Onde e o que comemos em Florença

Definitivamente nossa melhor experiência gastronômica!!!! Tudo foi divino. 😀

Nossa viagem aos infindos sabores da Toscana começou em 29/Dez. Logo que chegamos e nos acomodamos, super bem aliás, saímos para bater perna.

Munidos de um super mapa e das indicações das melhores sorveterias de Florença, segundo Mari Campos do blog Saia pelo Mundo, começamos a desbravar Florença.

Logo de cara paramos na sorveteria Santa Trinitá (Piazza Frescobaldi, 11R). A que ficou com o terceiro lugar no ranking da Mari Campos. O Dú experimentou os sabores café e chocolate meio amargo, verdadeiros creeeeemes, super consistentes e de sabor muito marcante. Eu fiquei com o de morango… A sensação é de que eu estava comendo a própria fruta. Super saboroso! Humm, nos demos bem já de cara.

Mais à tardinha paramos no Caffé Calimala (Via Calimala, 23r). Se localiza em uma das avenidas principais do comércio. O Dú tomou um caffe freddo e eu um caffellatte. E para acompanhar comemos um canolo siciliani simplesmente divino. O lugar é bem charmoso, mas apertadinho.

Enquanto voltávamos para o hotel fomos procurando restaurantes. Pesquisamos na internet e acabamos ficando com algumas boas opções. Resolvemos jantar nessa primeira noite no Olio & Convivium (Via Santo Spirito, 4).  As avaliações que achamos eram bem altas e conferimos que estavam certas! 😉

O restaurante é super sofisticado. Com muitos garçons e todos super entendidos, tanto do cardápio quanto dos vinhos. As mesas estão rodeadas por estantes com váááários vinhos exposto. Uma delícia de ambiente. O preço é mais salgadinho. Mas como exageramos apenas de vez em quando… Valeu à pena.

O Dú comeu um risoto com menta e alcachofra e eu carne de rabo ao molho de cacau e alcachofra… Não consigo descrever a maravilha que estava o meu prato. Nem quis experimentar o do Dú. Acho que nunca comi tão devagar na minha vida… Queria apenas ficar saboreando aquela delícia e prolongar o quanto eu conseguisse aquela experiência. Que Divino!!!

No dia 30/Dez estávamos caminhando e resolvemos arriscar um restaurante que parecia ser bem aconchegante, e era mesmo. 😉 Il Desco (Via Cavour, 29). Na verdade é o bistrot do hotel Il Guelfo Bianco, mas só descobrimos depois. O bistrot é uma delícia, muito aconchegante e agradável. Os garçons (dois) eram super simpáticos. E ainda estava tocando música brasileira. Era o CD de um artista italiano que tinha gravado grandes sucessos da Bossa Nova. Uma delícia. Mas não apenas o ambiente estava bom. Pedimos, o Dú um tagliarini ao molho vermelho e eu um tagliarini com alcachofra… Água na boca. E para acompanhar tomamos um “Super Tuscan”, denso e muito vigoroso! O termo Super Tuscan descreve qualquer vinho tinto toscano que não obedeça às leis de mistura tradicional da região… Os rebeldes… hehehe

Como não somos de ferro, à tarde tomamos um gelato na gelateria classificada em terceiro lugar. Grom (Via del Campanile angolo via delle Oche), como as demais uma gelateria com muuuitos sabores e bem apertadinha. O Dú saboreou o gelato de Zabaione e eu cioccolato extranoir e Bacio. Meu Pai Eterno! Que sabores!

No jantar fomos ao Dante (Piazza Nazario Sauro, 12r). Um típico restaurante com massas, pizzas e frutos do mar. Dessa vez ficamos com os camarões ao azeite… Perfeitos. Para acompanhar uma massinha de pizza bem fininha assada e regada ao azeite, aspargos e um vinho branco da casa, parecia até um frizante. Não é o que mais me agrada. Mas no geral uma delícia. 😉

Dia 31/Dez foi outra perdição gastronômica. Tomamos um gelato na gelateria de número um… Merecedíssima primeira posição. Não que os demais não fossem bons, mas esse se superou! Perche’no! (Via Tavolini, 19r)… Que gelato! O lugar é ainda mais apertadinho, mas transborda de sabor. O Dú experimentou o Pistacchio e Castagna (castanha portuguesa) e eu Crema e Cheese Cake. DI-VI-NOS!!!

Antes de irmos para a visita guiada pela região de Chianti fizemos um pit stop no Pitti Gola e Cantina (Piazza de’Pitti, 16). Fica bem enfrente ao Museo Pitti. Super gostoso. Bem pequeno, mas com uma variedade incrível de vinhos, inclusive com vinhos exclusivos. Comemos uns queijinhos deliciosos e experimentamos dois vinhos muito bons, mas acabamos por não anotar os nomes. 😦

Na virada fomos à Osteria Santo Spirito (Piazza Santo Spirito 16r). Fica na mesma praça onde estávamos hospedados. Só atravessamos a rua e lá estávamos. Isso foi muito bom, especialmente porque chovia muito… Bem, em praticamente todos os restaurantes um item indispensável no cardápio era a bistecca alla fiorentina. Mas como ela é muito grande, cerca de um quilo, sempre deixávamos para depois. Pois bem, nessa noite resolvemos arriscar.

A guia do nosso passeio da tarde explicou que esse é um corte muito especial, pois deve ter nem mais, nem menos que 3,5 centímetros de altura. Lenda ou não, a danada é maravilhosa.

De entrada comemos um queijinho pecorino com salame de javali. Divinos! Depois veio a magnífica bistecca alla fiorentina. Quando a garçonete trouxe ela levou para a mesa ao lado e perguntou se eles haviam pedido A Bisteca, o rapaz literalmente com água na boca respondeu: “Oh! Unfortunately not!” hihihi E ela veio deslumbrante para a nossa mesa! 😀

Como se não bastasse pedimos um Vin Santo com Cantuccini. São biscoitos de amêndoas, bem secos e duros, os quais são imersos no Vin Santo (um vinho de sobremesa) por exatos 20 segundos (outra explicação da nossa guia) para só então você saboreá-lo. Que desespero. Mesmo eu não sendo muito chegada a vinho de sobremesa, é doce demais para o meu paladar, com o cantuccino fica delicioso. hahaha Que virada de ano!!!

Começamos o ano almoçando na Osteria Del Porcellino (Via Val di Lamona, 7). Definitivamente nada demais. O Dú comeu uma lasagna que estava boa, mas era um pouco pequena e eu comi um penne 7 pecados, ao molho vermelho, bastante cebola e levemente apimentado. É, nada demais!

À tarde, por puro olho gordo meu, paramos na Marchetti Stefania, fica em uma das avenidas principais e é um lugar para lanches rápidos. Mas eu vi na vitrine uma caneca com Morango e chantili, que eu sabia serem apenas morangos e chantili, mas o olho gordo foi maior… Que desespero!

Finalizamos nossa jornada por Florença no Il Santo Bevitore (Via Santo Spirito, 64/66r).  Um restaurante super badalado, moderno e bem disputado. Sem reserva é impossível comer lá. Mas no último dia fizemos reserva e lá estávamos. Começamos com uma degustação de frios espetacular. O Dú comeu um Bue Marinato, um carpaccio marinado, delicioso e eu um Millefoglie di crepes, uma torta mil folhas com lentilhas. Para acompanhar um vinho Madiere. Encerramos a noite com um belo Crème Brûlée… Não tinha tiramisù. 😉

Ah! Nesse restaurante aconteceu uma coisa muito engraçada. Primeiro a garçonete, super simpática, perguntou de onde éremos. Depois chegou uma casal que se sentou uma mesa ao nosso lado e logo notamos que eram brasileiros. No meio do jantar, a brasileira pergunta para o senhor que se sentava na mesa entre nós o que ele havia comido e esse por sua vez, respondeu em português. Então começaram a conversar… Quando a garçonete notou, nos dedurou: “Eles também são brasileiros”. Aí foi a maior confusão. O senhor da mesa ao nosso lado era italiano, mas viveu muitos anos no Brasil. Foi praticamente meu vizinho. Morou na Vivaldi e falava dos lugares que lembram a minha infância. Já o outro casal, eles são de Goiânia e estavam comemorando o aniversário de casamento, visitando novamente a Itália… Que mundo pequeno!!!

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About Fernanda Relvas

Esposa, filha, irmã, tia, amiga, psicóloga, amante de tudo o que provoca questionamento, que promova o desenvolvimento e o crescimento. Curiosa, emburrada, crítica, teimosa, mas boa amiga e companheira!

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