Os comerciais na Holanda são péssimos
O título já diz tudo; mas como o ditado diz, desgraça pouca é bobagem: os intervalos também duram uma eternidade… Ainda bem que a gente assiste bem pouca televisão ![]()
Vamos agora a uma amostra destas obras-primas: [update 19/02/2012] este junta todos os negativos: é de mau gosto, ruim e sem-graça. Incrível que seja veiculado em mais de um país…
Em seguida, este da Mentos:
Todos do Albert Heijn também são bem ruinzinhos. “Congratulations! This is the worst thing we’ve ever seen!” tinha mesmo que fazer parte de um deles…
Não está convencida? Que tal este?
Este vai na linha “holandês bobão”, um tema comum por aqui:
Outro exemplo:
Este, além de estúpido, é de mau gosto:
O que falar deste aqui?
Estes 2 manés são meio que uma dupla sertaneja holandesa que volta e meia nos presenteiam com sua canastrice:
Difícil de entender como alguns foram aprovados:
Depois de tanta porcaria, ainda bem que há algumas exceções
. Como este da Toyota:
Ou este outro aqui:
Mas os bons exemplos acabam por aí ![]()
Todos os caminhos levam a Ausfahrt
Logo no começo do meu MBA um grupo de amigos alugou um carro e viajou para a Alemanha. Não demorou muito para eles verem a placa
Continuaram a viagem, até que viram
Mais alguns quilômetros e… adivinhem
Que raio de cidade é esta,que tem sempre uma saída???!!!!??? Pergunta um deles
Não é uma cidade; ‘ausfahrt’ é ‘saída’ em alemão…. Responde o outro
Lembramos desta história quando viajamos para a Alemanha. Não dá para evitar a risada ![]()
Mas aposto que é um engano comum. Se não fosse, por que esta loja teria criado uma camiseta perguntando onde é Ausfahrt?
PS: nenhuma das fotos é nossa; são o resultado de uma busca rápida no Google. Acho que quem as fotografou não vai se incomodar delas estarem neste post inocente ![]()
O dia em que meu Inbox parou
Dia desses recebi a seguinte mensagem:
Impossível parecer menos legítimo… Tudo muito genérico, algo urgente que exige uma ação rápida, um link para você clicar… Se tudo isto não é suficiente, repare no @domain.invalid e no fato de que o email foi enviado para um grupo de pessoas de diferentes países!
Mas nem todo mundo pensa assim, e a primeira pessoa a responder foi rápida no gatilho: em poucos minutos, a primeira resposta:
É claro que esta não foi a única; uma avalanche de emails veio em seguida, até que alguém tentou alertar os incautos:
Sem muito sucesso, porque os emails continuaram a chegar… Alguns até resolveram contar quantos emails foram enviados:
Alguns ficaram irritados:
Enquanto outros estavam se divertindo:
Em alguns momentos a coisa ficou tragicômica (posso imaginar como a pessoa estava preocupada, mas não pude segurar a risada…):
Depois de entupirem a caixa de entrada de nem-sei-quantas-pessoas as mensagens finalmente pararam… Depois de algumas horas.
Estou contando isto como algo engraçado mas na verdade é muito sério. Só mostra que muita gente continua vulnerável a simples ações de engenharia social – e toda a tecnologia que temos à nossa disposição em certa medida só tornou a vida de quem faz isto mais fácil.
Então, da próxima vez que receber aquele email do suposto nigeriano que quer transferir alguns milhões de dólares para sua conta, não vá correndo para o aeroporto – só aperte DEL ![]()
Olha a placa!
Dirigir na Europa é uma moleza; as estradas são ótimas, o trânsito normalmente ajuda (tirando algumas áreas) e a sinalização é clara – depois que você se acostuma com algumas diferenças. Talvez a diferença mais visível é que as estradas tem menos sinalização de velocidade do que no Brasil – o limite é definido pelo tipo de estrada e quando você entra nela há uma placa indicando qual é o tipo. Nada complicado, mas diferente.
Mas como toda regra tem sua exceção, às vezes nos deparamos com algumas placas impossíveis de entender – não importa o quanto se tente. Eis nossa pequena amostra:
Falando sério, o que isto significa? Proibido carro-bomba? Proibido acender fogueira no teto do carro? Até hoje esta placa é o maior mistério para nós… (esta foto foi tirada na China, mas já vimos a mesma placa por aqui também).
E esta? Atenção com o bigode? Foto tirada em Frankfurt.
Para terminar, não tenho a menor ideia do que esta placa significa, mas ela parece bem mais legal do que as outras duas
O melhor é que ela está aqui pertinho, em Eindhoven mesmo.
Um sapão educado
Sexta-feira, dia não oficial de trabalhar em casa na Holanda (ou pelo menos na Philips). O escritório fica meio vazio (ótimo para achar salas de reunião livres) e mais silencioso.
Estava eu numa destas sextas-feiras trabalhando sossegado, ninguém ao meu lado e apenas uma pessoa na minha frente, do outro lado da baia baixa. Como não quero alimentar estereótipos sobre diferentes culturas, vou dizer apenas que ele com certeza não é nem holandês nem brasileiro.
De repente um arroto. Não foi assim um arrotão escancarado, foi mais como um arroto controlado – mas ainda assim bem audível. “Ele deve estar meio mal do estômago”, pensei com otimismo com os meus botões. Algum tempo depois… outro arroto. Mesmo esquema: controlado, mas sem dúvida um arroto. E mais um. E outro. Bom, você pegou a ideia da situação.
Só para variar, veio um espirro. “Sorry!”, eu ouço vindo do outro lado da baia.
Sapão, mas ninguém pode negar que era educado ![]()
Uma confusão ítalo-argentina
Nossos amigos argentinos gostavam muito de um restaurante italiano e toda vez que combinávamos de jantar juntos a sugestão sempre era: “Vamos ao Gino?” e acabávamos indo ao Gino.
O atendimento é bárbaro, a comida é muito boa, desde as pizzas até os pratos mais sofisticados, o preço é um dos mais camaradas e assim o restaurante do Gino acabou ficando o ponto de encontro oficial da turma.
O restaurante do Gino ficou tão famoso entre toda a turma que todas as vezes que íamos ou só passávamos em frete lá tinha alguém da Vlerick.
O Gino, dono do restaurante, é um italiano muito simpático e fala português, pois namora uma brasileira do Recife. A Mônica também é uma fofa. Tivemos a oportunidade de conhecê-la uma das vezes que ela estava na Bélgica. Esse era mais um motivo para frequentarmos o restaurante.
Todos chegávamos e logo o Gino vinha nos cumprimentar. Um dia, estávamos em uma turma grande, e enquanto jantávamos o Nacho (nosso amigo argentino que influenciou toda a turma a aderir ao restaurante do Gino como point oficial) declara, para comoção geral, que o Gino não era o Gino. Hehehe. Na verdade o nome do Gino é Nunzio. Todos fizemos a maior cara de ué e a explicação do Nacho para o fato foi: “Eu comecei a chamá-lo de Gino (sem qualquer razão) e o nome pegou”…
… E como o Nunzio nunca o corrigiu, todos o chamavam de Gino e agora o Gino, que é Nunzio, se tornou Gino. Pode?
O fato é: o restaurante do Nunzio se chama Metaponto e fica na Tiensestraat 213. Mas sendo Gino ou Nunzio, o restaurante é ótimo!
O irresistível Arciduca; Nossos amigos Argentinos com o Gino/Nunzio; A pizza de prosciutto crudo; Uma das tantas vezes que nos reunimos no Gino/Nunzio
Vai uma Sokol aí, Skol?
Não, o título não é um erro de grafia!
De Viena fomos para Ljubljana, capital da Eslovênia. Lá aproveitamos a dica do Goran, meu colega esloveno, e fomos jantar no Gostilna Sokol. Seguindo a “tradição” de experimentar cervejas diferentes, pedi a cerveja local indicada pelo garçom, que se chamava… Sokol.
E não é que a tal de Sokol era bem boa? Clara, com um bom corpo e aroma e sabor bem gostosos.
No outro dia, quando fomos fazer o check-out no hotel, descobrimos que o rapaz da recepção se chama… Skol.
Ah, e compramos nossos tickets de Viena para Ljubljana com o Kafka
Quer saber mais sobre a Bélgica?
O texto deste vídeo foi escrito por Marcel Sel, um escritor belga que capturou de forma precisa algumas das coisas que mais surpreendem um expatriado na Bélgica. Infelizmente não encontrei uma versão com legendas em português, mas, na melhor tradição belga, há uma com legendas em francês e holandês. Ao mesmo tempo
Isso que é presença!!!
O sentimento de segurança na China é real. Não vimos e não tivemos nenhum problema relacionado à falta de segurança em nenhuma das cidades que visitamos. E tenho que dizer: Esse sentimento é sensacional. Poder sair com câmera fotográfica, mesmo das grandes, sem nenhum tipo de neura… Não tem preço. É claro que sempre tomamos cuidado, mas é muito diferente tomar cuidado de simplesmente não sair na rua com nossa câmera, o que acontecia quando vivíamos em São Paulo.
Mas o que na verdade chamou muito a nossa atenção na China foram os guardas, seguranças, policiais e assemelhados… A Masculinidade, Força, Tamanho, Vigor… Nossa é realmente impressionante. Impressionante como eles não transmitem a menor segurança e como eles não são respeitados
. É, é verdade. Para entrar no metro você deve passar sua bolsa, mala, etc pelo raio-x e vimos, diversas vezes, pessoas passando batido, os guardas até chamavam a atenção dessas pessoas, mas nada, nada acontecia. Os guardas ficavam parados com cara de uó e as pessoas passavam pelas catracas em direção ao metro.
Só para ilustrar um pouco do nosso espanto aí vão algumas fotos.
Para aqueles que não me conhecem eu sou bem grande, assim 1m50 de força, manja?! Então, eu passei pelos guardas e o Dú tirava as fotos de nós dois para poder colocar a “presença” dos guardas em perspectiva.
Aqui mais um bom exemplo da “presença” policial.
Estávamos sentados em um bar em Beijing, relaxando, tomando chá e cerveja e observando o movimento. Na esquina bem na nossa frente estavam esses dois. Vejam só o porte! A atividade mais exigente que pudemos observar no período que ali estávamos, foram as vezes em que tiraram foto dos turistas que passeavam pelos arredores. Pode?
Bom, nesse caso nenhuma descrição é necessária. Convenhamos?!
E este é um épico. Para nós a versão chinesa do Charles Chaplin com seu labrador gorducho e bonachão, quero dizer, muito, muito feroz.

Nos sentindo como… artistas!
Quem nunca na vida não quis ser artista? Andar pelas ruas e ter olhos curiosos te seguindo? Eu já quis!!! E na China matei, ops matamos, a vontade. ![]()
Nas ruas, no metro, everywhere, éramos seguidos ou até encarados por olhos chineses muito curiosos…. Logo nos primeiros dias achei que isso acontecia por eu estar usando decote (Dú até reclamou, mas com o calorão que fazia naquela terra, só com roupinhas de verão para dar conta), mas daí veio a resposta para o meu incômodo:
Estávamos na Cidade Proibida quando duas chinesas me pararam e falaram “photo“. E eu muito solícita, pensando que elas queriam que eu tirasse uma foto delas, respondi com um sorriso no rosto “sure“. Logo as duas deram a câmera para o Dú e correram, cada uma de um lado, para me abraçar. Eu olhei para o Dú com cara de ué e ele se matando de rir da minha cara.
E assim foi por todos os lugares que visitamos quase todos os dias em que estivemos na China. Nessas alturas tem muita foto nossa rolando por lá.
Na primeira foto o Goran estava até de mãos dadas com a garota. hihihi Já na última o Dú estava tirando fotos na praça da Giant Wild Goose Pagoda (Xi’an) e os chinesinhos aproveitaram a distração para tirar foto dele, mas o Dú foi mais rápido e pegou todos no flagra.






