquinho de óleo e manteiga em fogo médio. Quando quente, faça as panquecas uma a uma. Eu usei uma colher de sorvete como medida e adicionei as gotas de chocolates na própria colher de sorvete para que as gotas ficassem igualmente distribuídas entre as panquecas. Cozinhe por 2-3 minutos de cada lado ou até que a panqueca fique dourada. Repita a mesma operação até terminar com a massa de panqueca e unte novamente a frigideira quando achar necessário.
  3. Sirva imediatamente com uma xícara de café com leite e comece bem o seu domingo! 😛

Nos rendeu 6 panquecas!

* A receite pede por farinha com fermento. Como eu não tinha adicionei uma pitada a mais de fermento em pó (além da 1/2 colher de chá) e o bicarbonato de sódio. Caso você esteja usando a farinha com fermento adicione apenas a 1/2 colher de chá de fermento e ignore o bicarbonato.

O risoto sobrou. E agora?

Tem coisa mais legal do que a sensação de aproveitar, seja lá o que for, até a última gota? Eu adoro essa sensação. Seja quando estamos com a pessoa amada. Com a família querida. Com um amigo-irmão. Quando estamos saboreando aquele prato gostoso. Quando aproveitamos aquele Sol quentinho e energizante. E a lista é sem fim.

O post de hoje vai bem nessa linha. Não gosto muito de sobrinhas de comida. Não me atrai a ideia de requentar comida. Mas me agrada menos ainda a ideia de jogar comida fora. Por isso procuro sempre fazer porções certas. Essa habilidade, de acertar no tamanho da porção para nós dois, eu levei um certo tempo à adquirir. Hoje já é mais natural. Mas teve dias que a sobra era vergonhosa e teve dias que passamos fome. Tivemos de apelar por um cereal com leite ou um pãozinho com Nutella antes de ir dormir. 🙂

Um prato que eu tinha horror das sobras era o risoto. Prestou atenção? Tinha. Passado. Hoje eu faço propositalmente o dobro do que vamos comer. Tenho que confessar que gosto mais da sobra do que do risoto cremoso quando acaba de ser feito. Louca, eu?! O segredo está em transformar aquela papa de risoto frio em algo divino, crocante e cremoso!

Image 815_cr

Aprendi essa “técnica” há alguns anos e tentei feito louca achar o vídeo para colocar a referência aqui para vocês. Não achei. Mas a história é a seguinte: Os italianos, espertos que são, também não gostam de jogar comida fora e com o resto do risoto eles preparam os populares arancinis. Bolinhos de arroz recheado, empanado e frito. No vídeo um chef brasileiro adaptou essa ideia e concebeu um prato. Se eu achar esse vídeo atualizo aqui para vocês!

Vamos ao modus operandi: Coloque a sobra do seu risoto em uma vasilha quadrada com tampa e compacte bem o risoto. Leve à geladeira para preparo na próxima refeição. Com a ajuda de uma espátula de silicone (pão-duro) retire a massa compacta da vasilha e corte em fatias de aproximadamente 1 centímetro. Com essas fatias você vai preparar “sanduíches”. Eu adoro rechear com fatias grossas (~0,5 cm) de queijo Camembert. Depois é só grelhar em frigideira de fundo pesado com azeite e manteiga, em fogo médio, até obter uma crosta dourada linda e o queijo escorrer e grelhar ao lado. Divino! 😛

Não tem uma boa receita de risoto? Veja aqui uma das minhas receitas favoritas! Ultimamente tenho adicionado raspas de 1/2 limão siciliano à essa receita! Lindo!

Um bolo ou um projeto?

Esse não é um bolo simples de fazer e esse não foi um post simples de escrever! 😐

Eu tenho um tendência de complicar demais as coisas. De escolher sempre o mais difícil, o mais desafiador. Não acho que esse seja um defeito meu. Pelo contrário. Acho que com isso eu atinjo resultados mais interessantes. Faço o melhor que posso. Descubro que tenho mais habilidades e competências que eu mesma pensava ter. Mas nem tudo são flores na vida. Às vezes essa tendência faz com que eu paralise. Deixe de fazer coisas. Deixe de experimentar. Deixe de agir. E mesmo o que parece muito simples se torna complicado na minha cabeça um pouco complicada! 🙂

Tudo isso para dizer que escolhi fazer essa receita nada simples como uma prova para mim mesma. Uma prova de que posso me arriscar. Posso fazer o simples e o complicado. Que tudo na vida tem o seu lado bom e ruim. E que só depende de nós mesmos escolher em que vamos colocar nossa atenção. No bom ou no ruim?

Uma camada não saiu do jeito que eu queria. Nessa hora quase desisti. Me perguntei: Por que você sempre escolhe o mais difícil? Me reprogramei e segui. E o resultado? Bem, dois resultados muito interessantes. Primeiro: Um bolo delicioso. Úmido, saboroso e muito aromático. O que me rendeu muitos elogios. Segundo: Uma amostra vívida de como é o meu funcionamento psicológico quando não estou no meu melhor. Cobrança, rigidez e auto-crítica. Opa, opa! Minha escolha é a de ver o lado bom. Dessa forma, escolho ver coragem, adaptação e amor.

Foi com muito amor que me aventurei na cozinha para preparar esse bolo de aniversário para uma pessoa que está se tornando família!

BlackForest

Bolo Floresta Negra

Receita completa aqui.

Ops! A receita é grande e cheia de passos. Fiquei com preguiça de traduzir. Mas vejam o lado bom. Um delicioso motivo para você praticar o seu inglês! 😀

O poder do orégano e o sabor de uma doce amizade

Meu presente de aniversário desse ano foi ultra especial. Passamos uma semana na Jordânia, com nossos mais que amigos Shereen e Raed. Os conhecemos na Bélgica. Raed foi colega de classe do MBA do Dú. Durante nossa estada na Bélgica as esposas, especialmente Shereen, Pachi e eu, nos conhecemos, alimentamos uma linda amizade que hoje consideramos como laço de sangue. Somos irmãs.

Com esse pano de fundo já dá para imaginar o quão especial foi passar 7 dias na Jordânia. Conhecer lugares incríveis, daqueles que só vimos em filmes ou em documentários na National Geographic e comer bem, muito bem. Como se não bastasse estarmos juntos, os lugares são maravilhosos, transpiram história e muita energia e a comida, bem essa é covardia. O frescor dos ingredientes, a variedade dos temperos, o valor que a comida tem na cultura, tudo isso faz com que uma viagem à Jordânia seja ainda mais rica, pois trata-se de uma viagem gastronômica também.

Um lugar muito especial para se visitar (e costumo buscar um desses em todas as viagens que fazemos) são as lojas de temperos. Qual não foi a minha alegria ao adentrar em uma e ver tantas coisas familiares tal como o tremoço. Item quase que indispensável nas reuniões familiares lá de casa. Mas minha alegria não terminou por aí. As novidades são infindas. Aromas e sabores desconhecidos, mas intrigantes.

Image

Mas o tempero da vez é o orégano. Não, não desanime e não pense: “Orégano?! Vai dizer que essa louca não conhecia orégano?!”. Depois da Jordânia e Turquia hoje posso afirmar que esse tempero tão corriqueiro em nossas cozinhas, de corriqueiro não tem nada. Em minha memória esse era um tempero bom, ok, regular, nada de muito especial, mas os que conheci nesses dois países são muito diferentes. Inclusive entre eles.

Image

Franguinho cheio de amor

Dia desses em um dos nossos churrascos arrisquei temperar o frango como o frango divino que comemos na casa de nossos amigos. Não se trata de uma receita. É muito mais um modus operandi. Isso porque você vai usar os mesmo ingredientes, mas as quantidades vão variar de acordo com a preferência de sua família. No meu caso a quantidade de alho é quase que exagerada. 😛

Vamos lá! Para 6 asinhas de frango amassei 1/2 cabeça de alho grande, 1/4 de copo do orégano comprado na Jordânia, sal, pimenta do reino e azeite. Com as mãos massageie as asinhas para que os temperos cubram todas. Reserve na geladeira. Quanto mais tempo ficar marinando mais os sabores estarão desenvolvidos. E voilá. É só colocar na churrasqueira e sujar os dedos chupando os ossinhos! 😀

Sis, I know you are going to translate this post. And I want to make sure you get this message as clear as possible! That is why I am writing in English. I feel blessed by having you in my life. I am grateful for our friendship. Pachi and you are more than friends. You know that. Your are my chosen sisters. I love you with all my heart! ♥ ♥ ♥

Espetinhos de frango grego para amenizar o calor

Coisas muito interessantes (e saborosas) têm saído da nossa cozinha… Pena que não estava chegando ao blog. Mas sem chorar o leite derramado, vamos mesmo ao que interessa.

Pelas bandas de cá o calor tem sido intenso e quando não fazemos churrasco aos finais de semana precisamos de algo mais fresco e que não demande muito tempo no fogão… Já basta o calorzão lá de fora, né?!

Essa receita foi uma ótima pedida para um domingo super quente e os espetinhos que sobraram viraram um almoço rápido, refrescante e saboroso na segunda.

Image

Espetinhos de frango grego com pão-folha e molho tzatziki

Receita adaptada daqui

Ingredientes

Marinada

  • 1 colher de sopa de azeite de oliva
  • 1 colher de sopa de alecrim fresco, picado
  • 2 dentes de alho, picados
  • casca de 1/2 limão siciliano
  • 2 peitos de frango (~400gr), em cubos

Pão-folha de iogurte (fiz 1/2 receita)*

  • 1 copo de iogurte grego
  • 2 1/2 copos de farinha de trigo
  • 2 colheres de sopa de ervas frescas, picadas
  • Óleo e manteiga para untar
Molho tzatziki (fiz 1/2 receita para cada refeição)
  • ½ pepino, ralado
  • 1 copo de iogurte grego
  • 1 dente de alho, amassado
  • casca de ½ limão siciliano
  • suco de ½ limão siciliano
Salada de tomate (fiz 1/2 receita para cada refeição)
  • 400g mini tomates misto, cortado ao meio
  • 1 colher de sopa de salsinha picada grosseiramente
  • suco de ½ limão siciliano

Modo de preparo

  1. Em um recipiente pequeno adicione o azeite de oliva, o alecrim, o alho e a raspa da casca do limão com uma pitada de sal e pimenta. Adicione o frango cortado em cubos e misture muito bem. Cubra e deixe na geladeira para marinar por pelo menos 15 minutos.
  2. Coloque os cubos de frango no espetinho. Dependendo do tamanho de sua frigideira, corte os espetinho ao meio como eu fiz para que acomodem bem e grelhe por 5 minutos de cada lado. Retire da frigideira e cubra com papel alumínio até a hora de servir.
  3. Para o pão-folha, em um recipiente adicione o iogurte, a farinha, as ervas e 1/2 colher de chá de sal. Sove a massa até obter uma consistência lisa e elástica. Cubra com filme plástico e deixe descansar por 15 minutos.
  4. Divida a massa em 12 pedaços (se fizer a receita inteira ou em 6 pedaços se fizer apenas a metade). Forme pequenas bolas e abra o pão com o rolo em uma superfície levemente enfarinhada até que a massa esteja bem fininha, quase translúcida. Faça uma pilha com as massas já abertas com pano de prato ou papel vegetal entre elas.
  5. Aqueça uma frigideira grande. Quando estiver quente unte com um pouquinho de azeite ou manteiga e coloque um pão-folha. Grelhe por 2 minutos ou até que o pão esteja assado e com as bolhas começando a queimar. Vire e asse por mais 1 minuto.  Unte novamente a frigideira a cada pão que for grelhar.
  6. Para o molho tzatziki, deixe o pepino ralado com sal sobre papel toalha em uma peneira. Depois de 15 minutos esprema o excesso de água do pepino. Adicione o pepino em uma tigela com o iogurte e o alho, raspas e suco do limão siciliano. Adicione pimenta.
  7. Em uma tigela pequena, adicione os tomates cortados ao meio, a salsinha picada e o suco de limão. Tempere com sal e pimenta à gosto.
  8. Sirva os espetinhos, pão-folha, molho tzatziki e salada de tomate em uma tábua grande e rege com azeite de oliva.

* Comemos 4 pães-folha e as duas bolinhas que sobraram embrulhei muito bem em filme plástico e deixei na geladeira para abrir e assar no dia seguinte. Ficou tão bom tanto os feitos no dia.

Um sonho de 40 anos

Há quarenta anos mamaninha tinha um sonho, conhecer os canais de Amsterdam. Com sua estada por essas bandas, coisa mais do que óbvia era passar um dia em Amsterdam.

Os dias foram passando, as semanas passavam e nada de conseguirmos levá-la. Ela nada falou, mas posso imaginar sua angústia toda vez que díziamos que ainda não dava para ir à Amsterdam.

Em sua última semana o susto: “Mãe, vamos amanhã à Amsterdam?” Mais do que depressa e com um sorriso juvenil nos lábios: “Claro! Vamos!”

Tivemos um dia bárbaro! Sol forte, coração batendo e muita viagem, viagens a outras épocas… Outros tempos! 🙂

Clique na imagem para ampliá-la

Leuven… Um caso de amor!

Leuven tem um lugarzinho especial em nossos corações. Também pudera, vivemos tanta coisa de forma tão intensa que se torna impossível não reviver muitas dessas emoções quando pensamos e especialmente quando voltamos para lá.

E é claro que levamos mamaninha para conhecer esse cantinho mágico. Foi um domingo. O dia estava bonito, o vento um pouco frio, mas sem chuva o que já é um grande negócio, diga-se de passagem. 😉

Caminhar pelas ruas do centro, passear pelo Begijnhof, passar em frente a nossa antiga casa, ver os bares e restaurante que costumávamos frequentar com nossos queridos amigos, foi ótimo. E ainda melhor porque então pude mostrar para minha mãe um pouquinho do charme dessa cidade que tanto cativou o nosso coração. 😀

Clique na foto para ampliá-la.

French fries é francesa?

O que de mais básico pode existir que batata frita? Mas para falar a verdade de básico não tem nada não.

Eu nunca fui lá muito fã de batata frita, não só pelo caráter pouco saudável, mas também porque é muito comum encontrar batatas encharcadas em óleo por aí. Depois de nossa mudança para a Bélgica o negócio mudou de figura! 🙂

Em praticamente toda refeição batata frita é O acompanhamento e isso não se restringe à Bélgica, o mesmo acontece aqui na Holanda. Mas não pense que é uma batata frita qualquer, é “A batata frita”. Sequinha, dourada, macia por dentro e crocante por fora. Uma loucura! Para a nossa perdição.

Em inglês batata frita é chamada French Fries, ou batatas francesas. Com esse nome eu, quase que instintivamente, deduzi que batata frita era invenção dos franceses. Mas um dos nossos amigos belgas nos contou a história, ou estória (quem sabe?!), que a batata frita na verdade é originária da Bélgica e que seu nome French Fries (batatas francesas) deve-se ao fato de que na primeira guerra mundial os soldados belgas, que falavam primariamente francês, apresentaram a batata frita aos colegas americanos no campo de batalha. Os americanos por sua vez, apelidaram a tal batata de French Fries, uma vez que essa fora preparada e servida por soldados que falavam francês.

No wikipedia você pode conferir um pouco mais sobre a história da batata frita, a qual inclui essa versão também. 🙂

Durante a visita da mamni, uma de suas vontades era a tal French fries. E para a minha indignação me peguei na maior dúvida de onde levá-la para comer uma bela French fries. Mesmo sendo uma iguaria básica pelas bandas de cá, quero levar mamaninha no melhor lugar possível para comer a melhor batata frita possível. 😉 Mãe merece sempre o melhor, não?! Em uma pesquisa básica (best fries in Eindhoven) me surpreendo com o Frietopia Foundation. Dá para acreditar que os caras por aqui são tão obcecados por batata frita que existe até uma fundação que visa “medir” a qualidade das batatas fritas da região?

O lado útil é que para aqueles que procuram A batata frita mesmo estando Na terra da batata frita esse pode ser um bom meio para começar a degustação. 😀

No site você inclusive encontra duas listas muito, muito interessantes: Hall of fame e Hall of shame. E para a sorte da minha mãe uma das melhores Frituurs, ou lojinha onde se venda basicamente fritura, incluindo as famosas batatas fritas, fica aqui em Eidhoven, é a Frituur Martin Zwerts (Boschdijk, 436, Eindhoven). Mas…. Quando fomos estava fechado 😦 Toca voltar para o centro de Eindhoven e procurar um outro frituur, igualmente bem recomendado.

Esse é bem no centro, chama-se Dick en Lang (Jan van Lieshoutstraat, 28). Não é um lugar que eu normalmente pararia para comer. Aliás, não era, passado! Por puro preconceito. Batata divina, crocante e sequinha. Porção gigante, pelo menos para os nossos padrões, e acompanhada de muita maionese. Eita gula boa! 😀

Ah! E o segredo da batata é que ela é frita duas vezes. Primeiro uma pré-fritada, sem deixá-la dourar. Já na segunda vez, ela fica menos tempo no óleo, só o suficiente para ficar dourada e irresistivelmente crocante. 😉

Pãozinho de Leite e o que me motiva

Você já teve vontade de mudar o mundo? De causar um impacto positivo em sua comunidade? De ser capaz de fazer mais? Eu já tive. Eu ainda tenho.

Na adolescência e na fase jovem adulta, me lembro de pessoas mais velhas e experientes me orientando: “Calma, Fernanda! Esse ímpeto todo, com a idade, vai passar.” “Esse idealismo é típico da idade, minha querida.” Às vezes eu achava que essas pessoas tinham razão e acalmava o meu facho. Outras vezes, ouvir essas coisas era o que mais acendia o fogo da revolta.

Com idade e a experiência percebo que o fogo da revolta baixou, mas o idealismo não. Talvez tenha até aumentado. Vocês podem me chamar de naïve. É, essa sou eu. Não posso deixar de constatar que esse idealismo é o que me faz ser diferente, ser singular. Não estou falando que eu seja especial. Reparem. Cada um de nós temos as nossas singularidades. As nossas características únicas que nos distinguem como seres humanos, seres singulares. Percebo que toda vez que me deparo com a oportunidade de causar um impacto positivo no outro, na minha comunidade, no mundo, meus olhos brilham, meu coração bate mais forte, tenho fome de ação. Essa sou eu. 100% motivada a agir. A fazer algo por alguém.

Na minha tese de mestrado tenho o tema motivação como pano de fundo. Estudar esse processo psicológico em mais profundidade e explorar perspectivas, modo de aplicação me faz acreditar que somos realmente capazes de tudo, tudo e mais um pouco. Nos basta ter coragem para quebrar barreiras, travar novas batalhas, desbravar novos caminhos, abrir novas portas e, mais importante ainda, fechar algumas portas abertas.

Minha apresentação para o Congresso Internacional de Psicologia Cross-Cultural está quase pronta. Estou trabalhando na tentativa de abrir novas portas. Se terei sucesso? Bem, isso depende do que você considera sucesso. Eu já me sinto bem sucedida. Me conheço cada dia mais. Valorizo a simplicidade do dia-a-dia. Acredito e confio em meus valores. Não só estudei motivação, mas pensei e apliquei o que estudei no meu auto-conhecimento. Sinto-me plena. Feliz! Ainda que cheia de perguntas em minha cabeça e coração, mas essa é a beleza do desenvolvimento, não?

Esse pãozinho é um símbolo do processo pelo qual passei, passo e sempre passarei. A junção de ingredientes simples, a espera pelo tempo de maturação/desenvolvimento, o calor da ação que vai causar a transformação e, por fim, o sabor de viver o que se é!

Pãozinho de leite

Receita adaptada daqui

Ingredientes

  • 150 ml de leite morno
  • 1 1/2 colheres (chá) de açúcar
  • 1/4 colher (chá) de sal
  • 1/2 colher (chá) de fermento seco
  • 25 ml de azeite
  • 1 colher (chá) de manteiga
  • 1 ovo
  • aproximadamente 250g de farinha de trigo

Modo de preparo

  1. Bata todos os ingredientes menos a farinha no mini processador (ou liquidificador).
  2. Despeje em um bowl grande a mistura e aos poucos adicione a farinha. Vá mexendo com uma colher de pau até obter uma massa bem homogênea e um pouco menos grudenta.
  3. Em uma superfície lisa e enfarinha despeje a massa e comece a sovar. Vá acrescentando farinha aos poucos até obter uma massa elástica. A minha ainda ficou um pouco grudenta, mas possível de sovar.
  4. Deixe a massa descansar por 30 minutos coberta e em local livre de vento.
  5. Coloque a massa sobre uma superfície e separe pequenos pedaços, faça bolinhas e coloque em forma untada e enfarinhada, deixando um espaço entre os pãezinhos. Como fiz 1/4 da receita original dividi a massa em 8.
  6. Deixe os pãezinhos crescer cobertos e em local livre de vento até dobrar de volume.
  7. Pincele gema de ovo e salpique sementes de papoula (opcional, eu fiz e ficou lindinho).
  8. Assem em forno médio por 35 minutos. No meu (forno-convecção) levou 27 minutos em 180C.
  9. Se aguentar, deixe esfriar. Eu abri o pãozinho, queimando os dedos e meti um belo naco de manteiga que imediatamente derreteu. Delícia!