O Carnaval de Eindhoven
Para aqueles que ainda acham que o Carnaval é uma festa tipicamente brasileira, trago a triste notícia de que estão imensamente enganados. Não! O Carnaval não foi inventado no Brasil. Sim! Ele foi inventado na Europa. Acreditem! Ficou curioso? Então dê uma lidinha sobre as origens do Carnaval aqui ó.
Com isso o Carnaval não é privilégio apenas dos brasileiros. E aqui em Eindhoven também tem. E não apenas aquele organizado por brasileiros residentes nessa terra.
Sábado e domingo fomos às ruas do centro para checar os acontecimentos. E qual não foi a nossa surpresa em ver, desde a porta da nossa casa, pessoas fantasiadas. Muitas, muitas fantasias. Das mais esdrúxulas às mais requintadas. Crianças, jovens, adultos e idosos. Todos, indistintamente fantasiados.
Ao chegarmos na estação central pensamos que a festa era lá. Só dava gente fantasiada. Muito confete e serpentina no chão. E gente que não acabava mais. As ruas estavam em festa. No centro o trânsito local estava bloqueado. Nos bares música alta e muita gente lá dentro.
Assim foram os dois dias. Sábado e domingo. Caminhamos pelas ruas com maior concentração de bares do centro da cidade e nos divertimos muito. Éramos praticamente os únicos não fantasiados. O que inclusive nos rendeu algumas perguntas: “De onde vocês são?” Logicamente não éramos locais, mas quando respondíamos que éramos do Brasil uma cara de espanto surgia. hehehe
No sábado as ruas estavam assim, cobertas de confetes e serpentinas.

Os bares, dentro e fora, estavam lotados.
Para animar ainda mais o povo nas ruas, bandinhas bem organizadas faziam suas performances.
Imaginação e criatividade não faltaram no quesito fantasia.
E a batata frita também estava lá.
As estátuas também participaram ativamente do Carnaval.
O tráfego estava bloqueado, mas não para o abastecimento de cerveja!
Mas vejam o estado das demais ruas do centro.
O que mais me chamou a atenção foi ver a disponibilidade das pessoas em vestirem-se de forma ridícula, inusitada, esquisita ou qualquer coisa que o valha, sem pudor. Essa disponibilidade, livre de preconceito, é um sentimento muito interessante de se experienciar na Holanda. Digo isso, porque quando penso em festa a fantasia no Brasil, logo me vem a mente a preocupação das pessoas em não parecerem ridículas. Em abusar um pouco no look, mas ainda assim em se vestir de forma cool, bonitinho, combinandinho. A aparência ainda (e talvez nunca deixe de ser) é o carro chefe nas decisões das pessoas.
E ainda no clima “pensante” de Carnaval, posto aqui o vídeo de uma jornalista que, desprovida da neutralidade requerida pela profissão, diz muito sobre o retrato do carnaval de hoje.
Pena que não consegui fazer o upload do vídeo com a performance de uma das bandas…
Já estou pensando em nossas fantasias para 2012… Mas tem que ser algo bem quentinho!







