Archive | outubro 2010

Os melhores bares de Leuven

Como toda boa cidade estudantil, Leuven tem muitos bares. São tantos que dizem que o Oude Markt é o bar mais comprido da Europa – quase todos os prédios nesta grand place são bares.

Mas poucos tem aquelas comidinhas de boteco tão saborosas quanto não-saudáveis – e os que tem normalmente não oferecem nada de especial. Então você se concentra no que eles realmente tem de bom a oferecer: cerveja, é lógico.

Mas há outro porém: surpreendentemente, a maioria tem uma seleção bem limitada de cervejas. Talvez porque a maior parte dos clientes vai mesmo pedir uma Stella, Hoegaarden, Duvel ou Leffe. Mas alguns tem uma seleção mais bacana e estes são os meus preferidos:

Domus – bem do lado do Grote Markt, aqui há uma certa seleção de comidas. Mas se quiser mais do que uma tábua de frios, estará melhor se for a um dos vários restaurantes próximos. Uma longa lista de cervejas, com explicações (em holandês :)), inclusive das cervejas que eles mesmos produzem. Não deixe de experimentar a Domus Tripel, muito boa!

Blue Cat (Blauew Kater) – este combina boa música – jazz e blues – com boa cerveja. O cardápio diz que eles tem 100 cervejas, mas na realidade nem todas estarão disponíveis porque várias são sazonais. Mas se você quiser explorar cervejas diferentes, às vezes verá o barman indo buscar sua garrafa em alguma geladeira escondida em um cantinho inacessível aos simples mortais 🙂 Experimente a Leuvense Tripel e evite a Bonné Esperancé e a Bornem Tripel, que não tem nada de mais.

STUK Café – este é o bar de um centro cultural que ficava quase em frente ao nosso apartamento. A lista de cervejas não é tão grande, mas o local é espaçoso, muito bacana e aos domingos tem shows ao vivo (uma raridade por aqui). Você não vai se arrepender se pedir uma Sint-Bernardus.

Bar del Sol – este é a exceção da lista, porque tem alguns petiscos realmente apetitosos. Experimente a bruschetta que leva fetta e azeitonas e escolha uma das cervejas da lista que, apesar de pequena, tem algumas das minhas favoritas, como a Rochefort ou a Tripel Karmeliet.

De Metafoor – logo abaixo do Oude Market, onde reinam a Stella, Hoegaarden e Duvel, fica este bar que tem uma seleção muito boa de cervejas. E é o único onde recebi meu copo de cerveja junto de um copinho menor, onde se coloca a cerveja que fica no fundo da garrafa, concentrada em sedimentos (isto acontece com as cervejas não-filtradas, como as trapistas). Diz a lenda que temos que beber esta parte separada e que ela faz bem para a saúde 🙂 Uma boa pedida aqui é a Hopus.


Leuven também tem um Irish Pub, o Thomas Stapleton. É bem divertido e assistimos alguns jogos da copa lá, mas a Guinness deixa um pouco a desejar. E se prepare para sair defumado com o cheiro de cigarro.

E se você se achar realmente preparado, pode tentar percorrer os 6 em uma só noite. Afinal, você iria andar apenas 1,7 Km. Só não se empolgue achando que você está bebendo Brahma ou Skol, porque as cervejas aqui são muito mais fortes 🙂

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O que e onde comemos em Berlim

Que ideia a minha começar a escrever sobre o que e onde comemos em Berlim no momento em que eu estou com fome… Ui! Mas minha angustia não termina aqui, não. Estamos provisoriamente vivendo em um “flat” até que nossa vida tenha um rumo e até temos um cozinha bem equipada, mas ontem arrisquei um frango grelhado com salada e a marofa do frango está ainda presente… O negócio vai ser investir em coisinhas frias mesmo… Ainda bem que estamos mesmo precisados de um dieta básica, especialmente depois de tudo o que comemos nessa última viagem. 😕

Mas, chega de blá-blá-blá e vamos ao que interessa: No geral a comida para essas bandas do Leste Europeu são bem pesadas, gordas. A presença da batata e da carne de porco e seus derivados é marcante. Pessoalmente adoro uma carninha de porco, um toucinho (tive até que engolir a água na boca só de escrever toucinho… hehehe), mas uma dieta com essa base não é para mim não. Prefiro variedade e coisinhas leves e frescas também são muito, muito importantes para manter meu apetite.

Com isso o que quero dizer é, vindo para essas bandas se preparem para comer porco, muito porco. 🙂 E isso se você tiver um espírito como o nosso de além de conhecer a cidade, cultura, igrejas, conhecer também a culinária local, e por culinária entende-se pratos e bebidas típicos. Para nós essa é uma das facetas mais interessantes de todas as viagens, a descoberta de novos sabores, texturas, temperos, novos ingredientes, ingredientes já conhecidos, mas preparados de formas distintas… Um mundo sem fim para ser desbravado.

Pois bem, aqui vão as dicas de onde e o que comemos em Berlim.

Nosso primeiro jantar fugimos à regra e fomos parar em um restaurante argentino. A vontade de uma bela carne falou mais alto que nosso ímpeto de conhecer novos sabores. 🙂 Plancha Restaurant – Cocktailbar é um restaurante simpático, os garçons falam espanhol e a carne estava divina. Para quem conhece a carne argentina, essa ainda fica a desejar, mas para quem já está há muito tempo longe de um bom e tenro pedaço de carne… É o Céu! E o preço? Super camarada!

No dia seguinte fizemos um tour de bicicleta por Potsdam e fizemos um lanche no meio do caminho. Foi quando comi uma verdadeira salsicha Alemã… Humm, é gostosa mesmo!

No mesmo dia, acabados depois de 6h30 e 16km de bicicleta, apenas andamos um pouco pelo show em comemoração aos 20 anos da queda do Muro de Berlim. Foi muito interessante estar lá nesse dia tão importante. E por lá comemos o tão típico Currywurst, que nada mais é do que o mais tradicional fast-food Alemão, a tradicional salsicha com batata frita (não tão boa quanto a da Bélgica) e molho de ketchup, molho de tomate e curry… Saudávellll…. 😛

Dia seguinte fizemos o nosso tradicional free tour e só comemos um lanchinho bem gostoso no Aroma espresso bar (Friedrichstrasse, 200).

Mas no jantar a história foi diferente… Tentamos três restaurantes que tínhamos visto boas avaliações, mas todos estavam cheios. Já sem opção partimos para a sorte e deu certo. Jantamos no Kartoffel Laube (Probststraße 1), o qual agora nos referimos como O Restaurantes das Batatas, todos os pratos têm batata… hehehe… Restaurante de cozinha e ambientação tradicionais, atendimento muito atencioso e pratos muito bem preparados. Adoramos.

No dia seguinte almoçamos em um dos que estavam cheios na noite anterior. Gasthaus Mutter Hoppe, restaurante e ambientação também bem típicos. O atendimento nem tão atencioso quanto ao anterior, mas os pratos estavam divinamente bem preparados. Super bom!

Nossa tarde nesse dia foi mais relax e paramos em um bar no estilo parisience… Todas as cadeiras na calçada viradas para a rua e nós lá, tomando uma cerveja, cappucino e um belo apfelstrudel com calda de baunilha… Só para não deixarmos de exercitar o maxilar. 😀 E de bandeja ainda vimos uma performance muito gostosa de um Clown. Ótima tarde! Ah, o café é o Alt Berliner Biersalon e a cerveja que o Dú tomou é a Hövels.

Em nossa última noite em Berlim fomos ao Goodtime, restaurante tailandês moderninho que tinha uma avaliação super legal. Ambiente mais modernoso, música eletrônica e pouca luz, pratos bem preparados, mas nada de especial. O que mais adorei foram as louças em cerâmica verde e os talheres. 🙂 Pena que pela pouca luz as fotos ficaram bem meia-boca. 😦

O que e onde comemos em Ljubljana

Em Ljubljana (capital da Eslovênia) não tivemos muito tempo para explorar os restaurantes, mas nosso amigo Goran nos sugeriu um restaurante para o primeiro jantar e sugeriu inclusive uma sobremesa que deveríamos experimentar… Com dicas de locais não temos nem o que pensar. Fomos direto para lá!

O restaurante é o Sokol. Estava super cheio e fomos muito bem recebidos logo que chegamos, mas depois o garçom que nos atendeu devia estar em um dia ruim… ou sei lá! Mas de toda forma, tivemos uma noite muito agradável. Eu comi uma truta assada com legumes no papel alumínio. Muito boa! E o Dú comeu uma vitela também muito saborosa. Mas a estrela da noite foi a Prekmurska Gibanica. É a sobremesa típica da região do nosso amigo. Coisa de outro mundo… Como se fosse uma lasanha, mas com massa folhada, queijo, canela, castanhas, maça… Hum que água na boca! E ainda é servida quentinha!!!! Não vejo a hora de ter uma cozinha novamente para me aventurar nessa receita! 😀

E sobre a cerveja o Dú já falou aqui.

Na noite seguinte saímos para jantar com nossos amigos e o Goran nos levou a outro restaurante que não peguei o cartão :-(… Dessa vez ficam só as fotos. O Dú comeu umas costelinhas de porco e eu fui de um dos prato típicos na Eslovênia, que é quase uma sopa beeem encorpada. Além de legumes, carne de porco e feijão, vai um grão que parece uma mistura entre arroz e aveia… Uma delícia e perfeito para o inverno! De sobremesa novamente a Prekmurska Gibanica, mas a do Sokol é imbatível e não é só minha opinião. Para o Goran a do Sokol é a melhor!

Depois do jantar caminhamos um pouco pela cidade ouvindo as versões (engraçadíssimas) sobre a história da cidade. E finalizamos nossa noite na Movia (Mestni trg 2, Ljubljana), uma Vinoteca bárbara! Além dos vinhos da região serem muito bons, ainda comemos uma mortadela incrível. Dá para acreditar: Comer mortadela em uma Vinoteca na Eslovênia? Amei.

Ah! E nosso amigo ainda disse que a tradução literal de Prekmurska Gibanica é moving cake ou  “o bolo que se move”. 😛

Afinal, quem tem as melhores cervejas?

Já sei que este será um post polêmico; já vi gente defendendo apaixonadamente as cervejas alemãs, outros as cervejas belgas e correndo por fora estão as cervejas holandesas, inglesas e tchecas. Agora que visitamos os cinco países, acho que posso tentar ser um pouco objetivo em relação a este assunto. No final deixarei a neutralidade de lado e vou indicar minhas preferidas.

Berliner Kindl, uma das muitas boas pilsen alemãs

Mas antes de mais nada, esta é uma avaliação um pouco injusta. Afinal, depois de 1 ano na Bélgica tive a chance de experimentar muito mais cervejas belgas do que alemãs, tchecas ou inglesas. E só visitamos Amsterdam, Londres, Berlin e Praga, onde todos os restaurantes têm uma lista mais ou menos igual (e curta!), o que nos tira a chance de provar cervejas mais locais, ou de produtores menores. Mas esta é uma verdade relativa, porque mesmo em Bruxelas você vai achar uma variedade enorme de cervejas em muitos restaurantes.

A cerveja, em comemoração aos 10 anos do Tate Modern, era boa, mas a vista era melhor

E comparar estas cervejas é meio como querer comparar maçãs, bananas e peras. As cervejas alemãs e tchecas são mais ou menos homogêneas – muitas pilsen, leves, teor alcoólico moderado e no geral saborosas. As inglesas são mais encorpadas, apresentam maior variedade e algumas são mais alcoólicas. As belgas tem uma variedade absurda – mesmo dentro de uma mesma “categoria”, como as trapistas ou as de abadia, você vai encontrar muita diversidade de sabor, teor alcoólico e corpo. Quando você acha as boas cervejas holandesas elas se parecem um pouco com as belgas – e é holandesa uma das melhores que já tomei, a La Trappe Quadrupel.

Bernard, a cerveja tcheca que mais gostamos (aqui a clara, mas também experimentamos a escura)

E tem algumas leis malucas definindo o que é cerveja… Especialmente na Alemanha, há uma lista sem fim de critérios que tem que ser atendidos para chamar uma cerveja de cerveja e isto é usado tanto para marketing como para barrar as cervejas de outros países.  Enquanto isso, na Bélgica eles estão produzindo cerveja usando receitas e métodos que existem há séculos ao mesmo tempo em que experimentam novas receitas, métodos e processos. Estava lendo um post no blog Cycling Beer beercycling em que o autor dizia que qualquer forma de produzir cerveja que você possa imaginar provavelmente já foi experimentada por um belga 😀 E deve ser verdade mesmo, porque uma das minhas colegas belgas estava me contado que uma pequena cervejaria próxima de onde ela mora resolveu produzir um pequeno lote de cervejas usando o mesmo método usado para produzir champanhe – e ela teve a sorte de conseguir comprar uma garrafa (caríssima, aliás) para experimentar.

Os tchecos também tem sua cerveja de abadia, mas o gosto era algo estranho e nem acabamos com esta garrafinha…

Talvez esta seja uma diferença importante – cerveja na Bélgica é uma experiência, dos diferentes sabores, aromas e texturas. Na Alemanha você irá beber boa cerveja – mas todas meio parecidas e em grandes quantidades (alguns guias indicam onde você encontra uma “legítima” caneca de 1 litro, pode?). A República Tcheca e a Inglaterra vão numa balada parecida, enquanto a Holanda fica num meio termo – você verá muita gente bebendo Amstel mas, se procurar, vai encontrar cervejas muito mais interessantes.

Rochefort e Leuvense Tripel, duas das melhores belgas que experimentamos

Pessoalmente, prefiro a chance de experimentar a variedade das cervejas belgas. Tanto que foi impossível definir uma favorita; eu tenho uma lista e escolho de acordo com a minha vontade no dia. Em seguida vêm as holandesas, por uma La Trappe de vantagem e depois delas as inglesas, graças à Guinness, porters e red ales. Em penúltimo estão as tchecas, porque foram eles que aprimoraram a pilsen e tem uma das melhores, a Pilsner Urquell (esta vale muito a pena experimentar). Por fim, as alemãs. Afinal, se uma das melhores que tem a mostrar é a Erdinger, elas não podiam estar em primeiro, certo? E olha que eu gosto bastante da Erdinger 😛

Leste Europeu e nossas dicas práticas

Como já comentei no post anterior ainda temos muita coisa para contar sobre nossas últimas experiências e agora só fizemos acumular mais e mais histórias.

Aproveitamos nossa fase cigana e planejamos mais uma viagem até que algumas decisões pudessem ser tomadas. Resolvemos traçar uma rota mais para o leste europeu aproveitando uma entrevista que o Dú teria em Ljubljana, capital da Eslovênia. Começamos por Berlin (4 noites), Praga (4 noites), Viena (3 noites), Ljubljana (2 noites) e finalmente Budapeste (5 noites).

Vou começar com as dicas práticas, assim já fica disponível a informação para aqueles que pretendem ou estão planejando uma viagem para essas bandas. A primeira dica é: Vai em frente…. Cada um desses lugares é singular e vale muito, muito a pena!!!!

Transporte

Bruxelas/Berlim – Saimos de Bruxelas via EasyJet, uma das companhias de baixo custo que são uma mão na roda. Os tickets de trem estavam muito caros nesse trajeto.

Berlim/Praga  – Fizemos de trem. Esse trecho você consegue comprar online no site da BD Bahn.

Praga/Viena – Fizemos de trem também, mas esse não é possível comprar online. As dicas que li diziam para comprar na própria estação e foi o que fizemos assim que chegamos em Praga.

O ideal seria fazer Viena/Budapeste, mas como a entrevista do Dú estava agendada fizemos Viena/Ljubljana… 6h30 de trem e os tickets não foram tão baratos assim :(.

Ljubljana/Budapeste também fizemos de trem e esse trecho foi dureza… 8h30 com “apenas” 28 paradas saíndo de Ljubljana às 6h50 da matina. Imagina o nosso bom-humor… Um suplício. Mas pagamos 29,00 Euros cada ticket e de avião sairia mais de 300,00 pilas para cada… Então tentamos nos conformar. Mas como diz o ditado tudo o que é ruim pode piorar… hehehe… Depois de umas 5 horas de viagem recebemos a notícia que o trem não poderia seguir seu rumo em virtude de problemas na via férrea por conta do derramamento que ocorreu há alguns dias de lama tóxica. Paramos no meio do nada, descemos e pegamos um buzão. Depois de muito sacolejo, voltamos para a via férrea e pegamos um novo trem, mas dessa vez estava mais para um pau-velho que para um trem. E por conta disso me lembrei de outra dica prática que só é realmente útil em situações como essas. Tenham sempre um kit básico de limpeza: álcool em gel, lenço umedecido e lenço de papel. Parece coisa de gente neurótica, né!? Se você respondeu que sim, isso quer dizer que você nunca esteve na China e que se você se deparar com um trem mal conservado como esse aí… ui… Não queria estar na sua pele!

Ah! E em viagens de trem normalmente passamos antes em um supermercado para levarmos um lanchinho mais gostoso e mais econômico… Mas nessa última não deu tempo e é claro que não tinha restaurante no trem. O que nos salvou foram dois pedaços de pizza de um Kebab que compramos na estação de trem.

E finalmente Budapeste/Bruxelas. Mais uma vez usamos uma companhia de baixo custo, dessa vez foi a WizzAir, baratinho e conveniente. 🙂

Hospedagem

Quanto às hospedagens usamos sempre o Booking.com. É ótimo e o melhor de tudo são as avaliações e comentários, ajudam muito!!

Em Berlim ficamos em um apartamento do InnSight City Apartments. Ótimo! Além de espaçoso a localização era muito boa. Para café-da-manhã passávamos no supermercado no dia anterior e comprávamos iogurte e pão, além de muitos chocolates :-D. Mega conveniente e ainda econômico.

Em Praga ficamos no Hotel Sieber. Uns 200 metros de uma estação de metro. Quarto bem grande e espaçoso, cama e banheiro bem bons, café-da-manhã gostoso (serviam uma baguete diretamente do forno, di-vi-na)… Ótima opção também. Somente a Internet deixava a desejar, era muito instável.

Em Viena ficamos no Mariahilf Hotel-Pension. Está mais para uma pensão do que para um hotel. Quarto e banheiro bem pequenininhos. Colchão maravilhoso, o melhor de todos que já ficamos, Internet muito boa (e por apenas 8 euros o período), café-da-manhã bom e literalmente na boca da estação de metro. Mega conveniente. Se você for ficar pouco tempo e não se incomodar em ficar meio apertadinho, recomendo.

Em Ljubljana nos hospedamos no Hotel Park, perto da estação de trem, simples, mas espaçoso e bem limpinho. O café-da-manhã também era bem gostoso e a Internet apenas no Lobby, mas nosso quarto era no segundo andar e perto da janela pegávamos o WiFi do Lobby… hehehe…

Agora em Budapeste a história mudou um pouco. Por não ser alta-temporada conseguimos uma tarifa suuuper legal no Eurostars Budapest Center… Um 4 estrelas. Que chique! Primeira vez em um! Acho que uma descrição não se faz necessária… Mas quarto super espaçoso, banheiro grande e lindo, piso do banheiro aquecido (isso você leu direito), cama enorme, colchão e travesseiros ótimos e ainda no meio de duas estações de metro. Melhor impossível.

É isso aí. Se precisar de mais alguma informação prática que não considerei aqui, estamos às ordi. 😀 Fique à vontade em nos perguntar.

Ah! Quanto ao tempo em cada uma das cidades somente em Ljubljana ficaríamos mais… Na verdade não conseguimos ver muita coisa. Já nas outras, o tempo que ficamos é bem OK, isso se você estiver planejando para visitar apenas essas cidades mesmo, sem fazer nenhuma viagem menor para cidades vizinhas. Em Budapeste acabamos ficando uma noite a mais que o planejado por conta da passagem de volta para Bruxelas… No final das contas sairia mais barato ficarmos uma noite a mais.

Para locomoção em todas essas cidades o melhor é o transporte público, especialmente o metro. No geral não é muito caro e a rede é muito boa. Onde não tem metro tem tram ou ônibus. Carro ou táxi só se você for muito a fins mesmo…

Colecionamos um montão de cartões de restaurantes de cada uma das cidades que fomos… Mas essas dicas ficam para um próximo post. 😀

Vai uma Sokol aí, Skol?

Não, o título não é um erro de grafia!

De Viena fomos para Ljubljana, capital da Eslovênia. Lá aproveitamos a dica do Goran, meu colega esloveno, e fomos jantar no Gostilna Sokol. Seguindo a “tradição” de experimentar cervejas diferentes, pedi a cerveja local indicada pelo garçom, que se chamava… Sokol.

E não é que a tal de Sokol era bem boa? Clara, com um bom corpo e aroma e sabor bem gostosos.

No outro dia, quando fomos fazer o check-out no hotel, descobrimos que o rapaz da recepção se chama… Skol.

Ah, e compramos nossos tickets de Viena para Ljubljana com o Kafka 🙂

A quantas estamos nós?

Sabe quado tudo está acontecendo e ao mesmo tempo nada está claro? É assim que estamos vivendo essas últimas semanas.
Aqueles que tem nos acompanhado sabem que há pouco mais de um ano e meio tomamos a difícil decisão de deixar tudo o que haviamos contruído para ingressarmos em uma experiência intensa e incerta, mas tínhamos a certeza de que situações que nos proporcionariam muito aprendizado não faltariam. E assim foi! Deixamos nossas famílias, nossos amigos, nossa casa, nossos empregos e vivemos um ano de intensos aprendizados. Nem tudo foi, ou está sendo fácil, mas já sabíamos disso e, como em outros momentos difíceis de nossas vidas, decidimos enfrentar tudo como uma oportunidade de crescimento e nunca como um problema.
Parece frase feita, não? E é! Mas quando aplicada diariamente a diferença é brutal. Putz, que legal estar agora sentada em um trem, no meio de uma viagem (Berlim para Praga) e poder mais do que escrever, refletir sobre tudo o que vivemos e assim começar a nos preparar para enfrentar o que está por vir.
É, no meio desse turbilhão de coisas a disciplina para escrever sobre nossas experiências ficou um pouco prejudicada, especialmente depois da viagem à China… Mas vocês podem dar um desconto, certo? Eram colegas mudando de studio, a turma terminando o curso, as despedidas quase que diárias, a procura por um lugar para ficarmos (os contratos de aluguel são por um ano e não é possível prorrogar por pouco tempo), a procura por emprego, responder a pergunta que TODOS nos fazem todos os dias: “E aí, quais são os planos?” planos, que planos maluco? Nosso plano é tentar definir um plano. 🙂
E como por enquanto não temos mais casa, emprego, curso, dinheiro e não sabemos ao certo o que o dia de amanhã nos reserva, resolvemos fazer nossas malas (deixamos 4 malas no flat de 35 metros onde a Shereen está vivendo, ela é ou não é um anjo?) e viajar mais um pouco….
Assim sendo teremos ainda mais fotos e histórias para contar. Espero que minha disciplina volte nesse meio tempo e que nosso caminho também se torne cada vez mais claro.
E ai teremos que decidir qual será o destino desse Blog… Bem, uma decisão de cada vez, certo? 🙂

Update: Post escrito há alguns dias e apenas publicado hoje, último dia em Viena. 😀