Archive | agosto 2009

Bruges… Que sábado delicioso!

Pegamos um trem e em 1h30 chegamos a Bruges. Alguns guias de viagem dizem que Bruges é um dos locais turísticos mais procurados da Bélgica. E acredito que realmente seja, porque o centro histórico realmente é incrível, as construções medievais são maravilhosas, as ruas todas sinuosas, o que dá ainda mais charme à cidade e canais cortando toda a cidade.

As construções datam do século 13, quando Bruges vivia a “idade de ouro”, uma vez que era o centro internacional do comércio de tecidos que nela floresceu por cerca de 200 anos a partir desse século.

Igreja_Nossa_SenhoraAs ruas na cidade são bem conservadas, não há poluição visual (outdoors ou prédios) e mais uma vez o trânsito é praticamente de bicicletas. Até se vê mais carros que em Leuven, mas por se tratar de uma cidade ainda mais turística, vimos muita gente andando a pé.

Nossa primeira visita foi à Igreja de Nossa Senhora, uma igreja magnífica construída em 1.220. Sua torre mede 122 metros, é realmente muito alta. Logo que saímos da estação de trem já podíamos avistá-la, também a torre da Igreja de Nossa Senhora é a segunda torre de igreja mais alta na Bélgica (a catedral de Antuérpia tem a maior torre com 123 metros… foi por pouco, hein?!).

MadonaPor si só ela já é linda, o teto é esplendoroso, peças enormes e magnífica entalhadas, uma leveza no ar que só estando lá para sentir, não tenho palavras para descrever… e como se não bastasse lá está a Madona (Maria com o menino Jesus) de Michelangelo, uma das raras obras de Michelangelo que está fora da Itália. A escultura é em mármore Carraca e traz uma delicadeza nas expressões deliciosa!

A única coisa que não pudemos ver direito foi o detalhe da torre, pois estavam com um trabalho de restauração, então grande parte da torre está coberta com aquelas proteções de segurança. Mesmo assim, é uma igreja lindíssima.

Depois andamos por todo o centro histórico e fizemos um agradável passeio de barco pelos canais que cruzam a cidade. Vimos outras construções bárbaras como do Hans Memling Museum e St Janshospital – um hospital do século 12 que funcionou até 1976, a Viela do Burro Cego – uma passagem estreita do século 18, Stadhuis – uma das mais antigas prefeituras da Bélgica (mas o prédio da prefeita de Leuven é bem maior e no mesmo estilo), o Teatro Municipal… e também o Belfort – incrível: erguida no século 18 a Belfort é uma torre octagonal, maravilhosa, na qual é guardada Belforta carta constitucional da época medieval. 47 sinos estão em sua torre e quando tocam ecoam uma melodia lindíssima e o guia do passeio de barco comentou que há 366 degraus, mas isso nós não conferimos 😉

No almoço comi os tão famosos Mexilhões (ou Mosselen em Holandês)… hum estava uma delícia!!!

O dia estava ensolarado, mas com um ventinho bem frio… Que sábado gostoso!

Na volta passamos no Begijnhof, um convento que fica em uma área muito tranqüila na cidade. Tem um grande gramado no meio com muitas árvores e ao redor casas brancas e uma igreja de 1.602. Ali moram as Beguinas, uma irmandade laica fundada em 1.245, elas não tomam voto, mas dedicam-se à vida religiosa. Quando entramos na igreja, algumas delas estavam lá orando em forma de canto…muito, muito especial!

E por fim passamos por um dos parques da cidade… uma graça!

Pegamos o trem e logo chegamos à Leuven e, para a nossa surpresa, nos deparamos com um tango bem alto, nos aproximamos do pátio, de onde vinha a música, e lá estavam casais bailando… que surpresa gostosa!

Ah! Atendendo à pedidos estamos colocando algumas fotos no Flickr, o link é http://www.flickr.com/photos/fernanda_relvas/

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Quase uma caixa de cervejas…

Bem, como nós almoçamos e jantamos quase todos os dias em restaurantes nas últimas duas semanas, eu acabei experimentando várias cervejas neste período. Como está muito devagar colocar uma a uma (e minhas aulas estão para começar…), resolvi fazer um “mega post” falando de 9 cervejas… (faltaram 3 para uma caixa 🙂 ) Lá vai:

Orval

Esta fica numa categoria parecida à da Westmalle; lembra bastante a Chimay, mas é menos encorpada. Como gosto de cervejas fortes e encorpadas, continuo preferindo a Chimay. Faz alguns dias que a bebi, então terei de experimentá-la novamente para colocar mais detalhes.

Estaminet

Finalmente vou falar de uma cerveja pilsen, categoria “premium”. Eu gosto de cervejas pilsen, mas acho chato elas dominarem o mercado brasileiro da forma como dominam; acho que por isto demorei um pouco mais para experimentar uma cerveja deste tipo. Voltando à Estaminet, ela tem cor clara e brilhante, muito límpida. No primeiro gole ela dá a sensação de ser super amarga, mas logo depois esta sensação desaparece e fica apenas um sabor muito agradável, de uma cerveja saborosa, macia e muito, muito boa.

Hoegaarden

Lembram da Brugs Witbier? Pois é, esta também é uma witbier, mas eu não sabia disto, esta informação fundamental não estava no cardápio e, como ela parece ser bem conhecida, nunca ia imaginar isto. O maior mérito dela é não ter o mesmo sabor pronunciado da Brugs, ser um pouco mais “aguada”. É mais ou menos como dizer que seu maior mérito é não ser tudo que deveria ser… Talvez o único motivo para experimentá-la de novo seja curiosidade, pois li que as witbier ficam praticamente brancas quando estão bem geladas (por isso também são chamadas de white beer). Talvez bem gelada ela seja um pouco mais palatável.

De Koninck (Bolleke)

O legal desta cerveja é que ela tem um “apelido”: Bolleke, que na verdade é o nome do copo em forma de bowl da De Koninck, a cervejaria que a produz. Agora falando da cerveja em si, eu não lembro muito bem dela 🙂 Só lembro que gostei, era uma boa cerveja, mas também nada de espetacularmente especial.

Westmalle Tripple e Leffe Tripple

Estas duas são muito boas mesmo. São cervejas claras, mas muito fortes (9% de álcool e acima). Elas são claras e apresentam-se um pouco turvas, mas nada tão exagerado quanto uma witbier. Apesar de serem assim tão fortes, tem um sabor muito suave, nenhum amargor exagerado nem presença marcante do álcool. A Westmalle é um pouquinho mais encorpada; eu gostei mais dela e a Fernanda, da Leffe. Mas qualquer uma delas me deixaria muito contente.

Kriek

Desta eu escapei 🙂 Um colega do curso a pediu para experimentar e seu comentário foi: “Hum, parece cereja. Hum, cheira como cereja. Hum, tem gosto de cereja! É, não dá para acertar todas…”. Acho que não preciso falar mais nada.

Brugge Tripel

Mesma categoria das Westmalle e Leffe Tripple descritas acima. Mas esta é um pouco mais sem-graça. Experimentei quando visitamos Brugge, já que era uma cerveja local.

spandoek_lesage-webLesage

Outra cerveja que experimentei em Brugge. Como ela estava em destaque no cardápio imagino que não seja uma cerveja muito comum de se encontrar (também não lembro de tê-la visto em nenhum dos restaurantes/bares de Leuven). Ela é uma cerveja blond, mas tem uma coloração um pouco mais intensa, não é dourada. É muito saborosa e também não dá nem sinal de seus 7% de álcool.

Ufa, depois desta maratona acho que não tenho mais nenhuma na lista para escrever… A não ser a Stella Artois, que não é mais novidade aí no Brasil. Mas admito que é ótimo ter a opção de pedir uma Stella quando você não está a fim de pensar muito no que vai beber…

Eba! Primeiro dia no Ap…

(o que aconteceu em 27 de agosto de 2009…)

Tudo parece ainda muito estranho… sabe quando você muda de casa, nem precisa ser em outra cidade ou país, mas a primeira noite na casa nova sempre é um pouco estranha… os barulhos ainda não são conhecidos, acordamos no meio da noite nos perguntando: “onde é mesmo que estou”, mas logo a ficha cai. Pois é, conosco não foi muito diferente! Como nos mudamos apenas ontem não estamos habituados ainda à nova casa.

É divertido ter que parar para pensar, onde é mesmo que é o banheiro ou onde deixei meu chinelo, e as roupas… em que lado ficou à direita ou à esquerda, em qual prateleira? rsrsrsr

Ainda não temos nada na geladeira… então fomos tomar nossa café da manhã em uma padaria super charmosa bem pertinho e seguimos direto para a Ikea novamente. O travesseiro do Edu não era bom (ele acordou reclamando de dor no pescoço), um dos lençóis era grande demais e o edredon que tinha aqui não dá para ser usado… sujo, eca! Ah, e o armário é pequeno e não couberam todas as nossas roupas, resultado: temos ainda duas malas para desfazer.

Isso quer dizer que, mais uma vez, saímos para andar, andar e andar ;-). Mas hoje foi bem mais fácil, já sabíamos que ônibus pegar e onde descer. Percorremos toda a loja novamente, que desbunde! Compramos mais um monte de coisa e saímos carregados… pega o busão, acomoda as coisas no busão, desce depois de 30 minutos e caminha até a nossa casa carregando tudinho! O mais engraçado foi quando sentimos alguns pingos… “Ai meu Deus! Eduardo, vamos andar mais de pressa, temos que chegar antes que chova!” Como se tivéssemos um ritmo lento nas nossas habituais caminhas por Leuven… rsrsrsr

Montamos o armário, acabamos de desfazer as malas (eba! Agora só falta achar uma forma de guardar os sapatos rsrs), colocamos o edredon no forro (isso é realmente super legal! Você compra o forro e depois escolhe que “recheio” você quer. Tem inclusive as graduações de calor (de 1 a 5), compramos dois em um, dessa forma temos um edredon grau 1 e outro grau 3, mas também podemos usar os dois juntos e temos então um terceiro ainda mais quentinho!) e então fui parar na cozinha… dar um tapa nos armários e começar a lavar as louças que estavam completamente empoeiradas e com a serragem dos armários…

Percebi o quanto nossas pias de pedra (granito e outras) são fantásticas! Aqui é tipo uma fórmica e fico super encanada de lavar a louça e deixar água cair, paro de lavar e fico secando o tempo todo… uma hora eu me acostumo. Mas não deu para lavar tudo, o escorredor é muito pequeno e não temos ainda pano para enxugar a louça. rsrsrs

Fomos fazer nossa primeira compra. Em SP éramos super rápidos, em 30 ou no máximo 40 minutos fazíamos compra, era uma beleza! Hoje acho que ficamos 1h30 só vendo os produtos e tentando entender o que era o que… compramos as coisas para o nosso café da manhã… eba! Amanhã tem café em casa!

Enfim mudamos ;-)

Esses dois últimos dias foram realmente tumultuados… para variar andamos muito e resolvemos mais um monte de pepininhos… Mas o mais legal de tudo é que ontem (26/08/2009) nos mudamos para a nossa nova casa, aqui em Leuven.

A reforma da cozinha terminou e então fechamos a conta no novo B&B, o qual é legal, mas o Lodging é muito mais.A Nelli, responsável pelo B&B novo é uma graça, ela inclusive permitiu que deixássemos nossas coisas lá por mais um tempinho até que pudéssemos trazer tudo para apto.

Nesse meio tempo, depois de perguntar à umas três pessoas diferentes, pegamos um busão e fomos caçar a Ikea. Para quem não conhece a Ikea é a versão original e européia das lojas Tok&Stok e Etna… dá para imaginar o naipe da loja, não?

Bem, pegamos o busão e depois de 30 minutos estávamos lá! Que loja incrível! Enorme! Tudo é muito moderno e muito bonito. Tenho que reconhecer que a qualidade dos móveis nem sempre é melhor que a do Brasil… mas o design é impecável!

Foi uma tortura não querer, aliás, não comprar tudo, porque querer eu queria mesmo! Mas na atual conjuntura tínhamos que ser racionais e comprar aquilo que era realmente necessário, como toalhas de banho, lençol, travesseiro (ai que tortura escolher um travesseiro) e mais algumas miudezas.

Aventura maior ainda foi o retorno, já que tínhamos duas sacolas enormes e azuis para carregar ônibus à dentro.

Chegamos ao apto e o Vincent e sua mãe estavam aqui terminando de ajeitar e limpar tudo. Como já disse em posts anteriores, ele é uma graça, mas a mãe dele é ainda mais. Uma mulher bonita, simpática e muito, muito agradável. Lembram-se que falei que ela e o marido haviam vindo ao Brasil, pois é visitaram Salvador, Manaus, Brasília, Foz do Iguaçu (Brasil e Argentina) e Rio de Janeiro. Ela disse que adoraram a viagem, que o clima é uma delícia. Experimentam moqueca (foi uma graça ela falando algo parecido com moqueca ;-)) e o marido dela pescou duas piranhas no Pantanal. Ela é uma fofa!

Voltamos ao B&B, pegamos nossas coisas. O Edu, como não poderia deixar de ser, usou novamente o toillete coletivo… essa era a sua última oportunidade ;-), e viemos para a “nossa casa”… que delícia dizer isso… começamos a arrumar nossas coisas, desfazer nossas malas e, como também não poderia deixar de ser, acabei no banheiro… dando um tapa no danado… Não é uma crítica, mas a limpeza a qual estamos acostumados no Brasil é bem diferente! Suei feito uma louca para conseguir melhorar as condições dos azulejos do box… Mas no final ficou uma delicinha, ou quase… trocamos a cortina, é, aqui são raros os boxes de vidro, e Gabi, você tinha toda razão: “Cadê os ralos dos banheiros, meu Deus?”… Ai que saudade de um bom tanque para lavar de verdade o pano… (minha mãe vai adorar ler isso…rsrsrs)

E finalmente, tomamos um banho, nos trocamos, colocamos roupinhas limpas, recém tiradas das malas e… passamos perfume… Que delícia!

Desse dia ainda sobraram algumas coisas para hoje (27/08/2009), mas já estou com muito sono para continuar a escrever… amanhã conto o que faltou!

Beijocas diretamente na nossa casa em Leuven 😉

Duvel

Esta é uma cerveja clara, mas do tipo strong golden ale, bem diferente do que normalmente esperaríamos de uma cerveja clara. Primeiro porque ela é muito forte (8,5% de teor alcoólico), segundo porque ela é bastante encorpada. Descobri que seu nome significa “diabo” no dialeto falado em Antuérpia e Brabante; parece que tem algo a ver com um comentário que saiu em um jornal da época. Mas falando sério: o que leva alguém a mudar o nome da sua cerveja de Victory Ale (Ale da Vitória, ou algo assim) para Diabo? Bom, deixando isto de lado, a cerveja é muito, muito boa mesmo.

Outro parênteses: por que uma língua que já é mais ou menos um dialeto do holandês precisa ter seus próprios dialetos? Um dos meus classmates, um chileno que vive há um ano em Bruxelas, me contou que, pelo que sabe, nem os holandeses gostam de conversar com os belgas de Flanders em holandês. Parece que os holandeses estranham o sotaque dos belgas, então preferem conversar em inglês… Cada vez menos motivos para aprender esta língua… Uma das poucas exceções vale para a pronúncia correta do nome de cada cerveja, é claro 🙂

Malas e reformas… não sei o que é pior!!!

Eu nem sei por onde começar a contar nossa história de hoje… na verdade começou ontem às 22h30, quando o Vincent (o rapaz que estamos alugando o apto), nos ligou dizendo que a troca dos armários da cozinha, que estava programa para o sábado passado, não terminou. Quando começaram a mexer perceberam que tinham mais coisas a fazer e então a cozinha antiga foi retirada, mas a nova ainda não tinha sido colocada.

Bem, sabemos que reforma sempre é reforma. Inevitavelmente outras coisas acabam aparecendo no meio do caminho. Vimos com o pessoal do B&B que estávamos se havia disponibilidade para mais uma ou duas noites e… não havia mais, eles estavam para receber mais hóspedes e infelizmente não seria possível continuarmos lá.

Combinamos então com o Vincent que veríamos a condição do apto às 11h00, horário que havíamos combinado para a mudança e então decidiríamos o que fazer.

Arrumamos as malas ainda à noite… até que foi fácil fechá-las. Estávamos com medo que seria complicado. Mas não foi!

Pela manhã, tomamos nosso usual delicioso café da manhã e fomos descer as malas… por aquela escada estreita e íngreme! O Andres (o rapaz equatoriano que ajudou o Edu a subir as malas) não estava e o outro que estava por lá estava ocupado fazendo sei lá o que… então sobrou para mim dessa vez!

Começamos a traçar uma estratégia, como melhor pegar, se pela alça, se de lado, não melhor em pé! Sei lá como, descemos as quatro malas de quase 30 quilos cada… Ai! Não preciso dizer que minhas costas estão doendo a essas horas, não é?! 😉

Fomos pedir o telefone de algum táxi para levarmos as malas até o apto (ou vocês acharam que sairíamos arrastando esses monstros pelas ruas de Leuven?) para o outro rapaz e ele foi super legal, nos pediu mais uns minutinhos para terminar o que estava fazendo e disse que nos levaria em seu carro!

As malas couberam no carro, ufa, mas eu… os pequenos sempre se estrepam nessas horas… fiquei no banco de trás toda apertada, é claro. Ainda bem que é pertinho! Pegamos um congestionamento, nossa! Foi um horror! Em quatro minutos estávamos lá 😉 Imaginem se fosse em São Paulo?!

As cortinas do apto estavam abertas e pudemos ver, antes mesmo de entrar, a zona que estava lá dentro. Dois homens trabalhando, com serra de madeira, aqueles armários espalhados por todo o canto e aquela poeirinha de madeira serrada por todo o lado! E o Edu falou: “Não vai dar para ficarmos aqui!”. Deixamos apenas as malas, também não daria para carregá-las para outro lugar! Pegamos uma muda de roupa e as coisas de banheiro, colocamos mas mochilas dos notes e fomos… caminhar!

Por sorte conseguimos um outro B&B que nos indicaram, fomos para lá e a moça que nos atendeu é super simpática. O lugar já é mais simples, mas bom também! O engraçado foi ver a cara do Edu quando ela mostrou o toillete comum… no corredor. No quarto tem apenas o chuveiro e a pia! Ele fez uma cara minguada que só vendo! “Ah Dú, só por hoje vai?!”

No meio de toda essa confusão passamos na faculdade para ver alguns cursos… achei meio confuso, mas ainda tenho que pesquisar mais algumas coisas e amanhã pretendemos passar nas escolas de idiomas que têm por aqui… depois conto o desenrolar dessa história.

E eu achando que hoje contaria super empolgada a saga das malas… a reforma atrapalhou tudo! Mas no fim vai ficar bem legal! Sejamos paciente! 😉

Ah! Esqueci de contar: estava chovendo…

Brugs Witbier

BrugsBem, como nem tudo é perfeito, esta foi minha primeira decepção. No começo eu fiquei curioso – afinal, o que devia esperar de uma witbier? – mas a verdade nua e crua é que não gostei nem um pouco do que descobri. Esta é uma cerveja de trigo diferente das weissbier que conheci no Brasil (Erdinger e assemelhadas); no copo ela tem uma cor palha bem clarinha e é absolutamente turva, muito mais do que uma weissbier. Na boca foi uma batida de frente com o meu paladar; diria que ela é refrescante, mas ao mesmo tempo tem um certo azedume que não me agradou nada, nada. Na verdade, não sei se azedo é o melhor descritivo, mas o fato desta sensação ainda ser bastante pronunciada só tornava a situação ainda pior. Ainda bem que no mesmo dia eu experimentei a Westmalle Dubbel, que gostei muito 🙂

Guardem bem a “cara” dela para pensarem 2 vezes antes de comprar uma garrafa.

Westmalle Dubbel

Westmalle Dubbel; Oude MarktOba, mais uma cerveja trapista! De modo geral, eu diria que lembra bastante a Chimay, mas é menos encorpada. Como gosto de cervejas fortes e encorpadas, continuo preferindo a Chimay. Mas não me incomodo nem um pouco em receber uma garrafinha de Westmalle 🙂

Se vocês confiam na Wikipedia, esta é a cervejaria trapista mais antiga em operação, fundada em 1836. Tiveram tempo de sobra para aprender a fazer uma cerveja deliciosa. O site deles também é muito bacana; fala do processo de produção, das cervejas produzidas, de como elas são diferentes de outras cervejas e de como cozinhar com cerveja trapista (esta página não está funcionando, acho que porque seria um verdadeiro pecado jogar uma cerveja destas numa panela quente).

Achamos o Apto!!!

(o que aconteceu em 21.08.2009…)

Acordamos cedo novamente, tomamos um belo café da manhã, aliás o B&B (Bed & Breakfast) que estamos é uma delícia, fica um pouco mais longe do centro, mas nada de mais, é uma casa típica, muuuito bem decorada e recebemos um atendimento agradabilíssimo. A mesa do café da manhã é preparada no maior capricho! É uma delícia! Se alguém algum dia precisar, vale a indicação: http://lodgingat8.be/.

Graças a Deus o dia estava mais fresco, ontem à noite choveu! Foi um graande alívio! Bem coisa de paulista mesmo… ficar contente com chuva, pode? Saímos para a nossa caminhada diária. Aliás, já está ficando difícil aguentar o ritmo de caminhada. Quarta e quinta já andamos muuuito e como estava muuito quente ficamos bem cansados. E hoje, mesmo com o tempo mais ameno, estamos com as pernas cansadas.

Visitamos mais alguns studios e apartamentos, mas estamos bem inclinados pelo primeiro que vimos (ainda na quarta à noite). Ele é bem legal, até que grandinho (50 metros, em comparação com os demais é grandinho;-)) e está todo arrumado e mobiliado, a cozinha inclusive estão acabando de trocar essa semana. Fica em uma rua super tranqüila e ao mesmo tempo perto do centro, e o melhor de tudo: a 400 metros da Vlerick (escola que o Edu vai estudar).

Engraçado como são as coisas, estamos falando com o Vincent sobre esse apartamento, e os pais dele acabaram de voltar de uma viagem ao Brasil, a qual adoraram. Esse mundo realmente é muito pequeno! Marcamos novamente com ele às 18h00, vimos mais alguns detalhes e fechamos o contrato de aluguel… eba… na próxima terça nos mudamos.

Tomamos mais uma cerveja belga diferente para comemorar e para descansar um pouco as pernas… coitadas! Acho que nunca andamos tanto em um intervalo de tempo tão curto!

Contract_and_Trappist

Hummmm! No jantar comemos muuito bem, o Edu um salmão grelhado com legumes e um molho feito com vinho do porto e eu um macarrão (wok) com legumes, carne de porco e três molhos diferentes: shoyu, apimentado e um agridoce-apimentado delicioso!!! Terminamos muito bem o dia!

800 cervejas?

Quando alguém ouve “Bélgica”, dificilmente não lembra de “cerveja” (a não ser que deteste a bebida, é claro…). A Wikipedia diz que há cerca de 125 cervejarias no país, com cerca de 800 diferentes cervejas em produção regular. Quando eu encontrar números oficiais atualizo esta informação.

Bem, esta pequena introdução dá a ideia de qual será meu papel neste blog: a dura tarefa de experimentar tantas destas cervejas maravilhosas quantas forem possíveis e escrever minha impressão sobre cada uma dela. É claro que estou longe de ser um degustador profissional, mas gosto muito de apreciar boa comida, bom vinho e boa cerveja, por isso vou assumir que estou à altura de encarar este “desafio” pessoal. E é claro que minha opinão sobre cada uma das cervejas que experimentar será influenciada pelo meu gosto pessoal, portanto não levem meus comentários ao pé da letra. Inclusive porque não vou me preocupar em tomar notas enquanto estiver com um copo na minha frente, farei isto no dia seguinte, ou talvez no outro, de memória.

E para começar…

chimayChimay Rode (Red)

Nada melhor do que começar com uma cerveja trapista esta aventura “cervejística”. Para receber este nome, a cerveja deve ser feita por (ou sob supervisão de) monges trapistas e, no mundo inteiro, apenas 7 destes monastérios produzem cerveja (6 na Bélgica e 1 na Holanda – parece que estou no lugar certo para experimentá-las :)). O teor alcoólico é alto, 7%, tem cor avermelhada bem escura, densa, encorpada, mas não é nem um pouco amarga (mas também não diria que é doce), nem aparenta o teor alcoólico que tem. É absolutamente deliciosa e redonda (sorry Skol, mas você fica no chinelo perto desta aqui…), por enquanto minha favorita. E olha que ainda tenho 2 outros tipos de Chimay para experimentar 🙂