Archive | junho 2011

Um assalto

Fui assaltada no supermercado e ainda por cima com a minha conivência. 😦

Hoje fui ao supermercado asiático para comprar umas coisinhas que gosto, como um chá chinês, cogumelos frescos, leite condensado Nestlè (não me pergunte o que esse item faz em um supermercado asiático 🙂 ) e vi esse inocente mamão abandonado na prateleira. Peguei-o!

No caixa achei a conta meio alta. Chequei o recibo e quase caí para trás quando vi o preço do mamão.

Isso é o que dá pegar as coisas por impulso e não checar o preço. 😦 Só espero que ele seja bom. Mesmo assim o custoXbenefício já foi para as cucuias.

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E o Sol…

… finalmente foi mais forte que a chuva e o céu cinza. 😀

Frango ao Curry e um atropelo

Dia desses comprei curry e garam masala e desde então fico procurando receitas que levam esses ingredientes para tentar entender o funcionamento, manja?!

Não é raro irmos à restaurantes indianos. Gostamos muito da comida, mas sinceramente não conheço muito sobre os ingredientes típicos. Mais um motivo para eu comprá-los, estudá-los e começar a testá-los. E eis o segundo prato com curry. O primeiro, ainda bem tímido, foi essa sopa de brócolis.

Frango ao Curry

Adaptado do Panelinha

Ingredientes

  • 200 g de peito de frango
  • 1/2 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 2 colheres (sopa) de curry
  • 1/2 xícara (chá) de creme de leite fresco
  • 50g de mascarpone
  • 1 xícara (chá) de água
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 1 colher (sopa) de azeite de oliva
  • sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de Preparo

Refoguei primeiro a cebola no azeite e manteiga em fogo médio. Adicionei o alho. Quando a cebola estava transparente aumentei o fogo e acrescentei o frango cortado em cubos de ~2cm. Quando o frango ficou dourado, já cozido, acrescentei o curry e misturei bem (na receita original nesse momento duas maças cortadas em cubos deveriam ser adicionadas). Adicionei a água quente, o creme de leite e o mascarpone (na receita original era apenas 1 xícara de creme de leite, mas aproveitei os restinhos de creme de leite fresco e mascarpone que tinha na geladeira e ficou muito bom). Adicionei a pimenta moída na hora e acertei o sal. Deixei cozinhar em fogo baixo por pouco menos de 10 minutos, até o creme ficar mais encorpado, e servi quentinho com arroz integral. Delícia! Ou como se diz aqui na Holanda: Lekker! 😀

Agora pense em uma pessoa atrapalhada e meio que desastrada. Pensou? Então essa pessoa vai toda empolgada tentar arrumar o prato bonitinho para uma foto, mas olha só o resultado:

E sabe para quem ficou esse prato todo atropelado? Para o marido, é claro! 😀

Sopa de brócolis com um quê a mais

Tivemos um final de semana meio friozinho e o céu não está lá essas coisas nesses últimos dias. Uma chuvinha também tem se arriscado e o Sol timidamente dá as caras no final da tarde. A temperatura está boa, entre 13-20C, mas o céu cinza lá de fora combinado com a infeliz surpresa de uma calça que mal me serve, me abriram o apetite para almoços leves. Nada melhor que uma boa sopa!

Em dois litros de água cozinhei duas batatas picadas, uma cebola e três dentes de alho. Quando já estavam quase cozidos, acrescentei um maço médio de brócolis picado e um tablete e meio de caldo de legumes. Bati no liquidificador todos os legumes com um pouco do caldo quando já estavam al dente. Voltei à panela juntamente com o restante do caldo. Adicionei pimenta, um pouco de curry e quatro super vagens picadinhas para dar uma crocância. Deixei apurando mais um tantinho e quando desliguei o fogo somei um pouco de creme de leite fresco. Uia que esse curry deu um sabor danado de bom! 😀

Foi pro prato com croutons de 1/2 fatia de pão integral cortada em cubos e frita com uma tantinho de azeite, sal e pimenta. Feliz!

La Trappe Quadrupel Oak Aged

Neste post contei nossa visita à abadia que produz a La Trappe, única cerveja trapista produzida fora da Bélgica. No final mencionei que havíamos comprado uma garrafa da La Trappe Quadrupel Oak Aged, que iria merecer um post só para ela. Pois bem, chegou o momento 🙂

A Oak Aged no meio da “família” La Trappe

Vamos começar do começo: o que é esta tal de Quadrupel Oak Aged? É a cerveja mais forte produzida pela La Trappe – na minha opinião uma das melhores cervejas que você pode beber – envelhecida em barris de carvalho, como se faz com vinho. O detalhe mais curioso é que a Brouwerij de Koningshoeven lista em seu site que tipo de barrica foi usada em cada lote – que vem gravado no rótulo da garrafa. Assim, você pode descobrir que a cerveja que repousa tranquilamente em sua garrafa passou por barricas antes usadas para envelhecer vinho do porto ou whisky.

Minha garrafinha era do lote 5 – que usou barricas novas de carvalho e barricas de carvalho usadas na produção de vinho branco. Nada de tampinha de metal – no seu lugar, uma rolha como as das garrafas de espumante, que saltou do gargalo com um estampido. No copo já é muito claro que a cerveja é totalmente diferente de uma Quadrupel comum: esta tinha uma cor marrom “queimada”, bastante densa e turva. No aroma, mais diferenças: impossível não associar os aromas desta cerveja com os aromas de vinho, especialmente baunilha. Curiosamente, este aroma era ainda mais marcante do que lembro em qualquer outro vinho que tenha bebido. Um gole basta para confiar a transformação causada pelas barricas: não acredito que alguém a associaria com a Quadrupel normal – esta é muito mais adocicada (mais baunilha), com uma sensação “quente” mais típica de um vinho e com um retrogosto marcante e persistente. Tão marcante que ele parece “pesar” um pouco mais a cada gole – ainda bem que a Fê estava junto para dividir o “fardo” de beber esta cerveja tão diferente 🙂

Acho que este é para mim o maior ponto negativo da cerveja: apesar de ser única, saborosa e completamente diferente da cerveja original, não é exatamente uma cerveja que eu beberia com o mesmo prazer até a última gota. Se colocarmos na equação o custo-benefício, não penso duas vezes para escolher a Quadrupel normal. Mas sem dúvida valeu muito a pena experimentá-la – afinal, quantas cervejas você conhece flertam tanto com o processo de produção de vinhos quanto esta?

Talvez não com o de vinhos, mas a cerveja para nossa próxima experiência “cervejística” – a DeuS – adota parte do processo de fabricação do champanhe e é servida em flutes. Hesitei muuuuito para comprar esta danada, mas quando descobri que ela é produzida pela mesma cervejaria que produz outra das minhas favoritas – a Tripel Karmeliet – resolvi que ela merecia uma chance. Assunto para outro post 🙂

Bolo de tia e uma visita gostosa

Depois do bolo de tangerina que fiz há pouco tempo, descobri que bater bolo não é um monstro e me lembrei de um bolo de cenoura com aquela coberturinha de chocolate quebradiça que minha tia linda faz.

Muitas lembranças de infância voltaram e uma delas foi o sabor desse bolo tão simples e tão gostoso. Minha irmã pegou a receita com minha tia e aproveitei a visita do nosso primo para prepará-lo. Assim vamos comemorar nosso aniversário com essa gostosura, o dele e o meu. 🙂

Acredita que não tirei foto do produto final? 😦

Bolo de cenoura com cobertura de chocolate da Tia Neyde

Ingredientes:

  • 02 copos de açúcar
  • 02 copos de farinha de trigo
  • 02 copos de cenoura picada (sem o miolo)
  • 04 ovos inteiros
  • 01 xícara de óleo
  • 01 colher de fermento

Bater no liquidificador a cenoura, os ovos e o óleo.

Juntar essa mistura com os demais ingredientes, por último o fermento e colocar em forma retangular untada apenas com manteiga.

Para a cobertura:

  •  01 xícara de açúcar
  • 01 xícara de toddy ou cacau (usei cacau)
  • 02 colheres de manteiga
  • 01 cálice de licor (usei rum)

Dar ponto na panela (até desgrudar) e cobrir o bolo ainda quente (cobertura e bolo quentes).

Fiz metade da receita e usei copo medidor de 200ml para copos e xícaras e ~30ml de rum na cobertura. Untei uma forma redonda de 23cm com manteiga e levei ao forno (convecção) pré-aquecido 190C por 40 minutos.

O resultado final infelizmente não ficou como o da minha tia, mas demos boas risadas com ele. 🙂 E a cobertura, hummm ficou bem gostosa, mas nadinha quebradiça. 😦

Tagliatelli elisir d’amore

Vi esse vídeo semana passada e fiquei com água na boca. Na terça, dia de feira, comprei o salmão fresquinho, tirei a pele e cortei em pequenos cubos. Depois de todo esse trabalho :), foi coisa de 15 minutos para o prato ficar pronto.

Tagliatelli elisir d’amore

Receita do Cozinheiro Chefe Internacional Senac

Ingredientes

  • 300g de massa
  • 70g de manteiga
  • 1/2 cebola picadinha
  • 250g de salmão cortado em cubos
  • 50 ml de conhaque (usei rum, mas conhaque deve conferir um sabor mais forte e interessante)
  • 200g mascarpone
  • sal à gosto
  • salsinha

Modo de preparo

Coloque a massa para cozinhar em uma panela com água fervente e sal. Enquanto isso, refogue a cebola na manteiga em fogo baixo, adicione os cubos de salmão. Quando fritos adicione o conhaque (eu usei rum) e flambe. Ao final adicione o mascarpone e mexa delicadamente para incorporar todos os ingredientes. Acerte o sal, adicione a massa cozida ao dente e salpique salsinha.

Simples, fácil e muito saboroso. Com toda certeza vai rolar mais vezes aqui em casa. 😀

E acho que com camarão deve ficar igualmente divino. Quando testar eu conto como ficou.

Um dia instável e um belo arco-íris

Em um dia instável, em que a chuva e o céu cinza e carregado, o Sol e o céu limpo e azul se intercalam a visita de um belo arco-íris se faz. 😛

E um tímido segundo arco-íris também deu as caras. 😀

Onde e o que comemos em Gent

Passamos apenas uma noite nessa cidade charmosíssima e ficamos muito felizes com as refeições que fizemos, mesmo sem indicação!

Almoçamos no De Witte Leeuw Taverne-Restaurant (Graslei, 6 Gent), ambos fomos de spare ribs e nos demos muito bem. O lugar é simpático e o serviço poderia ser melhor. Como o dia estava aberto, com céu azul e um Sol tímido, mas aconchegante, ficamos no lado de fora observando o movimento, dessa forma, a espera não nos aborreceu. 🙂 Espiei os pratos das mesas ao lado e não me pareceram muito promissores. A massa parecia meio empapada e o steak crú demais para o meu gosto. Mas as ribs estavam perfeitas! Optando por esse restaurante, vá de ribs!

No jantar fomos no De Zwarte Zee (Graslei, 4 Gent). Já estava tarde e estávamos cansados, optamos por não andar muito e fomos ao mesmo canal onde fica o restaurante em que almoçamos, que aliás é um charme só. O restaurante é bem simples, bem com cara de café, mas é simpático, já que deixaram sobre as cadeiras na varanda externa mantas, uma vez que a noite estava bem friazinha. O Dú foi de Chili con Carne e eu de Berinjela Parmegiana. Ambos os pratos foram servidos com uma salada divina. Folhas frescas, tomates cereja, rabanetes, cenoura, sementes e um molho como há tempos não comia. Só pela salada eu já estava felicíssima, mas a berinjela também estava ímpar! O molho de tomate era mais do que gostoso, divino! O Chili con carne do Dú também estava muito bom e o molho era igualmente saboroso. 😛

Fico devendo as fotos dos pratos dessa vez, estávamos com tanta fome que esquecemos de registrar os pratos. Sorry! Mas deixo aqui uma amostra do canal onde ficam os dois restaurantes.

De dia

De noite

Terça-feira é dia de feira

E é nesse dia que reabasteço minha geladeira com frutas, legumes, verduras e peixe. Tudo muito fresquinho. A variedade dos itens é incrível, mas só dos itens já que a feira se restringe a 7 barracas, sendo uma de legumes/verduras/frutas, uma de pão, uma de flores, uma tecidos/aviamentos, uma de peixes, uma de queijos e uma de frutas secas/cereais. 🙂

A variedade, principalmente dos legumes, realmente é de chamar a atenção. Muitos eu não conheço, mas a cada semana compro um diferente para experimentar. E tenho adorado isso.

Essa semana a bola da vez foi a alcachofra, mas não qualquer alcachofra. Comprei A Alcachofra. 😀

A capacidade da minha panela de pressão é de 4,5l, o que não considero pouco, mas apenas uma alcachofra coube na danada. Quando pronta ela ocupou lindamente todo o prato fundo e me rendeu um almoço dos deuses. 😛

Enquanto A Alcachofra cozinhava na água, sal e vinagre, refoguei no azeite uma cebola média, 2 dentes de alho e somei um punhadinho de uma vagenzinha da feira da semana passada. Assim que a panela começou a apitar contei 10 minutos em fogo baixo. Quando consegui abrir a panela :), A Alcachofra já estava bem aberta, abri um pouquinho mais e recheei com o refogado e mais um bom punhado de parmesão ralado grosso e azeitonas picadas. Deixei mais uns minutinhos em fogo baixo, moí pimenta e dei uma regadinha de creme de leite fresco. Depois disso, foi só diversão.

Quando contei para minha mãe sobre A Alcachofra ela me perguntou se eu molhei o pão no molho da alcachofra no final. Ledo engano. A bicha tinha tanta carne para passar no molho que o pão não se fez necessário. 😀