Archive | abril 2010

Paris 26 Gigapixels

Não resisti. Tive que postar aqui um site super interessante que o Dú achou recebeu do querido Rodinei!

É muito curioso ver essa foto, especialmente agora que acabamos de visitar Paris. E para aqueles que ainda não conhecem, não deixa de ser interessante já que essa é exatamente a vista e dimensão da Cidade Luz!

E a música? Ah! Do filme Le fabuleux destin d’Amélie Poulain e do nosso casamento (by Yann Tiersen )… Linda!!!!

Aproveitem a viagem!

A foto foi feita com uma Canon 5D Mark II e uma lente de 400 mm. No total, foram usadas 1665 fotos de 21,4 MP, gravadas com a ajuda de um robô ao longo de 172 minutos. O resultado foram 102 GB de dados que foram, depois, convertidos numa foto panorâmica com a ajuda de um computador com 48 GB de RAM e 16 processadores. 94 horas depois, estava criada a maior foto digital do mundo, com uma resolução de 297.500 x 87.500 pixels (26 gigapixels).

Clique aqui para abrir o site:

Ao abrir o site, clique nos ícones à esquerda e utilize as 4 setas para ver com a “tela cheia”!!!

A foto foi feita com uma Canon 5D Mark II e uma lente de 400 mm. No total, foram usadas 1665 fotos de 21,4 MP, gravadas com a ajuda de um robô ao longo de 172 minutos. O resultado foram 102 GB de dados que foram, depois, convertidos numa foto panorâmica com a ajuda de um computador com 48 GB de RAM e 16 processadores. 94 horas depois, estava criada a maior foto digital do mundo, com uma resolução de 297.500 x 87.500 pixels (26 gigapixels).
Clique no link:

http://www.paris-26-gigapixels.com/index-en.html

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Uma palavrinha sobre a comida na China – parte 7

Não dava para deixar de falar sobre a comida na China, certo? Afinal, vários dos meus colegas estavam apreensivos em relação a este ponto. Confesso que eu também estava um tanto quanto preocupado com a história de que na China comem carne de cachorro… Diferenças culturais à parte, acho isto uma barbárie (OK, os indianos devem achar a mesma coisa da gente comendo carne de vaca…).

Mas voltando ao assunto, não poderia estar mais enganado! A comida é deliciosa e muito, muito variada.

A Yanan nos levou a um restaurante fantástico em Beijing, o Dadong. Podemos dizer que ele representa uma “releitura” da cozinha chinesa – vários pratos tradicionais, como o pato de Peking (pato laqueado no Brasil), mas preparados com grande cuidado, apresentação primorosa e ambiente sofisticado. O cardápio já é um desafio – enorme, com uma variedade imensa e fotos de dar água na boca. O bom é que você escolhe quais dos vários pratos você quer, então dá para customizar bem seu “banquete”. Tudo estava absolutamente delicioso – inclusive a enguia. O pato de Peking é obrigatório, considerando que este restaurante foi premiado por vários anos como tendo o melhor Peking Duck de Beijing (melhor avaliado até do que o restaurante que inventou o prato, que fica em frente à Praça da Paz Celestial e está sempre lotado – além de custar uma fortuna). Definitivamente vale a visita!

Na terceira foto: eu, Dong, Yanan e Hjörtur

Também almoçamos em um restaurante que fica no campus da Universidade de Peking, o Yiyuan Restaurant (no 3° andar). Muito mais simples do que o Dadong, também tem uma comida deliciosa e bem elaborada. Vale a visita, mas talvez seja um pouco mais complicado achá-lo, pois o acesso de carros à universidade é restrito.

Encerramos nossa visita a Peking no A Fun Ti, um restaurante que representa a cozinha da minoria Uyghur, que vive na província de Xinjiang, noroeste da China. Este grupo étnico tem origem turca e vive em vários países da Ásia Central. A comida é completamente diferente, mas também muito saborosa, caprichosamente preparada e apresentada. Este restaurante também tem uns shows de música e dança e o pessoal que organizou nossa viagem ainda tinha uma surpresa para nós: em um determinado momento o restaurante virou quase que uma balada (é só dar uma olhada nas fotos abaixo para conferir!). Nós nos divertimos muito, mas acho que os chineses que tiveram a má-sorte de visitar o restaurante exatamente neste dia provavelmente não acharam isto tão engraçado 😀

O melhor restaurante de Shanghai foi sem dúvida o Tairyo, desta vez sugestão do Dong. Este era japonês, mas o esquema não poderia ser melhor: ficamos em uma sala separada, em uma mesa de teppan e com um cozinheiro só para nós. O jantar foi em um esquema rodízio, em que podíamos pedir o que quiséssemos, quantas vezes quiséssemos (claro que os pratos absurdamente caros, como o bife Kobe, não estavam incluídos). Tudo era de primeiríssima qualidade e estava uma delícia – como fazia tempo que não ia a um restaurante japonês, aproveitei para matar a vontade de sushi, sashimi e teppan – só faltou o tempurá 🙂 Tadinha da Fê, que gosta tanto mas ainda não se convenceu a experimentar os restaurantes japoneses de Leuven 😦

Nas fotos: Fatima, Dong, Chris e Meto / Olivia, Alex, Luuk, Tung, eu e Linh

Se estiver em uma destas cidades, não deixe de ir a estes restaurantes!

La vie est fabuleuse

Logo no primeiro passeio despretensioso pelas ruas de Paris uma simples, linda e reconfortante agradável surpresa.

Paramos em uma dessas lojinhas de brinquedos e bem na porta estavam expostas essas lindas caixinhas de música. Enquanto eu me perdia na variedade de brinquedos dentro da loja, o Dú me chama e me mostra uma caixinha em especial. A caixinha com a valsa que dançamos no nosso casamento, La Valse D’Amelie, de Yann Tiersen.

Bateu uma emoção tão, mas tão gostosa que na hora me vieram à mente as lembranças do nosso casamento. Que momento mágico!

A vida é perfeita! E sempre que precisamos, de forma muito sutil, nos apresenta os melhores motivos para vivê-la intensamente.

Só louco não dança com seu amor onde e quando sente vontade! 😀

Photos by Gabi Butcher. Obrigada Gabi por esses registros tão especiais e únicos!

Finalmente, o post sobre Paris!

Há dias ensaio escrever o(s) post(s) sobre nossa viagem à Paris e ainda não tenho claro como fazê-lo… Depois de todo esse tempo, acabo por concluir que o negócio é sair escrevendo e vamos ver no que vai dar!

Acabo de fechar nossa “contabilidade” e comparei os custos das viagens que fizemos à Itália e essa à Paris. Ao fazer essa comparação, a impressão que tínhamos se confirmou. Paris é 15% mais cara. Mas quando paramos para pensar sobre o que compõe os gastos das duas viagens, fica ainda mais evidente como Paris é muito mais cara.

Comemos muito mais na Itália, me refiro à quantidade e qualidade. Gastamos muito mais em transporte, já que fomos e voltamos de avião e ainda viajamos de trem entre as cidades que conhecemos. Tomamos vinho, invariavelmente em todas as refeições e sempre fizemos refeições, não comemos apenas lanche, como fizemos algumas vezes em Paris. Visitamos mais museus. E nos hospedamos em hotéis de qualidade superior ao de Paris…

Tudo isso não quer dizer que não vale a pena viajar para Paris. Pelo contrário. Paris é um marco mundial e a Torre Eiffel, de dia e de noite, de baixo e lá em cima, é linda e emocionante. Mas o sentimento que ficou para mim é que a propaganda é muito maior que o próprio valor agregado da cidade.

Já no primeiro dia de passeio, a sujeira e o cheio (muito forte) de xixi pela cidade é evidente. As linhas de metro são ótimas, você vai à qualquer lugar de metro, mas a conservação, limpeza e segurança ficam muito à desejar. Como turistas, mesmo arranhando o francês, você não tem valor nenhum para a maioria dos franceses. Ou melhor, para não generalizar, para os parisienses, talvez em outras cidade da França o negócio seja bem diferente. E o mais curioso é que Paris é uma cidade que vive ou sobrevive fortemente do turismo e ainda assim “eles” nos tratam com tamanha soberba! Mas nem tudo está perdido, em dois restaurantes fomos suuuper bem atendidos. Depois comento sobre eles. Clique aqui para ler o post sobre onde e o que comemos em Paris.

Outro aspecto marcante é a simetria. Os parques são simétricos, as árvores e arbustos são absurdamente simétricos, as ruas também o são, a apresentação dos pratos também… Comentário do Dú: “Esse negócio é até boring!” E no fim, é mesmo!

E aí vão algumas fotos (clique nas fotos para aumentá-las):

Igreja bem enfrente ao café parisiense onde tomamos nosso primeiro café da manhã… por “apenas”  €7,50! E Yanan e eu de modelo com um carro antigo bem fofo. 😛

Sacré Coeur linda! Mas cheio de ambulante e muito, muito cheiro de xixi. 😦 Notre Dame, deslumbrante por dentro e por fora. E o jardim lateral da Notre Dame.

Às margens do Sena muita gente fica sentada tomando e beliscando alguma coisa e curtindo o Sol do início da primavera. Uma delícia!

Musée du Louvre, inspira arte mesmo que só por fora. Esculturas de Rodin no jardim do Musée Rodin.

As flores, em jardins ou nas árvores, estão por toda parte. Arc de Triomphe, mesmo em reforma, é monumental.

Tour Eiffel… Sem palavras!

Jardin du Luxembourg e uma amostra da fissura parisiense pela simetria.

Pantheon, inspirado no de Roma, mas sem comparação! Musée  de l’Armée e mais uma amostra da “tal” fissura nos jardins! 🙂

Reflexões sobre a China – parte 6

Como vocês devem ter percebido, nossa viagem para a China foi realmente uma ótima experiência; sem dúvida cansativa, mas muito, muito interessante e divertida. Mas não estávamos lá para passear, mas sim para estudar. E como comentei no primeiro post, a carga de trabalho não foi pequena – palestras, visitas a empresas, visitas culturais e um projeto (relatório mais apresentação) para concluir antes de embarcarmos no avião que nos traria de volta para a Europa.

Mas nada se compara a testemunhar em primeira mão duas coisas muito distintas, mas ao mesmo tempo inseparáveis. Primeiro, como a cultura chinesa influencia o comportamento de seu povo e sua forma de enxergar seu papel no mundo. Segundo, como pessoas de outras culturas se relacionam com isto. Confesso que a segunda foi algo inesperado para mim – antes da viagem eu estava concentrado em entender um pouco melhor o que acontece na China e como é o mundo dos negócios por ali. Porém, observar a forma como as pessoas – do meu grupo! – reagiram a este ambiente completamente estranho para muitos deles também foi uma oportunidade valiosa. Para não deixar ainda mais longo um post já exageradamente comprido, tentarei sintetizar ao máximo minhas observações.

Antes de entrar em detalhes, acho que algumas informações dos nossos palestrantes nos ajudam a entender melhor a China. Apesar de ter uma história muito antiga, sua história de abertura não tem mais de 60 anos. Sua história recente também é turbulenta: sofreu com a ocupação estrangeira, passou pela Revolução Cultural e depois pela abertura econômica iniciada por Deng Xiao Ping. O Confucionismo exerce uma influência poderosa, com seu foco no aspecto humano e crença em uma sociedade harmoniosa. A cultura do país é complexa e cheia de nuances – especialmente difícil para meus colegas vindos de países de cultura de baixo contexto, como EUA, Reino Unido e norte da Europa no geral. E a complexidade não pára por aí – enorme diversidade geográfica, enorme diversidade econômica, um governo complexo, um sistema econômico mais complexo ainda. Um palestrante colocou tudo no contexto certo: “Não sei se é um sistema melhor do que o capitalista. Mas que é um sistema impressionante, ah, isto é!”.

O fato é que você vê as pessoas dando o melhor de si, realmente se esforçando para atender da melhor forma possível seus clientes. Isto é claro em todo lugar: no bar / restaurante em que o garçom / garçonete se esforça para te entender mesmo sem falar inglês (mais: quando eles percebem que você está indo mais de uma vez, procuram aprender algumas palavras que ajudarão a “conversa”); nos alfaiates que fazem ternos sob medida que foram no hotel para que as pessoas fizessem a prova – sábado e domingo à noite; no pessoal de apoio da universidade que trabalhou muito para que tudo funcionasse como um relógio durante nossa estadia lá; nos representantes das empresas que visitamos, que invariavelmente nos receberam com atenção, cortesia e empenho. Nossos colegas chineses também não fizeram por menos – foi impressionante a dedicação da Yanan, do Dong e do Jiuzhou durante as duas semanas, dando atenção a quase 100 pessoas, nos levando para visitar os locais que mais gostavam, ajudando as pessoas a negociar com vendedores ou a fechar as passagens / hotéis que precisavam para suas viagens após as 2 semanas de curso. Um colega belga resumiu bem: “Eles não se aborrecem se algo sai errado, seguem em frente, continuam trabalhando. Na Bélgica, se algo sai errado todo mundo começa a reclamar…”. Esta é uma das memórias mais marcantes que tenho: as pessoas estão lá para dar o que tem de melhor, para aprender, para se desenvolver, sem medo de errar ou do que os outros vão pensar. Uma diferença enorme do que vemos em alguns outros países…

Hierarquia também faz parte do confucionismo, e a sociedade chinesa é sim bastante hierárquica. Mas há um detalhe interessante. Quanto mais alta sua posição, maior sua responsabilidade e melhor – como pessoa – você deve ser. E isto definitivamente parece guiar os altos governantes chineses: a clara impressão que tive é que eles estão comprometidos em fazer com que o país avance e seu povo viva melhor. Sem contar que eles não olham para a próxima eleição. Uma das nossas visitas foi em um parque tecnológico. Um dos gestores do parque disse que iria demorar talvez mais de uma geração para atingir seus objetivos, mas que eles estavam no caminho certo. Quantos governos você conhece que seguem um planejamento de tão longo prazo? É lógico que existe um componente de manutenção do status quo: a China simplesmente tem que crescer para que a qualidade de vida melhore e as pessoas estejam felizes com o governo. Enquanto a equação “bater”, a harmonia estará presente. Se a conta não “fechar”, provavelmente começará a surgir uma certa tensão social. E, com 1,4 bilhão de habitantes, qualquer governo teria medo deste cenário.

Vendo a dedicação das pessoas e o comprometimento do governo com o futuro do país, é difícil não desejar que o Brasil fosse um pouco mais como a China. Recentemente meu colega holandês começou uma discussão sobre o real valor [do modelo ocidental] da democracia. Nada mais natural depois do que vimos…

É claro que nem tudo é belo e a China enfrenta desafios e problemas tão grandes quanto o próprio país. Um desafio é avançar a economia para o Oeste, saindo das áreas costeiras. Isto deve aliviar as restrições à mobilidade que existem para as pessoas que vivem nas áreas rurais. A inigualdade está aumentando e a diferença entre pobres e ricos já está em um patamar bastante alto. Sexismo ainda existe e a política de uma criança por casal resulta no infanticídio de meninas – tanto que a população não é tão balanceada quanto em outros países. Um dos palestrantes enfatizou que não dá para confiar nas estatísticas do país. Existe corrupção – especialmente nos níveis mais baixos do governo – apesar da punição severa: pena capital (se valesse o mesmo no Brasil, a população de Brasília iria diminuir consideravelmente…). Poluição é um problema e muitos dos meus colegas reclamaram disto, especialmente em Beijing (mas acho que os paulistanos estão vacinados contra isto, porque confesso que não senti muita diferença…). Algumas cidades já enfrentam um problema de falta de água e isto certamente irá piorar no futuro. A economia do país é movida por investimentos e será um enorme desafio tornar a fatia do consumo mais importante na geração do PIB. Existe “censura” sim – alguns tópicos são considerados sensíveis e os meios de comunicação não podem tocar neles. Mas fora destes tópicos, há muita “liberdade”, inclusive para criticar membros do governo (desde que não pertençam à cúpula, é claro…). O China Daily, por exemplo, não é um típico jornal chapa-branca; você encontrará nele críticas e comentários próximos dos da imprensa ocidental. Por exemplo, li uma crítica a respeito da reduzida vida útil dos imóveis na China (25-30 anos) quando comparados com os na Europa/EUA (50-60 anos) e de todo o detrito que eles geram ao serem demolidos. Mas os jornais não podem nem pensar em mobilizar as pessoas, OK? Outros exemplos: nada de Facebook no país (mas eles tem suas próprias redes sociais) e também nada de WordPress – mandei os posts (de 1 a 4) por email para a Fê, que os publicou 🙂 O trânsito é terrível – até porque as pessoas dirigem mal – e nem todos são bem-educados.

O fato é que existe um gap entre como nós percebemos a China, como eles se percebem e como as coisas ocorrem lá. E é difícil destrinchar estes elementos. O caso da Google é um bom exemplo: eles nunca chegaram perto da liderança e seu modelo de receita parece não ser o mais adequado para o mercado chinês. Então podemos nos perguntar se o embate com o governo chinês a respeito dos resultados de buscas na Internet foi o motivo real de sua decisão de deixar o país ou apenas uma saída estratégica, com o bônus de uma imagem de bom-moço lutando contra o grande e controlador Governo. Aliás, eles estão saindo de Beijing e indo para Hong Kong…

Mas é impossível duvidar que a China ainda vai evoluir muito – e sua importância relativa no mapa geopolítico mundial sem dúvida continuará a aumentar. Segundo um palestrante, a China esteve na vanguarda da inovação e da economia mundiais por vários séculos – e agora está tentando retomar sua “posição de direito”.

Ufa! Fim do post mais longo da história do Cacau com Lúpulo :). Prometo que o próximo será sobre um assunto bem mais leve.

Nada melhor que um chazinho

O que estou fazendo agora, agorinha? Escrevendo esse post, depois de ter preparado meu primeiro chá vindo diretamente da China!

Além de muito saboroso (esse é de Jasmim), é cheiroso e vem em embalagem super fofa!


O que vem na caixinha, depois de ser colocado na água quente, se transforma em uma linda flor. Você ainda pode “guardá-la” em água limpa por umas duas semanas… Como uma peça de decoração. Dá para imaginar?

Interessante como nossas verdades não são, definitivamente, absolutas. Antes a minha visão da China era: produtos de qualidade duvidosa, com baixo preço e abuso de mão-de-obra. Mas agora, depois de conhecer os chineses colegas do Dú, depois de ouvir as impressões que o Dú teve da viagem à China e depois de ver os presentes (típicos chineses) que ele me trouxe, me chama a atenção a capacidade que os chineses têm de retratar com minúcia e delicadeza sua cultura milenar.

Bate coração

Meu coração estava apertado, apertadinho mesmo. Por dois motivos muito importantes: minha amada mãe e meu amado marido.

Minha mãe havia se submetido à uma cirurgia que deveria ser simples, mas que infelizmente trouxe uma certa complicação e muito desconforto, fazendo com que ela fosse internada. E eu aqui, sabendo que as coisas não estavam lá muito bem, minha irmã sobrecarregada e ainda se esforçando em me dar notícias de forma mais suave, sem me alarmar. Mas o nosso coração é muito mais astuto que as palavras, e claramente eu sabia que as coisas não estavam muito bem.

Meu segundo motivo de apreensão era a distância do meu amado marido. Mesmo sabendo que ele estava bem e vivendo experiências mais que interessantes na China a distância e o vazio no peito que ela traz são muito angustiantes.

De toda forma esses são momentos que me fazem agradecer à Deus, por todas as bençãos em forma de pessoas que recebi e ainda estou recebo em minha vida! E ainda me fazem reconhecer que qualquer dificuldade apresentada, não necessariamente é um problema, pode ser, e na grande maioria das vezes é, uma grande oportunidade para nosso aprendizado, reflexão e etc.

Na volta de China o vôo do Dú chegaria em Paris, dessa forma, combinamos de aproveitar para nos encontramos lá e conhecer a cidade Luz. Tenho que admitir que vontade eu não tinha, mas seria uma boa oportunidade para ele e para mim relaxarmos e aproveitarmos alguns dias em uma rotina e local diferentes.

Na madrugada do sábado me encontrei com o Thomas, marido da Yanan uma colega de turma do Dú, e partimos rumo à Paris. Uma viagem de três horas, bem tranquila e significativa. Nas palavras do Thomas: “Fizemos uma viagem estimulante. Foi tranquila e ainda tivemos o Sol como companhia, que iluminava delicadamente a estrada que nos levaria ao encontro dos nossos amados”. Romântico, não?! 😛

E assim foi. Às 8h30 estávamos no aeroporto de Paris esperando para encontrá-los. Que abraço delicioso e apaziguante! Indescritível a sensação, dessa vez gostosa, do coração apertado e palpitando sensivelmente, a ponto de verdadeiramente sentí-lo pulsando dentro do peito alegre e entusiasmado. 😛

Do aeroporto, passamos no hotel para deixarmos as malas e saímos em busca de um café, porque, afinal de contas merecíamos um café da manhã francês em um café tipicamente francês. 😉

Nos sentamos ao Sol, desfrutamos um café com leite, um belo suco de laranja natural e um croissant invejavelmente delicioso além da doce companhia dos nossos queridos e amados esposo para mim e esposa para o Thomas. 😛

E para encher ainda mais nossos corações de alegria, essa era a paisagem em frente ao café:

Meu coração estava apertado, apertadinho mesmo. Por dois motivos muito importantes: minha amada mãe e meu amado marido.

Minha mãe havia se submetido à uma cirurgia que deveria ser simples, mas que infelizmente trouxe uma certa complicação e muito desconforto, fazendo com que ela fosse interna. E eu aqui, sabendo que as coisas não estavam lá muito bem, minha irmã sobrecarregada e ainda se esforçando em me dar notícias de forma mais suave, sem me alarmar. Mas o nosso coração é muito mais astuto que as palavras, e claramento eu sabia que as coisas não estavam muito bem.

Meu segundo motivo de apreensão era a distância do meu amado marido. Mesmo sabendo que ele estava bem e vivendo experiências mais que interessantes na China a distância e o vazio no peito que ela traz são muito angustiantes.

De toda forma esses são momentos que me fazem agradecer à Deus, por todas as bençãos em forma de pessoas que recebi e ainda estou recebo em minha vida! E ainda me fazem reconhecer que qualquer dificuldade apresentada, não necessariamente é um problema, pode ser, e na grande maioria das vezes é, uma grande oportunidade para nosso aprendizado, reflexão e etc.

Na volta de China o vôo do Dú chegaria em Paris, dessa forma, combinamos de aproveitar para nos encontramos lá e conhecer a cidade Luz. Tenho que admitir que vontade eu não tinha, mas seria uma boa oportunidade para ele e para mim relaxarmos e aproveitarmos alguns dias em uma rotina e local diferentes.

Na madrugada do sábado me encontrei com o Thomas, marido da Yanan uma colega de turma do Dú, e partimos rumo à Paris. Uma viagem de três horas, bem tranquila e significativa. Nas palavras do Thomas: “Fizemos uma viagem estimulante. Foi tranquila e ainda tivemos o Sol como companhia, que iluminada delicadamente a estrada que nos levaria ao encontro dos nossos amados”. Romântico, não?! 😛

E assim foi. Às 8h30 estávamos no aeroporto de Paris esperando para encontrá-los. Que abraço delicioso e apasiguante! Indescritível a sensação, dessa vez gostosa,  do coração apertado e palpitando sensivelmente, a ponto de verdadeiramente sentí-lo pulsando dentro do peito alegre e entusiasmado. 😛

Do aeroporto, passamos no hotel para deixarmos as malas e saímos em busca de um café, porque, afinal de contas merecíamos um café da manhã francês em um café tipicamente francês. 😉

Nos sentamos ao Sol, desfrutamos um café com leite, um belo suco de laranja natural e um croissant invejavelmente delicioso além da doce companhia dos nossos queridos e amados esposo para mim e esposa para o Thomas. 😛

Jantarzinho especial

Na última quinta-feira, ainda sem os maridos, nos reunimos na casa da Daniele para um jantarzinho. A Daniele foi responsável pelo jantar, a Shereen pela sobremesa e eu pelo vinho.

Nos encontramos às 20h. Rimos, comemos, conversamos, conhecemos um pouco mais umas sobre as outras, contamos e ouvimos histórias de nossas vidas e finalmente às 2h voltamos para nossas casas.

Ruas vazias e frias… Assim como nossas camas. 😦

Ai quantas saudades!!!! Mas… Sábado às 5h da matina saímos de Leuven, o marido da Yanan e eu, rumo à Paris para encontrarmos nossos amados e para curtimos um pouco da cidade Luz!

Preenchendo nossos corações

Na tentativa de acalmar nossos corações em função das saudades que sentíamos dos maridos que estavam lá na China, tentávamos nos ocupar, especialmente as nossas noites… momentos mais difíceis dessa longa jornada de apenas duas semanas.

Na segunda quarta-feira solitária, Shereen e eu, saímos para almoçar… Isso já era 17h. Já dá para imaginar como estávamos sem referência… hehehe

Ficamos umas 3 horas no restaurante. Como sempre, conversamos sobre tudo, uma conversa muito inspirador. Depois passamos na nossa sorveteria preferida, a t’Galetfe, que já está aberta novamente (vê se pode? Os caras fecham 3 meses no ano!). Dessa vez experimentei um sabor novo, chocolate branco com corn flakes… Divino!

Ficamos caminhando pelas ruas de Leuven, bem sem destino e nos deparamos com uma bandinha no Grote Markt. Estavam na escadaria da prefeitura tocando uma música muito gostosa. Logo começaram a marchar pelas ruas de Leuven e decidimos seguí-los. Para nossa grata surpresa, foram para uma Igreja bem bonita que nunca está aberta. Mesmo sem saber o que ia rolar, entramos atrás deles. 😆

A igreja estava incrivelmente bonita. Estava com algumas obras de um artista plástico no chão com iluminação azul… Lindo! Os músicos se acomodaram, nós pegamos cadeiras, uma senhora passou com uma bandeja com copinhos servindo diferentes tipos de cerveja (na Igreja?) e logo começou o concerto. Isso mesmo, um concerto, em plena quarta-feira, na Igreja super estilizada e de graça! 😛

O concerto foi lindíssimo e muito emocionante até mesmo pelo local onde foi realizado. Que delícia!

E o que é melhor ainda, esse mesmo concerto acontecerá nas próximas 12 quartas-feiras… Eba! Programão!

Saudades do Brasil

Depois da visita ao Parlamento Europeu aproveitamos que estávamos em Bruxelas e fomos experimentar um restaurante brasileiro.

Para nossa surpresa boa parte do pessoal que estava na visita nos acompanhou… E estavam bem entusiasmados!

O restaurante se chama Saudades do Brasil. E nosso desafio começou já pelo nome, como explicar a sutileza do significado da palavra Saudades? 😉

A decoração é super legal e com vários objetos bem representativos da cultura brasileira. Tem até um Manneken Pis preto e vestido com uniforme da seleção brasileira de futebol… Lindinho!

A maioria foi de Moqueca de Camarão ou Feijoada, seguindo nossas sugestões. Além do à la carte tem também a opção do buffet. Os que foram de buffet adoraram.

Como já era esperado o tempero estava longe de ser como o de Salvador. Senti falta do azeite de dendê e da pimenta porreta, mas valeu suuuper! Deu para matar um pouco das Saudades do Brasil! hehehe

O Reggie, um americano bacanérrimo que já viveu no Rio de Janeiro, não acreditou quando descobriu o Guaraná no cardápio! E como não podia deixar de ser ele foi de Guaraná e Duvel! E rola Guaraná na mesa. 😛

Além do Guaraná, também tinha Skol. O Steve, o escocês, perguntou o que era e ficou super curioso para experimentar essa cerveja que seria tão diferente das que ele conhece, mas infelizmente não tinha Skol naquele momento. 😦

Valeu! Simples e agradável! 🙂