Archive | novembro 2011

Não desanima não!

Nossos leitores mais atentos já perceberam que a Fê não tem escrito muitos posts ultimamente. Para ser mais exato, desde o final de agosto ela escreveu exatos 3 posts.

Bom, aqui ela explica que depois do seu mestrado começar, não tem tido muito tempo livre. E eu posso atestar que é verdade!

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Mas não desanima não, Fê! Daqui a umas poucas semanas o primeiro período acaba e aí tudo ficará mais tranquilo. Há luz no fim do tunel Smile

Achel Extra

Hoje me dei conta de que faz quase 3 meses que não escrevo um “postezinho” sequer sobre cervejas. A verdade é que não tem acontecido nada de diferente na área de degustação de cervejas – da última vez que compramos cerveja na Bélgica estávamos em um supermercado que é meio um atacado, então só dava para comprar pacotes de 6. Acabei escolhendo só as que conheço e gosto, pois numa outra vez acabamos ficando “encalhados” com 5 garrafas de uma cerveja beeeeeeem ruinzinha (Grimbergen Optimo Bruno – anote este nome para evitá-la).

Mas experimentamos uma cerveja especial da Achel (neste post nossa visita ao mosteiro), a Achel Extra. Esta só está disponível em garrafas grandes, de 750ml – o curioso é que, enquanto todas as outras garrafas grandes que vi são arrolhadas, esta tem uma tampa convencional (mas bem maior).

achel_extra

Esta cerveja é razoavelmente mais forte do que a Achel bruin (escura) normal (9,5% versus 8% de álcool), mas não dá nenhuma indicação disso. Sua cor é marrom bem escura, densa. A espuma segue a mesma linha – densa, firme, com uma leve coloração. No aroma aquela impressão adocicada das trapistas, mas mais contida. Super encorpada, sem indicar o álcool que tem, é mega saborosa – e seu sabor persiste na boca por algum tempo. É bem clara a diferença para a Achel “normal” – esta é muito melhor. Foi uma alegria ver que ainda tinha muita cerveja na garrafona depois de terminar o primeiro copo Smile

Resumo: cerveja excelente, entra com louvor na minha lista de cervejas favoritas. E algo me diz que eu talvez a colocasse logo abaixo das Westvleteren. se tivesse que colocá-las em ordem.

Papai Noel já chegou na Holanda – veio de barco, da Espanha

Não, este não é um post publicado antes da hora. Nem a mistura de dois posts completamente não relacionados. Na Holanda as coisas são um pouco diferentes quando falamos de Natal.

sinterklaasO “personagem” aqui é Sinterklaas (São Nicolau), um bispo que morou onde hoje é a Turquia, padroeiro das crianças e dos marinheiros. Por alguma razão ele se mudou para a Espanha, tem um livro com o nome das crianças que se comportaram bem e das que se comportaram mal, anda em um cavalo branco chamado Amerigo (nome simpático, não acha?) e é ajudado pelos Zwart Pieten (“Pedros negros” – ugh, o politicamente correto foi pro espaço agora). Menos mal que o Zwart Piet é a representação de crianças mouras que teriam sido salvas pelo São Nicolau. Como vir da Espanha a cavalo ia deixar o coitado do Amerigo aos frangalhos, Sinterklaas pega uma carona de barco para vir até a Holanda. Ele chega na metade de novembro (a data varia) e fica até a noite de 5 de dezembro, quando é celebrado na Holanda. Como a Bélgica e a parte flamenga da França gostam de ser diferentes, a celebração ocorre na manhã do dia 6. Durante estes 20 dias, antes de dormir as crianças deixam um sapato com uma cenoura para o Amerigo (que deve engordar pacas nestes 20 dias) em troca de um doce ou um presentinho. Alguns doces são bem característicos desta época, como o pepernoot ou o kruidnoten. O kruidnoten é bem gostoso mesmo (imagine um cookie de gengibre redondinho e mais firminho) e estou prestes a colocá-lo no sorvete. Se a criança se comportou mal, ganha um pacote de sal. Não dá pra ser mais claro.

E como o Sinterklaas virou Santa Claus? Uma boa explicação é que, durante a Guerra da Independência dos EUA, os habitantes de Nova Iorque – na época Nova Amsterdam – reinventaram a tradição de Natal para se desvencilhar de seu passado de colônia holandesa. Mandaram o pobre do Sinterklaas da ensolarada costa espanhola para o Pólo Norte, onde ele tem que se virar com um trenó, renas e elfos. Os doces e presentes ficaram – afinal, quem não gosta de um docinho diferente ou de um presente legal nesta época? Winking smile

GLOW 2011

Terminou ontem o GLOW – Fórum Internacional de Luz na Arte e Arquitetura, 8 dias em que 21 instalações em diversos pontos de Eindhoven abordaram o tema “Ilusão e realidade”.

Claro que nem todas eram interessantes, mas algumas realmente eram muito bacanas. E a gente ficou impressionado com o número de pessoas que estavam na rua, seguindo o roteiro do evento para ver todas as instalações. Era muita gente, nem sei de onde vieram Smile.

A mais legal de todas foi Afterlight, que usou o graffiti de uma parede para criar diferentes ilusões de ótica. Duvida? Veja o vídeo abaixo e confira!

Ali pertinho também dava para ver um museu Van Abbe pegando fogo:

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Ou o prédio da prefeitura servindo de tela de pintura:

A igreja principal de Eindhoven, Catharina, também recebeu um tratamento especial.

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Andando um pouco mais pelas margens do rio Dommel, chegamos a outra instalação bem legal: Volume

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O vídeo dá uma ideia de como era ao vivo:

Dali a gente atravessou um tunel para bicicletas compriiiiido com uma iluminação cheia de corações que, além de não ser nada muito interessante, ainda dava vertigem. Um cachorro à nossa frente chorou quase o percurso inteiro, coitado!

Saindo do túnel, já estávamos no campus da TU/e (Technical University Eindhoven). Aproveitaram a arquitetura super moderna de um dos prédios para uma outra instalação bem legal:

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Pra terminar, ali perto estava uma bobina de Tesla que se iluminava no ritmo das diferentes músicas tocadas. Veja o vídeo abaixo para ver como era – mas garanto que a música era muito, muito mais alta Smile

Nem preciso dizer que este evento foi muito mais bacana do que a Lichtjesroute, não é? Winking smile

Rota de luzes

Quando pensamos em “Europa” hoje em dia é difícil imaginar o quão viva na memória dos europeus a II Guerra Mundial ainda está. Mas o fato é que a própria União Européia teve origem em ações cujo objetivo foi eliminar as formas de nacionalismo extremado que colocaram o continente tantas vezes em guerra. E – diga-se de passagem – encontrar uma forma de fazer as duas maiores potências continentais, França e Alemanha, coexistirem pacificamente.

Como seria de se esperar, em nenhum lugar que visitamos esta lembrança é mais forte do que em Berlim. Ao mesmo tempo ela é muito consciente: não nega a história, admite que foi algo trágico e faz o possível para que não aconteça novamente. Mas Berlim não está sozinha, e Eindhoven também tem sua memória reativada a cada ano com a Lichtjesroute.

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Esta rota de 22 Km aparentemente refaz o trajeto das tropas aliadas engajadas na liberação da cidade e foi organizada pela primeira vez em 1945, em comemoração ao final da guerra.

Este ano nós enrolamos, enrolamos e acabamos percorrendo a rota apenas no penúltimo dia Open-mouthed smile Na maior parte, se restringe a uma iluminação afixada nos postes que um incauto confundiria com iluminação de Natal (embora seja diferente em cada trecho). Em vários pontos há estruturas maiores e em somente dois lugares havia imagens com claras referências à II Guerra.

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É uma pena que a noite estava chuvosa, então não temos muitas fotos. Mas espero que estas dêem uma ideia do que é a Lichtjesroute.

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