Archive | outubro 2011

Olha a placa!

Dirigir na Europa é uma moleza; as estradas são ótimas, o trânsito normalmente ajuda (tirando algumas áreas) e a sinalização é clara – depois que você se acostuma com algumas diferenças. Talvez a diferença mais visível é que as estradas tem menos sinalização de velocidade do que no Brasil – o limite é definido pelo tipo de estrada e quando você entra nela há uma placa indicando qual é o tipo. Nada complicado, mas diferente.

Mas como toda regra tem sua exceção, às vezes nos deparamos com algumas placas impossíveis de entender – não importa o quanto se tente. Eis nossa pequena amostra:

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Falando sério, o que isto significa? Proibido carro-bomba? Proibido acender fogueira no teto do carro? Até hoje esta placa é o maior mistério para nós… (esta foto foi tirada na China, mas já vimos a mesma placa por aqui também).

placa3

E esta? Atenção com o bigode? Foto tirada em Frankfurt.

Para terminar, não tenho a menor ideia do que esta placa significa, mas ela parece bem mais legal do que as outras duas Smile O melhor é que ela está aqui pertinho, em Eindhoven mesmo.

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Uma das cidades mais bonitas da Europa

A Fê e eu estamos beeeeeem atrasados em relação ao que gostaríamos de escrever, mas vamos aos poucos colocar as histórias em dia. Aproveitando umas dicas que mandei para um casal de amigos, este post é sobre uma das cidades mais bonitas que já visitamos – apesar de não ser um destino tão conhecido para […]

A Alemanha bucólica – Cochem e Koblenz

De Trier fomos para Cochem. Esta pequena cidade é uma das mais turísticas do vale do Mosela, com o lado bom – muitos bares, restaurantes, cafés, lojas, etc., vários às margens do rio – e o lado não tão bom – muitos, muitos turistas por todo lado. Mas não dá pra negar que a cidade […]

A Alemanha bucólica – Trier e o Burg Eltz

Em agosto tivemos alguns dias livres e resolvemos aproveitar o tempo bom para fazer uma viagem pelo vale do rio Mosela antes da Fê começar o mestrado – uma dica que recebi de um colega brasileiro daqui de Eindhoven. O roteiro foi o seguinte: fomos de Eindhoven para Trier, depois para Cochem e finalmente passamos […]

Um homem sabido

Esse final de semana foi um pouco mais relax que os últimos. Consegui adiantar o policy paper que tinha que entregar na segunda e só tinha dois artigos para ler.

Com um pouco mais de folga, pensei em um cardápio básico para a semana – para facilitar a minha vida – e ainda pude dar uma fuçada nos blogs que gosto de acompanhar para me inspirar em uma sobremesa. Não queria fazer o batido tiramisù ou a torta de limão.

Foi então que me deparei com a receita de Pudim de Leite Condensado do Technicolor Kitchen. O nome do post é A sobremesa favorita do meu pai: Pudim de Leite Condensado. “Promissor!”, pensei. E não é que ele é sabido mesmo! Receita fácil, fácil e de muito sabor!

Pudim de Leite Condensado
Receita daqui

Calda

  • 1 xícara de açúcar (160g)
  • ½ xícara de água fervente (100ml)

Pudim

  • 1 lata de leite condensado
  • 2 medidas de leite
  • 3 ovos
  • ½ colher de chá de baunilha

Para a calda

  • Derreta o açúcar até ficar dourado.
  • Junte a água fervente (cuidado nessa hora porque o caramelo espirra e pode queimar a mão), mexa até dissolver os torrões de açúcar e a calda engrossar.
  • Caramelize bem a forma que receberá o pudim e reserve.

Para o pudim

  • Bata todos os ingredientes do pudim no liquidificador e despeje na forma reservada.
  • Asse em banho-maria, em forno médio, pré-aquecido (180ºC), por cerca de 1 hora e 30 minutos – faça o teste do palito para verificar se o pudim já está assado.
  • Deixe esfriar e leve para gelar por cerca de 6 horas.
  • Desenforme, sirva a seguir e aproveite os doces prazeres da vida. 🙂

Um passeio por Lille

No final de Agosto a Vlerick organizou um evento chamado Coming Back Days. A ideia era trazer os alunos internacionais da escola de volta a Leuven para algumas palestras, discussão sobre como desenvolver o alumni e network. Foi ótimo do ponto de vista acadêmico mas também uma ótima oportunidade de rever alguns amigos. E ainda aproveitamos a companhia do Raed e da Shereen em um day trip muito gostoso para Lille, logo depois de cruzar a fronteira da Bélgica com a França (galeria de fotos neste post).

Lille não é uma cidade pequena, mas seu centro não é tão grande e pode ser facilmente visitado a pé em um dia. Começamos por Vieux Lille, a parte mais antiga do centro, mas não a mais interessante (na verdade uma pequena praça com prédios bem antigos e preservados – mas repleta de carros estacionados no centro). De lá seguimos pela Rue de la Monnaie e aí sim você pode ver como a cidade é simpática: várias lojas, cafés e restaurantes; um monte de gente por todos os lados (era um sábado ensolarado, então todo mundo estava na rua!) e arquitetura muito bonita e preservada.

Preste atenção nas ruazinhas que o levarão até a catedral Notre Dame de la Treille, uma das mais interessantes que já visitamos pois, além de ter várias obras de arte no interior, teve a fachada da entrada substituída por uma fachada moderna. A entrada lateral, porém, ainda é a original e é interessante ver o contraste das duas na mesma catedral.

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Continuando pelas ruazinhas empilhadas de lojas e gente, a torre da câmara de comércio o ajudará a chegar até a Grand Place (na verdade, praça do general de Gaulle). Esta é totalmente diferente da de Bruxelas: muito maior e mais aberta, com muitas mesas mas também com uma “rua” bem no meio, onde passam carros, motos e ônibus.

É também ali uma das coisas mais legais de ver: uma feira de livros, discos, postais e outras antiguidades bem no meio do antigo prédio da bolsa. Li em algum lugar que ela só funciona aos sábados, então tivemos a sorte de estar lá no dia certo!

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Depois decidimos ir até a citadela, uma construção defensiva dentro de uma ilha que hoje também abriga um parque. O lugar é bonito mas não recomendo se tiver apenas um dia para ver a cidade, porque fica um pouco mais afastada e não é aberta ao público, pois aparentemente um regimento militar ainda está baseado lá.

Para terminar, nossa dica gastronômica: Le Repaire du Lion (6 Place du Lion d’Or). Esta creperia não é apenas bonita e agradável: todos os crepes estavam muito bons, o preço era camarada e as garçonetes simpáticas. Uma combinação incomum na França.

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Um sapão educado

Sexta-feira, dia não oficial de trabalhar em casa na Holanda (ou pelo menos na Philips). O escritório fica meio vazio (ótimo para achar salas de reunião livres) e mais silencioso.

Estava eu numa destas sextas-feiras trabalhando sossegado, ninguém ao meu lado e apenas uma pessoa na minha frente, do outro lado da baia baixa. Como não quero alimentar estereótipos sobre diferentes culturas, vou dizer apenas que ele com certeza não é nem holandês nem brasileiro.

De repente um arroto. Não foi assim um arrotão escancarado, foi mais como um arroto controlado – mas ainda assim bem audível. “Ele deve estar meio mal do estômago”, pensei com otimismo com os meus botões. Algum tempo depois… outro arroto. Mesmo esquema: controlado, mas sem dúvida um arroto. E mais um. E outro. Bom, você pegou a ideia da situação.

ga960529

Só para variar, veio um espirro. “Sorry!”, eu ouço vindo do outro lado da baia.

Sapão, mas ninguém pode negar que era educado Winking smile