A caminho de Amsterdam

Holanda tem um significado triplamente especial para mim:

1. Sempre ouvi muitas histórias contadas pelo meu sogro. Ele trabalhou em uma indústria holandesa e por muitos anos viajou por aquelas terras. Suas histórias são sempre muito ricas e cheias de emoção, o que dá um gosto ainda mais especial à sua narrativa.

2. Minha mãe, apesar de nunca ter visitado, tem uma fascinação incrível pela Holanda, as tulipas, os canais, o leite e etc. Cresci ouvindo que conhecer a Holanda era um sonho seu.

3. E Van Gogh. Sobre ele já contei um pouco no post Girassóis.

Pois bem. O Dú teve uma folguinha de alguns dias e planejamos nossa viagem para Amsterdam, Holanda. E o dia chegou… delícia!

Na sexta, 30 de outubro, acordamos preparamos nossa mala e fomos para a estação de trem arrastando nossa mala por 1,5 Km pelas ruas de Leuven… Pensaram que a saga das malas tinha terminado, não é? 😉

O trem saia às 11h48, chegamos uns 15 minutos antes e na fila para comprar os bilhetes só tinham três pessoas na nossa frente. Beleza! Beleza nada! O senhor que estava no caixa quando chegamos deve ter algum problema, ficou lá um tempão, empacado. Quando faltavam 4 minutos para o trem partir ele se resolveu. Os outros três foram rápidos e com 1 minuto corremos para a plataforma.

Podíamos ir por baixo, pelas escadas rolantes ou por cima, pelo elevador. Fomos por cima e quando chegamos à plataforma que deveríamos descer o elevador estava inoperante, pode?

Olhamos lá de cima o trem paradinho na estação, bateu o desespero. Descemos na plataforma seguinte, descemos pelas escalas, corremos pelo corredor e subimos na nossa plataforma, quando subimos o último degrau… o trem partiu! Vocês tinham que ver a cara do Dú, carregando a mala…. Mais uma para a saga das malas… hahah

Amsterdam 003Logo ele foi para o mural estudar os roteiros dos trens para não termos que ficar 1 hora ali morgando. Então 20 minutos depois pegamos o trem para Mechelen… Chegando lá, outra estudadinha nos roteiros dos trens, corremos para trocar de plataforma e pegamos o trem para Antuérpia. Chegamos em Antuérpia, ufa! Tínhamos uns 30 minutos até o nosso trem sair rumo à Amsterdam e aproveitamos para explorar a estação. Ela é LINDA!

Com toda essa mudança de trens ao invés de ficarmos parados esperando por uma hora, passando um super frio, ainda íamos ganhar uns trinta minutos no final das contas, mas…. logo que o trem de Antuérpia saiu, andamos uns 15 minutos e ficamos parados, por problemas técnicos, quase 1h30… Foi uma diversão ficar parados no trem ouvindo o Dú bufar. 😉

Pelo menos tínhamos nossos lanchinhos, água e ameixa para nos distrair… quando for viajar pela Europa, sempre tenha os seus lanchinhos, tudo no trem é muito caro e todo mundo faz isso!

Por volta das 18h30 finalmente chegamos à Amsterdam. Aí era só pegar o Tram (um bonde mega legal que circula toda a cidade) e nos esparramar no hotel. Na saída da estação já vimos os Trams e a muvuca de pessoas e bicicletas… começamos a sentir o clima da cidade. Em menos de 15 minutos chegamos ao hotel, ufa!

Amsterdam 027O hotel que ficamos foi o Nicolaas Witsen. Um hotel simples, mas simpático. Quarto e banheiro pequenos, mas limpinhos. Não tão perto do centro, mas o que também é uma vantagem, em função do barulho. Com um preço bem bom. O único problema era o colchão, meu Deus! Como eu sou pequena e, conseqüentemente, mais leve acabo não sofrendo tanto com colchões muito moles, mas o Dú…

Nos trocamos e fomos procurar um restaurante para jantar! Fomos para Leidseplein onde tem uma super concentração de restaurantes, bares e clubs. Já no caminho pudemos perceber a zona nas ruas, cada um por si. A escala de prioridade lá é Tram, carro, bicicleta e bem por último os pedestres. A maior muvuca. Você tem que ficar muito atento para não ser atropelado. Ninguém pára para pedestre, não! 😉

Como era época de Halloween, na frente dos clubs se via de tudo, tudo mesmo… Sentimos mais um pouco do clima da cidade.

Depois de percorrer quase todos os restaurantes escolhemos o Sherpa, um nepalês/tibetano e foi uma escolha bem acertada. Um restaurante pequeno e bem típico, decoração, música e garçons. Tudo muito gosto e não muito caro!

Voltamos para o hotel e fomos dormir, afinal tínhamos que estar bem dispostos na manhã seguinte para explorarmos Amsterdam, mas… no meio da noite acordo com o Dú se mexendo e caio na besteira de perguntar: “O que foi?”, e como já era de se esperar, ele meio dormindo resmunga: “Está tudo errado! Esse colchão é uma droga, o travesseiro é grande, eu estou com calor. Está tudo errado!”“Tá bom, Dú. Volta a dormir.” hahahaha

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About Fernanda Relvas

Esposa, filha, irmã, tia, amiga, psicóloga, amante de tudo o que provoca questionamento, que promova o desenvolvimento e o crescimento. Curiosa, emburrada, crítica, teimosa, mas boa amiga e companheira!

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