Final Feliz

Hoje acordei cedo, dei comidinha e água para meu pequeno hóspede e me arrumei para levá-lo para passear.

Coloquei-o em uma caixinha menor para poder facilmente carregá-lo e lá fomos nós dois. Primeiro passamos na Vlerick (a escola com o Dú está fazendo o MBA), pois tinha que tirar cópia de dois documentos… E foi lá que tudo começou. Enquanto subia as escadas o bichinho começou a piar e todos ficaram me olhando com um olhar: “What the hell is that?“… E foi assim até o fim da minha jornada.

No caminho para a estação de trem o patinho não parou quieto, quando não piava, pulava. Até o momento que pulou tão forte que ficou com a cabeça presa entre as abas da caixa de papelão. Pode uma coisa dessas? E eu achando que ia matar o coitado.

Na estão de trem, no trem, na estação de metro, no metro e na rua todos me olhavam segurando a caixinha com cuidado e acho que pensavam que eu era uma terrorista até ouvirem um piadinho bem fininho, aí a expressão mudava para: “What the hell is that?” 🙂 Nunca me diverti tanto sozinha!

Ufa! Depois de 1h30 cheguei ao CROH, a instituição que recebe animais silvestres que o amigo belga do Dú indicou. Fui recebida por uma senhora que não falava inglês, então tentei o francês, mas a senhora ficou tão feliz quando viu o patinho que desparou a falar de um jeito que não pude entender lhufas… Pediu para seguí-la e chegamos a um corredor forrado de gaiolas em uma das paredes. Uma outra senhora estava lá. A primeira comentou algo em francês (mas pela euforia foi impossível entender) e a segunda senhora abriu um, sorriso enorme. Nessa hora me perguntei: “Nossa mas que diabos está acontecendo que elas estão tão felizes!” Foi então que apontaram para uma gaiola e quando olhei… mmmm… Era o irmãozinho do patinho! Igualzinho! 😀

A senhora não teve dúvida, abriu a caixinha que estava ainda na minha mão, pegou o pequeno e o colocou na gaiola junto com o irmãozinho. Se movimentaram rapidamente e pararam, um de frente para o outro, como se estivessem se reconhecendo. Nessa hora tive certeza que fazer o bem, fazer aquilo que o seu coração lhe diz, vale muuuito! Fiquei muito, muito feliz! E as senhoras também, agora um faz companhia para o outro. 😛

E esse foi o final, ou o começo, de uma história feliz!

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About Fernanda Relvas

Esposa, filha, irmã, tia, amiga, psicóloga, amante de tudo o que provoca questionamento, que promova o desenvolvimento e o crescimento. Curiosa, emburrada, crítica, teimosa, mas boa amiga e companheira!

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