Archive | março 2012

Gaudí, Domènech, Barcelona

Uma amiga está visitando Barcelona, para um congresso. Sortuda ela: Barcelona é uma cidade mais que especial, um destino turístico imperdível. Nenhuma outra combinou tantos elementos totalmente diferentes – você pode ser perder no Barri Gòtic, a parte medieval da cidade; passear tranquilamente pelas belas avenidas de Eixample, a área modernista onde estão vários dos […]

Moinhos, moinhos e mais moinhos

Final de semana passado aproveitamos o solzinho gostoso da primavera e finalmente fomos visitar o Kinderdijk, um dos locais turísticos mais conhecidos da Holanda. E pensar que tudo começou  porque eles tiveram um monte de problemas com enchentes… Eu explico: o Kinderdijk é o local com a maior concentração de moinhos de toda a Holanda. […]

Isto sim é que é loja!

Algum tempo atrás resolvi checar que cervejarias estão perto de casa – é um passeio normalmente interessante, com o bônus de te dar a chance de experimentar cervejas que não estão à venda em outros lugares.

Um link leva a outro e acabei descobrindo uma loja especializada em cervejas que todo mundo dizia ter uma variedade impressionante. Um dos comentários era hilário – “meu sonho de consumo é estacionar uma van na frente da loja e comprar com um cartão sem limite de crédito.” Smile

O problema é que esta loja fica na Bélgica, meio-que-bem-longe de casa. O negócio então foi esperar nosso estoque da máquina de lavar louça chegar a zero, aproveitar um dia cinza e chuvoso, encher-se de disposição e botar o pé na estrada. Ainda bem que as viagens de carro por aqui são tranquilas – e sem pedágio.

Difícil saber o que esperar de uma loja que lista em seu site mais de 1000 diferentes rótulos (não, não coloquei um zero a mais!), mas o resultado é um só: você fica totalmente perdido, olhando para todos aqueles rótulos desconhecidos e se perguntando quais vale a pena colocar no carrinho – afinal, será impossível comprar todas (a não ser que vá com o amigo da van ali de cima…).

loja01

loja02Ainda bem que me planejei um pouco e estava com A lista das melhores cervejas belgas, de acordo com o Rate Beer e o Beer Advocate. Começou então uma caçada para encontrá-las, o que demandou muita concentração para resistir à tentação de ir pegando garrafas a esmo. Smile O resultado? 26 cervejas diferentes, sendo apenas 4 já conhecidas e só umas 6 fora da lista das melhores cervejas belgas (mas estas estão quase todas na minha lista de cervejas preferidas).

Dentre as 26, algumas da De Struise Brouwers, micro-cervejaria que emplacou um número assustador de posições na lista das melhores e já foi eleita melhor cervejaria da Bélgica e do mundo (!). Alguns rótulos tem produção limitadíssima e venda restrita a 4 garrafas por pessoa…:

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E um punhado da Mikkeller, cervejaria “cigana” (eles não tem uma linha de produção própria) eleita cervejaria do ano na Dinamarca, que tem como objetivo criar cervejas que “desafiam o limite do que conhecemos como cerveja” (quando eu descobrir o que isto quer dizer eu conto aqui…):

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Claro que a loja também tem muita coisa regularmente encontrada em supermercados: Leffe, Duvel, etc., etc. Mas pra que comprar ali o que você encontra em (quase) qualquer lugar? E às vezes o preço também não compensava – mais um motivo para se concentrar no que você só vai encontrar lá. Mas para ser justo, apesar da variedade incrível, não dá para dizer que eles tem tudo – a DeuS, por exemplo, não está na lista de cervejas à venda. Ainda bem que a minha ainda está guardadinha, esperando o momento certo de ser aberta. Winking smile

Se estiver na Bélgica, próximo de Gent, não deixe de visitar a Dranken Geers.

Agora com licença; nos próximos meses estarei ocupado experimentando o que a Bélgica tem de melhor a oferecer em termos de cerveja. Open-mouthed smile

Meneer Frits – Eindhoven

Mais uma agradável descoberta!

O Meneer Frits é o restaurante/café da casa de Shows de Eindhoven (Muziek Gebouw Eindhoven).

Salão grande, atendimento um tantinho atrapalhado, cardápio interessante e pratos não muito caros. Com sorte você ainda faz sua refeição ao som do piano de cauda que fica no salão, o que foi o nosso caso. 🙂

O Dú comeu o prato do dia que era um frango com risoto e eu comi dois cortes de veado com purê de beterraba e pera cozida no vinho tinto. Ambos os pratos saborosos e muito bem preparados. Minhas carnes estavam divinas. Já a sobremesa ficou a desejar. O tiramisù era bem sem gosto, mas o sorbet de limão estava bem bom.

Serviço:

  • Meneer Frits
  • Jan van Lieshoutstraat 3 – Eindhoven
  • Tel: 040 2655610
  • Jantar para duas pessoas com bebida = €56,00

Guisado africano de frango com amendoim

Essa é uma daquelas receitas quentes e aconchegantes. Você come devagar e aprecia os sabores que explodem em sua boca.

Fiz a receita completa e nos rendeu 3 refeições. Um exagero, mas como estava muito gostoso nem achamos ruim repedir a dose. 😉

Guisado africano de frango com amendoim

Receita daqui

Ingredientes

  • 450g de peito de frango em cubos
  • 1 cebola grande fatiada
  • 1 pimentão vermelho grande em cubos
  • 2 dentes de alho grandes ralados
  • 2 tomates grandes em cubo
  • 225g de espinafre
  • 4 colheres (sopa) de óleo de amendoim (usei azeite, mas acho que deve ressaltar ainda mais o sabor)
  • 1 colher (chá) de óleo de gergelim
  • 1/4 colher (chá) de chili powder (picante)
  • 1/2 colher (chá) de gengibre ralado
  • 2 colheres (chá) de açúcar mascavo
  • 1/2 colher (chá) de tomilho seco
  • 5 colheres (sopa) de creme de amendoim
  • 2 copos de caldo de frango
  • açúcar mascavo adicional
  • pimenta
  • sal

Modo de preparo

  1. Comece tirando a pele e sementes do pimentão e tomates (veja nos links como fazê-los de forma rápida e eficiente).
  2. Prepare o frango, cebola, tomate e pimentão em cubos/fatiado.
  3. Em uma tigela misture o óleo de amendoim, óleo de gergelim, uma pitada de sal, bastante pimenta moída na hora, chili powder, tomilho seco, gengibre ralado, açúcar mascavo e alho ralado e misture bem todos os ingredientes.
  4. Adicione os cubos de frango e misture de forma que todos os cubos estejam cobertos pelo tempero. Deixe marinando por 15 minutos.
  5. Cozinhe o frango em fogo médio-alto apenas para perder a cara rosada (crua).
  6. Adicione a cebola e pimentão e cozinhe por mais 5 minutos.
  7. Adicione o creme de amendoim, o caldo de frango e os tomates. Quando ferver, baixe o fogo e deixe cozinhando por mais 20 a 25 minutos sem tampa, mexa regularmente.
  8. Depois de 20/25 minutos o caldo deve ter reduzido e encorpado. Tempere com sal, pimenta, chili powder e açúcar mascado a gosto.
  9. Adicione as folhas de espinafre e, assim que elas murcharem, desligue o fogo.
  10. Sirva com arroz fresquinho e seja feliz. 😀

O que e onde comemos em Barcelona – Parte II

Continuando nossa listinha de restaurantes em que comemos em Barcelona. Aqui você pode conferir a primeira parte da história. 😛

The Tatami Room (Poeta Cabanyes, 19)

Saudosos de uma boa comida japonesa, buscamos referência e caímos no The Tatami Room. Um restaurante super charmoso, moderno mas aconchegante ao mesmo tempo. Cardápio elaborado e atendimento, mesmo que um pouco tumultuado, muito bom.

Tudo o que comemos estava divino.

La Tagliatella (C/ Cap de creus Figueres cant. C/ Canigó) – Figueres

Passamos um dia em Figueres, cidade onde Dalí nasceu, conceitualizou e montou seu museu. Nossa ideia inicial era almoçar no Onix (Carrer de Sant Llàtzer 8), um restaurante super bem avaliado e com um cardápio de causar muita indecisão. 🙂 Mas infelizmente ele estava fechado. Já era tarde e optamos pelo La Tagliatella. Um tradicional Italiano com grande variedade de massas e molhos. Tudo à sua escolha. Estava muito bom. As massas estavam bem frescas e muito leves. Não saímos decepcionados, mas que o Onix ficou na nossa cabeça isso ficou.

La Llesca (Avda. Gaudí, 12)

Se você não prestar atenção você passa batido por esse pequeno e modesto restaurante. Tínhamos visto as avaliações que estavam ótimas e resolvemos almoçar. Para ser bem sincera, só entrei porque tínhamos visto as avaliações, caso contrário eu não teria arriscado, não.

Restaurante simples, pequeno e de atendimento muito bom. Os pratos são DI-VI-NOS e baratos. Quando forem não deixem de pedir o pa amb tomàquet, uma bela fatia de pão tostada acompanhada de alho e tomate. Primeiro você corta o alho ao meio e esfrega na fatia de pão (assim como se faz com bruschetta), depois esfrega com vontade a metade do tomate, uma boa regada de azeite e está pronta uma entrada simples, mas saborosíssima. Se você quiser melhorar ainda mais, é só comer com umas fatias de Jamón Serrano, que é servido em uma porção enorme!

No almoço fomos de costela de cordeiro e medalhão de javali. Muito bons. E finalizamos com uma linda crema catalana. 🙂

O jantar de 31 de Dezembro também foi lá. O restaurante era caminho para onde queríamos ver a virada, que foi frustada, mas muito divertida, barato e muito bom. Repetimos. No jantar comemos camarões e lagostins na grelha. Além da mesma entrada: pa amb tomàquet e jamón Serrano e de sobremesa um prato típico, sugestão de um dos garçons: Mel i Mató, um queijo cremoso (a consistência se assemelha ao cottage) com mel e pinólis. Simples, mas maravilhoso!

O La Llesca fica literalmente a dois minutos da Sagrada Família, então não deixe de ir a esse simpático lugar!

La Pepita (Còrsega, 343)

Outro restaurante imperdível! Mas faça reserva. Ele é muito pequenino e disputadíssimo.

Ir a Barcelona e não comer tapas seria uma blasfêmia. E já que tínhamos de fazê-lo que fizéssemos em um excelente lugar.

O ambiente é o máximo, muito pequenino, aconchegante, tumultuado, barulhento, cheiroso, é uma loucura! Amei.

As tapas divinas, muitas opções. Ótimas opções de vinho também, e nada demasiado caro. Vale super a pena!

Não deixe de pedir as batatas bravas. O nome não é muito promissor, mas o sabor e texturas divinas. Uma delícia! O tartar não era bom, mas o que esperar de um prato típico francês em um tapa espanhol? 🙂

Amei o recadinho do espelho do banheiro! 🙂 Não é um charme?!

Gut (Perill, 13)

Mais um restaurante com excelente avaliação. Ambiente clean, cardápio especializado em produtos orgânicos e pratos vegetarianos. Uma ótima pedida. Para os famintos os pratos são um pouco pequenos.

Recebemos umas torradinhas como starter, uma delícia. Pedimos gyosa como entrada, eu comi camarões com alcachofra e o Dú um curry de camarões. Tudo muito saboroso e bem preparado. E como acompanhamento um Kamut, um grão (acho que é trigo), com ervilhas, muito bom também. Almocinho light e delicioso.

No geral, amamos a viagem. No quesito gastronomia, um prato cheio para os que gostam de comer e beber bem! E nem é preciso gastar horrores para isso. Claro que se você tiver a oportunidade, restaurantes mais sofisticados não faltam! 😀

O que e onde comemos em Barcelona – Parte I

Ah, Barcelona! O que dizer da comida de lá? TU-DO-DE-BOM! Especiamente para dois bons apreciadores da boa mesa que estão restritos ao paladar nada elaborado da Holanda.

Barcelona, depois de Florença, foi o melhor lugar que já comemos e bebemos enquanto viajávamos. Destino lindo e saboroso. Cheio de boas surpresas!

Como em qualquer lugar turístico sempre é bom ficar atento para não ser enganado. Pagar caro e comer mal. Para os que gostam de comer bem sempre vale a dica: dê uma pesquisada. É muito fácil achar boas indicações, rankings  e afins hoje em dia. O caminho mais fácil, e que tem sido muito confiável para nós, é o tripadvisor. Leia também os comentários, você pega muitas dicas boas neles!

Aqui vai a nossa limitada, mas muito produtiva relação de restaurantes e pratos que tivemos o prazer de conhecer e saborear em Barcelona.

Mussol

Chegamos tarde em Barcelona e chegamos com fome. Pedimos indicação de restaurante na recepção do Hotel e saímos em busca de um que ainda estivesse aberto, era 25 de Dezembro. Depois de andar um pouco pelos arredores do hotel achamos o Mussol. Um restaurante moderno e que depois descobrimos fazer parte de uma rede de restaurantes: Angrup. O ambiente é gostoso e a especialidade são carnes e legumes na grelha.

Restaurante simples, mas muito bom. Carne de muito boa qualidade. Foi aqui que começou a nossa sessão “tira a barriga da miséria” em relação a carnes. 😀

Ambos fomos de carne, umas batatinhas, cogumelos e alcachofras para acompanhar, além de uma legítima garrafa de vinho espanhol. Um promissor início de viagem.

Santa Caterina Cuines (Avda. Francesc Cambó, 16)

Outra mãozinha da sorte. Passeávamos pelo bairro gótico quanto bateu a fome. Bisbilhotamos alguns restaurantes e entramos no Santa Caterina Cuines. Arquitetura bárbara. Basicamente é um grande galpão rústico, com pé direito altíssimo, muito verde, prateleiras laterais com louças e insumos, tudo muito despojado. A comida bem preparada, mas porções pequenas e nada muito sofisticado, mas ainda muito saboroso. A fome era tamanha que só tirei foto do meu prato. Esqueci de tirar do prato do Dú. 🙂

La Botiga

Depois de exagerarmos na andança já no primeiro dia, resolvemos jantar pertinho do hotel. As avaliações do La Botiga não eram ruins, mas nada demais também. Resolvemos arriscar e esse foi um tiro no pé. Ambiente modernoso, atendimento básico, tentativa de um cardápio moderno, mas muito baixa qualidade na entrega. De olhos fechados eu diria que estava de volta à Holanda, comida normal, comível, sem graça alguma. 😦 Esse restaurante é da mesma rede do Mussol, mas no Mussol eles acertaram a mão, pelo menos na unidade que fomos.

Eu comi isca de frango com gnocchi, que mais parecia uma bomba de batata de tão denso. O Dú comeu um (literalmente) espetinho de camarão com um molhinho a base de maionese bem chechelento. Nem mesmo o vinho era bom nesse restaurante. O Dú, otimista, ainda pediu uma crema catalana que nada mais era do que um creme de maizena bem meia-boca. 😦

La Rosa del Desierto (Plaza Narciso Oller, 7)

A avaliação era boa e os comentários prometiam. Como passeávamos pelos arredores almoçamos nesse marroquino, cozinha que o Dú adora e eu também. 😉

Restaurante escondidinho, pequeno e de decoração que te transporta ao Marrocos. Ótimo atendimento e pratos muito saborosos e bem preparados, apesar de pequenos.

Comemos um pão marroquino com molho apimentadíssimo de entrada. Prato principal foi cordeiro, diferentes cortes e preparos, mas ambos muito bons. E para finalizar um divino baklava com chá marroquino.

Tudo estava muito bom, ambiente, serviço, pratos, mas não equivalente ao preço que pagamos. De toda forma, matamos a vontade de uma boa comida marroquina. 🙂

Botafumeiro (Gran de Gràcia, 81)

Quer comer bem, ser bem atendido e se deliciar com frutos do mar? Esse é o lugar!

Saímos em direção a um outro restaurante que feliz, ou infelizmente, estava fechado. Então fomos a nossa segunda opção de restaurante, o Botafumeiro. Esse era nossa segunda opção simplesmente porque era mais caro, mas as avaliações eram ótimas.

Acho que posso dizer que foi felizmente que nossa primeira opção estava fechada. 🙂

Fomos atendidos pelo Manolo. Guarde esse nome! Um senhor falador, muito simpático e que deve ser patrimônio do restaurante. Seguimos todas as suas sugestões e ficamos felicíssimos.

Infelizmente não temos nenhuma foto, estávamos concentrados demais na experiência gastronômica para pensar em fotos. Sorry! 🙂

Pãezinhos, azeitonas, chips e manteiga como antepasto. De entrada lula empanada e vinagrete de siri. Fabulosos. Como prato principal, ao invés da típica paella, fomos de fideuà, que nada mais é que uma paella que substitui o arroz por uma massa fininha, como um espagueti pequenino. Nesse ponto já podíamos sair rolando do restaurante, mas não dava para deixar passar uma crema catalana. Essa era “a” crema catalana. Antes da conta ainda trouxeram uns três pedaços de bolo, biscoito, bombom só para arrematar. Como se fosse preciso. 😀

Indo à Barcelona, não deixe de cometer essa extravagância!

Em seguida publicaremos a segunda parte dos restaurantes e comidinhas que experienciamos em Barcelona! Aguarde! 😛

Up-date: Clique aqui para ver a continuação desse post.

Eindhoven ou Londres?

Esta era a vista da janela de casa às 11h da manhã de ontem. Pensei que estávamos em Londres. 🙂

Uma vista não muito inspiradora!