O que e onde comemos em Paris

Acabo de chegar da minha hilariante aula de inglês, estou com fome, mas sozinha (o Dú já começou o projeto na Mastercard ;-), e agora não tenho mais companhia para o almoço 😦 ). Anyway, sentei aqui para escrever sobre o que e onde comemos em Paris… Parece promissor. Vamos ver!

A primeira coisa interessante foi que não tínhamos café da manhã incluso no hotel e como era caro, como tudo em Paris, resolvemos tomar café da manhã nos cafés parisienses; além de mais charmoso, poderíamos encontrar algum mais em conta, o que na verdade não aconteceu. Um café da manhã em Paris, com croissant, uma bebida quente e um suco de laranja, fica em média 7,50 euros por pessoa.

No primeiro dia fizemos um passeio bem relax. O Dú e Yanan tinham acabado de voltar da China e decidimos curtir o dia que estava super quentinho para caminhar e relaxar! Pelas ruazinhas menos comerciais, no caminho da Sacré Coeur, paramos em uma loja Italiana deliciosa. Compramos queijinhos e salame com trufa, divino. Depois os meninos compraram uma baguete e quando estávamos com fome, simplesmente fizemos uma boquinha no banco da praça na Sacré Coeur, olhando de longe a Torre Eiffel. Que chato.

Yanan preparando o nosso lanchinho!

No jantar, depois de uma longa caminhada e já famintos, fomos ao Ma Bourgogne, uma das indicações que achei no site do David Lebovitz. Um restaurante bem avaliado, tipicamente francês, mas não dos mais frescos ou refinados e com um preço até que não exagerado. O Dú comeu um Steak Tartare divino, a Yanan costeleta de cordeiro grelhada e o Thomas e eu salsichão na batata ao molho Beaujolais. De sobremesa… Crème brûlée! 😛

No segundo dia almoçamos um típico lanche na baguete, pois estávamos no meio do nosso walking tour. O mais interessante é que a guia fez o break bem em frente a uma Starbucks. Em Paris comer em uma típica cafeteria americana? Não dá, né!?… Fomos à lanchonete do lado e comemos duas baguetes bem gostosas.

Ah! Essa é uma dica super legal: o walking tour. Descobrimos a New Europe Tours em Amsterdam (clique aqui para ver o post sobre o walking tour em Amsterdam). E como foi super legal, sempre que viajamos vemos se eles também oferecem esse serviço na cidade que estamos visitando. Para nossa sorte eles também atuam em Paris e lá fomos nós. O guia é super capacitado e dá uma visão bem legal sobre a cidade, fatos históricos e coisinhas interessantes que você sozinho nunca observaria! 😀

Jantamos no Doïna, um restaurante romeno, super típico… Ambientação, música e o pessoal que nos atendeu. Duas mulheres muuuuito simpáticas. Romenas é claro! Não tínhamos referência, apenas passamos em frente, checamos o cardápio (conteúdo e $$$) e arriscamos. Estávamos com sorte. Comidinha simples, mas muito bem preparada.

No terceiro dia estávamos passeando pelas bandas do Pantheon e resolvemos arriscar novamente. Dessa vez foi um tailandês. Royal Thaï, um restaurante bem simpático e mais sofisticado. O Dú comeu um camarão com vegetais no molho vermelho e levemente apimentado e eu frutos do mar no abacaxi. Estava muito bom, mas o povo lá, como aqui na Bélgica, não está nem um pouco interessado em atender bem, nível de serviço lá no pé, sabe como é? Como já eram 14h30 fomos quase expulsos… Isso lá é hora de almoçar????

Como ninguém é de ferro, ao passarmos por uma dessas boutiques de doces, a Fauchon Paris, entramos e escolhemos dois lindos doces acompanhados de dois macarons. Não dava para vir para Paris e não experimentar os famosos macarons.

Mas tenho que dizer, e essa também é a opinião do Dú que é louco por doce, esses doces são muito mais bonitos do que gostosos… Esses franceses sabem mesmo é fazer propaganda.

Nesse dia andamos sem parar e estávamos voltando para o hotel já às 20h00, então decidimos parar em algum lugar para comer, pois se voltássemos para o hotel não teríamos forças para sair novamente.

Passamos em outro restaurante indicado no site do David Lebovitz, o Chez Michel, mas esse era beeem salgado. Não deu para encarar. Pegamos o caminho do hotel e paramos em um Italiano, o La Villa Andrea. O Dú comeu uma pizza e eu um carpaccio, lindo de  tão gostoso! 😀 E para arrematar, já que estávamos em um Italiano, um tiramisù… Mas esse deixou à desejar!

Agora os pontos altos gastronômicos. Mas antes o ponto alto da má-educação. Tínhamos duas opções de restaurantes para almoçar (todos indicados pelo David Lebovitz). Um deles era o Au Gout Dujour, indicado como Favorite Good-Value Restaurant. Depois de uma boa caminhada chegamos ao restaurante. Faltava pouco para 14h00 quando chegamos. Entramos e em francês pedimos uma mesa para dois. A “simpática” no caixa, sem direcionar o seu olhar para nós em nenhum momento, olhou o relógio, disse C’est fini e simplesmente voltou a fazer o que de tão importante ela fazia antes que dois inoportunos como nós a interrompesse. Com cara de tacho saímos do restaurante e aqui estou eu afirmando que em lugar como esse não ponho mais meus pés! Mas como tudo tem uma razão de ser… Fomos em direção ao outro restaurante. Depois de caminharmos mais 1 km, chegamos ao La Véraison. Esse estava avaliado como Favorite Neighborhood Restaurant. Não poderia ter descrição melhor! Ao chegarmos, pouco antes das 14h30 e com medo de um novo não, perguntamos se eles ainda estavam atendendo e gentilmente o rapaz pediu para que nos sentássemos. Claramente eles já estavam encerrando! Mas o bom atendimento só tinha começado. A garçonete nos apresentou o menú e se dispôs a nos ajudar caso fosse necessário, com um dos melhores ingleses que ouvimos por lá. Comemos sardinha grelhada como entrada (perfeita!), um belo e saboroso Steak Tartare e finalizamos com um fabuloso Caramel Crème Brûlée. E ainda na saída nos desejaram uma boa estada em Paris. Dá para esperar mais simpatia?

Mas a simpatia e a farra gastronômica não terminaram por aí. No jantar fomos ao A la Biche au Bois. Um restaurante pequeno, como o do almoço, mas muito aconchegante. Fomos atendidos pelo rapaz que parece ser o dono. Super atencioso. Nos explicou a sugestão do dia e fomos nela. De entrada uma massa folhada ao molho de queijo e bacon sobre uma saladinha verde. Que entrada! Como prato principal um belo bife grelhado no molho de cebola. Nossa, já estávamos mais do que satisfeitos. Depois os queijos… Sem descrição! Dá uma olhada na foto para você ter uma idéia do que eu estou falando. E para encerrar nossa última noite em Paris, o melhor e mais leve Crème Brûlée de nossas vidas, mas esse foi compartilhado. Ui, saímos quase rolando!

Conforme os pratos iam chegando eu ia fotografando… Registrando nossos pecados!!! O pessoal do restaurante, o dono e outros dois garçons, prestavam um atendimento especial, muito leve e descontraído, muito diferente do padrão parisiense. Em uma das fotos os dois garçons quiseram aparecer, e não é que ficou bem legal! Só ajustei o zoom e voilà!

Na saída os três fizeram festinha em nossa mesa. Arriscaram uma dancinha quando dissemos que éramos brasileiros e o dono ainda arriscou algumas palavras em português. 😀 Ufa! Nem todo parisiense é mala!

Ah! Mais um detalhe: os malas, quer dizer, os parisienses adoram uma reserva. 🙂 Querem saber quantas pessoas vão receber para poder se programar, não para atender melhor, deve ser para trabalhar menos! De qualquer forma, se você não quiser ficar na mão é melhor fazer uma reserva! Especialmente no A la Biche au Bois. Fomos durante a semana e se não tivéssemos reserva ficaríamos lá fora esperando sabe-se lá por quanto tempo!

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About Fernanda Relvas

Esposa, filha, irmã, tia, amiga, psicóloga, amante de tudo o que provoca questionamento, que promova o desenvolvimento e o crescimento. Curiosa, emburrada, crítica, teimosa, mas boa amiga e companheira!

3 responses to “O que e onde comemos em Paris”

  1. Shereen says :

    Très délicieux 🙂

  2. Carla Duclos says :

    Oi Fernanda,

    Esou indo pra Paris e to carregando várias dicas do David Lebovitz.

    Eu já tinha gostado da descição dele do La Biche ao Bois e lendo o seu relato, a escolha tá mais que feita. Só espero que não estejam fechado pra férias, pois li que muitos restaurantes fecham em Julho e Agosto. Vamos ver.

    Se eu conseguir ir ao restaurante, conto aqui depois como foi.

    Já anotei também a dica do La Veráison. 🙂

    Beijo e obrigada por compartilhar suas experiências aqui.

    • Fernanda Relvas says :

      Oi Carla! Fico muito feliz que o *post *tenha te ajudado, pelo menos no planejamento da viagem. Essa a ideia do blog. 🙂 Espero que voc consiga conhecer os dois restaurantes. Realmente adoramos os dois, mesmo sendo muito diferentes! 🙂 Aproveite muito. Um beijo, Fernanda

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