Histórias curtas da China – parte 8

Em toda viagem para outro país surgem histórias interessantes ou engraçadas; aqui estão algumas das que vivemos na China:

  • Um colega ofereceu 5 yuans para uma pedinte perto da Cidade Proibida e ela recusou – disse que só queria 1 yuan.
  • Um amigo queria comprar uma nova câmera digital. Chegamos ao shopping especializado em eletrônicos para descobrir que poucas lojas ainda estavam abertas, mas para sua sorte uma delas tinha a câmera que ele queira. Depois de uma longa negociação sobre o preço, ele descobriu que não conseguia sacar todo o valor no ATM. Novo golpe de sorte – somando todo o dinheiro que a gente tinha (estávamos em 4), dava o valor exato da câmera 🙂 Por último, faltava uma peça necessária para usar uma lente diferente da padrão – nova negociação, desta vez para acertar como a entrega seria feita. No final, a brincadeira levou 2 horas e acabamos tendo que jantar em um restaurante bem sem-graça em outro shopping center 😦
  • Depois deste jantar estávamos voltando para o hotel quando um dos nossos colegas comentou que não havia ficado exatamente satisfeito. “Tem um McDonald’s logo ali”, brinquei. Ele riu, mas não é que depois resolveu matar um cheeseburger? 🙂
  • Em todos os mercados informais ou lojas de rua você tem que negociar. Acho um saco, mas o preço inicial é quase sempre um absurdo. Eu estava interessado em uma lente, e o primeiro preço que a vendedora pediu foi 4.800 yuans. No final, eu levaria a lente por 2.000 yuans.
  • Outra história de compra – em Zhouzhuang fiquei interessado em uma pintura. Preço inicial: 360 yuans; final: 80 yuans :). Dei mais uma volta pela cidade e quando passei em frente à loja eles já tinham outra pintura no lugar da que comprei, igualzinha àquela 🙂
  • Falando em Zhouzhuang, esta é uma pequena vila construída ao redor de diferentes canais; é um destino turístico famoso e alguns dizem que seria a “Veneza do Oriente”. Bem, isto é claramente um exagero, mas a cidade tem seu encanto – especialmente a arquitetura antiga, o contraste entre um estilo de vida voltado para o turismo e outro voltado para costumes arraigados há muito tempo e o artesanato local. A cidade não é tão grande e não é preciso mais do que um dia para visitá-la (portanto, não se preocupe em hospedar-se por ali). Aqui estão algumas fotos de Zhouzhuang:

  • Um dia fui procurar um sorvete em um shopping center ao lado do hotel. Encontrei só uma doceria (Gino Café), que tinha tiramisú no cardápio – quem leu os posts sobre a Itália sabe que adoro este doce. Mas como o tiramisú já tinha acabado 😦 tive que me contentar com um cheesecake de morango – ainda bem que estava muito bom e caprichado 🙂
  • Segundo um dos nossos guias, só no Norte do país é costume comer carne de cachorro – se isto já não fosse suficientemente abominável, ele ainda explicou que não comem seus animais de estimação, mas só os criados em uma fazenda de cachorros 😦 Porém, uma amiga que fala mandarim disse que viu vários restaurantes próximos ao hotel em que estávamos hospedados em Shanghai anunciando carne de cachorro. Ainda bem que passei longe destes restaurantes…
  • No tópico comidas diferentes, experimentei enguia e água-viva. A primeira é uma delícia, enquanto a segunda é OK, mas meio sem-graça. Outros colegas mais curiosos experimentaram também língua de pato (foto abaixo) e escorpiões.

  • Enquanto ainda estávamos lá, um dos nossos colegas escreveu um artigo que foi publicado na Economist – Belgians in Beijing
  • É muito difícil encontrar um taxista que fale inglês. Então você se vira assim: pede para alguém escrever em mandarim o nome do lugar que você quer ir e mostra para o taxista. Os cartões dos hotéis também vêm com o nome / endereço em mandarim, para você fazer o mesmo. É interessante como isto é uma preocupação do governo quando há eventos internacionais: um motorista em Beijing contou que eles tiveram aulas de inglês na época das Olimpíadas (mas ele só lembrava de “hotel” 🙂 ) e em Shanghai, devido à World Expo, a maioria dos taxis tem um adesivo com um número que você pode ligar caso esteja tendo problemas de comunicação com o motorista.
  • Em Shanghai fomos a um bar que fica no 92. andar (!) do prédio mais alto do centro financeiro da cidade. O bar é muito bacana, mas a vista (pelo menos à noite) não é tão boa, em parte devido à arquitetura do prédio (você acaba ficando longe da janela). E neste bar pudemos matar a saudade de uma boa cerveja belga – eu bebi uma Chimay 🙂

  • Falando em cerveja, como era de se esperar a cerveja chinesa não tem nada de mais – muito leve, com teor alcoólico bem baixo, é quase a antítese das cervejas belgas. O interessante é que algumas tem um amargor bem acentuado – mas você só sente isto no primeiro gole, depois a leveza prevalece. A Tsingtao (a pronúncia certa é algo como “thín-táo”) é onipresente, enquanto a Suntory também é bastante comum em Shanghai.
  • Meu colega de quarto na viagem, o Patrick, é fanático por futebol. Vários dias ele acordou às 02h30 da manhã para assistir a algum jogo da Liga dos Campeões. É claro que eu continuei a dormir como se nada estivesse acontecendo 😀
  • Fomos a um centro comercial bem bacana em Beijing, praticamente em frente à Tian’anmen Square (Praça da Paz Celestial). Depois de passearmos um pouco e termos comprado algumas coisinhas, um casal jovem se aproximou e perguntou se eu e outro colega indiano tiraríamos uma foto com eles. OK, mas pedi para a Yanan perguntar por que eles queriam esta foto. A resposta: para mostrar aos seus amigos que tinham amigos estrangeiros 😀

  • E você tinha que prestar atenção para não fazer nada proibido neste centro comercial:

  • Vários dos nossos colegas “esticaram” sua estada na China para conhecer outras cidades e acabaram ficando “presos” lá por causa do vulcão na Islândia. Duas semanas depois ainda nem todos tinham voltado. Mas quem se deu muito bem com o fechamento do espaço aéreo foi meu colega argentino, o Nacho – ele estava lá na Argentina, com a esposa e filha, comendo carne todo dia 🙂
  • O número 8 é considerado um número de muita sorte na China – por isto este post, de número 8, encerra esta série sobre minha viagem para a China. Espero que tenham gostado 😉
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One response to “Histórias curtas da China – parte 8”

  1. Andrew Pieries says :

    A tua cara de mané tirando foto com a estranha amiga foi fenomenal. Que pena que não dava para surfar, furar corações ou vomitar no chão do centro. Você deve ter voltado para o hotel quando viu isso. Pessoal esquisito!

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