Uma palavrinha sobre a comida na China – parte 7

Não dava para deixar de falar sobre a comida na China, certo? Afinal, vários dos meus colegas estavam apreensivos em relação a este ponto. Confesso que eu também estava um tanto quanto preocupado com a história de que na China comem carne de cachorro… Diferenças culturais à parte, acho isto uma barbárie (OK, os indianos devem achar a mesma coisa da gente comendo carne de vaca…).

Mas voltando ao assunto, não poderia estar mais enganado! A comida é deliciosa e muito, muito variada.

A Yanan nos levou a um restaurante fantástico em Beijing, o Dadong. Podemos dizer que ele representa uma “releitura” da cozinha chinesa – vários pratos tradicionais, como o pato de Peking (pato laqueado no Brasil), mas preparados com grande cuidado, apresentação primorosa e ambiente sofisticado. O cardápio já é um desafio – enorme, com uma variedade imensa e fotos de dar água na boca. O bom é que você escolhe quais dos vários pratos você quer, então dá para customizar bem seu “banquete”. Tudo estava absolutamente delicioso – inclusive a enguia. O pato de Peking é obrigatório, considerando que este restaurante foi premiado por vários anos como tendo o melhor Peking Duck de Beijing (melhor avaliado até do que o restaurante que inventou o prato, que fica em frente à Praça da Paz Celestial e está sempre lotado – além de custar uma fortuna). Definitivamente vale a visita!

Na terceira foto: eu, Dong, Yanan e Hjörtur

Também almoçamos em um restaurante que fica no campus da Universidade de Peking, o Yiyuan Restaurant (no 3° andar). Muito mais simples do que o Dadong, também tem uma comida deliciosa e bem elaborada. Vale a visita, mas talvez seja um pouco mais complicado achá-lo, pois o acesso de carros à universidade é restrito.

Encerramos nossa visita a Peking no A Fun Ti, um restaurante que representa a cozinha da minoria Uyghur, que vive na província de Xinjiang, noroeste da China. Este grupo étnico tem origem turca e vive em vários países da Ásia Central. A comida é completamente diferente, mas também muito saborosa, caprichosamente preparada e apresentada. Este restaurante também tem uns shows de música e dança e o pessoal que organizou nossa viagem ainda tinha uma surpresa para nós: em um determinado momento o restaurante virou quase que uma balada (é só dar uma olhada nas fotos abaixo para conferir!). Nós nos divertimos muito, mas acho que os chineses que tiveram a má-sorte de visitar o restaurante exatamente neste dia provavelmente não acharam isto tão engraçado 😀

O melhor restaurante de Shanghai foi sem dúvida o Tairyo, desta vez sugestão do Dong. Este era japonês, mas o esquema não poderia ser melhor: ficamos em uma sala separada, em uma mesa de teppan e com um cozinheiro só para nós. O jantar foi em um esquema rodízio, em que podíamos pedir o que quiséssemos, quantas vezes quiséssemos (claro que os pratos absurdamente caros, como o bife Kobe, não estavam incluídos). Tudo era de primeiríssima qualidade e estava uma delícia – como fazia tempo que não ia a um restaurante japonês, aproveitei para matar a vontade de sushi, sashimi e teppan – só faltou o tempurá 🙂 Tadinha da Fê, que gosta tanto mas ainda não se convenceu a experimentar os restaurantes japoneses de Leuven 😦

Nas fotos: Fatima, Dong, Chris e Meto / Olivia, Alex, Luuk, Tung, eu e Linh

Se estiver em uma destas cidades, não deixe de ir a estes restaurantes!

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