Negócio da China – parte 2 – Beijing

Como já tinha imaginado, nossa agenda realmente está bem apertada. Ainda bem que temos algumas atividades culturais, incluindo a visita a alguns lugares históricos, para não ficarmos restritos à rotina palestra – discussões – visitas a empresas – eventos de network. Achei uma boa ideia começar por aqui para depois escrever um pouco sobre minhas impressões sobre a cidade, comida, economia, etc.

Nossa primeira visita incluiu a Praça da Paz Celestial e a Cidade Proibida. Da praça você vê o portão que irá dar acesso à Cidade Proibida, então o ideal é ir com tempo de visitar as duas. Quando fomos estava um dia horrível, um típico dia de inverno paulistano na capital da China: uma chuva fina que às vezes parava e às vezes virava apenas uma garoa. A responsável pela organização arrumou umas capas de chuva para lidarmos com o mau tempo; ajudou um pouco, mas o principal efeito foi chamar a atenção de todo mundo que passava – afinal, não é todo dia que 90 pessoas vestindo capas de chuva coloridas estão andando juntas :). A praça em si não tem muita coisa para ver, além do tamanho – segundo nosso guia, é a maior praça do mundo. Também é interessante que um dos “portões da cidade” está localizado na praça. Mas chama a atenção o número de câmeras de segurança – em cada poste tem um monte delas e tem um monte de postes na praça. Duvido que um centímetro da praça não possa ser visto através de uma destas câmeras.

A Cidade Proibida é completamente outra história – é enorme e muito bonita, absolutamente simétrica, o que dificulta bastante localizar-se nela. São basicamente três “cidades” cercadas por muros quadrados, com diferentes níveis e diferentes edifícios. Você consegue facilmente ficar um bom tempo andando por ali, observando os pequenos detalhes: estátuas de animais colocadas acima dos cantos dos telhados, cabeças de dragões ou grandes placas de mármore esculpidas e colocadas como rampas ao lado de escadas. Aliás, há mais de uma ponte para entrar na Cidade Proibida – a do meio só podia ser usada pelo imperador, as duas ao lado por altos oficiais, e as mais externas por todas as outras pessoas. Próximo da saída da Cidade Proibida há um jardim bem grande que deve ficar muito bonito na primavera – este ano a primavera aqui está “atrasada” e não há muito para ver.

Ontem visitamos um trecho da Grande Muralha, em Mutianyu. Chegando no local, você já vê uma subidona com várias lojinhas ao lado, exatamente como em qualquer lugar turístico que já visitei. O guia nos explica que existe uma cabine que leva direto ao topo, mas também há uma trilha para chegar lá. O preço não é muito barato (65 yuans) mas olho para cima e vejo um loooongo caminho numa subida bem íngreme. Como não teríamos muito tempo, iria valer a pena ser preguiçoso desta vez.

Quando chegamos na Muralha, você consegue avaliar melhor o quão impressionante ela é: não só é larga, mas também muito bem conservada e construída seguindo exatamente o cume da montanha, o que faz ela serpentear pela região. Obviamente você tem duas opções:  esquerda ou direita, já que a passagem segue toda a Muralha. É interessante ver como o relevo da montanha acaba sendo duplicado na Muralha, o que significa algumas subidas e descidas bem íngremes (às vezes um pouco compensadas por escadas não menos íngremes). Diferentemente de quando visitamos a Cidade Proibida, desta vez estava um dia lindo, céu azul e sol (felizmente chegamos às 16h00 e o sol já estava bom para caminhar). Andamos um pouco em cada direção, pois não teríamos tempo de ir tão longe quanto outro grupo que havia chegado bem mais cedo. É pena, porque não estávamos tão longe da parte mais alta da montanha e quem foi até lá disse que a vista é realmente impressionante. Aliás, impressionante descreve bem a Muralha, mas certamente não foi o monumento antigo que me motivou mais admiração, talvez porque tivesse uma função bastante utilitária, talvez porque não gosto muito quando temos uma agenda para cumprir e não conseguimos explorar à vontade onde estamos. Para voltar, a confortável cabine :). A maioria das lojinhas já estava fechada, então foi fácil passar pelos vendedores.

Isto é outra coisa engraçada: na subida, se você faz menção de que está interessado em algo, eles disparam: “Eu lembro de você, você lembra de mim”. Faz sentido; afinal, teremos que passar por ali mesmo na volta :).

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