Archive | dezembro 2010

Nosso cardápio de Natal

Esse ano tivemos um Natal atípico. Normalmente minha família se reúne na Moóca e todos nos encontramos por lá seja no dia ou na noite ou nos dois. Mas nesse Natal, por diferentes motivos, cada um foi para um lado e a noite de Natal desse ano foi bem íntima o que nos trouxe a oportunidade de preparar um cardápio mais emperiquitado.

Tudo começou quando li a receita de Medalhões de Salmão em Papelote de Fillo ao Creme Balsâmico de Trufas Brancas no Rainhas do Lar. E depois de algumas adaptações chegamos ao seguinte cardápio: Papelotes de Salmão com Glazé de Balsâmico sobre cama de abacaxi caramelizado no açúcar mascavo e como acompanhamento arroz com castanhas.

Para os papelotes segui as orientações da Kátia, mas substitui os medalhões de salmão por um preparo de cubos grandes de salmão, com flor de sal, pimenta preta, alho poró e um pouquinho de molho inglês. Já a cama de abacaxi não poderia ser mais simples, quatro colheres de açúcar mascavo para oito fatias de abacaxi. Apenas deixe o abacaxi soltar um pouco do suco enquanto o açúcar derrete e adere à fatia de abacaxi. Para o arroz, apenas acrescente as castanhas de sua preferência quando pronto. O glazé, também comprei pronto. E aí é só servir.  Fácil, prático e delicioso. 😀

E para arrematar um belo tiramisù (a mesma receita que publiquei aqui ó!).

No almoço de Natal, rolou tudo de mais tradicional: chester, tender, arroz com frutas e castanhas, farofa, maionese, torta de frango com brócolis gratinado e muito mais… Que difícil resistir!

E para completar, nossa tradicional Árvore de Natal Prata! Linda!!

Medalhões de Salmão em Papelote de Fillo ao Creme Balsâmico de Trufas Brancas

Uma confusão ítalo-argentina

Nossos amigos argentinos gostavam muito de um restaurante italiano e toda vez que combinávamos de jantar juntos a sugestão sempre era: “Vamos ao Gino?” e acabávamos indo ao Gino.

O atendimento é bárbaro, a comida é muito boa, desde as pizzas até os pratos mais sofisticados, o preço é um dos mais camaradas e assim o restaurante do Gino acabou ficando o ponto de encontro oficial da turma.

O restaurante do Gino ficou tão famoso entre toda a turma que todas as vezes que íamos ou só passávamos em frete lá tinha alguém da Vlerick.

O Gino, dono do restaurante, é um italiano muito simpático e fala português, pois namora uma brasileira do Recife. A Mônica também é uma fofa. Tivemos a oportunidade de conhecê-la uma das vezes que ela estava na Bélgica. Esse era mais um motivo para frequentarmos o restaurante.

Todos chegávamos e logo o Gino vinha nos cumprimentar. Um dia, estávamos em uma turma grande, e enquanto jantávamos o Nacho (nosso amigo argentino que influenciou toda a turma a aderir ao restaurante do Gino como point oficial) declara, para comoção geral, que o Gino não era o Gino. Hehehe. Na verdade o nome do Gino é Nunzio. Todos fizemos a maior cara de e a explicação do Nacho para o fato foi: “Eu comecei a chamá-lo de Gino (sem qualquer razão) e o nome pegou”… 😕 … E como o Nunzio nunca o corrigiu, todos o chamavam de Gino e agora o Gino, que é Nunzio, se tornou Gino. Pode?

O fato é: o restaurante do Nunzio se chama Metaponto e fica na Tiensestraat 213. Mas sendo Gino ou Nunzio, o restaurante é ótimo! 😀

O irresistível Arciduca; Nossos amigos Argentinos com o Gino/Nunzio; A pizza de prosciutto crudo; Uma das tantas vezes que nos reunimos no Gino/Nunzio

A melhor sorveteria em Leuven

Logo que chegamos à Leuven e que fiz amizade com as meninas, começamos a desbravar as sorveterias. Tarefa árdua essa, viu?! O gosto por sorvete é um dos pontos em comum que tanto nos uniu. 🙂

Depois de rodar praticamente todas as sorveterias, não nos restou dúvida: a melhor sorveteria é mesmo a t’Galetfe (Tiensestraat quase esquina com a Muntstraat).

É uma loja bem pequena, só com a vitrine com a deliciosa variedade de sorvetes à mostra; ao fundo é possível ver as batedeiras que preparam as delícias geladas. Você pode também experimentar os tradicionais wafles de Liége. Sim, existe muita diferença entre os wafles de Liége e o de Bruxelas. O de Bruxelas é mais seco e para mim parece quase que industrializado. Já o de Liége é deliciosamente perfumado e tem cara e sabor dos quitutes preparados carinhosamente pela avó. Divino!

Mas a minha perdição mesmo eram os sorvetes. Um mais gostoso que o outro. Cremosos, saborosos e naturais. Você sente o verdadeiro sabor do leite, do chocolate, da fruta, do mascarpone, do biscoito… Que água na boca!

Meus sabores preferidos são: Timarisù, Iogurte com frutas vermelhas e Cookie. Mas se você tiver a oportunidade, não se fixe apenas nesses sabores, explore o máximo que você puder. Tenho certeza que você não vai se arrepender.

E o melhor de tudo é quando você é servido pela dona da sorveteria. Uma belga já de meia idade, loura, esbelta e muito, muito simpática, especialmente porque as bolas de sorvete que ela serve são sempre bem caprichadas. 😛

Ah! Mas no inverno, infelizmente, ela fecha. Entre final de novembro até final de fevereiro/início de março sorvete só mesmo na lembrança. 😦

E para não dizerem que estou exagerando, vejam só a fila!!

Um pouco de tudo

As últimas semanas foram marcadas por muitas mudanças, um transbordar de sentimentos, questionamentos que não cessam e a ausência de respostas que persiste, muitas possibilidades que se abrem, abraços, beijos, mais abraços e outros muitos beijos, sabores conhecidos que há muito não saboreávamos, pessoas amadas que voltamos a ver…. Nossa foram semanas ou meses?

Após quase um ano e meio vivendo na Bélgica, voltamos para o Brasil. Como é bom estar em casa. Como é estranho estar em casa. 🙂

Desde 07 de novembro, vivi algumas das seguintes situações:

  • Reencontrei a família
  • Vi meu sobrinho que está enorme… E ele? Está me “conhecendo”
  • Comi muito pão francês com requeijão e mortadela
  • Comi a farofa da minha mãe
  • Voltei a dirigir (e não é que não esqueci como era?)
  • Comecei a trabalhar
  • Voltei a enfrentar o trânsito caótico de São Paulo
  • Começamos a reencontrar nossos amigos, mas ainda temos muitos para rever
  • Vi São Paulo do alto
  • Comemos picanha, hummm isso que é carne
  • Viajei para a praia para um team building
  • Cortei o cabelo e fiz as unhas
  • Fiz cookie e torta de limão
  • Comecei a construir uma nova rede de relacionamento com meus novos colegas de trabalho
  • Comi carne seca com macaxeira 😀
  • Contei muito sobre nossas viagens, especialmente sobre a China
  • Dançamos gafieira 🙂
  • Fizemos churrasco e o Dú foi o churrasqueiro
  • Voltei a usar o forno, mas ainda não com a intensidade que gostaria
  • Deixei de escrever no blog 😦
  • Comprei sapatos 🙂
  • Conversei (pouco) com minhas amigas de jornada (Shereen, Paz e María)
  • Fiz meu primeiro pão
  • Conversei longamente com uma amiga que me ajudou a ver com leveza algumas coisas
  • Fui ao supermercado e falei em inglês
  • Fiz muito carinho nos peludos
  • Beberiquei uma caipirinha com cachaça mineira divina
  • Comemos no japonês 😛

E vejamos o que mais está por vir. 😀

Os vinhos húngaros

Quando fomos para Budapeste já sabia que iria deixar as cervejas um pouco de lado e experimentar os vinhos húngaros. Afinal, é da Hungria que vem um vinho fantástico, o Tokaji. E meu colega húngaro, o Csaba, havia ajudado na organização de uma festa de queijos e vinhos muito bacana, quando tivemos a chance de provar alguns vinhos de sua terra natal.

Aproveitei para pedir algumas dicas para ele e o Csaba nos deu três ótimas sugestões de restaurantes (a Fê vai escrever sobre eles depois) e de alguns vinhos.

Quem está na Hungria e gosta de vinhos não pode deixar de provar mais de um tipo de Tokaji: o Aszú, o famoso vinho de sobremesa, o Szamorodni, também doce mas produzido com uvas “botritizadas” (um tipo de fungo que ataca as uvas e faz com que elas percam suco, mas ganhem concentração de açúcares) e o Furmint, que é feito com as mesmas uvas mas é um branco seco (na verdade a Furmint é apenas um dos 6 tipos de uvas que podem ser usadas na produção do Tokaji, mas se procurar um Tokaji seco é muito provável que encontre este vinho, não os feitos com os outros tipos). Quanto aos tintos, o Csaba sugeriu vinhos feitos com a Bikavér, um tipo de uva nativa da Hungria cujo nome significa algo como “sangue de touro”.

Agora vamos aos vinhos: o Bolyki Egri Bikavér foi o Bikavér que mais gostamos, mais do que o Takler Bikavér Reserve ou o Egri Bikavér. Dois Tokajis deliciosos são o Szepsy Szamorodni e o Degenfeld 6 Puttonyos Aszú, especialmente o último. Por fim, o Vörcsöki Furmint é um branco que vale muito a pena experimentar.