A Cidade Proibida

Um dos pontos turísticos obrigatórios em Beijing é a Cidade Proibida. Eu já havia visto as fotos que o Dú tirou quando da primeira vez que veio à China e mesmo o dia estando meio chuvoso e nublado as fotos eram lindas (veja aqui o que ele postou sobre sua primeira viagem).

Então lá fomos nós, eu pela primeira vez e o Dú pela segunda. 🙂
Dessa vez o dia não estava meio chuvoso, estava INTEIRO. Nossa, quanta chuva. Durante o caminho de ida já quase desisti, o Dú estava com o guarda-chuva do hotel e eu estava com um guarda-chuva de criança, já que no dia anterior eu havia trocado com o Bill (um americado de 2 metros de altura); não dava para ver aquele homenzarrão andando com aquele quarda-chuvinha 😛

Logo ao sair da estação de metro já vimos a maior muvuca. Por Deus, como tem gente nessa terra! E para potencializar um pouco mais a muvuca, a chuva estava forte e todos estavam com seus guarda-chuvas andando para lá e para cá ainda mais desgovernados. 🙂

Finalmente achamos a fila para comprar os tickets e depois de um tempão debaixo de muita chuva e de muitas guarda-chuvadas conseguimos comprar os danados.
Mas a tortura não termina aí; fomos em direção à entrada e… Mais muvuca! Era tanto guarda-chuva junto que mais parecia um mar, não fosse o meu mau-humor pelo o que eu já relatei acima, eu até acharia aquele mar colorido bonito. 🙂

Mais empurra-empurra e finalmente entramos. Minha primeira impressão foi: Legal! Mas nada demais. Mas aí, andamos, andamos, andamos, cruzamos um, dois, três páteos e as grandes e minimalistas construções são realmente de impressionar.

Ao mesmo tempo me questiono porque apenas uma pessoa/família precisaria de tudo isso sendo que havia uma nação inteira passando por privações (e ainda há)? E não me pergunto apenas pela Cidade Proibida, mas pelos tantos castelos e outras construções históricas e hoje turísticas que demonstram com grande facilidade o quanto o poder estava conectado ao tamanho de suas posses. Mas para a minha cabecinha naïve isso não é nada lógico ou muito menos justo. E mesmo as coisas tendo se desenvolvido tanto o poder ainda é demonstrado pelos nossos bens. Qual é o seu carro? Onde é o seu apartamento? Quantos metros tem? Em que Shopping você faz suas compras? Quais as suas marcas preferidas?

Não sou hipócrita, também gosto de conforto e qualidade, mas será mesmo o conforto e a qualidade que governam nossa tomada de decisão ao fazer compras?
Ui! Que filosofada brava!
Ok, ok! Encurtando a história toda, o negócio é que a Cidade Proibida é mesmo muito interessante e mesmo com toda a muvuca, vale super a pena visitá-la! :
Percebam as sutilezas das construções. O número de animas da ponta do telhado representa a importância que aquele prédio tinha.

Essa foto foi tirada quando saímos da Cidade Proibida… Lindo!

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About Fernanda Relvas

Esposa, filha, irmã, tia, amiga, psicóloga, amante de tudo o que provoca questionamento, que promova o desenvolvimento e o crescimento. Curiosa, emburrada, crítica, teimosa, mas boa amiga e companheira!

3 responses to “A Cidade Proibida”

  1. Fernanda says :

    Que experiencia,heim? Adorei o guarda chuva!Rs..Beijos

  2. Fabi says :

    Linda as fotos! A do guarda chuva azul ficou tudo! Bjos

Trackbacks / Pingbacks

  1. Summer Palace « Cacau com Lúpulo - agosto 2, 2010

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