Archive | setembro 2009

Outros blogs sobre meu MBA

Por enquanto eu resolvi não escrever muito sobre o MBA, mas dois colegas meus estão com seus próprios blogs:

Naturalmente os dois são em inglês (sou o único brasileiro nas duas turmas, mas na minha ainda há dois portugueses), mas trazem muita informação para quem quer saber um pouco mais sobre a vida de um aluno de MBA.

MAC

Hoje foi o deadline do nosso primeiro assignment realmente grande: as apresentações + relatórios do nosso curso de Managing Across Cultures. Quem imaginou que seria um dia cansativo, com a apresentação de 9 grupos, não poderia estar mais enganado.

Simplesmente não vimos o tempo passar. Estávamos sempre dispostos a ver mais um grupo antes de um intervalo ou do almoço e, quando o último grupo completou sua apresentação, às 15h30, acho que a maioria lamentou que havia acabado. A qualidade das apresentações foi impressionante; não falo apenas do conteúdo, mas também do formato. Tínhamos liberdade de fazer o que achássemos melhor – uma apresentação no PowerPoint, um vídeo, um role play… E todos os grupos usaram uma mescla destes recursos, com algumas soluções extremamente criativas e interessantes.

O melhor foi a forma bem-humorada com que as questões de culture shock foram tratadas… Vários vídeos / role play foram muito engraçados (em um deles o pessoal dançava Macarena 🙂  ). Se algum vídeo for colocado na Internet, prometo que coloco o link aqui.

Mas também devo dizer que a maioria deve ter se sentido aliviada… Em todos os grupos houve algum grau de stress, aparentemente um pouco mais alto em alguns grupos. Só que este stress fazia parte do processo e, vendo o resultado final, fica muito, muito claro para todos como uma grande diversidade em uma equipe pode levar a resultados que certamente não seriam obtidos em um grupo mais homogêneo.

Na foto abaixo vocês podem ver todos os integrantes da minha turma (neste ano a Vlerick tem duas turmas de MBA full time); neste grupo eu estava com o Dimas (Indonésia), Florian (Alemanha), Nikita (Índia) e Reginald (USA).

Vlerick - Minerva

E hoje vamos aproveitar para comemorar o aniversário de dois dos nossos colegas em um pub aqui perto. Uma Guinness será muito bem vinda (e merecida 😀 )!

(Update 1: o título do post, MAC, se refere ao nome do curso – Managing Across Cultures 🙂 )

(Update 2: nossa turma realmente estava merecendo uma cerveja… Alguns ficaram no pub até as 04h30… E estavam na sala às 09h00!)

Je m’appelle Fernanda! :-*

Terça-feira começaram as aulas de francês… já sei me apresentar: dizer meu nome, meu país de origem, minha profissão, meu estado civil e onde moro… rsrsrs

A aula é um barato, mas não por causa do professor (esse é o caso da aula de inglês, professora muito louca), é que ninguém consegue explicar ou se expressar muito, e aí acontece uma mistureba de idioma.

Estamos em oito, um polonês, um albanês, uma inglesa, uma chinesa, um indiano, uma alemã e duas brasileiras, uma menina do Recife e eu.

Cheguei 30 minutos atrasada, logo na primeira aula :-(, (tivemos que ir ao City Hall para dar entrada nos nossos registros de permanência… ai que burocracia… e o pior é que fomos convocados só para mostrar, novamente, os documentos e assinar mais um papel e agora temos que esperar mais uma nova convocação)… bem, ao entrar o professor, falando em francês, se apresentou e perguntou meu nome… pelo menos isso eu sabia dizer: “Je m’appelle Fernanda et je suis brésilienne”. Mas o mais engraçado foi uma das meninas (a brasileira) dizer: Je suis também! rsrsrs e foi assim por toda a aula, queríamos falar ou complementar alguma coisa, mas nada de vocabulário e a mistureba acontece… rolou um pouco de tudo.

Mas o mais engraçado é perceber como a limitação da expressão oral nos torna mais atentos ao todo… a dinâmica da sala foi completamente diferente da aula de inglês. Todos parecíamos mais atentos ao outro… interessante como quando não podemos falar fazemos uso das nossas outras funções… vai ser uma experiência interessante!

Já dizia minha mãe: “Temos dois ouvidos e uma boca não por acaso!”… Pena que nos esquecemos disso, ou pior, nunca nos atentamos para isso!!!

Aula de inglês ou uma lição de vida?

Minhas aulas de inglês tiveram início. Minhas expectativas não eram lá muito grandes… aliás, estava até um pouco com o pé a trás, pois como minhas aulas serão durante o dia estava receosa sobre o perfil dos alunos… poderiam ser muito jovens e meio desfocados… pré-conceitos!!!

Mas também esperava conhecer pessoas de diferentes nacionalidades, com diferentes histórias e começar as aulas… gramática, vocabulário, essas coisas que tem em todas as aulas de idiomas. E o que encontrei? Algo bem diferente disso!

Na verdade a dinâmica da aula já foi bem legal…. a professora é meio louca e fala inglês com sotaque britânico (que particularmente acho lindo) desembestadamente! Nossa é uma coisa de louco!

Estávamos em 16 pessoas, 2 japoneses, 1 singalesa e os demais belgas! Pois é, a turma não é muito heterogênea… foi minha primeira impressão. Mas o que mais me impressionou foi a diversidade etária. Achei impressionante! A maior diversidade, claro, está entre os Belgas. São 2 mocinhas, entre uns 20-25 anos, umas 3 ou 4 pessoas entre 30-45 anos e os demais todos mais velhos.

Logo ganhei o cargo de assistente da professora, pode? Sou a responsável por passar a lista de presença e checar se todos assinaram… tarefa importante, pois com base nessa lista rola uma fiscalização. O curso é subsidiado pelo governo e por isso é bem acessível a todos (€135,00 pelo curso + €20,00 pelo material didático no ANO, é no ano!).

mulherAlém disso a professora fez um comentário que eu poderia ajudar as pessoas que tinham dificuldade com internet e uma das alunas levou à sério… no final da aula nos encontramos no estacionamento de bicicletas e ela perguntou se eu poderia mesmo ajudá-la, já que ela realmente não sabe como acessar. Falou: “Sabe Fê (que bonitinha), eu já tenho 75 anos, não sei se isso vai dar muito certo!”. Fiquei sem fala mentalmente. Respondi que qualquer hora é hora de aprender e que logo ela estaria manejando o micro como maneja a bicicleta! Ganhei o meu dia, semana, mês, sei lá!

Se tivéssemos metade da disposição que essa senhora tem e a vitalidade que ela inspira seríamos muito melhores… mas nem de longe eu diria que ela tem essa idade. E que disposição de melhorar o seu idioma e de carona melhorar sua habilidade em usar o micro e a internet! 😉 Me encantei!

São esses exemplos que valem em nossa vida! E olha que o meu pré-conceito poderia ter sido uma grande barreira para ver e aprender coisas incríveis! Que delícia estar no meio de pessoas maduras e com um espírito realmente jovem!

Casório do Léo e da Mi

Hoje é o casório do Léo e da Mi… acabamos de falar com eles pelo telefone… 1h15am aqui e 08h15pm lá… é o início da linda festa de casamento… mesmo fisicamente distantes estávamos lá, vibrando pela felicidade dessa união.

Leo_Mi

O amor é mágico, a distância não interfere…. nossos corações estavam conectados e vibrando na mesma sintonia de amor, alegria, realização, respeito, harmonia, desenvolvimento, esperança e muita, muita comunhão.

Amamos vocês!!!

Ufa! A primeira semana do MBA acabou…

Patos à parte, hoje terminou a primeira semana real do meu MBA. Digo isto porque a maior parte da semana passada foi gasta com sessões informativas e encontros extra-curriculares à noite, e apenas na sexta-feira tivemos nossas primeiras aulas (aliás, fizemos a análise de um caso aparentemente simples com o próprio reitor da escola, e foi impressionante não só a riqueza da avaliação dele como a velocidade com que ele conduziu a discussão… Imagino que quem ainda não tem um background em negócios teve dificuldade em acompanhar tudo o que foi discutido).

Bom, devo dizer que não lembro de ter tido uma semana tão cansativa quanto esta… Não é apenas o volume de material – que realmente é enorme – é todo um conjunto de coisas: aulas das 09h00 às 17h300 (com vários dias indo até um pouco mais tarde), se comunicar em uma segunda língua, ao invés da sua língua nativa, entender sotaques muito diferentes (só nesta semana tive aulas com um sul-africano, um neo-zelandês, uma americana e um holandês), todo dia preparar os casos que serão discutidos no dia seguinte, manter-se engajado na discussão – que por vezes se torna super acelerada -, trabalhar em grupos com backgrounds, culturas e formas de solucionar problemas diferentes; tudo isto demanda uma grande dose de energia mental, muito acima do que normalmente usamos em nosso dia-a-dia “normal”. Na quarta-feira já estava à beira de um curto-circuito; como outros também estavam assim, apenas li os cases que seriam discutidos na quinta e fomos para um bar tomar uma cerveja e dar risada (todo ex-aluno enfatiza que as amizades que você desenvolve ao longo do curso é uma das mais importantes e melhores coisas que você leva de um MBA…).

Agora o outro lado: o primeiro curso que finalizamos, Managing Across Cultures, foi simplesmente excelente…  Tanto pelo professor; dinâmico, desafiador, com uma enorme bagagem acadêmica, nas situações descritas e no ensino através de cases; quanto pelo que pudemos aprender e pela possibilidade de aplicar imediatamente isto. Afinal, não dá para imaginar o que é trabalhar num grupo com uma grande diversidade cultural antes de se encontrar no meio de uma situação como esta (e quem me conhece sabe que eu não ia exagerar!)… Este curso realmente melhorou muito a nossa chance de fazer o grupo funcionar bem (uma das coisas que aprendemos é que não há meio-termo; um grupo culturalmente diverso terá uma performance muito melhor ou muito pior do que um grupo homogêneo; e não é “por acaso” que a primeira alternativa acontecerá). Só pra dar uma ideia, o gráfico abaixo mostra o perfil dos países das pessoas do meu grupo, de acordo com as dimensões definidas por Hofstede, um dos pioneiros neste campo. Quando você estuda melhor as peculiaridades da cultura de cada país, o cenário se torna muito, muito mais complexo – e é estimulante poder vivenciar isto!

Untitled

Pra concluir, difícil imaginar uma escolha mais acertada para o início do programa… Certamente vamos precisar do que aprendemos, porque na próxima semana estamos designados para trabalhar em outros dois grupos diferentes, além do grupo que temos em Managing Across Cultures (ainda temos assignments para concluir…).

Felizmente, este final de semana deve ser um pouco mais tranquilo, pois tenho menos pré-leituras para a segunda-feira. Vou aproveitar para adiantar algumas coisas que tenho que fazer para microeconomia, gestão de carreira, Cultures… Ah, e não posso esquecer que nosso grupo tem reunião domingo, às 17h00! (afinal, não é à toa que temos acesso 24×7 ao prédio da escola 🙂 ).

Ai… Cansei!

Como alguns de vocês têm acompanhado nos últimos posts, todo o sedentarismo que tinha em São Paulo desapareceu!

Tudo começou bem cedo, quando tivemos que carregar aquelas malas monstro (… e um dia elas vão ter que voltar, ai!). Logo depois começou a andança. Meu Deus, como nós andamos! E andamos debaixo de um Sol inacreditável. Finalmente vieram as bicicletas, que alívio! Mas assim mesmo é um belo exercício para quem não tem musculatura desenvolvida, especialmente na volta do mercado, com as compras nas costas ;-).

Mas como eu não estava lá muito satisfeita com o volume exercício e tendo em vista que meu apetite por chocolate aqui é bem maior, resolvi aumentar a dose dos exercícios e fui pintar!

No início era o banheiro… ele não é muito novinho, a pintura já era escura e ainda estava bem sujinha! Perguntamos aos proprietários se não havia problema e eles até nos trouxeram a tinta e os apetrechos. Achei muito legal! Mas aí como eles haviam trocado os armários da cozinha, uma parede estava meio sem tinta e… pronto: Banheiro e Cozinha!

Pintando_1Então, ontem e hoje fiquei eu pintando os dois cômodos… a tinta não era Suvinil, mas era boa ;-). Na verdade ela é bem diferente, é uma tinta beeem grossa, achei que dá mais trabalho, fica pesado para passar, mas em compensação duas mãos em uma parede beeem suja ou escura é mais do que suficiente.

Estou toda dolorida, mas o resultado valeu! Um banheiro clarinho sempre é mais gostoso ;-).

Salvamos um Pato!!!

Saímos para comprar um comidinha, não estava muito empolgada para cozinhar hoje. Fomos à um restaurante Take a way aqui perto que prepara wok… simples, mas bem gostoso. O rapaz que prepara é bem simpático, fala pra caramba (nem sempre dá para entender… é muito enrolado o jeito dele falar) e acho que gostou da gente ;-). Da primeira vez que fomos lá ele perguntou de onde éramos e deu dica de alguns bares/restaurantes brasileiros em Bruxelas, e hoje ele veio nos cumprimentar e perguntou se tínhamos achado o bar/restaurante… ele parece até mais brasileiro do nós mesmos, muito extrovertido.pato

Pegamos nossa janta e estávamos voltando para casa, quando vimos uma confusãozinha… Dois carros no início da nossa rua parados e umas três pessoas olhando… então os carros conseguiram passar e pudemos ver que tinha um pato, é… um pato na rua. As três pessoas ficaram olhando, mas não fizeram nada e o pato continuou andando pela rua.

Logo falei para o Dú: “Temos que ajudar o patinho, Dú! Coitado do bichinho!” Mas não sabíamos como. O Dú já começou a rir e falou: “Agora só falta a gente sair correndo atrás de um pato na Bélgica… rsrsr… Como é que se pega um pato?” rsrsrs

Nisso chegaram mais dois carros e o pato… no meio da rua. Um deles ficou buzinando, pronto o congestionamento estava formado… Dois carros, um pato e nós dois! rsrsr

Tentei levar o pato para a calçada e ele insistia em ficar na rua… coitado, em um momento ele começou a dar uma corridinha (tão lindo!) e dava até para ouvir as patinhas dele batendo do asfalto. Se aproximou um senhor e falou algumas palavras em francês apontando para uma das ruas transversais, só entendemos que tinha um parque ou algo parecido para lá, então nós três encaminhamos o patinho para lá e quando ele estava nessa rua transversal saiu voando.

Que bonitinho… ajudamos um pato a achar o caminho da sua casa! rsrsrsr

Só aqui mesmo para pararmos no meio da rua, à noite para ajudar um patinho! 😉

Mais um pouco de guloseima

Não resisti e tive que escrever esse post

Ontem além do almoço com panquecas, no início da noite saímos para caminhar um pouco, na verdade para oscilar, já que o Dú ficou praticamente todo o dia estudando, e tomamos um dos meus sorvetes favoritos.

Aqui você encontra diversas sorveterias, mas de todas que experimentei (ainda faltam algumas é verdade ;-)) a que eu mais gostei é a t’Galetfe. Eles servem um sorvete de tiramisù que mais parece o próprio. Com toda certeza a base é mascarpone sem dó, hummm delícia.

Depois paramos em um bar/restaurante, beliscamos queijo e salame e experimentamos mais algumas cervejas.

E hoje providenciamos uma nova versão da super panqueca doce: agora usamos o Ovomaltine Crunchy Cream com os M&M’s Crispy, é claro! É divino… o gostinho do Ovomaltine, com os seus floquinhos típicos e em forma de creme… não preciso nem falar… estava uma delícia!

guloseimas

O melhor comentário sobre cervejas que ouvi

Na sexta-feira tivemos uma recepção na casa do reitor da Vlerick, em Bruxelas, uma oportunidade muito bacana de conhecer também alguns alunos dos mestrados e do MBA part-time e os professores e coordenadores da escola.

E um dos meus classmates belgas fez um comentário muito engraçado sobre uma das cervejas que experimentei; antes do comentário, o contexto. Estávamos conversando sobre outras coisas quando outro classmate, este do México, chegou feliz com um copo de cerveja; “Adivinhem que cerveja é esta!”, disse. “Hoegaarden!”, respondeu outro. Foi nesta hora que nosso amigo belga fez uma cara meio estranha e disse: “Você gosta desta cerveja? Sabe como a gente chama ela aqui? Dishwasher water (água da máquina de lavar pratos)!”

Apesar de um pouco radical, a descrição me parece razoavelmente precisa 🙂 Afinal, ela tem o “mérito” de estar entre as 3 cervejas que não pretendo experimentar novamente. Mas o curioso é que vejo muita gente com um copo de Hoegaarden na mesa… Talvez nenhum deles seja belga 🙂