Archive | julho 2011

Depois da maior, a menor

Neste post contei que – por um golpe de sorte – a La Trappe, única cervejaria trapista da Holanda, fica a apenas meia hora de casa. Como às vezes a sorte bate duas vezes na mesma porta, a Achel, uma das cervejarias trapistas belgas, também fica a apenas meia hora de casa. Literalmente na fronteira da Bélgica com a Holanda.
O curioso é que estas são a maior e a menor cervejarias trapistas em termos de produção. A produção da La Trappe é 32 vezes maior do que a da Achel, que consegue produzir ainda menos do que Westvleteren. Mas a diferença não é só de tamanho; a La Trappe tem uma “sala de degustação” grande, moderna e bonita. O espaço ao ar livre é muito agradável e arborizado. Visitas guiadas acontecem 2 vezes ao dia e a lojinha sustenta a imagem moderna e sofisticada. A Achel é o oposto: você passa por um portão para ter acesso ao pátio interno onde o bar está localizado. Cadeiras e mesas de plástico; nenhum luxo ou sofisticação ao redor. O bar funciona meio como um “bandejão”: você passa por uma vitrine com doces e tortas (quer uma? abra a portinha e se sirva!), algumas bebidas não-alcoólicas, as duas torneiras que despejam a Blond e a Bruin 5% e, finalmente, o caixa.

Toda esta simplicidade está bem alinhada com o objetivo dos mosteiros trapistas ao produzir cerveja, que é o de financiar a vida monástica e suas obras sociais. Neste sentido a Achel é 100% autêntica ao ideais que assumiu. Mas o curioso é que, apesar de produzir menos do que a Westvleteren, não é tão difícil achar a Achel à venda em supermercados, bares ou restaurantes na Bélgica. Melhor para nós, já que não precisamos ir até a fonte.

Deixando a divagação de lado, vamos falar da cerveja: na Achel você encontra tanto a Blond quanto a Bruin nas “versões” 5% e 8%, de teor alcoólico mais alto (estas são servidas em garrafas, as mesmas disponíveis fora da abadia); além destas, uma extra um pouco mais forte, em garrafas grandes (750ml). Desta vez experimentei a Blond 5% e a Bruin 8%. A Blond 5% é uma cerveja leve, mas bastante aromática; é leve, mas tem boa estrutura e sabor. Já a Bruin 8% é bem mais o tipo de cerveja que gostamos – mais encorpada (mas não tanto a ponto de parecer “pesada” para quem não está tão acostumado com cervejas encorpadas), com uma bonita cor vermelha-amarronzada, aquele aroma levemente adocicado tão típico das trapistas e um sabor que confirma o aroma e permanece na boca apenas por tempo suficiente para ser apreciado. Em resumo, uma cerveja muito boa – não a ponto de desbancar a Westvleteren ou a Rochefort, mas no nível de outras das minhas cervejas preferidas, como a Westmalle.

Como planejar sua viagem pela Europa

Antes de mais nada, é claro que não somos experts em planejar viagens. Mas depois de planejar algumas viagens, para destinos diferentes e em momentos diferentes, você tem a chance de testar na prática o que funciona e o que não funciona para você. Algo que não dá para fazer quando você embarca numa viagem mais longa, pulando de cidade para cidade, tentando aproveitar ao máximo o tempo disponível. Assim, este post tenta sintetizar o que tem funcionado para a gente – nenhuma garantia de que vá funcionar para você ou ajudá-lo a ter uma viagem 100% tranquila 😉

Vamos começar com a real razão de viajar: o que você espera ver, conhecer e experienciar.

Temos usado dois aplicativos para iPhone / iPad muito legais – além de serem uma mão-na-roda te ajudam a descobrir alguns lugares/atrações que passariam batidos. O primeiro é o Wikihood – ele usa sua localização para indicar o que está próximo, usando a informação disponível na Wikipedia. O segundo é o Fotopedia, que apresenta os locais nomeados como patrimônio da Unesco. Este também pode usar sua localização para mostrar o que está próximo, mas você também pode “viajar” pelos diversos países. Este aplicativo funcionava de modo meio estranho, mas parece ter melhorado muito na última atualização. O World Heritage é semelhante, então você pode testar os dois e ver qual te agrada mais.  Recentemente descobri alguns sites que giram em torno do conceito de comunidade: outros turistas escrevem reviews, publicam fotos e – é lógico – mostram quantos países/cidades já visitaram. A ideia é promissora, então vale checar o Virtual Tourist, geckogo ou a Wikitravel. Dei uma olhada geral e eles serão usados na nossa próxima viagem – se você já usou algum deles, nos diga se ele foi realmente útil ou não. No geral não acho os guias de turismo muito úteis – se você tem tempo (e paciência!) de procurar por blogs sobre seu destino, é bem provável que encontrará muitas dicas bacanas. Ajuda muito se você souber que tipo de informação procura – um destino específico, restaurantes, baladas, etc. O site deste estudante inglês, por exemplo, tem informações sobre diversas fortalezas da Europa.

Como gostamos de comer bem sempre procuramos experimentar a culinária local. Às vezes você gosta, às vezes não, mas sempre compensa dar uma chance a ela. Usamos tanto o Tripadvisor quanto o Google Maps – neste, basta você pesquisar “restaurants” que eles serão incluídos no mapa, com seus respectivos ratings e comentários. Notamos que se você vai para uma cidade grande e muito turística (como Paris, Londres ou Roma) é bom você saber em que restaurante entra – senão o risco de pagar caro e não comer muito bem é grande. Para cidade pequenas, mesmo que bem turísticas, temos a impressão que a qualidade dos restaurantes é mais homogênea e seu risco de se dar mal é menor. E nós temos uma regra: quase nunca comemos duas vezes no mesmo restaurante, por mais que tenhamos gostado da comida. É um bom modo de criar a oportunidade de experimentar novos sabores.

Mas é claro que antes de fazer tudo isto você precisa chegar lá: o site mais legal que conheço para pesquisar o preço de passagens aéreas é o Momondo. O problema é que ele não pesquisa as várias companhias aéreas de baixo custo que existem na Europa – e elas são várias… Esta página da Wikipedia tem uma lista destas companhias, mas as maiores na Europa são a Ryanair e a easyJet. Se vai usar uma delas, não deixe de checar exatamente onde é o aeroporto em que vai aterrisar (alguns são absurdamente fora-de-mão) nem de pagar a taxinha que te dá embarque preferencial – é uma maravilha se acomodar antes do batalhão invadir o avião e você ainda estará economizando uma boa grana. Trens também são uma ótima opção – a página internacional da B-rail é a melhor de se pesquisar, na minha opinião. Sei que há uns passes válidos por 1 semana, 1 mês, etc. mas nunca os usamos e não sei dizer se valem a pena. Sempre cheque a duração da viagem – alguns trens são uma verdadeira roubada em termos de tempo perdido… Dependendo da distância / disposição / budget, você ainda pode dar uma olhada na eurolines para checar viagens de ônibus a partir de algumas cidades belgas. Na Holanda você ainda pode usar o 9292 para planejar suas viagens, incluindo trem e ônibus. Funciona muito bem e indica direitinho horário, duração e números do trem/ônibus. Se você vai alugar um carro, um GPS é uma baita ajuda, especialmente quando você entra numa nova cidade: várias são tão antigas e tem ruas tão irregulares que não é fácil você se orientar. Pode parecer estranho, mas não deixe de checar o preço de um aparelho novo; algumas locadoras cobram tão caro para incluir o GPS na diária que se você alugar o carro por 4 ou 5 dias já dá para comprar um – com a vantagem de levar ele para casa depois. Dê uma olhada em lojas como a FNAC, MediaMarkt ou Amazon para ter ideia do preço no país que vai visitar – só não se esqueça de checar se você conseguirá carregar mapas do Brasil quando voltar.

Finalmente, nada melhor do que uma boa cama depois de andar o dia inteiro conhecendo uma nova cidade. Quase sempre usamos o Booking.com; fácil de usar, comentários bastante confiáveis e por vezes com opções diferentes e interessantes – em Berlim, por exemplo, ficamos em um business flat super bacana e com ótimo preço quando comparado a hotéis. Na Itália, porém o Venere funcionou muito melhor; ótima dica de uma ex-colega do MBA. Pretende ficar um período mais prolongado em alguma cidade? Recentemente descobri a Interhome, que aluga apartamentos e casas para períodos de pelo menos uma semana. Não experimentamos e portanto não posso comentar o serviço, mas parece bem organizado e vale uma checada.

Para terminar, algumas dicas rápidas:

  • Este é um post com informações bem gerais – a Fê normalmente escreve sobre nossas viagens, então veja se já visitamos a cidade que você pretende conhecer para dicas mais específicas
  • Descubra o site da cidade onde vai ficar – normalmente você terá boa informação lá. Se você quiser visitar vários museus ou atrações, ou ainda usar bastante o transporte público, várias cidades tem o seu city pass. No geral eles não são tão baratos, então pense se compensa para você antes de comprar
  • Tente descobrir se há algum festival ou outro grande evento na cidade. Pode ser muito especial – chegamos em Berlim exatamente na véspera da comemoração dos 10 anos de queda do muro! – ou uma roubada – como pagar uma fortuna por um hotel em Amsterdam no Queen’s Day. O site Le cool tem informações sobre eventos em algumas cidades
  • Roteiros menos convencionais podem ser uma ótima. Em Viena conhecemos uma senhora austríaca que mora no Canadá e que sempre vai para a cidade porque adora ópera; ela nos sugeriu uma agência que organiza passeios para assistir óperas em… Bratislava, na vizinha Eslováquia! Ela ficou impressionada não só com a ópera, mas também com a cidade e o jantar incluso. Infelizmente não conseguimos fazer o passeio (não é organizado todo dia), mas da próxima vez teremos mais sorte 😉
  • Verifique o horário das atrações que pretende visitar e o ritmo de vida local. Apague a ideia de 24×7 no momento em que pisar em solo europeu – as coisas simplesmente não funcionam assim por aqui. Mesmo atrações turísticas e lojas estarão fechadas às 5 da tarde em alguns países. O ritmo de vida se aplica bastante ao horário das refeições – na Bélgica você verá muita gente jantando às 6 e meia da tarde, enquanto na Espanha a maioria dos restaurantes ainda estará fechada 🙂
  • A gente gosta muito dos tours da New Europe – são feitos a pé ou usando o transporte público e você paga no final o quanto acha que valeu. Exatamente por isto os guias em geral são muito bem preparados e conhecem bem a cidade, mas é claro que há altos e baixos (achamos o tour em Londres um pouco fraquinho, enquanto os de Amsterdam e Berlim foram bem legais)
  • Um bom Bed & Breakfast pode ser uma excelente alternativa a um hotel. O mesmo vale para um business flat – que ainda tem a vantagem de te dar a flexibilidade de preparar um lanchinho na “sua” cozinha
  • O euro é uma mão-na-roda; não só você não precisa trocar dinheiro em cada país que visita como também acaba tendo uma boa referência de preços. Outra mão-na-roda é sacar dinheiro direto da sua conta no Brasil, usando Maestro ou Electron. E aposente um pouco seu cartão de crédito, pois fora de hotéis eles não são tão usados (e normalmente vão te cobrar uma taxa extra para aceitar o cartão)
  • Se realmente quiser descobrir atrações ou eventos diferentes, mergulhe nos blogs, especialmente de expatriados que estão vivendo na cidade/país – você precisa garimpar por boa informação, mas quando você a acha vai descobrir algumas coisas muito, muito bacanas
  • Em um país como a Bélgica, você verá as garçonetes darem um pequeno sorriso quando você pede para experimentar a cerveja da cidade. Mas deixando a simpatia de lado, é legal experimentar os produtos locais – outros exemplos foram os vinhos brancos de Luxemburgo, os feitos com a Bikavér, na Hungria e o salame de javali, na Toscana
  • Para saciar sua gana consumista, esqueça aquelas tranqueiras que só turistas compram, sempre iguais em toda cidade 🙂 Garanto que será muito mais legal encontrar algo diferente (mas nem por isso caro!) que é a cara da cidade, como um cristal em Praga, uma porcelana azul em Delft ou um guarda-chuva na Bélgica 😛
  • Uma das coisas mais legais da Europa é a diversidade de culturas. Você viaja 100, 200 Km e bam! está frente a outros costumes, língua, comida e cultura – até mesmo uma perspectiva diferente dos mesmos fatos históricos. Ignorar isto ou se ater aos clichês (do tipo “os garçons na França são um saco!”) é perder no mínimo 50% da viagem, na minha opinião. E só para constar: os garçons na França são mesmo um saco. Pelo menos em Paris 🙂
  • Por fim, imprevistos vão acontecer. Aproveite, aprenda e se divirta. Afinal, é para isto que servem as viagens 🙂
PS: minha ideia é atualizar este post quando descobrir mais alguma coisa que vale compartilhar. Então não deixe de dar uma olhada nas últimas atualizações quando estiver planejando sua viagem!

A primeira pimenta a gente nunca esquece :)

Contei aqui que sempre quis um vasinho com minhas hortaliças, mas nunca tinha providenciado. Há quatro meses comecei minha pequena hortinha e estou muito contente com alguns resultados.

O manjericão é ão mesmo. Ele se desenvolveu e se espalhou de um jeito que mesmo abusando de suas folhas ainda tem muito para abusar. 😀

A salsinha está meio prá lá meio prá cá. Ele pegou um fungo, já usei o remédio adequado, que acabou queimando um pouco suas delicadas folhas, mas mesmo meio baquiadinha ainda conseguimos usá-la. Mas ela não cresce na mesma velocidade que o manjericão. Na verdade tenho que economizar um pouco o seu uso.

Já a cebolinha… bem… coitada! Elas estão até compridas, mas fininhas, fininhas. Ficam jogadas no chão e não encorpam de jeito nenhum… O negócio é aguardar e ver no que vai dar.

As pimenteiras cresceram lindas e encorparam rápido e essa semana fiquei muito feliz ao ver que suas delicadas florzinhas já traziam pequenas amostras de seu fruto. Hoje contei 10 pimentas e outras estão à caminho. Duas estão grandinhas, lindas… Quase do tamanho do meu dedinho. 😀

Estou muito feliz com minhas bebezinhas. 😛

Trabalho duro

E esse é o marido na labuta em um supermercado na Bélgica… Tentando decidir quais cervejas comprar para recarregar o estoque da nossa máquina de lavar louças! 😀

d’Oliveira – Restaurante Português em Valkenswaard

Minha expectativa era comer alheiras de entrada e sardinhas como prato principal. Entrei salivando no restaurante só imaginando, mas… Qual não foi a nossa surpresa logo que entramos no restaurante.

Do lado de fora parece um restaurante tradicional, nada sofisticado. Já do lado de dentro um salão lindo, luzes indiretas, mesas e cadeiras imponentes, decoração, tudo de muito bom gosto. Felizmente demos uma olhada no cardápio e os preços não eram abusivos (de alguns pratos ao menos).

O cardápio seguia a mesma sofisticação do salão. Pratos bem elaborados e muito saborosos. Para começar um belo porto branco e antepastos deliciosos. Os pratos: Divinos.

Mesmo não satisfazendo o meu desejo inicial saí muito satisfeita com o que comi. 🙂

Sem dúvida esse é um restaurantes que voltaremos. 😛

Serviço:
d’Oliveira restaurant
Frans van Beststraat, 11 – Valkenswaard
Tel. 040 2021226
http://www.restaurantdoliveira.nl
=> Jantar para duas pessoas com bebida = €54,00

News-Café – Restaurante em Eindhoven

Um café honesto com comida honesta.

[Jantamos duas vezes lá sem nenhuma foto :(]

Ambiente moderno e quentinho em dias de muito frio. Menu não muito sofisticado, com pratos bem preparados. Atendimento e preço bons.

Serviço:
News-Café eetcafé
Nieuwstraat, 20 – Eindhoven
Tel. 040 2434504
http://www.newscafeeindhoven.nl
=> Jantar para duas pessoas com bebida = €45,00 | €40,00

JIU.NU – Winebar em Eindhoven

Um restaurante especial para um dia especial. 😀

Era meu aniversário e lá fomos nós!

Ambiente clássico e moderno, atendimento excelente, menu harmonizado lindamente, pratos de inspiração francesa com toque asiático preparados com perfeição e minúcia. Jantar agradabilíssimo!

Experimentamos um dos melhores azeites e manteiga de nossas vidas! Qualidade exemplar em todos os itens!

Serviço:
JIU.NU
restaurant | winebar | webshop
Willemstraat, 9 – Eindhoven
Tel. 040 202 71 54
http://www.jiu.nu
=> Jantar para duas pessoas com bebida = €110,00

Iliós – Restaurante Grego em Eindhoven

Um grego barulhento, escurinho, de muito sabor e muita comida no prato. 🙂

O camarão de entrada estava muito saboroso e os pratos com um pouco de cada especialidade grega muito fartos. Até demais para nosso padrão. 🙂

Serviço:
Iliós
Dommelstraat, 26 – Eindhoven
Tel. 040 368 40 80
http://www.ilios-restaurant.nl
Aberto todos os dias das 14h00 – 23h00u
=> Jantar para duas pessoas com bebida = €47,00

Djawa – Restaurante Indonésio em Eindhoven

Para quem gosta de sabores diferentes e quantidade essa é uma excelente opção: Restaurante Djawa. Um restaurante indonésio muito gostoso.

Atendimento amigo, sabores divinos, não muito forte em pimenta (como seria esperado de um típico indonésio), pequenas, mas muitas porções o que garante muita fartura. 🙂

Serviço:
Indonesisch Restauarnt DJAWA
Schootsestraat, 136, Eindhoven
Tel. 040 2443786
http://www.restaurantdjawa.nl
=> Jantar para duas pessoas com bebida = €43,00